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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O pior cego....



Pela primeira vez, desde que começou ser feita a medição de audiência na TV aberta, a Record derrotou hoje a Globo em todos os programas matinais, e fechou a manhã, das 6h às 12h, em primeiro lugar no ibope.
Na média, a Record ficou com 6,9 pontos contra 6,3 da Globo e 5,9 no SBT. Os dados foram apurados da medição prévia minuto-a-minuto, e foram calculados pela reportagem. O chamado resultado consolidado, no entanto, só será divulgado oficialmente pelo ibope amanhã, mas a Record já festeja a data como histórica.
No acompanhamento da medição em tempo real do ibope, o "SP no Ar" venceu de ponta a ponta das 7h15 às 8h40 (7,8 a 7,5). Ele enfrentou parte do "Bom Dia São Paulo" e todo o "Bom Dia Brasil", da Globo.
Na transição do "SP no Ar" para o "Fala Brasil" ocorreu o primeiro pico de diferença: Record 11 x 6 Globo. Na sequência, das 8h40 e 9h35 o "Fala Brasil" enfrentou o programa de Ana Maria Braga e manteve sólida diferença, por 10 x 6. O SBT marcou 7 pontos.
Por fim, entrou o "Hoje em Dia", que também derrotou a Globo, por 8 x 7. O programa comandado por Celso Zucatelli, Chris Flores, Edu Guedes e Gianne Albertoni bateu consecutivamente parte do "Mais Você", o "Bem Estar" e a "TV Globinho". Nesse período, a Globo ficou empatada com o SBT. Quando digo que alguma coisa está mudando na TV brasileira, amigos, não é ficção. Por isso, digo, o pior cego é aquele que não quer ver.
Ricardo Feltrin
By: Falha, via Com textolivre e doladodelá

quinta-feira, 10 de março de 2011

Record rompe cadeia de mentiras sobre Venezuela

É preciso mensurar a importância da série de reportagens que o jornalista Luiz Carlos Azenha fez para a TV Record sobre a Venezuela e que começou a ser apresentada nesta semana no telejornal da noite da emissora.
O título da série de reportagens é mais do que sugestivo: “Venezuela – um vizinho desconhecido”. Na verdade, o título bem poderia ser “um vizinho mal-conhecido”, pois os brasileiros, durante a última década, vêm recebendo, sim, freqüentes informações sobre o país, mas deturpadas.
A Globo, principalmente, vive apresentando matérias sobre a Venezuela. Todavia, são matérias que induzem a uma crença totalmente falsa sobre o país governado pelo presidente Hugo Chávez desde 1999, de que seria uma “ditadura” na qual o povo sofre.
Na série que a Record está apresentando, ainda que sem informações privilegiadas tenho certeza de que mostrará – como já mostrou alguma coisa nos dois primeiros capítulos – a imensa obra social que fez da Venezuela o país que mais avançou no IDH das três Américas na década passada.
Além do avanço social venezuelano sob Hugo Chávez, a série deverá mostrar como é mentirosa a afirmação da grande imprensa de que o país seria uma “ditadura”, pois tem um sistema político livre, com eleições limpas e sem absolutamente nenhuma censura.
Conhecendo o jornalista que fez a série de reportagens, porém, tenho certeza de que não deixará de apresentar o lado negativo do governo Chávez, tal como o uso do Estado como se fosse seu ou de seu partido.
Fato sobre a Venezuela totalmente reprovável é o uso de tevês públicas para proselitismo político em favor do governo ou para atacar seus adversários, pois o espectro eletromagnético, por onde trafegam as ondas de rádio e tevê, pertence a todos, inclusive aos que desaprovam o governo.
O culto à personalidade de Chávez usando recursos públicos é outro fator inaceitável. Como sempre digo, não se dá dez passos em Caracas, por exemplo, sem deparar com a imagem do presidente venezuelano. Quem paga por isso? Quem gosta e quem não gosta dele.
Muito provavelmente, porém, a série da Record, para ser correta, também deverá explicar as razões que levaram a esse estado de coisas. O complô de 2002 para derrubar o governo, estabelecido entre a mídia, grandes empresários e alguns setores minoritários das forças armadas, não poderá ficar de fora.
Apesar de estes fatos serem fartamente conhecidos por quem lê blogs políticos, o que precisa ser destacado é que as revelações que a série da Record fará romperão uma cadeia de mentiras da grande imprensa brasileira sobre o país vizinho.
Ao conhecerem programas sociais e bem-estar social, que mesmo com a inflação alta ainda são enormes naquele país, os brasileiros fatalmente farão o “link” com o que diz a mídia sobre o assunto Venezuela há anos. Ainda que inconscientemente, muitos sentir-se-ão ludibriados.
Não deixem de assistir a essa série de reportagens. Constitui um marco no jornalismo brasileiro, a ruptura de uma rede de mentiras que nunca antes neste país vi ocorrer nesse dimensão, pois demonstrará quantas mentiras uma Globo contou durante anos.
blog da cidadania

