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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sensação de insegurança é 'normal', afirma governador de SP



Patrícia Brito, Folha de S. Paulo

“O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira (18) que a sensação de insegurança da população de São Paulo é "normal".

"É normal que isso ocorra. Sempre tem [criminalidade]. Nós queríamos que fosse zero", disse ao ser questionado sobre os motivos para os moradores da capital paulista se sentirem inseguros.

Pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo divulgada ontem revela que 91% dos moradores da cidade de São Paulo a consideram pouco ou nada segura.

Questionado se a sensação de insegurança não deveria ser anormal, Alckmin comparou os dados do Estado com os do restante do país.
"Se aqui, que são 10 homicídios [por 100 mil habitantes], todos nós achamos que é muito, imagine no país inteiro, que é 23, e na maioria das capitais brasileiras, que é acima de 40", disse.

Segundo o governador, o Estado de São Paulo é o único do país que atende ao requisito da OMS (Organização Mundial da Saúde) de ter menos de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

As declarações foram dadas durante visita do governador à Escola Estadual Província de Nagasaki, na Vila Medeiros (zona norte), para anunciar investimentos em reformas das escolas estaduais.”

domingo, 23 de dezembro de 2012

Levantamento revela perfil das mortes em São Paulo e história das vítimas



Afonso Benites e Carolina Leal, Folha de S. Paulo

“O autônomo Alex Marques do Vale, 30, conversava com amigos em um bar em São Paulo quando dois homens em uma moto dispararam contra os clientes. Eram 23h05 do dia 31 de outubro.

Alex, que já tinha sobrevivido a uma tentativa de homicídio seis anos atrás, ao ser baleado de raspão na cabeça em um assalto em Campinas, não resistiu. Levou seis tiros.

Nas periferias, esses assassinos passaram a ser chamados de "motoqueiros fantasmas". Chegam com a placa da moto tampada, atiram e fogem sem serem reconhecidos.

Assim como Alex, outras 39 pessoas também foram mortas por motoqueiros de 24 de outubro a 27 de novembro, segundo levantamento feito pela Folha.

Nas últimas semanas, a reportagem esteve nas 93 delegacias da cidade e obteve os dados em 74 delas. Segundo o levantamento, 132 pessoas foram assassinadas no período.

Os números apurados se aproximam da totalidade de casos de novembro, divulgados anteontem pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), quando 170 pessoas foram assassinadas na cidade.”
Matéria Completa, ::AQUI::

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Se beber, não engravide




Segundo o criador, o objetivo
é evitar a Síndrome Alcóolica
Fetal. Os testes custam apenas
3 dólares e basta passar um
cartão de crédito
Denise Mota, CartaCapital
‘Quem nunca trocou uma caipirinha por uma inofensiva limonada diante da mais ínfima possibilidade de estar grávida que atire o primeiro cubo de gelo. Para atender as mulheres nesse segundo crucial, que pode transformar um simples happy hour em horas ou dias de preocupação, e também para oferecer um serviço essencial da forma mais discreta possível, um bar em Minnesota instalou uma máquina que vende testes de gravidez.

Na parede do banheiro feminino, o aparelho, que funciona no Pub 500, no centro da cidade de Mankato, especializado em fish & chips e com 80 exemplares de cervejas de vários cantos do mundo, é o primeiro a ser oferecido em um bar dos -Estados -Unidos e do mundo, segundo seu idealizador. O teste é vendido por 3 dólares e a máquina funciona pelo simples contato da tarja magnética de um cartão de crédito.

