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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Programas sociais do Brasil podem tornar-se referência mundial no combate à fome


“Se o Brasil, que era um dos países mais desiguais do mundo, conseguiu em 12 anos reduzir a pobreza, é possível que outros países façam o mesmo”, enfatizou a ministra. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, falou hoje (18) sobre a experiência brasileira no combate à pobreza. Segundo a ministra, o Brasil tem muito a comemorar nos últimos anos pelas profundas transformações em seu mapa de desigualdade.

Para a ministra, a primeira edição do Seminário Internacional WWP (World Without Poverty) – Um Mundo sem Pobreza ser realizada no Brasil mostra que a experiência acumulada com programas como Brasil Sem Miséria e Bolsa Família podem indicar em qual direção os esforços governamentais deverão se orientar para combater e reduzir os índices de pobreza e desigualdade. Segundo Tereza Campello, mais do que transferência de renda, o Bolsa Família se mostrou uma eficaz política de combate à pobreza, pois vem atuando em diferentes dimensões, como a renda, a inclusão produtiva e o acesso à educação e serviços, por exemplo.

“Eu acho que o principal recado que a gente teve aqui nesse Seminário é que se o Brasil, que era um país tão desigual, um dos países mais desiguais do mundo, conseguiu em uma trajetória de curtíssimo prazo, em 12 anos, reduzir a pobreza do jeito que a gente reduziu, é possível sim que outros países façam o mesmo. E é possível, sim, construir um mundo sem pobreza”, afirma Tereza Campello.

O tema está sendo abordado durante os dois dias do Seminário. Pesquisadores que são referência mundial na discussão da pobreza multidimensional discutem políticas sociais para sua superação. Entre os organismos parceiros do governo brasileiro estão o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Banco Mundial, que sugeriu que a plataforma fosse sediada no Brasil.

“Quando o Banco Mundial lançou essa plataforma resolveu que o Brasil iria sediar porque a experiência mais bem-sucedida de combate a pobreza quando ela é olhada nas suas múltiplas funções, ou deficiências, a melhor experiência, mais rápida, que teve maior abrangência, mais impacto, é a brasileira. Então eles estão usando o que aconteceu aqui no Brasil como plataforma para que outros países possam se inspirar”, afirma a ministra.
(Blog do Planalto)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Record rompe cadeia de mentiras sobre Venezuela

É preciso mensurar a importância da série de reportagens que o jornalista Luiz Carlos Azenha fez para a TV Record sobre a Venezuela e que começou a ser apresentada nesta semana no telejornal da noite da emissora.
O título da série de reportagens é mais do que sugestivo: “Venezuela – um vizinho desconhecido”. Na verdade, o título bem poderia ser “um vizinho mal-conhecido”, pois os brasileiros, durante a última década, vêm recebendo, sim, freqüentes informações sobre o país, mas deturpadas.
A Globo, principalmente, vive apresentando matérias sobre a Venezuela. Todavia, são matérias que induzem a uma crença totalmente falsa sobre o país governado pelo presidente Hugo Chávez desde 1999, de que seria uma “ditadura” na qual o povo sofre.
Na série que a Record está apresentando, ainda que sem informações privilegiadas tenho certeza de que mostrará – como já mostrou alguma coisa nos dois primeiros capítulos – a imensa obra social que fez da Venezuela o país que mais avançou no IDH das três Américas na década passada.
Além do avanço social venezuelano sob Hugo Chávez, a série deverá mostrar como é mentirosa a afirmação da grande imprensa de que o país seria uma “ditadura”, pois tem um sistema político livre, com eleições limpas e sem absolutamente nenhuma censura.
Conhecendo o jornalista que fez a série de reportagens, porém, tenho certeza de que não deixará de apresentar o lado negativo do governo Chávez, tal como o uso do Estado como se fosse seu ou de seu partido.
Fato sobre a Venezuela totalmente reprovável é o uso de tevês públicas para proselitismo político em favor do governo ou para atacar seus adversários, pois o espectro eletromagnético, por onde trafegam as ondas de rádio e tevê, pertence a todos, inclusive aos que desaprovam o governo.
O culto à personalidade de Chávez usando recursos públicos é outro fator inaceitável. Como sempre digo, não se dá dez passos em Caracas, por exemplo, sem deparar com a imagem do presidente venezuelano. Quem paga por isso? Quem gosta e quem não gosta dele.
Muito provavelmente, porém, a série da Record, para ser correta, também deverá explicar as razões que levaram a esse estado de coisas. O complô de 2002 para derrubar o governo, estabelecido entre a mídia, grandes empresários e alguns setores minoritários das forças armadas, não poderá ficar de fora.
Apesar de estes fatos serem fartamente conhecidos por quem lê blogs políticos, o que precisa ser destacado é que as revelações que a série da Record fará romperão uma cadeia de mentiras da grande imprensa brasileira sobre o país vizinho.
Ao conhecerem programas sociais e bem-estar social, que mesmo com a inflação alta ainda são enormes naquele país, os brasileiros fatalmente farão o “link” com o que diz a mídia sobre o assunto Venezuela há anos. Ainda que inconscientemente, muitos sentir-se-ão ludibriados.
Não deixem de assistir a essa série de reportagens. Constitui um marco no jornalismo brasileiro, a ruptura de uma rede de mentiras que nunca antes neste país vi ocorrer nesse dimensão, pois demonstrará quantas mentiras uma Globo contou durante anos.
blog da cidadania