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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Por que a pequena corrupção do dia a dia não justifica a grande corrupção política

corrupção política

Essa é, sem sombra de dúvidas, a temática mais em voga na política nacional:corrupção. Aliás, não é de hoje que a mídia trata do tema com uma certa persistência, sem, no entanto, apontar claramente os caminhos possíveis para amenizar esse problema. Talvez porque seja conveniente tratar a corrupção superficialmente, como forma de jogar uma cortina de fumaça em nossas visões, para que não enxerguemos outras questões mais profundas e dramáticas da sociedade brasileira, como a desigualdade social, ou asonegação de impostos dos ricos, como alegamos aqui em “Corrupção como distração de problemas maiores”.
Além disso, a mídia nacional, bem como a própria Justiça, têm o hábito estranho de tratar casos de grande corrupção política no Brasil com pesos diferentes, dependendo se o político ou o partido em questão são de sua predileção ou não. Só isso pode explicar o fato de alguns governos, como o tucano, ter estado envolvido em dezenas de casos escandalosos desde 1994, pelo menos, e ainda assim contar com o beneplácito desses órgãos – privilégio que o PT, por exemplo, nem de longe, desfruta.
Mas a questão mais complexa diz respeito à ideia, que circula em forma de crítica acusatória a todos nós na internet, de que a corrupção está enraizada no nosso dia a dia, nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, o que acaba funcionando como justificativa para amenizar a grande corrupção política, ao alegar que nossos políticos seriam apenas o reflexo de nossa própria sociedade corrupta por natureza.
Mas, no meu modo de entender, isso é bastante equivocado.
Primeiro, porque a pequena corrupção do dia a dia é uma característica inerente a muitas sociedades pelo mundo afora, tanto na população quanto na política, sejam elas avançadas ou em processo de desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Ou seja, nem de longe é uma característica exclusivamente brasileira. Não existe uma única sociedade em que não seja costume tentar se safar de alguma punição ou tirar alguma vantagem com propina. Porque a corrupção é irmã gêmea do próprio capitalismo. O que há de diferente em outros países é o rigor da legislação proporcional ao tamanho da corrupçãopara dar conta dos casos descobertos, e a questão cultural da vergonha que a descoberta do crime causa no corrupto. E nisso, é verdade, estamos um pouco defasados. Somo um país em que dois presidentes de casas legislativas (Renan Calheiros no Senado e Eduardo Cunha na Câmara) são constantemente acusados dos mais diversos crimes graves, e não de furar fila no banco ou ter TV a cabo pirata. Continuam exercendo seus cargos sem o menor pudor (e sem a menor punição). A impunidade contra a grande corrupção, geralmente praticada por ricos (não contra pobres, basta olhar o perfil dos detentos nas cadeias) é a nossa maior fonte de problemas.
Não é possível comparar o pequeno delito de um cidadão que aceita pagar 10 Reais do “cafezinho do guarda” para não ter seu carro rebocado – ou o próprio guarda que aceita o suborno – com o tipo de grande corrupção praticado nas altas esferas do poder nacional. Os governantes envolvidos na direção do país tem alta responsabilidade e obrigação de ter uma conduta exemplar, ser cobrados de acordo com tal dever. Desviar milhões de uma área como a saúde ou a educação pra fazer caixa de campanha, ou aceitar propina de corporações capitalistas para reduzir as exigências de fiscalização em tal produto que pode fazer mal à população, têm consequências desastrosas a longo prazo, afetando, às vezes, a vida de milhões de pessoas. Exige um grau de conhecimento complexo do crime, e não tem nada a ver com o cidadão comum que quer apenas se safar de um inconveniente. Não é possível alegar que a corrupção do dia a dia, lamentável mas inofensiva, esteja na base desses grandes crimes contra o bem comum. Ambas são de naturezas bem distintas. 
Portanto, se a corrupção é um problema que realmente está no seio da nossa sociedade capitalista – como está em todas as outras –, isso não justifica de modo algum que a classe política pratique tais atos na esfera governamental, com danos muito maiores, para enriquecer às custas do cargo que ocupa.
Uma mudança de mentalidade tem que prevalecer no país. Primeiro, colocar o assunto na escala correta, de caráter grave, mas abaixo de outras questões mais decisivas, como as que mencionamos antes (desigualdade social, sonegação de impostos, falta de educação escolar de qualidade, etc.). E depois, que a grande corrupção política cause vergonha nacional em certos deputados, senadores e governantes, o que talvez seja um bom começo. O outro passo é acabar com a desgraça da impunidade para ricos e políticos (e políticos ricos). E assim vamos nos equiparar às outras nações em que a corrupção existe, mas é administrável com punições exemplares de acordo com a gravidade do caso.
do: http://panoramicasocial.blogspot.com.br/2011/10/corrupcao-nossa-de-cada-dia.html

terça-feira, 14 de abril de 2015

Sonegar não é corrupção. É crime


Entre as dezenas de faixas e cartazes com dizeres absurdos que vi na manifestação dos antipetistas, duas me chamaram a atenção: "Sonegação não é corrupção", proclamava uma; "Sonegar é legítima defesa", pregava a outra. 