A comodidade e, especialmente, o sigilo oferecidos pelo dispositivo, que vende um entre os dez produtos farmacêuticos mais roubados nos estabelecimentos comerciais norte-americanos, de acordo com uma pesquisa divulgada há três meses pela Federação Nacional do Varejo, são os dois fatores mais festejados pela comunidade feminina local. Para Jody Allen Crowe, o inventor, há uma razão a mais: o teste pode evitar a Síndrome Alcoólica Fetal.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Movimento cobra investigação federal sobre homicídios em SP


Cobrança foi feita pelo Movimento Mães de Maio. O balanço da Secretaria deSegurança Pública de São Paulo indica aumento de 96% no número de homicídios na capital em setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Brasil 247 / Agência Brasil

“O Movimento Mães de Maio quer investigação federal para o aumento do número de assassinatos no estado de São Paulo, especialmente na capital. "Há a necessidade muito grande de uma equipe federal para acompanhar o desenrolar das investigações sobre os assassinatos dos civis", disse a coordenadora do movimento, Débora Maria da Silva. Ela se reuniu ontem (8) à noite com representantes de outros movimentos sociais para definir formas de cobrar das autoridades uma solução para o problema.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Se batem em “bichas” ou “mendigos”, a culpa pode ser sua

Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto

“- Uma puta! Alguém pega o extintor para jogar nessas vadias.

- Um índio! Alguém pega gasolina para a gente atear fogo nesses vagabundos.

- Um mendigo! Alguém pega um pau para a gente dar um cacete nesses sujos.

- Umas bichas! Alguém pega uma lâmpaga fluorescente para bater nessas aberrações.

Duas pessoas em situação de rua foram queimadas neste sábado (25) em Santa Maria, cidade-satélite do Distrito Federal. Um rapaz de 26 anos não resistiu às queimaduras de terceiro grau e morreu no dia seguinte. A outra vítima, um homem de 42 anos, está internado em estado grave.  Testemunhas afirmam ter visto um grupo de pessoas primeiro incendiando um sofá e depois queimando os dois enquanto dormiam, utilizando um líquido inflamável.
Bater em “puta” e “bicha” pode. Assim como em índio e “mendigo”. 
Lembram-se do pataxó Galdino, que morreu queimado por uma “brincadeira” de jovens da classe média brasiliense enquanto dormia em um ponto de ônibus em 1997? Ou a população de rua do Centro de São Paulo, que vira e mexe é morta a pauladas enquanto descansa? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuíam regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, crimes contra populacão de rua tendem a ser punidos com a mesma celeridade que agressões contra indígenas no Mato Grosso do Sul.”
Artigo Completo, ::Aqui::

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Líder da greve da PM baiana é do PSDB



Altamiro Borges, Blog do Miro

“A greve dos policiais militares da Bahia, iniciada nesta terça-feira (31), chegou ao impasse e pode descarrilar de vez, gerando mais danos à população. Os interlocutores não mostram qualquer disposição para o diálogo. O governador Jaques Wagner se recusa a negociar com os grevistas. Já o comando da paralisação parece contaminado por interesses distantes dos justos anseios da categoria.

Candidato a vereador em 2012?

O presidente da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marcos Prisco, é filiado ao PSDB e já havia manifestado a sua intenção de disputar as eleições deste ano. Em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102.5, ele negou que a greve da PM tenha motivação eleitoral. “Político eu sou, como todo cidadão, mas o movimento não tem características políticas”.

Ao mesmo tempo, ele não escondeu o seu desejo de concorrer a vereador pelo PSDB. “Se eu for pré-candidato será uma decisão da categoria”, despistou para o ouvinte. Em outras entrevistas, Marcos Prisco tem radicalizado o discurso contra o “governo petista, o pior da história da categoria” – uma baita aberração se comparado com os sombrios anos da oligarquia ACM.”
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sábado, 14 de janeiro de 2012

“Estamos usando o crack”


“Para segregar metrópoles, abrindo espaço à especulação ou megaeventos, usa-se o pretexto da droga – e condena-se usuários a políticas primitivas.

Edmar Oliveira, Flávio Campos / Envolverde

Estamos assistindo ao desmonte de um conjunto de políticas modernas e revolucionárias na área da saúde mental e a reimplantação de um modelo cruel e historicamente falido. Vamos olhar a questão por uma lente grande angular: setores hipócritas da sociedade, uma mídia alarmista e políticas públicas equivocadas (quando não intencionais) estão usando o crack para criminalizar a pobreza e atacar os bolsões de populações em situação de vulnerabilidade com o eufemismo do “acolhimento involuntário”. Construção inconciliável, que nós, os que trabalhamos no campo da saúde mental, sabemos ser falsa: ou bem o acolhimento é voluntário ou, se involuntário, aí não é mais acolhimento, e sim recolhimento.

