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segunda-feira, 22 de junho de 2015

A hipocrisia da mídia que não investiga deixa órfão o jatinho do PSB, um ano depois


Morreram sete pessoas e o Brasil passou por uma comoção nacional. Não interessa, porém.


É curioso como corrupção só interessa à imprensa quando atinge o PT.

Foi preciso que o até agora dono do jato em que morreu Eduardo Campos – desastre a partir do qual decolou Marina Silva, pondo abaixo o favoritismo disparado de Dilma Rousseff – dissesse, para escapar de um pedido de indenização de R$ 350 mil feito por pessoas que tiveram suas casas danificadas na queda do aparelho , que não é, nem nunca foi, dono do avião.

João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho disse no processo que comprou, mas não comprou, o avião e que “converteu” os pagamentos feitos em “horas de voo”.

E uma empresa em recuperação judicial (!!) vendeu, mas não vendeu e continuava dona da aeronave.
Assim, tudo de boca, sem um “papelinho” assinado.

Vai fazer um ano do acidente que quase mudou o resultado da eleição presidencial.

Até agora não há informação dos inquéritos (???) que apuram suas circunstâncias.

Nem mesmo esta, básica: de quem era o aparelho?

Quem comprou e quem cedeu a Eduardo Campos e Marina Silva?

Quem o operava? Quem contratava e pagava a tripulação?

Qual era a participação do contrabandista Apolo Santana Vieira no negócio?

A Polícia Federal e o Ministério Público, que vazam tudo na “Lava Jato”, não dão um pio.
Os jornais fizeram uma ou outra matéria sobre os “mistérios” aeronáuticos, mas nunca apuraram sistematicamente.

Os blogs tentaram, mas não têm condições de ir mais fundo do que foram, seja porque faltam recursos, seja porque “otoridades” não falam com blogueiros “sujos”.

Do jeito que anda nossa mídia não demora a dizerem que o dono do avião era o José Dirceu!

Morreram sete pessoas e o Brasil passou por uma comoção nacional.

Não interessa, porém.

Não dá para atingir a Dilma; não dá para “pegar o Lula”.

É só o que importa à Polícia Federal , ao Ministério Público e ao “jornalismo investigativo”.

sábado, 30 de agosto de 2014

Eduardo Campos foi assassinado pela CIA?


Tudo sugere ação da CIA e assassinato de candidato à presidência, no Brasil

Wayne Madsen, Strategic Culture – http://goo.gl/e3YWDM  Tradução: Vila Vudu

A queda do avião que matou o candidato à presidência do Brasil Eduardo Campos, que estava em segundo, na disputa eleitoral, atrás só da atual presidenta, abalou fortemente as chances de reeleição de Dilma Rousseff. Sucessora de Campos na corrida presidencial, ex-líder do Partido Verde, Marina Silva – ‘homem’ de George Soros, está agora com alguma chance de vir a derrotar Rousseff, no caso de a eleição chegar a um segundo turno. O fim do governo de Rousseff sinalizaria vitória para as atividades clandestinas do governo Obama para eliminar de cena vários governos progressistas em toda a América Latina.

Revisão do período pós-2ª Guerra Mundial revela que, de todos os meios que os serviços de inteligência usaram para eliminar pessoas que viam como ameaças econômicas e políticas, o assassinato por derrubada de avião está em segundo lugar; antes, só assassinatos por armas de fogo; depois, vêm acidentes de automóvel e envenenamento, como modus operandi preferencial da Agência Central de Inteligência dos EUA, CIA, para seus assassinatos políticos.

Os seguintes casos são os principais sobre os quais pesam muitas suspeitas de terem sido resultado de ação de uma ou mais agências de inteligência dos EUA, para pôr fim a carreiras políticas que ameaçavam o avanço dos EUA como potência imperial:

 – a morte do secretário-geral da ONU Dag Hammarskjold; 
 – do presidente de Ruanda Juvenal Habyarimana; 
 – do presidente do Burundi Cyprien Ntaryamira; 
 – do primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro; 
 – do presidente do Paquistão Muhammad Zia Ul-Haq; 
 – de Sanjay Gandhi, pouco antes de ser oficializado no posto de primeiro-ministro da Índia; 
 – do presidente do Sindicato Norte-americano Unido dos Trabalhadores da Indústria Automobilística Walter Reuther; 
 – do ex-senador pelo Texas John Tower; e 
 – do senador por Minnesota Paul Wellstone.

A América Latina, em particular, tem sido atacada pela praga de desastres de aviões que mataram líderes que ameaçavam afastar o continente da influência política dos EUA: os presidentes Jaime Roldós Aguilera do Equador e Omar Torrijos do Panamá. Esses dois presidentes morreram em 1981; Roldós morreu apenas uns poucos meses antes de Torrijos. John Perkins, autor de Confissões de um Assassino Econômico e ex-membro da comunidade de inteligência dos EUA, apontou os EUA como ativos nesses dois assassinatos por derrubada de avião.

Esse histórico do envolvimento dos EUA e assassinatos aéreos torna ainda mais suspeito o que aconteceu dia 13 de agosto com o Cessna 560XLS Citation em Santos, Brasil, incidente no qual morreram Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro, mas homem pró-business, assessores seus e a tripulação do avião. O momento em que aconteceu, em plena campanha eleitoral, que então indicava vitória fácil para a atual presidenta, levantou questões significativas entre investigadores no Brasil e no público em geral. 