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Record exibirá Muito Além do Cidadão Kane

Do Jornal do Brasil On Line
Clássico das videotecas nas faculdades de jornalismo e hit no Youtube, o polêmico documentário Além do cidadão Kane será exibido pela primeira vez na TV aberta brasilera em 2011, pela Rede Record, 17 anos após sua estreia no exterior.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da emissora, que não quis precisar a data exata da veiculação. Comprado em 2009, o documentário ainda não foi exibido porque a Record temia ser processada pelo uso de imagens da programação da Globo presentes no filme.
Histórico polêmico
Obra dos britânicos Simon Hartog e John Ellis, Além do cidadão Kane já nasceu polêmico. O documentário conta parte da história da TV Globo e da sua influência na política brasileira.
—–
Comento:
A obra detalha a posição dominante da Globo, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas. Roberto Marinho foi comparado a Charles Foster Kane, personagem criado por Orson Welles em 1941 para o filme Cidadão Kane.
A primeira exibição do filme no Brasil ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio, em 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme.
Em 2009, a Record comprou os direitos de transmissão do documentário por aproximadamente 20 mil dólares. Finalmente, parece que conseguiu derrotar na Justiça a censura que a Globo impôs ao documentário britânico.
Recebi informação em off de que a Record estaria ameaçando exibir Muito Além do Cidadão Kane porque a Globo pretenderia atacar de novo a Igreja Universal. Se exibirá para retaliar ou chantagear a concorrente, porém, pouco importa.
Para assistir ao documentário já, sem ter que esperar pela Record, ei-lo abaixo:

Boa notícia: TV Globo pode dar adeus ao Brasileirão

Pela primeira vez, a TV Globo admite abrir mão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Uma reunião de cúpula na quarta-feira passada definiu a posição da Globo na mais importante concorrência entre as TVs neste ano: a que decidirá em março quem transmitirá os Brasileirões de 2012, 2013 e 2014.
Hoje, a emissora da família Marinho paga R$ 250 milhões por temporada pelos direitos de transmissão para a TV aberta — e cerca de 600 milhões, quando se incluem a TV por assinatura, pay-per-view, etc. O Clube dos 13 já disse às emissoras que pretende, no mínimo, dobrar essa quantia.
A Globo está fazendo contas realistas. A emissora vai procurar o Clube dos 13 nos próximos dias para dizer que, por esse valor, está fora da disputa. Avalia que a partir de determinado montante não há retorno financeiro.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Seis dias de fúria midiática – de volta a Erenice



O primeiro dia útil da derradeira semana da campanha eleitoral começou calmo apesar da artilharia midiática contra Dilma Rousseff no fim de semana, com as previsíveis capas da Veja sobre outra escuta sem áudio e da Folha, do Globo e do Estadão sobre um “indiciamento” meramente protocolar do chefe de Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.
Com o aparente fracasso das investidas do fim de semana, no meridiano do dia começaram a ser feitas as apostas no depoimento da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, a melhor arma que a fúria midiática conseguira produzir até então. Na home do UOL, por exemplo, falava-se em “contradição” da ex-subordinada de Dilma Rousseff.
Erenice tomaria conta da internet e dos telejornais no sexto dia anterior ao término da eleição presidencial. Tudo para José Serra poder usar no debate que travaria com a adversária na tevê Record  logo mais à noite.
Por outro lado, saíram pesquisas de intenção de voto no fim da semana anterior que obrigaram Serra e a sua mídia a, pelo menos, terem que “explicar” por que não valiam e por que, apesar do estreitamento do tempo e das margens de manobra, o candidato tucano “ainda” não reagira.
A despeito da manufatura de material para uso de Serra durante o debate, ia crescendo na mídia o sentimento de que seria preciso (bem) mais para mudar a tendência que já admitia de ascensão de Dilma e de queda ou estagnação de Serra.
Como ocorreu com o PT após a ida da eleição ao segundo turno no início de outubro, as forças tucano-midiáticas mergulham no abatimento depois do fracasso do factóide da bolinha de papel insinuada pela supremacia da candidata petista nas pesquisas, o que insinuava que o factóide aparentemente havia se virado contra o autor.
A volta ao caso Erenice poderia significar ausência de alternativas, de fatos novos capazes de alterar a vontade que a população ia consolidando a seis dias do fim do embate eleitoral mais duro, sujo e irracional que os brasileiros tiveram o desprazer de assistir nos últimos mais de vinte anos, a vontade de eleger a primeira mulher para presidir a República.
blog da cidadania