Um amigo me alertou sobre outra, que me parece mais uma gozação, tão surrealista que é: "A corrupção é nossa, fora PT!"

Seja como for, os cartazes fazem a apologia de um crime. 

Os sujeitos que aparecem, sorridentes, exibindo-os para as fotos, são criminosos. 

Réus confessos.


Quem, deliberadamente, deixa de pagar os tributos devidos, prejudica toda a sociedade. 

Não importa que faça isso ao deixar de emitir uma nota fiscal ou a fraudar o Imposto de Renda. 

Ele tira dinheiro destinado à saúde pública, à educação, a áreas essenciais para o dia a dia das pessoas. 

Não passa de um ladrão. 

Qualquer um de nós está no direito de não concordar com determinadas leis e pode, portanto, lutar para revogá-las.

Não é algo simples ou fácil, mas há caminhos determinados para isso. 

Obedecê-las, porém, é dever de todo cidadão. 

Essa regra vale para qualquer país civilizado, da Bolívia à Noruega, do Butão aos Estados Unidos.

Fora essa noção básica de cidadania, quem vai a uma manifestação pública que tem como um dos principais temas de protesto a corrupção e faz a apologia de um crime só pode ser definido como o perfeito idiota.

Personifica uma subespécie do "homem brasileiro", que tem como principais características o cérebro diminuto, a ínfima capacidade de discernimento e enormes reservas de canalhice, hipocrisia e calhordice.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O maior escândalo de corrupção da história do Brasil

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Por Vinicius Wu

Somente em 2014, estima-se que mais de R$ 500 bilhões em impostos tenham sido sonegados no Brasil – os dados são do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional. A mesma instituição calcula que o equivalente a 30% do valor total arrecadado no país seja sonegado. É dinheiro – e muito – que poderia ser investido em saúde, educação, segurança e transporte etc.
O maior escândalo de corrupção da história do Brasil acontece todos os dias e é secular: a sonegação de impostos pelo andar de cima – endêmica no país. Os números da sonegação fiscal no Brasil deixaria qualquer “operador” de esquema de corrupção com uma pontinha de inveja.
E, agora, milionários brasileiros – desses que costumam vociferar contra a elevada carga tributária do país e a favor da “ética” em nobres jantares e partidas de golfe – foram flagrados com vultosas contas “secretas” na suíça e operando esquema bilionário de fraudes junto à Receita Federal. A Polícia Federal, PF, já fala em R$ 19 bilhões movimentados apenas na Operação Zelotes.
A sociedade brasileira parece ter se acostumado a tratar a sonegação de impostos como um mero deslize, um crime menor, algo, para alguns, até “compreensível” diante de nossa “elevada” carga tributária.
Ocorre que sonegar impostos é crime tão odioso quanto o desvio de recursos de obras públicas ou da merenda escolar. São apenas formas distintas de saquear o Estado e prejudicar o conjunto da sociedade.
A revelação das contas do HSBC na Suíça e operação Zelotes abrem uma oportunidade ímpar para enfrentarmos a questão da sonegação de impostos no Brasil. Um tema tão importante, mas que parece não comover boa parte de nossos “formadores de opinião”.
Provavelmente, não veremos nenhum apresentador de programa policial vespertino gritando “cadeia neles” na TV para os envolvidos nos casos do HSBC e da Operação Zelotes. Mas, podemos pressionar nossas instituições para que as mesmas se movimentem, investiguem e punam os que tiverem cometido ilegalidades.
O país vive um perigoso clima de radicalização política. O debate sobre corrupção tomou conta da agenda nacional. Em nome da “ética”, segmentos da classe média e da parcela mais rica da população têm financiado mobilizações, desencadeado campanhas pela internet e chegam a sugerir o impeachment da Presidente.
Mas, afinal, que ética é essa que só vale para os outros? De onde surgiu esse contagiante esporte nacional que põe uma turminha repleta de privilégios a gritar por uma ética que não pratica e por um tipo de conduta que não guarda correspondência com suas próprias atitudes.
Ética não se inscreve em leis. As regras de um regime democrático e republicano devem ser organizadas e dispostas na forma de Leis, é claro. Mas a ética deve habitar espíritos e corações.
Normas não constituem hábitos. E são nossos hábitos que definem o apego que temos a certos valores. Não há lei que estabeleça exatamente qual nossa conduta naquele instante no qual “ninguém está vendo”. O que nos orienta nessa hora é nosso caráter, nossos valores.
Uma sociedade que clama por ética na política, mas não demonstra sua firmeza ética na fila do supermercado, no estacionamento do shopping ou em suas movimentações bancárias seguirá sentindo nojo da política. Afinal, político é gente como a gente, com uma porção de votos a mais e disposição para falar.
Corrupção é corrupção, seja no setor público ou no privado, grande ou pequena. A corrupção no setor público, geralmente, começa ou termina no mundo privado.
Que o caso HSBC e a operação Zelotes sirvam para atacarmos, pela raiz, a chaga da sonegação. Talvez começando por aí – pelo andar de cima – possamos, enfim, irradiar por toda a sociedade práticas e valores que enfrentem, de fato, o drama da corrupção.
Leis não costumam alterar culturas, mas o exemplo do cumprimento das leis, independente de classe social, pode ser um aliado poderoso no processo de mudança de mentalidades, tão necessário à valorização de condutas éticas, republicanas e transparentes no Brasil.
sanguessugado do:  https://rsurgente.wordpress.com/2015/03/29/o-maior-escandalo-de-corrupcao-da-historia-do-brasil/