Desde a introdução do modelo em 1996, o modelo Cessna 560XLS Citation mantém currículo de aeronave perfeitamente segura. A morte repentina de Campos mudou o rumo da campanha presidencial no Brasil, para uma direção que pode ser benéfica para os EUA e a agenda de longo curso da CIA na América Latina.

Até aqui, já surgiram questões sobre a legalidade da documentação e da propriedade da aeronave (prefixo PR-AFA). O histórico da propriedade e dos registros da aeronave é extremamente ‘anormal’; e, além disso, não há nenhuma gravação de conversas acontecidas na cabine, aparentemente por mau funcionamento do gravador de vozes da cabina. Muitos brasileiros já começam a perguntar-se se o avião teria sido sabotado: em vez de mostrar gravações da conversa da tripulação que levava o candidato Campos, o gravador só conservou gravações de voz de um voo anterior. O avião voava uma rota Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para a cidade de Guarujá, no estado de São Paulo, quando caiu sobre um quarteirão residencial na cidade de Santos.

O avião era operado pela empresa Af Andrade Empreendimentos & Participações Ltda., que tem sede em Ribeirão Preto, estado de São Paulo, mas cedido, em operação de leasing, pela Cessna Finance Export Corporation, uma divisão da Textron, dos maiores fornecedores para o Departamento de Defesa dos EUA. A empresa Cessna é divisão da Textron. O gravador de vozes que não funcionou na cabine foi fabricado por outro fornecedor contratado da Defesa e Inteligência dos EUA, L-3 Communications. Os negócios da AF Andrade são centrados na propriedade de uma destilaria. Porta-voz da AF Andrade disse que a aeronave, de $9 milhões, não havia passado por qualquer inspeção recente, mas assegurou que a manutenção era feita regularmente.

O porta-voz da AF Andrade não soube especificar quem é, afinal, o proprietário da aeronave, só falou doleasing; disse que a aeronave estivera à venda e fora comprada por um grupo de “empresários e importadores” de Pernambuco, estado do qual Campos foi governador. 

Acabou-se por descobrir que o avião fora comprado por um consórcio que incluía Bandeirantes de Pneus Ltda de Pernambuco. Essa empresa disse que havia negociações em andamento para transferir a propriedade do avião, quando aconteceu o acidente; e que a Cessna Finance Export Corporation ainda não aprovara os direitos finais de leasing. Observadores brasileiros creem que o Cessna sinistrado seria um “avião fantasma”, com propriedade ‘confusa’, precisamente para ser usado em operações clandestinas que envolveriam a CIA. Aviões cuja situação de propriedade e dos documentos de registro era também quase inextrincável eram usados pelaCIA no processo de ‘entregas especiais’ de muçulmanos sequestrados para serem interrogados e ‘desaparecidos’ nos “pontos negros” de prisões norte-americanas por todo o mundo.

A Comissão Nacional de Segurança de Transportes dos EUA [orig. U.S. National Transportation Safety Board (NTSB)] enviou uma equipe ao Brasil para investigar a queda do avião. Mas, se o trabalho da NTSB em acidentes como dos voos  TWA 800 e American Airlines 587 indica alguma coisa, a agência só tem fama por encobrir ações criminosas.

Campos foi substituído na chapa eleitoral por Marina Silva, do movimento financiado e dirigido por George Soros e suas “sociedade civil” e “globalização”. Silva, que milita no movimento religioso pentecostal “Assembleia de Deus”, é militante pró-Israel e muito mais pró-business e pró-EUA que Rousseff, do Partido dos Trabalhadores do Brasil que se posiciona bem à esquerda da Assembleia de Deus. Recentemente, Rousseff, com os demais presidentes dos países BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) criaram um novo banco de desenvolvimento que desafia a supremacia do Banco Mundial, controlado pelos EUA. A criação desse banco enfureceu Washington e Wall Street. (...)

Pesquisas recentes têm apontado avanço de Marina Silva. Evidentemente, essas pesquisas de ‘intenção de voto’ nada têm nem de científicas nem de independentes, e são ferramentas que as agências de inteligência e as empresas comerciais sempre usam para influenciar a opinião pública e gerar “programação preditiva” em populações inteiras. (...)

Marina Silva está sendo apresentada como candidata da “Terceira Via” (chamada, agora, em 2014, “Nova Política”) no Brasil. 

“Terceira Via”/”Nova Política”  é movimento internacional que tem sido usado por políticos associados a grandes empresas, muitos dos quais financiados por Soros, para infiltrar-se e assumir o controle de partidos historicamente trabalhistas, socialistas e progressistas. Alguns dos nomes mais notáveis da “Terceira Via” são Bill Clinton, Tony Blair, Gerhard Schroeder da Alemanha, Justin Trudeau do Canadá, presidente François Hollande da França, primeiro-ministro francês Manuel Valls, primeiro-ministro Matteo Renzi e ex-primeiro-ministro Romeo Prodi da Itália, José Sócrates de Portugal, Ehud Barak de Israel, e inúmeros nomes do Partido Verde (PV), do Partido Socialista (PSB) e do Partido da Social-Democracia no Brasil (PSDB), dentre os quais Marina Silva, Aécio Neves, o falecido Eduardo Campos e o ex-presidente [e atual NADA] Fernando Henrique Cardoso. 

Mas, quando se mostra mais vantajoso do ponto de vista eleitoral assassinar um “Novo Político” para promover o avanço de outro, não parece haver problema algum nessa “Nova Política”, em eliminar alguém como Campos, para fazer avançar político mais populista (e mais controlável), como Marina Silva, sobretudo se estão em jogo interesses de Israel e de Wall Street.

