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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Atol das Rocas


Restos de corais se
transformam em “terra firme”
e formam paraísos ecológicos
no meio do oceano

... Navegamos assim muito tempo, entre tormentos sucessivos, até cerca de duzentas léguas do continente. Avistamos então uma ilha deserta (...) Costeando-a pela esquerda observamos que era verdejante de vegetação, embora em pleno mês de janeiro, e dela saiu uma multidão de aves, muitas das quais vinham pousar nas mestras e cordejos do navio, deixando-se apanhar com a mão, e de longe parecia esta ilha um pombal.
(Jean de Léry, janeiro de 1558)

Já no século 16, o viajante francês Jean de Léry, que descrevia as paisagens da costa brasileira, chamava a atenção do leitor para as belezas naturais do atol das Rocas. Com 7,5 km2, é a primeira unidade de conservação marinha do Brasil, estabelecida em 1978. É um dos menores atóis do mundo, mas trata-se do único do Atlântico sul ocidental. Formado no topo de uma ilha vulcânica, encoberta pelo mar, é constituído por um platô de recife de corais e algas calcárias do qual emergem as ilhas do Farol e a do Cemitério. Esse recife oval está situado no Rio Grande do Norte, a 260 km a leste de Natal e a 145 km a oeste do arquipélago de Fernando de Noronha....