Primeiro veio o ataque às “cracolândias” de São Paulo, depois adotado na Cidade Maravilhosa que precisa ser “higienizada” para os eventos do calendário esportivo mundial. E, por imitação, começa a acontecer em outras metrópoles. A situação complexa dos bolsões de pobreza, com pessoas em situação de vulnerabilidade, não pode ser entendida de forma simplificada e menos ainda ser resolvida por atitudes apressadas. Para enfrentar a disseminação do uso de crack e outras drogas (o álcool, droga lícita permitida, e os solventes, vendidos para outros fins, estão associados ao crack, que quase nunca é consumido isoladamente), o Ministério da Saúde, por meio da sua Área Técnica em Saúde Mental, vinha adotando a Política Nacional de Enfrentamento ao Álcool e outras Drogas (Pead) que previa uma complexidade de equipamentos comunitários, móveis e hospitalares.

São os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e outras Drogas (CAPS ad, como centro de acolhimento diurno ou com leitos funcionando 24 horas); aproximação aos Programas de Saúde da Família por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (os NASFs); Casas de Acolhimento Transitório (as CATs) para pessoas em situação de vulnerabilidade territorial; Consultórios de Rua, móveis, para o acolhimento e atenção dessas pessoas; Leitos Hospitalares de Referência nos Hospitais Gerais (sim, porque só neles podem ser tratados os agravos clínicos consequentes ao uso de drogas lícitas e ilícitas); além dos hospitais especializados.
Ou seja: a situação complexa do usuário deve ser atendida de forma também complexa, com um conjunto de dispositivos adequados a cada momento às necessidades do usuário. O leito comunitário do CAPS ad e o da Casa de Acolhimento Transitório não é o mesmo do Hospital Geral ou o do Hospital Especializado. Eles não competem entre si, mas são complementares, segundo a necessidade real psicológica e física do usuário a cada momento.”
Artigo Completo, ::Aqui::

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Rocinha: uma favela conveniente à classe média



“O Nem e esse aparato policial que faz essa operação ficcional geram um simbolismo que convence a população e faz com que a sociedade acredite que, de fato, a Rocinha será algo melhor e diferente. Não é isso que vai acontecer”, availa o sociólogo José Cláudio Alves.

Patricia Fachin, Stéfanie Telles e Rafaela Kley, IHU / Envolverde

“O Rio de Janeiro permite tiro de fuzil em favela, mas não permite mais tiros de fuzil nas ruas da Zona Sul”, declara José Cláudio Alves à IHU On-Line, referindo-se à ocupação da Rocinha nos últimos dias. Para ele, a ocupação anunciada aconteceu porque a “Rocinha é uma das favelas de grande expressão no cenário do Rio de Janeiro, porque está na fronteira entre a área da Zona Sul e a área que vai para a Zona Oeste, para a Barra da Tijuca, para São Conrado. Atrás da Rocinha também tem a Gávea, então, a favela fica localizada numa das áreas mais ricas da cidade. Portanto, jamais seria feita uma ocupação usando a mesma lógica que se utilizou no Alemão”.

Na avaliação do sociólogo, a Rocinha é diferente das demais favelas do Rio de Janeiro porque é formada por uma população nordestina que tem presença muito forte em toda a área da Zona Sul. “A Rocinha expressa o interesse racial da classe dominante daquela região, que tem preferência por ter, dentro de seus prédios, pessoas brancas”, aponta.