O Cessna no qual viajava e no qual morreu o primeiro-ministro de Portugal Sá Carneiro voava para um comício eleitoral, em campanha de reeleição, no Porto. Esse desastre de avião destruiu as possibilidades futuras de uma Aliança Democrática de esquerda, porque os seguidores de Sá Carneiro que o sucederam não tinham, nem de perto, o carisma do primeiro candidato. 

Na sequência, um Mario Soares pró-OTAN e “socialista-só-no-nome” tornou-se primeiro-ministro e empurrou Portugal pela tal “Terceira Via”, subserviente à União Europeia e à globalização. À época da morte de Sá Carneiro, o embaixador dos EUA em Portugal era Frank Carlucci, funcionário da CIA, cujas impressões digitais foram encontradas, em 1961, no assassinato do ex-primeiro-ministro Patrice Lumumba no Congo. No governo Reagan, Carlucci foi nomeado vice-diretor da CIA, Conselheiro de Segurança Nacional e Secretário da Defesa. Carlucci é também presidente emérito do Carlyle Grupo, conhecido pelas ligações com a CIA. 

A suspeita morte de Campos no Brasil-2014 parece ser cópia-carbono do assassinato e descarte rápido de Sá Carneiro, com Rousseff como alvo final da ação e Marina Silva e seus financiadores globais como principais beneficiários.
Do: http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/eduardo-campos-foi-assassinado-pela-cia.html

Finalmente! MP abre investigação sobre avião da campanha de Campos e Marina



Fernando Brito, Tijolaço  

"Como este blog havia antecipado duas horas atrás, o Ministério Público resolveu agir de ofício e abrir procedimento investigatório sobre o avião que Eduardo Campos e Marina Silva usavam na campanha e acabou por matar o candidato do PSB num acidente em Santos, no dia 13 passado.

Leia a matéria do Estadão e veja, no post anterior, os fundamentos legais do procedimento, por violação das regras de financiamento e gastos de campanha.

Procuradoria eleitoral investiga uso de avião por Campos
Erich Decat

O procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, instaurou nesta sexta-feira, 29, procedimento preparatório eleitoral para investigar a prestação de contas do PSB quanto à utilização da aeronave Cessna 560XL, que caiu no último dia 13 e levou à morte o então candidato Eduardo Campos e outros seis tripulantes.

O objetivo do procedimento é verificar se o uso do avião respeitava a legislação eleitoral no que toca à prestação de contas parcial quanto à arrecadação e gastos envolvidos na campanha. O PSB terá de encaminhar à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) os recibos eleitorais que comprovam a prestação de contas parcial, prevista em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O procurador-geral da República também cobra do PSB dados referentes à movimentação financeira feita para a utilização da aeronave durante a campanha presidencial.

 No procedimento, Janot determina ainda que sejam oficiados o Ministério da Justiça, com a solicitação de cópia do procedimento investigatório em curso na Polícia Federal.

Da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o PGR solicita informações a respeito da propriedade da aeronave utilizada na campanha por Eduardo Campos e os registros de voo realizados desde o último mês de maio.

O prazo inicial de duração do procedimento é de 60 dias, permitidas prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade de dar continuidade à investigação. "

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Há um crime no ar nestas eleições. Ocultá-lo é outro crime, muito maior

Autor: Fernando Brito - Tijolaço 

Nem a metade dos negócios sombrios que envolveram a compra do jatinho  que matou Eduardo Campos e mudou o rumo da eleição presidencial já chegou ao  conhecimento público e já há, de sobra, elementos para dizer que houve a formação de uma quadrilha para a aquisição do aparelho, senão por ordem, ao menos em visando beneficiar o  ex-governador de Pernambuco, elevado com a morte a herói da nova e ética  política.

Os fatos evidenciam isso e os organizo de forma cartesiana, para o demonstrar.

Não se trata de um avião adquirido, tempos atrás, por dois ou três empresários inescrupulosos e aventureiros, que resolveram emprestá-lo a um candidato, de olho em vantagens.

O avião foi comprado, inequivocamente, para atender às necessidades de Eduardo Campos em sua campanha, com Marina Silva, à Presidência.

Era o mesmo grupo que fornecia, até o dia 15 de maio, na pré-campanha, o transporte aéreo para o senhor Eduardo Campos: o avião Learjet 45/40, matrícula PP-ASV, da Bandeirantes Pneus, o que está provado, inclusive, por fotos do candidato neste aparelho e fica mais evidente quando se rastreia seu uso.

Os mesmos empresários foram em busca de outro jato executivo, maior e mais confortável, com a finalidade específica de servi-lo na fase mais intensa da campanha. Se o fizeram por ordem de Campos, é impossível afirmar, a menos que um deles ou outra pessoa próxima o confesse.

Mas, mesmo que se admita que o fizeram por iniciativa própria, é certo que Eduardo Campos aprovou a aquisição pessoalmente, num vôo experimental, candidamente confessado pelo ex-co-piloto do aparelho, Fabiano de Camargo Peixoto, em entrevista à Folha, no dia seguinte ao acidente.

Não foi um “presente” da do ao candidato, como quem dá uma caneta bonita. Foi um ato partilhado entre todos, com um objeto que a ele e sua candidatura , acima de tudo, seria importantíssimo.

Há uma vantagem pessoal claramente estabelecida na transação e foi para obtê-la que se praticaram os atos fraudulentos.

Sim, fraudulentos.