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dez dias de fúria midiática – o efeito Berlusconi

Este é o segundo post da série Onze dias de fúria midiática, iniciada ontem. A cada dia, até o dia 31 de outubro, aqui serão relatados, um a um, os acessos de fúria da mídia diante da escolha eleitoral que o Brasil começa a delinear de forma irreversível.
Como já foi dito neste espaço, a mídia fará tudo, absolutamente tudo para impedir que a escolha em tela se consolide. Tentará mudá-la através de golpes como o da bolinha de papel de dois quilos que a Globo e o PSDB inventaram, bem como com a supressão do contraditório, violando, assim, a lei eleitoral.
A simulação de ferimento do candidato tucano, evidentemente acordada entre ele e a Globo, porém, encontrou resistência. Os telejornais do SBT e o da Record, ao menos, mostraram a farsa.
Mas há um fato mais grave. Segundo informações que circularam amplamente no Twitter, o SBT afirma que só a emissora do Jardim Botânico foi convidada a presenciar o “exame de corpo de delito” que Serra fez com um médico particular que trabalhou para o governo FHC dirigindo o Instituto Nacional do Câncer.
Esse fato corrobora a suspeita de que tudo o que aconteceu no Rio de Janeiro ontem foi uma armação engendrada para gerar, na campanha eleitoral, o efeito Silvio Berlusconi, como bem lembra o leitor Eliseu Leão.
No fim de 2009, Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, passou a noite no hospital milanês de San Raffaelle para se recuperar de uma agressão que sofreu em um comício. Um homem com histórico de doenças mentais o atingiu no rosto com uma estatueta e o deixou com o nariz partido, o lábio rachado e menos dois dentes.
Poucos dias depois, a popularidade do primeiro-ministro aumentou. Silvio Berlusconi contava com 48,6% de popularidade antes do sucedido e subiu para 55,9%, segundo informações do diário italiano Corriere della Sera.
Tudo acontece de acordo com um script já descrito até de forma “científica”, conforme apuração do repórter da Record Rodrigo Vianna, em interessante artigo em que detalha as cinco ondas da campanha difamatória que, em minha opinião, é orquestrada pela Globo em conluio com o PSDB.
A Globo é a principal arma de Serra para virar o jogo. Correndo contra o tempo, contra os dez dias que faltam para a eleição presidencial em segundo turno, tudo deverá ser tentado.
É evidente que Serra foi ao Rio, àquela região que sabidamente é um reduto petista, para fazer provocação. Levou consigo uma tropa de choque para espancar militantes petistas e a Globo para endossar a sua versão mentirosa dos fatos.
A simulação de ferimento pode ser comprovada claramente no vídeo exibido pelo SBT ou pelo que exibiu a Record. Serra, depois de ser atingido por um objeto que qualquer perícia de tal vídeo revelará que não deveria pesar mais do que algumas dezenas de gramas, recebeu um telefonema, minutos depois, e passou a fingir que passava mal.
Nas Globos, a versão do PT foi suprimida. Apenas foi dado espaço a uma declaração protocolar de Dilma e de sua campanha de que não compactuam com práticas violentas. A versão do lado petista envolvido no conflito, foi censurada.
É possível que o PSDB leve para o programa de Serra a versão do Jornal Nacional. Mas há, também, a possibilidade de não levar.
Se o PSDB não explorar mais o caso, ficará com o massacre noticioso na Globo e nos grandes jornais – e, provavelmente, na Veja e/ou na Época do próximo sábado. Se explorar, o PT pode colocar no ar os vídeos da Record e do SBT que mostram a armação.
A campanha de Dilma dificilmente responderá à imprensa de Serra se este não usar a manipulação que essa imprensa cometeu. Esperará para ver que efeito causou a maior parte da grande mídia dar a versão de Serra confiando em que a versão da menor parte impedirá o prejuízo eleitoral.
Como se vê, é um grande jogo de xadrez midiático que se trava nesta campanha, mas com elementos fascistóides. Ou levar um exército de brutamontes a reduto de militantes petistas, espancá-los e ainda acusá-los de “selvageria”, tentando, com isso, pintar aqueles que apóiam Dilma como “violentos” e “intolerantes”, não é uma tática fascista?
Ainda faltam dez dias para terminar a eleição. O que mais preocupa é saber se haverá novos atos de violência durante esta campanha enlouquecida que Globo, Folha, Veja,  Estadão, José Serra e seu partido estão impondo ao país.
Esta reflexão nos remete a um período da história que ganha contornos cada vez mais atuais. Um período de trevas democráticas em que confrontos entre grupos políticos serviram de pretexto a militares para interromperem a normalidade democrática.
Na opinião deste blog, as forças democráticas da nação precisam se unir e denunciar ao Brasil e ao mundo o que as famílias Marinho, Civita, Frias, Mesquita, Serra e outras estão fazendo. Antes que cumpram a promessa de seus sequazes de “hondurarem”.
blog da cidadania