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O ANTIPETISMO E O NAZI-FASCISMO



I0pt_suasticamaginem um cidadão ordinário alemão do final dos anos 30 ou um cidadão ordinário brasileiro de classe média dos anos 2000. Sua situação é, falando de um modo abstrato, bastante parecida, a mesma de uma criança pequena: está totalmente perplexo. As autoridades sociais, autoridades simbólicas (ou seja, a mídia, os jornais, a televisão, a Rede Globo, e seus “especialistas”), estão dizendo: você é um brasileiro, um trabalhador, dá duro o dia inteiro, mas nada está funcionando.
O que a sociedade quer de ti? Por que está tudo dando errado? O modo como este cidadão percebe a situação é que os políticos mentem para ele, grande parte de seu salário vai para os impostos, a economia está uma porcaria, os serviços públicos não funcionam, há muita violência, drogas, a sociedade está se degradando moralmente; enfim, a corrupção assola o país, etc.
Qual é o significado de tudo isso? Como foi freqüentemente mostrado, o nazi-fascismo e a direita política no Brasil compartilham algo bem elementar, ou seja, sonham em fazer uma revolução conservadora. Por revolução, entendam o fomento ao desenvolvimento econômico, o ideário da indústria moderna. Entretanto, está é uma revolução que, ao final das contas, busca manter ou reassegurar a hierarquia tradicional da sociedade. Seu ideal é de uma sociedade moderna, eficiente, mas que ao mesmo tempo é controlada pelos valores hierárquicos, dispensando conflitos de classe e outros antagonismos.
Mas os nazi-fascistas e a direita possuem um problema: antagonismos, lutas de classes e outros perigos, são inerentes ao capitalismo. Modernização, industrialização, como sabemos da história do capitalismo, significam desintegração das antigas relações estáveis, significam conflitos sociais. Instabilidade é o modo como o capitalismo funciona.
Então, como resolver este problema? É fácil: Você precisa criar uma narrativa ideológica que explique porque as coisas deram errado na sociedade, não como resultado das tensões inerentes ao desenvolvimento desta sociedade, mas como resultado de um intruso, alguém que veio de fora e trouxe os problemas sociais. Então, tudo ia bem até que os judeus penetraram no nosso corpo social. Tudo ia bem até os nordestinos votarem. Tudo ia bem até os petistas chegarem ao poder.
A maneira de restaurar o corpo social é eliminando os judeus, eliminando os nordestinos, eliminando os petistas. É o mesmo mecanismo que ocorre no filme Tubarão (Jaws, 1975): você tem uma multiplicidade de medos que lhe confundem, como se você simplesmente não soubesse o que quer dizer essa confusão toda. E você substitui essa enorme bagunça por uma figura clara: o judeu, o petista, o nordestino.
E então tudo fica claro. Você achou o culpado! Reduz-se a complexidade que poucos conseguem entender – os estamentos burocráticos, a corrupção crônica, a cultura do jeitinho brasileiro, as profundas desigualdades sociais, o sistema político que precisa ser reformado, a estrutura desigual da carga tributária, entre outros – a um único inimigo, fonte de todo o mal.
As semelhanças no âmbito simbólico são imensas: representa-se os estereótipos de todos os grupos acima citados como ratos, vermes, fazem caricaturas onde seus narizes e cabeças são grandes, corpos desengonçados, dinheiro nas cuecas, dizendo que vivem uma vida de luxo e riqueza, que seus filhos são donos de meio mundo e enriqueceram nas costas do povo.
É óbvio que estamos vivendo no Brasil um momento histórico diferente do nazi-fascismo europeu. As diferenças práticas são gritantes: o Brasil está dividido ideologicamente, não vivemos uma sociedade militarizada, nem uma crise econômica, pelo menos não como pintado pela mídia. A direita não possui um líder, um führer, que tenha carisma suficiente para levar o país a tal regime totalitário.
Claro que aqui no Brasil não se que mandar os petistas para os campos de concentração, mas para as prisões. Claro que o sonho da direita brasileira não é matar os judeus, mas é um sonho separatista com relação ao Nordeste. Mas o antipetismo assume a forma da ideologia de um nazi-fascismo, com sua simplificação do mundo e a sua cooptação do cidadão-de-bem, do trabalhador. O modo como ele opera ideologicamente possui os mesmos mecanismos, a mesma lógica.
*Texto baseado na análise do nazi-fascismo de Slavoj Zizek e no filme O Guia Pervertido do Cinema (The Pervert’s Guide to Cinema, 2006).
Sugado do: http://www.sociedadepolitica.com.br/o-antipetismo-e-o-nazi-fascismo/