Porque agora sabe-se que – além dos antecedentes de pelo menos dois dos compradores, o processado por contrabando Apolo Vieira e o operador de factoring e usineiro João Lyra Pessoa de Mello, já condenado e multado por não registrar operações de câmbio – a compra está povoada de laranjas e fantasmas, como mostrou a reportagem do Jornal Nacional com base nos procedimentos da Polícia Federal, que infelizmente só são acessíveis, como sempre, à Globo.

Os valores não são “uma bobagem”, uma tapioca: só na “entrada” da transação foram mais de R$ 1,7 milhão.

Há, na compra e no uso do avião fatal, materialidade e autoria já bem delineada de crime.

Mas não há, incompreensivelmente, nenhuma ação pública do Ministério Público, tão ativo no Brasil e – lembram da aprovação da PEC 39? – absolutamente autônomo para investigar e geralmente ansioso por opinar até sobre o vôo dos pássaros.

Não se pode confundir respeito aos mortos com encobrimento de crimes, cumplicidades e responsabilidades, inclusive as político-eleitorais, até porque disto se aproveitam os vivos, muito vivos.

Porque este encobrimento significa a negação do mais fundamental direito da sociedade: o direito à verdade.

Mais grave ainda quando a sonegação desta verdade por comprometer decisões que o povo brasileiro irá tomar.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Estadão confirma notícia do Tijolaço: Campos usou outro avião de Apolo


Fernando Brito, Tijolaço 

"A teimosia dos fatos é a grande inimiga da mentira.
Hoje,  em boa e segura reportagem no Estadão, o repórter Ricardo Brant apurou que, de fato, houve um segundo jato cedido pela Bandeirantes Companhia de Pneus, aparentemente de propriedade de Apolo Vieira (leia aqui sobre ele), servindo à campanha de Eduardo Campos, como este blog publicou na sexta-feira.

A figura de Apolo vai se tornando, cada vez mais, central neste episódio.
Leia a matéria de Brandt, publicada hoje na página A-4 do Estadão, que está repercutindo em vários dos grandes portais de notícias:

Campos usou outro jatinho de empresário investigado pela PF


Ricardo Brandt


Em maio, então candidato do PSB viajou em aeronave comprada por Apolo Vieira,envolvido em negócio do avião que caiu em Santos
Uma das empresas investigadas na compra do jato Cessna Citation 560 XLS, que caiu matando o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, a Bandeirantes Companhia de Pneus Ltda. tem em seu nome outra aeronave que, em maio, foi usada pelo ex-governador de Pernambuco durante visita de pré-campanha na Bahia.

Trata-se do Learjet 45, prefixo PP-ASV, que Campos usou no dia 20 de maio, em visita a Feira de Santana. Em fotografia retirada pela imprensa durante sua chegada é possível ver a aeronave.

Mais modesto que o Citation 560 XLS, o avião biorreator usado pelo candidato naquele dia está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em nome da Bandeirantes, que tem sede em Pernambuco, e pertence a Apolo Santa Vieira. Pelo registro na Anac, o Learjet 45 foi financiado pela Bandeirantes. Como foi comprado por leasing, enquanto a empresa
não terminar de pagá-lo, pertence ao Bank of Utah Trustee.

Apolo Santa Vieira é um dos três empresários pernambucanos investigados pela Polícia Federal como supostos laranjas na negociação de arrendamento do Citation, que caiu em Santos (SP), no dia 13. A aeronave está em nome da AF Andrade, que está em recuperação judicial. Em maio, o empresário pernambucano João Carlos Lyra de Melo Filho assinou compromisso de compra da aeronave e indicou as empresas Bandeirantes e BR Par para assumir dívidas junto à Cesnna.

Agentes da PF, com auxílio da Receita Federal, tentam identificar de onde veio o dinheiro para a Bandeirantes Pneus, uma importadora e recuperadora de pneus, comprar o Learjet e o Citation.

Por meio de nota, a empresa informou que tentou assumir o leasing do Citation (que vale US$ 8,5 milhões), mas que a compra não se efetivou. A AF Andrade informou que já havia recebido parte das parcelas.

Apolo Viera é réu em um processo por sonegação fiscal na importação de pneus, via porto de Suape (PE), que gerou um prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos. Sua antiga empresa, a Alpha Pneus, e outras, recorrem em segunda instância.

A Bandeirantes foi criada em 2004, em Jaboatão dos Guararapes (PE) e funciona em um galpão de médio porte. O Estado localizou uma movimentação de importação financiada registrada pelo Banco Central, em dezembro de 2010, de US$ 1,4 milhão, via banco Ilhas Cayman e Banco Safra."

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A verde Marina é agora a grande esperança branca


Muita gente não entendeu a escolha de Marina Silva de entrar como candidata a vice na chapa do PSB, encabeçada por Eduardo Campos.
Ela tinha feito todo o possível para tornar o seu partido viável e em condições de entrar na disputa presidencial deste ano.
Como não conseguiu, o caminho mais lógico seria a entrada num desses inúmeros partidos de aluguel permitidos pela nossa frouxa legislação eleitoral.
Não faltaram convites a Marina.
O anúncio de que ela não sairia candidata à presidência pegou todo mundo de surpresa.
Alguma coisa deve ter ocorrido, como dizem, por trás da cortina.
Porque não havia comparação entre o peso eleitoral de Marina e Campos.
A ex-senadora conseguiu quase 20 milhões de votos na eleição de 2010 e estava se tornando a tal "terceira via" da política brasileira.
Contava, ainda, com uma forte retaguarda financeira, graças ao apoio de pessoal ligado à Natura e ao Banco Itaú - entre outros empresários.

