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domingo, 8 de agosto de 2010

De rabo preso com a mentira



Otávio Goebbels Frias
Folha mentiu no caso do dossiê BB
Luis Nassif Online

Ontem conversei com diretores do Banco do Brasil, defensores de Paulo Cafarelli - o vice presidente vítima de ataques. Estranharam dois fatos. Primeiro, a Folha ter requentado notícia velha. O assunto já tinha sido divulgado em março por Cristiano Romero, do Valor. Segundo, o fato da Folha ter tratado como dossiê uma carta apócrifa "ridícula", segundo eles. Dias atrás, pelo Twitter, a suposta vítima - a filha do Ministro Guido Mantega - disse a mesma coisa. Hoje a própria Folha traz declaração de Mantega reforçando esse ridículo.

Em vez de demonstração de pluralidade - dar a palavra a Guido para criticar a Folha -, a matéria apenas demonstra a falta de rumo da editoria de Poder do jornal, depois que assumiu a editora Vera Magalhães. É de um ridículo atroz. A própria matéria, depois do desmentido de Guido, continua a tratar o email como se fosse dossiê.
esquerdopata

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Otávio II, o rei Midas de São Paulo

FOLHA TRANSFORMA A BOA EM MÁ NOTÍCIA

A manchete da Folha de sexta-feira era uma cilada. O título dizia: “Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais”. Parece uma má notícia, mas não é. Na verdade, morrem cada vez menos bebês no Brasil, inclusive os menorezinhos.

De 1990 a 2008, menos bebês de até 28 dias morreram: de 23 entre mil nascidos vivos para 13, uma redução de 36%. Só que a diminuição geral na mortalidade infantil foi mais acentuada (54%), o que elevou a proporção dos neonatais no total.

Não ter reduzido tanto a mortalidade dos mais novos é justificável, já que ela é mais difícil de ser combatida, segundo análise publicada no mesmo dia. “Quanto mais desenvolvido um país, maior o peso dos óbitos neonatais”, dizia o texto.

Os números da mortalidade infantil brasileira ainda estão longe do ideal, mas é preciso saber o que criticar. Um engenheiro de Londrina vendo a manchete lembrou-se de um livro de faculdade: “Como mentir com estatísticas”.

A Folha parece ter um dom oposto ao do rei Midas: os números em que toca viram más notícias.

Suzana Singer
Otávio II, O rei Midas ao contrário: 
Tudo que toca vira mentira
esquerdopata

sábado, 31 de julho de 2010

Grupo terrorista Folha de S. Paulo ataca de novo

Folha: como contar mentira dizendo só a verdade
Por Roberto Takata
Sabe o mote dos anos 1980 da Folha: É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade? Pois, então, a Folha acaba de cometer uma mentira dessas.

Diz a manchete: Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

Pensará o leitor: nossa! estão morrendo mais bebês recém-nascidos!

Não. Aí está o engodo. A mortalidade infantil neonatal caiu em termos absolutos. Eram cerca de 20 mortes por mil nascidos em 1996 e passou pra cerca de 15 mortes por mil nascidos vivos em 2004. (Queda de 25% em 8 anos.)

Qual é o truque? O truque é que a mortalidade infantil pós-neonatal caiu de modo mais acentuado. Foi de 14 mortes por mil em 1996 para 7,7 mortes por mil em 2004. (Queda de 45% em 8 anos.)

Assim, claro que proporcionalmente a mortalidade neonatal aumentou em relação à mortalidade infantil geral.
Por Ernesto Camelo

Não me considero um analfabeto funcional. Mas juro que precisei ler várias vezes essa manchete da FSP para tentar entender o que queriam dizer.

Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

Dados do Ministério da Saúde apontam mudança no perfil da mortalidade infantil no país. Em 1990, bebês com até 28 dias respondiam por 49% do total da mortalidade de crianças com até um ano de idade. Em 2008, a participação saltou para 68% (alta de 39%). Em 20 anos, o Brasil reduziu as mortes infantis (até um ano) em 54% graças a programas de vacinação e saneamento, entre outros fatores.