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

JN da TV Globo nada fala sobre Paulo Preto

O Jornal Nacional escondeu, mais uma vez, o Paulo Preto.


Nenhuma reportagem investigativa, nenhuma entrevista a respeito, absolutamente nada. Nem um segundinho sequer.

Presumo que o PT já sabia que seria assim, nesta campanha: Erenice, 1.435 manchetes e reportagens investigativas; Paulo Preto quem?

Porém, hoje me chamou a atenção a paginação do jornal.

O JN deu longa cobertura ao resgate dos mineiros, com todos os detalhes religiosos (crucifixos, orações, etc).

Break para a propaganda eleitoral.

Propaganda de José Serra com apelo “religioso”.

Propaganda de Dilma Rousseff.

Bloco policial.

Cobertura eleitoral, com José Serra falando em “união nacional”, à chilena.

Pesquisa com queda de Dilma e ascensão de Serra, comparando um Ibope de segundo turno hipotético com o Ibope de um segundo turno real.

Pano rápido.

É conferir para ver se existe nisso algum padrão kameliano.
Altamiro Borges

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Marina vai à luta, Serra joga a toalha



Animada com a subida nas pesquisas nesta reta final da campanha, a candidata verde Marina Silva foi à luta no debate de domingo à noite à noite na TV Record para tirar do tucano José Serra a segunda vaga de um possível segundo turno, cada vez mais improvável, a apenas seis dias da eleição.
Do outro lado do ringue, Serra parecia desanimado, sem vontade de entrar na briga, como se estivesse torcendo para a eleição acabar logo no primeiro turno. Jogou a toalha. Até seu vice, aquele Indio da Costa, se achou no direito de criticar a atuação do candidato, como nos mostrou o noticiário do iG.
Dilma Rousseff acabou sendo atacada por sua ex-colega de governo Marina Silva, que levantou as denúncias de corrupção na Casa Civil, e pelo franco-atirador Plínio Arruda Sampaio, outro ex-petista, que está achando muita graça em poder participar dos debates presidenciais e fazendo o possível para divertir a platéia. Marina sabe que não basta Serra cair; ela precisa tirar votos também de Dilma.
Mais uma vez, porém, a candidata do PT saiu ilesa do debate, sem marcar nenhum belo gol, mas também sem levar, jogando apenas pelo empate, que lhe interessava a esta altura do campeonato.
Faltam agora apenas dois programas de televisão e o debate final de quinta-feira na TV Globo. O que mais poderá acontecer para alterar o cenário na última semana de campanha?
Como escrevi aqui na sexta-feira, os ânimos parecem ter se acalmado nos últimos dias. O presidente Lula até começou a fazer elogios e falar da importância dos bravos rapazes da imprensa, que por sua vez parecem ter esgotado seus paióis de munição. Não escrevo aqui nada muito diferente de meus colegas jornalistas _ repito: jornalistas, não panfleteiros. Apenas conto com a sorte de publicar meus comentários, dizendo quase as mesmas coisas, geralmente um ou dois dias antes. Tenho boas fontes.
Ninguém fala mais no tal “Manifesto em Defesa da Democracia”, o minúsculo ato contra o governo produzido na semana passada por algumas almas ressentidas, ex-qualquer-coisa, que fizeram meu bom amigo D. Paulo entrar de gaiato na história. Também baixaram as armas os combatentes do “golpismo midiático”. Não há novas manifestações previstas de um lado nem de outro. Melhor assim.
Diante deste quadro serenado, a única novidade _ novidade??? _ foi o centenário jornal O Estado de S. Paulo ter comunicado ao mundo, em editorial publicado no domingo, que agora apoia oficialmente o candidato José Serra. Foi, sem dúvida, um ato de coragem e despojamento, quem sabe anunciado um pouco tardiamente, pois não chegou a espantar ninguém. Talvez tenha sido esta a tão falada “bala de prata” guardada no tambor.
Vida que segue.
kotscho