Já o ex-governador de Pernambuco nunca passou de um líder regional, tendo alcançado níveis de popularidade formidáveis em seu Estado graças, em boa parte, à ajuda do governo federal em muitos projetos locais de desenvolvimento.
Marina, pelo bem ou pelo mal, era muito mais popular, em todo o país, que Campos.
Mesmo assim, sacramentada a união entre os dois, ela não foi capaz de transferir os votos que, hipoteticamente, eram seus, para Campos.
Do jeito que a campanha dos "socialistas" corria, era bem provável que eles tivessem, apurados os votos, ainda menos que os 9% apontados pelas últimas pesquisas.
O PSB é um partido nacionalmente raquítico. É forte apenas em Pernambuco.
Mesmo assim, se Marina aceitar a pressão para que fique no lugar de Campos, a agremiação poderá superar as dificuldades do pouco tempo de exposição no horário eleitoral gratuito e de falta de estrutura graças ao dinheiro que será despejado pela oligarquia nacional em sua campanha.
O fato é que a grande aposta da direita, Aécio Neves, está provando ser um dos maiores "micos" da história - o candidato é fraquíssimo, em todos os sentidos.
Assim, por causa de uma tragédia, a solução para todos os problemas da turma que quer levar o Brasil de volta ao passado, parece ter surgido.
Marina, a verde Marina, quem diria, se tornou a grande esperança branca.
sugado do: http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/08/a-verde-marina-e-agora-grande-esperanca.html

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Se o PSB tiver bom senso não indicará Marina




Não que seja da minha conta o futuro do PSB, partido que mal tem passado e presente, mas lançar a cidadã sem partido e sem qualquer compromisso com o PSB e suas alianças nacionais e estaduais Marina Silva à presidência será um desastre inevitável. Se perder, quase certo, sairá do partido assim que possível sem nem dizer obrigado e adeus. Se ganhar, deus me livre, governará com seus aliados pessoais, sem qualquer vínculo com o PSB. Esperar que ela repita a improvável votação de 2010 e leve a eleição para o segundo turno, onde apoiaria Aécio, é sonho de consumo da direita, não do PSB. Ninguém pode contar com o apoio de Marina para nada, talvez até apoie Dilma, afinal ela apoia Suplicy em São Paulo...

O mais provável é Marina atrair alguns votos a mais que o falecido, mas sem alterar essencialmente o quadro eleitoral. Nesse caso, também, nada tem a ganhar o PSB. Muito melhor seria lançar um quadro histórico do partido ou um político em quem se possa apostar para as próximas eleições e tentar fazer o melhor papel possível nessa eleição. Um peessebista histórico poderia herdar grande parte do apoio de Campos, Marina não, ela tem outro eleitorado, maior, mas outro. Nada que ajude o PSB no futuro. Se o PV não ganhou nada com a votação imensa e inesperada de Marina, imaginem o muito maior e mais organizado PSB. Será um passo atrás.

P.S.: Nem mencionei a hipótese de Marina ter realmente esses votos atribuídos a ela e tirar Aécio do segundo turno. Nesse caso apanhará mais que Lula e Dilma juntos antes de chegar lá.
sugado do: http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/se-o-psb-tiver-bom-senso-nao-indicara.html

Morre Eduardo Campos, Nascem, Aos Borbotões,Teorias de Conspiração



Então vai a minha, depois da entrevista de ontem, com o Eduardo dando banho no tartamudeante AÉbrio, pode ter rolado uma Odisséia moderna. 

Odisseu era o nome grego de ULISSES, qualquer relação com o "acidente" similar do Guimarães é mera teoria... teria sido encomendado por ACM.

Marina não pode substituir, não é filiada ao PSB, nem tem partido. (engano meu, é filiada e pode sim, mas vai ser dificil!)

Eduardo jamais apoiaria Aécio no 2° turno, com a performance de ontem no JN pode até ter causado alguns amassados na, já batida de frente, candidatura AÉbrio!

AÉbrio anda muito envolvido com aviação, aeroportos, helicópteros, pilotos sumidos e assumidos e cargas suspeitas....

Não pensem vocês que me divirto com o sofrimento alheio, e falar besteiras (ou não) com o cadáver ainda quente não é diversão, mas temos que pensar, avaliar e ponderar.

MUITO ESTRANHO!


Amigos, ou escroto assim mesmo, me perdoem, é a obrigação de quem questiona, mas com tanto idiota já acusando Dilma e PT do acidente fica a pergunta:
O que fazer quando uma candidatura não decola (e não estou falando da candidatura de Eduardo).


E ainda mais um pouco, ao contrário de um monte de ptistas, eu simpatizava com ele, e nunca engoli a "briga" dele com o Lula. Sempre achei que era um jogo de cena, afinal ele tirava mais votos de Aécio que de Dilma, e duvido que se alinhasse com o P$DB num (então) improvável 2° turno!
Sugado do: http://amoralnato.blogspot.com.br/2014/08/morre-eduardo-campos-nascem-aos.html