Para o sociólogo, a prisão do traficante Nem é estratégica, mas ele continuará controlando o tráfico de dentro do presídio. “Ele vai ser penalizado e sabe disso, mas, por outro lado, ele também sabe que a sua liderança será preservada, até porque, para que a estrutura que está montada na Rocinha se mantenha, é preciso realizar um acordo com ele. A intenção da polícia agora é ocultar o tráfico de droga, de armas sob um manto de uma pacificação da polícia”, avalia.
Na entrevista a seguir, concedida por telefone para a IHU On-Line, Alves questiona a estrutura policial, fala dos desafios das UPPs e dos acordos estabelecidos entre os traficantes e os policiais. E questiona: “O que mudou nesse país desde 1960? Uma juíza foi assassinada recentemente e um deputado estadual tem que sair do país para poder sobreviver”. E responde: “Hoje nós temos uma estrutura democrática, legítima, eleita, fazendo algo muito mais grave, muito mais intrincado e percolado do que a ditadura foi capaz de fazer”.

José Cláudio Souza Alves é graduado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque. É mestre em sociologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutor na mesma área pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

IHU On-Line – Como o senhor analisa a anunciada ocupação da Rocinha e a forma como a favela foi ocupada? A ocupação foi anunciada pelo fato de a Rocinha estar localizada entre bairros de classe média?

José Claudio Alves –  Naquela época, quando houve a invasão do Complexo Alemão, a polícia já havia anunciado a possibilidade de ocupar a Rocinha. Naquele momento eu disse que a ocupação não aconteceria da mesma forma que aconteceu no Alemão, ou seja, como uma construção político-midiática, com o uso de armamento de guerra, com tanques passando por cima de
carros, com o Exército entrando nas ruas, etc.

A Rocinha é uma das favelas de grande expressão no cenário do Rio de Janeiro, porque está na fronteira entre a área da Zona Sul e a área que vai para a Zona Oeste, para a Barra da Tijuca, para São Conrado. Atrás da Rocinha também tem a Gávea, então, a favela fica localizada numa das áreas mais ricas da cidade. Portanto, jamais seria feita uma ocupação usando a mesma lógica utilizada no Alemão. Não é possível fazer o mesmo tipo de ocupação porque a classe média não permite. Além disso, o Estado e os grupos políticos não possuem interesse em promover tal tipo de ação, porque isso assustaria os moradores da Zona Sul. Lembre-se que o Rio de Janeiro permite tiro de fuzil em favela, mas não permite mais tiros de fuzil nas ruas da Zona Sul.”
Entrevista Completa, ::Aqui::

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Em greve, servidores da saúde criticam 'má vontade' do governo tucano em São Paulo


Em paralisação de 48 horas, funcionários do Hospital das Clínicas, em São Paulo, demonstram insatisfação com o tratamento dispensado pelo governador Geraldo Alckmin


Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

Servidores estaduais da saúde em São Paulo completam nesta quinta-feira (16) o segundo dia de paralisação no estado. Eles pedem aumento salarial de 26%, mesmo índice usado pelo governador Geraldo Alckmin para reajustar o próprio salário e o dos secretários em janeiro deste ano. Eles também reivindicam melhorias em itens como vale-refeição e nas condições gerais de trabalho.

Com faixas de protesto e apitaço, os trabalhadores se reuniram de manhã em frente ao prédio da administração do Hospital das Clínicas, o maior complexo hospitalar da América Latina. A mobilização buscou adesão de mais funcionários do hospital ao movimento grevista.

Questão de insatisfação geral, a má remuneração é o ponto mais criticado pelos servidores . Israel dos Santos, funcionário do Arquivo Médico do HC há 14 anos, considera que os salários baixos são resultado de "má vontade" da administração paulista, comandada pelo PSDB. "O governo não valoriza o pessoal da saúde, não dá uma força, não dá um incentivo de trabalho. A chefia também não ajuda em nada, o que eles querem fazer mesmo é pisotear. Nem plano de carreira tem mais, estão tirando tudo", lamentou.”
Matéria Completa, 
::Aqui::

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Festas juninas: Quadrilha está em alta...hum, qual delas???


