A primeira coisa em que deve pensar aquele que é denunciado com estardalhaço pela imprensa é na família, nos amigos, nos vizinhos, nos colegas de trabalho. O alvo da denúncia já imagina os olhares se desviando, as pessoas se afastando, dando desculpas para cancelar um compromisso consigo, não atendendo aos seus telefonemas.
Como o fenômeno ocorre exatamente no momento em que o indivíduo mais precisa de apoio, a sensação de desamparo, de que o mundo está desabando, é inevitável e crescente. A mente desanda a fantasiar sobre os desfechos mais terríveis para aquilo tudo.