terça-feira, 3 de junho de 2014

Harry Potter e a magia do Bolsa Família

Milhares de fãs de J. K Rowling, autora dos livros de Harry Potter, não teriam sua leitura predileta se não fosse o Bolsa Família do Reino Unido. A informação de que a autora foi beneficiária de um programa social está circulando na internet e, como sempre, o Muda Mais foi confirmar, porque sabe que tem muito boato por aí.
Em todas as páginas de biografia de J.K Rowling, consta a informação – tanto nas traduzidas em português (link is external) quanto nas originais em inglês (link is external) – de que ela viveu alguns anos com ajuda de programa de transferência de renda do governo inglês quando morava na capital da Escócia, sem condições de sobreviver com sua filha. Em entrevistas, ela se diz grata ao benefício por ter permitido que ela não fosse uma sem teto.
Lá como cá, o programa é garantia do mínimo necessário para a sobrevivência e dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade social. E assim como a Joanne Rowling, também temos exemplos no Brasil de pessoas que já deixaram o programa e outras que estão trabalhando para, em breve, também devolver o cartão do benefício. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome mostram que cerca de 75% dos beneficiários adultos do Bolsa Família trabalham. Em quase uma década de programa, 1,69 milhão de famílias de beneficiários do Bolsa Família saíram espontaneamente (link is external) do programa, ao passar a receber renda suficiente para o autosustento.
Infelizmente, até mesmo candidatos andam espalhando boatos sobre o programa. De acordo com o site UOL (link is external), nesta segunda-feira (19), o pré-candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, afirmou que o programa Bolsa Família é usado como terrorismo : "Espalham notícias, principalmente no Nordeste, de que se ela [Dilma] não for reeleita o programa acaba". Há declarações nesse sentido também no site oficia (link is external)l (link is external) do PSB. 
A pergunta a ser feita aqui é: onde a Dilma teria dito isso? Não encontramos a resposta e desejamos que o candidato esclareça se há mesmo essa rede de boatos espalhando que se a Dilma não for reeleita, o programa acabará.
O que sabemos é que o atual governo tem contribuído não só com renda mínima para a população excluída, mas também com acesso à educação e qualificação profissional, com programas como o Pronatec e o Prouni. Um governo que deseja fazer o povo acreditar em boatos, não estaria qualificando intelectualmente esta mesma população, permitindo que as pessoas tenham cada vez mais discernimento e condições de avaliar quem está tentando fazer manipulação.
Aproveite para ver aqui o vídeo que o Muda Mais montou com depoimentos de beneficiárias do Bolsa Família que trilharam seu caminho para autonomia.

 https://www.youtube.com/watch?v=oHnlyz36UZw

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Marina é só mais uma reprodução do sistema


por Moriti Neto*

Em agosto de 2009, Marina Silva, recém-saída do PT, e um grupo de apoiadores, embarcavam no PV e já diziam: “Chegou a hora de acreditar que vale a pena, juntos, criarmos um grande movimento para que o Brasil vá além e coloque em prática tudo aquilo que a sociedade aprendeu nas últimas décadas, experimentando a convivência na diversidade, a invenção de novas maneiras de resolver problemas solidariamente... Agindo em rede, expandindo e agregando conhecimento sobre novas formas de fazer, produzir, gerar riquezas, sem privilégios e sem destruição do incomparável patrimônio natural brasileiro”. E isso não era de boca, mas parte do documento “Juntos pelo Brasil que queremos – diretrizes para o programa de governo”, que expressava a motivação ao ingressar no partido e que a colocava declaradamente na disputa à Presidência da República nas eleições de 2010.

O projeto, no entanto, teve curta duração. Era 7 de julho de 2011 quando Marina anunciava a desfiliação do PV, onde obteve quase 20 milhões de votos na eleição presidencial. De saída, ela e os apoiadores que a acompanhavam na decisão ressaltavam que a direção do partido “disse não à democratização de suas estruturas institucionais, ao diálogo com a sociedade e a um projeto autônomo de construção partidária”. Na época, se tivesse sido eleita presidente, teria completado apenas pouco mais de um semestre de mandato a bordo da sigla verde.

Lembro que, naquele momento, vieram diversos questionamentos: se Marina tivesse vencido a eleição, sairia do PV? Se sim, governaria como? Abdicaria de filiações partidárias? Como costuraria a base no Congresso Nacional? A ex-senadora se considerava mesmo a figura messiânica, salvadora, que os críticos da personalidade dela apontavam? Se não saísse, ignoraria a descoberta da incompatibilidade declarada com os pevistas e seguiria o governo sem abrir o debate?

O fato é que Marina Silva, sem conseguir ocupar espaços no PV, pedia desfiliação e acusava o partido de não ser o local adequado para as bandeiras que portava. Ancorada na boa capacidade discursiva que possui, ela buscava sustentar a posição, mas não deixava claro como só descobriu, de uma hora para outra, que a mesma agremiação avaliada como ideal para praticar propostas baseadas na “coerência programática” – por ela tão decantada – era, então, imprópria.

E foi na "fundação” do Rede Sustentabilidade, no dia 16 de fevereiro de 2013, num encontro batizado de “Encontro Nacional da Rede Pró Partido”, em Brasília, que aparecia a alternativa de Marina às eleições de 2014. Era na “Rede Pró Partido, mas que não é partido”, que ela, a "diferente", buscava encaixar o discurso da realização da “nova política”.

Em declarações perigosamente despolitizantes e até antipartido, a potencial candidata tentava se autocolocar como “nem de esquerda, nem de direita, nem de centro”. Ao mesmo tempo em que falava de diálogo horizontal com a sociedade, aparecia como a “salvação”. Posturas perigosas à democracia, o que, aliás, eu já observei em texto anterior.