OU


A primeira imagem tem como definição: no folclore brasileiro dança tradicional em festas juninas.
Sou do tempo - não faz tanto tempo assim - que Quadrilha era sinônimo da festa folclórica comemorada no mês de Junho. As famosas festas juninas com muita música, dança, fogueira, quentão, pipoca, ah...tanta coisa boa e dancei em muitas quadrilhas. 
Hoje ainda resistem nas escolas como forma de resgatar os costumes e em festas mais tradicionais de determinados estados e municípios.

Já a segunda imagem tem como definição: um grupo unido e fechado, com o intuito de enganar, ludibriar e roubar as pessoas e também, fraudar, tramar, arquitetar, planejar um metodo de como burlar as normas de uma sociedade sem serem pegos, passando por cima de todos que estiverem contra eles sem medir as consequências. 

Qual delas está mais em evidência nos dias atuais??? 


Rosa Zamp
palavras de um novo mundo

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Corregedor investiga "maquiagem" em dados da segurança de SP

Desmontada farsa da queda de assassinatos em SP

A turma da bolinha de papel atacou novamente. Mais uma vez, a imprensa que chamou de “chapas-brancas” os blogueiros que em novembro último entrevistaram o ex-presidente Lula é flagrada agindo a serviço do PSDB paulista.
Em 16 de abril, conforme a imagem em epígrafe, o jornal Folha de São Paulo desencadeou uma onda de louvação da imprensa paulista ao governo do Estado de São Paulo durante a gestão José Serra. A razão: o índice de assassinatos teria “despencado”.
Reportagem da TV Bandeirantes, porém, revela o que a blogosfera já sabia e vinha dizendo há muito, que tudo não passa de uma fraude gigantesca, empreendida pelo governo do Estado em conluio com o jornal da família Frias e outros veículos locais.
Há que enfatizar o caso. Tem que ser usado pelos cursos de jornalismo para mostrar como a imprensa perde credibilidade. Quem comprou a versão tucana sabia quão inverossímil era. Não há paulista que aceite sinceramente que a violência caiu no Estado.
Abaixo, a reportagem.
via Uol e blog da cidadania

terça-feira, 22 de março de 2011

Vaidade humana, demasiada humana!



Narciso (1594-1596), por Caravaggio
“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade” (Ecle, 1, 2).
A vaidade é humana, demasiadamente humana! Eis um pleonasmo necessário. Sim, porque muitas vezes são precisamente tais características as que menos se tornam objeto de nossas reflexões – e não me refiro aos exercícios mentais filosóficos, sociológicos, etc., mas sim à atitude que, me parece, deveria pautar nossas ações cotidianas. Comecemos por assumir que, em menor ou maior grau, somos vaidosos. Já os antigos, com o mito de Narciso, ensinaram que o desejo desenfreado em atrair a admiração produz conseqüências trágicas. No limite é uma demonstração de sandice....

