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sexta-feira, 20 de maio de 2011

À classe média arrogante e iletrada



Se você é da classe média arrogante, iletrada, que gosta de entremear suas frases com expressões em inglês como o ridículo feedback e outros estrangeirismos idiotas e ficou se achando muito inteligente por conseguir compreender que infringe a norma culta dizer “os livro”, agora chegou a hora de você descobrir o mico que pagou ao criticar o livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloisa Ramos, adotado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Abaixo, sob dica do blogueiro Miguel do Rosário, reproduzo vídeo do programa Entre Aspas, da insuspeita Globo News, no qual a apresentadora Monica Waldvogel tomou uma surra lingüística de gente que tem credenciais para julgar esse caso. Descubra agora o mico que você pagou. E não esqueça de que foi avisado por pessoas como eu, o Miguel e outros que aprenderam a se relacionar com o idioma de forma não-arrogante, porque é assim que vemos o povo.
blog da cidadania


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por gentileza, vão se sodomizar

A frase acima foi construída de forma a demonstrar ao leitor que não se pode, o tempo todo, falar como se escreve ou escrever como se fala. O título do post poderia ser usado em uma situação da qual se deve fugir, ainda que seja impossível. Afinal, todos nós, algum dia, já dissemos coisa parecida a alguém. Ou tivemos vontade de dizer.
O livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloisa Ramos, adotado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), está sofrendo um bombardeio simplesmente por tentar explicar ao público ao qual se dirige (crianças e até adultos em processo de alfabetização) exatamente isso, quando usar o português formal e informal. E explica por que usamos as duas formas.
Apesar disso, certos colunistas de jornal andaram se manifestando no sentido de que o governo Dilma, através do MEC, estaria ensinando a crianças que falar errado é certo só porque Lula fala errado.  Outros, preferiram dizer que o livro foi escrito para o governo federal não ter trabalho de ensinar direito as crianças.
Vendo que jornalistas capachos de barões da mídia não perdem uma chance de mostrar serviço e tentam descobrir pelo em ovo, vendo-os distorcerem a intenção do livro supracitado, muitos podem ter vontade de lhes dizer uma frase como a que encima este texto. Não é recomendável, mas que dá vontade, isso dá.
Para avaliar o caso há que ler o livro didático que provocou esse surto de má fé, pois ninguém que escreve coluna de jornal é tão burro a ponto de não entender o que a obra explica, ou seja, que não adianta você mandar alguém que faz a sacanagem que esses jornalistas estão fazendo, ir se sodomizar. Tem que mandar no popular, mesmo.
Eis, o capítulo do livro que gerou a polêmica. (click em, mais informações)