Enfim, eis que Marina Silva, com a recusa da Justiça em legalizar o Rede, vai ao PSB de Eduardo Campos. É a mesma toada. Na campanha, o discurso que clama por um “sistema ideológico” e luta contra o pragmatismo, colocando a candidata como a mais alta defensora do interesse público e das “questões maiores”, a exemplo da rápida passagem pelo PV, quando era o “fator diferente” da corrida presidencial e possibilidade de acabar com o “mais do mesmo” (que realmente é mais do mesmo) do “Fla x Flu” entre PT e PSDB.

Só que, na prática, o que se constata é a ida a um partido de perfil governista-pragmático (o PSB é, ainda, base do Governo Federal e governa com petistas e tucanos em vários estados), entregue a caciques da direita conservadora Brasil afora e que, em momentos decisivos, vacilou no debate de itens fundamentais ao meio ambiente, caso do Código Florestal, tema central na vida política de Marina.

Rumo ao PSB, lá vai a ex-ministra do Meio Ambiente se enfileirar a Bornhausens, Caiado e companhia. Novidade? Não. Somente mais uma reprodução comum do nosso horrível sistema de democracia representativa, onde estão sempre dadas as oportunidades ao desequilíbrio na representatividade da sociedade e à hipocrisia, como a de Marina que, de diferente, não tem nada. 

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Moriti Neto, jornalista, repórter e editor-assistente do NR. (Imagem: www.minhamarina.org.br)

http://www.notaderodape.com.br/2013/10/marina-e-so-mais-uma-reproducao-do.html

MARINA + CAMPOS = MARINAMPOS


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Como é sabido, a virada de cocho de Marina Silva teve e terá consequências. Tanto para ela, quanto para os envolvidos em seu joguinho particular de xadrez.

Marina, que se dizia tão socialista, tão povo e tão contra o "liberalismo" do PT, deixou cair a máscara e sem vergonha, debandou faceira para a direitona brasileira. A mesma que ela criticou durante toda a vida, cujos aliados, torturaram e mataram seu amigo Chico Mendes, desmataram boa parte da Floresta Amazônica e defendem, incontinenti, o trabalho escravo e a exploração do homem pelo homem.

Eu sempre tive comigo que você deve desconfiar de qualquer radical. Seja ele da direita, seja ele da esquerda. Na melhor oportunidade ele te passa a perna, porque se é radical, nunca olha o ponto-de-vista dos outros. Se não olha, é porque não se importa. E se não se importa, é que só pensa em sí.

Daí fica fácil posar de ambientalista e utilizar do dinheiro e do jatinho da Natura pra fazer campanha milionária à presidência.

Mas isso já aconteceu antes, e vai continuar acontecendo. Faz parte da democracia termos gente disposta a nos engambelar.

Bem, a aliança de Marina com Campos ("Marinampos"), cujo partido abriga Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes, acaba de fazer suas primeiras vítimas. Os palanques estaduais. Ora, o PSB destes honoráveis senhores estava apoiando, claroooooo, o PSDB. Diversos são os lugares do Brasil onde eles inclusive, se confundem. São unha e carne. Em tese, o "socialista" do nome do PSB deveria pressupor que não apoiariam vendilhões da pátria como os tucanos. Mas claro, isso é só trololó. O que interessa mesmo é ganhar a eleição e transformar tudo num bordel.

Claro que isso é questão de tempo. Como já dito aqui e em alguns outros lugares da internet, esse festerê da mordina dos Marinampos só vai durar até começar a doer de verdade na tucanada, que manda de fato no imprensalão brasileiro. Ainda estão atordoados, mas tão logo a cúpula do PSDB se reúna com os globais, folhais e vejais, delinearão um plano de ação para demonizar os Marinampos e colocá-los em seu devido lugar. E por quê? Porque é possível que os tucanos sequer cheguem ao segundo turno, o que na prática, lhes reservaria o mesmo fim melancólico do PFL, que mudou de nome, mas não parou de perder filiados, representatividade e poder.

E isso, naturalmente, eles não vão tolerar. A elite quatrocentona não vai aguentar ficar longe das tetas governamentais federais por mais 4 ou 8 anos, como diz a lógica. Ajudaram a criar tanto Campos quanto Marina, que eram dois zé-ninguém, para minar o PT e tentar forçar um segundo turno dos lulistas com algum tucano. Tiro no pé, como acabamos de ver.

De resto, sempre vale relembrar. Se os Marinampos ganhassem as eleições presidenciais, com quem será que eles iam governar?

domingo, 6 de outubro de 2013

O 2º turno já começou



O ingresso de Marina Silva no PSB tem implicações sobre o conjunto da campanha presidencial para 2014. Na prática, o segundo turno já começou.

Paulo Moreira Leite, ISTOÉ

Vamos entender o que aconteceu. Ao oferecer o PSB para Marina Silva, Eduardo Campos trouxe, para dentro de sua legenda, a candidata que é segunda nas pesquisas de intenção de voto. O próprio Eduardo Campos está em quarto lugar,  não sái do chão e acaba de sofrer uma derrota interna importante. O governador do Ceará, Cid Gomes, deixou o PSB. Em matéria de dissidência, seria equivalente, no PSDB, a Geraldo Alckmin romper com Aécio Neves e abandonar o partido, levando embora os votos de São Paulo.  

Acabo de ouvir um líder importante do PSB. Ele me garante que Campos e Marina vão formar uma chapa e que o governador de Pernambuco será o titular, deixando para a nova aliada o cargo de vice. Por mais respeito que tenha por este cidadão, sei que os segredos fazem parte da política. Duvido e dou risada. Não acho que Marina foi ao PSB para ser vice de um candidato que tem 20% de suas intenções de voto. Se fosse para isso seria melhor ficar em casa em nome dos princípios de que era Rede de Sustentabilidade e pronto.