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

“Assim falou Vargas Vila” sobre a sinceridade


A sinceridade é uma virtude que devemos somente a nós mesmos. Praticá-la com os outros é um suicídio” (Vargas Vila).
Este autor maldito, banido da sua terra natal, foi “novelista, militante panfletário, jornalista, niilista, ateu, anticlerical e obsessivamente indignado com a palhaçada fastidiosa reinante na América Latina, principalmente com o carneirismo vergonhoso de sua política e de suas assembléias”. Seus livros foram censurados, queimados em praça pública e a Igreja ameaçou de excomunhão quem se atrevesse a lê-los.
Escritas há muito tempo, são palavras atuais pertinentes. Por exemplo, o que ele escreve sobre a sinceridade. Seja sincero e correrá o sério risco de ver decretada a sua morte social. Muitos lhe considerarão inconveniente e grosseiro; outros dirão que você padece da ingenuidade dos loucos e das crianças – os únicos que, em geral, não temem a espontaneidade – e o aconselharão a “pensar antes de falar”; dirão que seu tom de voz é ofensivo. O ser humano necessita gosta das aparências. A verdade pode ser insuportável. A mentira é o fundamento da sociedade:
“O único método reflexivo de triunfar é a mentira; a verdade é espontânea e irreflexiva; por isso leva sempre à derrota; ninguém se salvou por dizer uma verdade; todos os vencedores o foram pelo poder de uma mentira…”
“A mentira é o estado natural do homem. Na mentira vivemos, pela mentira gozamos e é do seio generoso da mentira que extraímos as únicas gotas de mel que adoçam a vida. A mentira é a esmola dos céus, nela vibra a bondade suprema, é ela que dá força ao espírito para não desfalecer, não morrer, não fechar as asas e cair dos céus exóticos do sonho sobre a terra miserável.”
“A verdade é de tal maneira odiosa aos homens, que quando mencionam uma, a colocam na boca de um louco como Hamlet. E é para provar sua loucura que este diz uma verdade.”
Se a verdade deve ser socialmente dissimulada, talvez Vargas Vila esteja certo quando define a amizade como uma:
“… forma de comércio entre os homens, máscara de Aristófanes sob a qual se gesticula à vontade; consórcio de duas vaidades, junção de duas mentiras sob qualquer interesse sempre bastardo (…) a hipocrisia é o laço que une os homens em sociedade: no dia em que imperasse a franqueza, se destruiriam uns aos outros como os soldados de Cadmos.”
Quantos de nós estamos dispostos a assumir os riscos de dizer aos nossos amigos e pessoas amadas o que realmente pensamos? Somos capazes de ouvir o que sinceramente pensam sobre nós? Quantas amizades, casamentos, etc. resistem à sinceridade? Talvez por isso preferimos nos enganar mutuamente, como se pisássemos em cristais sem assumirmos o risco de quebrá-los.
“Assim falou Vargas Vila”. Resta escandalizar-se ou suspender os preconceitos e refletir sobre o significado das suas palavras. Se não tememos a sinceridade, temos algo a aprender. Afinal, se atentarmos bem para o nosso cotidiano, talvez nos assustemos em perceber que as palavras de Vargas Vila, por constrangedoras que pareçam, servem bem para pensar o indizível, aquilo que não temos coragem de pronunciar.
Ozai

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

101 coisas para fazer em 2011



Edival Lourenço, Revista Bula

1 — colocar esta lista em ordem;

2 — fazer um checkup;

3 — fazer um exame de consciência;

4 — deixar o script alheio e viver o seu próprio;

5 — derrubar uma árvore (que ameaça cair sobre sua casa);

6 — trocar a fiação da casa (antes que ela incendeie);

7 — clarear os dentes;

8 — clarear as vistas;

9 – retirar as manchas da pele;

10 — retirar (ou assumir) as manchas da personalidade;

11 — retirar os caroços do corpo (exceto os essenciais);

12 — indignar-se com a injustiça difusa;

13 — combater as injustiças objetivas;

14 — ver o eclipse solar;

15 — retirar suas ideias do eclipse;

16 — deixar de querer ser bom, segundo a concepção do guru

17 — mandar o guru praquele lugar;

18 — dizer não e sim com a mesma naturalidade;

19 — cortar os punhos de alguma rede social;

20 — redescobrir a força existencial do abraço;

21 — recompor a ternura com o cônjuge;

22 — se não for possível, compor uma separação amigável;

23 — salvar-se dos escombros das necessidades impostas;

24 — viver a sua vida com dignidade com 50% a menos de lixo;

25 — salvar o planeta na cota-parte que lhe cabe;

26 — brincar com o filho sem fazer dele um bibelô;

27 — repreender o filho com a mesma naturalidade com que o estimula;

28 — tomar um porre;

29 — não fazer do porre uma rotina;

30 — não querer tirar lições do porre;

31 — deixar o orgulho de ser imbecil;

32 — deixar a ilusão de que um dia (sob determinadas condições) será feliz;

33 — ser feliz aqui e agora;

34 — apagar uma luz e poupar o planeta;

35 — acender uma ideia;

36 — limpar a área;”
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ocupação intensa do território não pode continuar, afirma urbanista

Felipe Corazza, Carta Capita

“Enquanto a imprensa e a população procuram culpados para as tragédias das enchentes no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, a ocupação e a impermeabilização do solo segue criando as condições ideais para que os desastres se repitam.