terça-feira, 9 de julho de 2013

Corrupção é problema global, não só do Brasil



Pesquisa da ONG Transparência Internacional divulgada hoje (9) mostra o descrédito das pessoas nas instituições públicas para combater a corrupção no mundo - e não só no Brasil. 
Pelo menos uma em cada quatro pessoas entrevistadas admite que pagou suborno por serviços públicos, enquanto dois terços daqueles que receberam propostas de suborno negaram a oferta Os entrevistados dizem que a corrupção se agravou nos últimos anos e defendem o combate à prática. 

O levantamento, chamado de Barômetro Global da Corrupção, ouviu 114 mil pessoas em 107 países, no período de setembro de 2012 a março de 2013, e mostra que a corrupção é um fenômeno amplo, não se restringindo, como é amplamente disseminado pelos meios de comunicações, ao Brasil, e muito menos aos políticos, embora eles sejam a face mais visível da prática.

No Brasil, a pesquisa aponta que 81% dos entrevistados acham que os partidos políticos são afetados pela corrupção, enquanto 72% veem o mesmo problema no Poder Legislativo.
Mas os entrevistados encontram corruptos também na polícia (70%), serviços médicos e de saúde (55%), Judiciário (50%), servidores públicos e funcionários privados (46%), imprensa e meios de comunicação (38%), ONGs (35%), empresas e negócios ( 35%), igrejas (31%), sistema educacional (33%) e militares (30%).
Como se vê, a percepção das pessoas é que a corrupção se estende a quase todas as atividades sociais.
É um fenômeno tão amplo que dificilmente será revertido com palavras de ordem em passeatas, mas sim como parte de um processo educativo profundo, que, obviamente, leva anos para produzir efeitos. Some-se a isso muito investimento público para aperfeiçoar os mecanismos já existentes de combate à prática, como, por exemplo a Controladoria-Geral da União.
Essa foi a oitava versão da pesquisa sobre o mesmo tema, envolvendo vários países feito pela ONG.
Globalmente, 27% dos entrevistados admitiram que pagaram suborno para ter acesso a serviços públicos e instituições no último ano. De acordo com a pesquisa, nove em cada dez pessoas disseram que estão dispostas a colaborar para combater a corrupção.
O trabalho mostra ainda que dois terços daqueles que receberam propostas de suborno negaram a oferta, sugerindo, segundo os pesquisadores, que os governos, a sociedade civil e o setor empresarial devem intensificar seus esforços para conseguir que as pessoas contribuam para reverter a corrupção. 
A presidenta da Transparência Internacional, Huguette Labelle, disse que os índices de suborno em nível mundial ainda são elevados, mas o fato de o cidadão querer combater a prática e a corrupção em geral deve ser avaliado como positivo. 
O Barômetro informa também que em vários países os entrevistados demonstraram não confiar nas instituições encarregadas de combater a corrupção e outros delitos.
Em 36 países, eles citaram a polícia como o setor mais corrupto. Nos mesmos locais, a polícia é apontada como responsável por 53% dos pedidos de suborno. 
Em 17 países do G-20 (grupo das nações mais desenvolvidas do mundo), 59% dos entrevistados disseram que os governos atuam adequadamente no combate à corrupção. 
Para os entrevistados de 51 países, os políticos são os mais corruptos. Nos mesmos países, 55% dizem acreditar que o governo defende interesses particulares. 
Em 2008, quando o mundo era atingido pela crise econômica, 31% dos entrevistados demonstravam confiança no governo no que se referia às medidas para reagir aos efeitos. Mas a pesquisa recente mostra que o percentual caiu para 22%.
 (Com informações da Agência Brasil) 

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2013/07/corrupcao-e-problema-global-nao-so-do.html