Essa composição resolve muitos problemas para as partes. Assegura uma legenda a candidatura de Marina. E pode abrir uma saída para seu novo parceiro.  Enfraquecido e seu perspectivas de crescimento na eleição presidencial,  Eduardo Campos fica liberado para disputar uma eleição que pode vencer, para senador, em vez de correr o risco de ficar sem um único mandato para chamar de seu depois de 2014.

Mas não é só isso. Se Marina era a única candidata da oposição que não fazia água, um eventual crescimento de sua candidatura nos próximos meses pode provocar outra mudança. Estou falando de Aécio Neves.

Até março de 2014 será preciso definir, oficialmente, quem concorre a qual posto eleitoral. Imagine se, até lá, Aécio estiver no mesmo lugar de hoje, em terceiro, mas a uma boa distancia do segundo lugar. Estará diante do mesmo cenário de Eduardo Campos: sofrer uma derrota e ficar sem mandato.

O apoio a Marina, em nome do conhecido discurso de “unidade das oposições”, pode ser uma excelente oportunidade para Aécio mudar o rumo de sua campanha. Teria a benção de boa parte dos empresários e, com certeza, dos meios de comunicação.

Basta olhar para a disputa pelo governo de Minas, onde o PT apresenta-se com um ministro e um dos maiores empresários do Estado, para constatar que, pela primeira vez em sua história, o PSDB encontra-se sob o risco real de uma derrota por falta de candidato a altura. Se ficar sem chance na luta presidencial, Aécio poderia ser levado a salvar os móveis do PSDB na disputa estadual. Essa possibilidade, que parece muito remota agora, explica a permanência do eterno candidato a presidente José Serra no PSDB.

Por trás de tantas mudanças, encontra-se uma situação real, que é o temor da oposição, que pode sofrer uma quarta derrota consecutiva para o condomínio Lula-Dilma desde 2002. Com 38% das intenções de voto, contra 32% para a soma dos adversários, Dilma ameaça os concorrentes com uma possível vitória no primeiro turno. É essa musica adversa que provoca tantos movimentos, rápidos e surpreendentes pela coreografia,  entre seus adversários.”

domingo, 26 de maio de 2013

Aécio vs. Eduardo Campos



Tudo bem? Dilma mantém a tranquilidade
diante de Eduardo. Rebelo observa de
perto. Aécio, de longe.

Se assim for, o senador e o governador disputam o espaço onde só cabe um

Mauricio Dias, CartaCapital

Dilma Rousseff, candidata à reeleição, segue à frente das duas opções presidenciáveis, prováveis, da oposição: o tucano Aécio Neves e Eduardo Campos, presidente do PSB.

À margem da candidatura petista, no entanto, já existem marcas da competição travada entre o senador do PSDB e o governador pernambucano. Eles disputam o espaço onde só cabe um. Isso é fator de formação de atrito e, certamente, gerador de canibalismo. Fato inevitável quando dois candidatos buscam o mesmo eleitor.

Aécio Neves ainda tem mais chances. Representa Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País, com mais de 15 milhões de votos. Além disso, já é conhecido por quase 50% do eleitorado brasileiro. 

Eleito presidente nacional do PSDB, Aécio tentará se aproximar das classes mais pobres da população. É o que explica, por exemplo, a presença dele no programa de televisão do partido, na terça-feira, 21, sem gravata e, às vezes, sem o paletó. Terá também encontro com os espectadores do Programa do Ratinho, apreciado pelas camadas C e D da pirâmide social, onde os tucanos têm poucos votos. Eleitoralmente, os mineiros têm dificuldade em conquistar os paulistas. Na eleição de 1954, Juscelino Kubitschek obteve 250 mil votos em números redondos. O principal adversário dele, Juarez Távora, passou dos 600 mil e Adhemar de Barros chegou a quase 900 mil. JK só superou Plínio Salgado, que alcançou 160 mil votos. Já então, não se mistura ao café (paulista) o leite (mineiro), comum na Velha República.

Eduardo Campos também terá dificuldades para arrancar porcentual expressivo dos mais de 30 milhões de eleitores registrados em São Paulo. Um grande número deles de nordestinos como, por exemplo, o pernambucano Lula.

Se Campos confirmar a candidatura, dará um primeiro passo para quebrar uma tradição avoenga. O pernambucano Miguel Arraes, de prestígio político nacional, nunca conseguiu cruzar as fronteiras do estado. Uma das razões: tinha marcada posição de esquerda na década mais quente da “guerra fria”.
Talvez por isso, embora tripulando uma sigla (PSB), registrada como socialista, faz uma inflexão para o centro. Ele tenta, assim, abrir passagem entre eleitores mais conservadores. Mas borra a imagem do partido. Nesse item, empata em dificuldades com Aécio Neves, que, ao contrário do que se espalha, não uniu os tucanos. Uniu? Pergunte ao Serra.

“A candidatura de Eduardo Campos é irreversível”, afirma o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Mas é preciso esperar a oficialização.
Campos pode construir a candidatura dele e desconstruir o partido que preside.

Há figuras influentes no PSB contrárias ao rompimento com a candidatura Dilma. Pelo menos quatro dos seis governadores do PSB reagem a isso. Cid Gomes (CE), Casagrande (ES), Capiberibe (AP) e Ricardo Coutinho (PB).’