Para o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, a questão da ocupação é o centro da discussão sobre as enchentes e deslizamentos de terra. “A ocupação do solo tem seus limites. Há processos, principalmente onde há uma cobertura vegetal pequena com base de rocha. Com o tempo, ocorre um descolamento dessa parte superficial”. Esse, no entanto, é apenas um dos problemas.

A busca por mais espaço, especificamente com a especulação imobiliária intensa, gera pressão para que novas áreas sejam impermeabilizadas e ocupadas. O impacto disso vai além do que normalmente é visto. A ocupação vai “criando uma ilha de calor violentíssima na região, tendo como consequência o aumento das tempestades. Com isso, vem outro problema: áreas que antes eram viáveis para ocupação começam a não ser mais”, esclarece Bonduki.

Isso pode explicar, em parte, por que construções que estavam em áreas antes seguras da região serrana do Rio de Janeiro foram devastadas pelas tempestades. “Às vezes, aparentemente, não há risco de deslizamento da construção, mas você pode ter um deslizamento da camada sobre a qual ela está. Esse processo de ocupação tão intensa do território não pode continuar”.
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O caos informativo

Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa

“Os grandes jornais paulistas finalmente se deram conta da gravidade da situação provocada pela combinação das fortes chuvas com a incúria das autoridades. Tanto o Estado de S.Paulocomo a Folha de S.Paulo entregam a seus leitores, na quarta-feira (12/1), edições especiais sobre as enchentes e deslizamentos que atingem milhares de famílias na região metropolitana da capital. Com uma novidade: os dois jornalões começam a questionar a competência do prefeito de São Paulo e do governador do estado.

Segundo a Folha, o governador Geraldo Alckmin promete obras para o próximo verão e joga a culpa no colo de seu antecessor, José Serra. O jornal lembra que seu partido está há 16 anos no comando do estado e que o próprio Alckmin, em mandato anterior, realizou uma obra bilionária de rebaixamento da calha do rio Tietê, com a promessa de acabar com as enchentes.

"O que deu errado?" questiona a manchete no caderno "Cotidiano", da Folha, acrescentando a resposta: "faltou alerta" para fechar as ruas alagadas e "faltou fiscalização" para evitar a ocupação de morros e outras áreas instáveis.”
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Empresas barram campanha publicitária que questiona existência de Deus


Hélio Schwartsman, folha.com

“Empresas de mídia barraram uma campanha publicitária com dizeres contra a religião patrocinada pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). As firmas se recusaram a veicular os anúncios mesmo depois de o contrato já ter sido assinado. A Atea estuda as medidas judiciais cabíveis.

As peças de propaganda, com frases como "Religião não define caráter" e "A fé não dá respostas; ela só impede perguntas", deveriam circular em ônibus de Salvador, São Paulo e Porto Alegre pelo período de um mês. A recusa ocorreu primeiro em São Paulo e depois em Salvador, sob a alegação de que as mensagens poderiam violar dispositivos das respectivas leis de publicidade em espaços públicos. Há informações ainda não confirmadas de que a empresa de Porto Alegre também vai romper o contrato.

"As seguidas recusas de prestação de serviço são uma confirmação contundente da força do preconceito contra os ateus, e da necessidade de acabar com ele. Nossas peças nada têm de ofensivas, e o teor de suas críticas empalidece frente às copiosas afirmações dos livros sagrados de que ateus são odiosos, cruéis, maus e devem ser eliminados. Existe um duplo padrão em ação aqui", diz Daniel Sottomaior, presidente da Atea.”
Foto: Divulgação
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domingo, 28 de novembro de 2010

Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime


José Cláudio Souza Alves, Correio do Brasil

“Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.

Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.

O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.

De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.

Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.

Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.

Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.

Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônica na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.”
Foto: Sérgio Moraes, Reuters
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