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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Você xinga o Bolsa Família, mas, e na Alemanha como você acha que é?



Para acabar de vez com qualquer possibilidade de pessoas desavisadas e mal informadas falaram mal do Bolsa Família, estou colocando esse texto aqui a título de informação sobre como acontece na Alemanha e como o Brasil tem influenciado para melhor o mundo com as práticas que os Governos do PT há 13 anos introduziram aqui no Brasil.

Esse texto não é meu, mas, de uma página do Facebook que se chama DEBATE que se propõe expor os problemas e as formas estereotipadas com que são tratadas por pessoas sem escrúpulos as políticas públicas em nosso país.

Vejam só que interessante…

Como a Alemanha trata os menos afortunados? 
Lá foi introduzido o programa de auxílio social (Sozialhilfe) em 1961, que em 2005 mudou o nome para Arbeitslosengeld II. 
1 – Uma pessoa desempregada e sem aportes de renda receberá 347 euros caso não possa sobreviver sozinha nem receba ajuda de familiares. 
2 – Se cônjuges viverem em um domicílio sem rendimentos, o valor que a segunda pessoa receberá é acrescido de mais 312 euros. Essas despesas são previstas para auxiliar na garantia do direito à alimentação e ao vestuário. 
3 – O Estado também custeia as despesas com moradia, providenciando uma moradia popular e/ou pagando as despesas do aluguel diretamente ao locador. 
4 – O auxílio-moradia é determinado pelo número de moradores do domicilio. Em se tratando de um morador, o tamanho mínimo da moradia tem que ser superior a 45 m². No caso de cônjuges, o tamanho mínimo será de 60 m². Para cada filho será acrescido ao tamanho da moradia mais um quarto. Esse benefício contribui fundamentalmente para que não existam favelas no país. 
5 – Aliado a esses benefícios, está o pagamento de um seguro de saúde, pois, na Alemanha, não existe um sistema público de saúde como no Brasil ou na Inglaterra. O seguro de saúde custará em torno de 150 euros por pessoa. 
6 – No inverno, é pago ainda um auxílio calefação para esses beneficiários. Os benefícios prevalecem enquanto persistir a situação de carência material, sendo que cerca de 1/3 da população alemã recebe esse tipo de benefícios em algum momento da vida. 
7 – Cada pessoa recebe cerca de 750 euros (em torno de R$ 2 mil) por mês, estando desempregada ou não tendo condições de manter a própria subsistência. Um casal nessa situação receberá cerca de 1.370 euros. 
8 – Além desses benefícios, as crianças recebem separadamente, até atingir 14 anos, um benefício de 208 euros mensais, válido universalmente para todas as crianças do país, sejam elas pobres ou ricas. 
9 – Aos adolescentes, a partir dos 14 anos até os 25 anos e que moram com os pais, o benefício passa para 278 euros mensais. 
10 – O Brasil segue os passos que países desenvolvidos seguiram no combate à fome e à miséria. A diferença em relação ao Brasil é que o programa de auxílio social da Alemanha e nos demais países europeus é concebido como um direito, ou seja, acessível a todas as pessoas e famílias que dele necessitem. 
Prezado internauta, analise essa afirmação, e questione ! 
Como dizem nossos reacionários: ”O bolsa família, cria vagabundos!” Então a Alemanha, é uma fábrica de vagabundos !? É isso !? 
Continuando: 
O que são benefícios sociais !?!? 
Trata-se de transferências monetárias cobertas pelo Estado, cujo tempo de duração é limitado ou NÃO dependendo da evolução financeira de cada família! 
Além disso, seguindo os exemplos acima, fica evidente que o valor monetário transferido pelo Bolsa Família no Brasil deveria ser consideravelmente aumentado, além de ser garantido a todos que dele necessitem. 
Ademais, urge introduzirmos políticas de auxilio moradia aos beneficiários desse programa. 
Assim, estaríamos dando passos decisivos no combate à fome e à miséria.” 
Aqui no Brasil, o nosso bolsa família, na educação, os pais beneficiados devem matricular as crianças de seis a 17 anos na escola; têm a OBRIGAÇÃO de garantir a frequência escolar em pelo menos 85% das aulas. 
Já para as crianças e os adolescentes de 6 a 15 anos é de 75% para os jovens de 16 a 17 anos. as crianças devem tomar as vacinas recomendadas e participar da rotina de pesagem, medição e exames frequentes. 
Esses protocolos SÃO OBRIGATÓRIOS !!! 
As gestantes e mães que amamentam devem participar do pré-natal e comparecer a consultas médicas. 
Também são responsáveis pelo acompanhamento da saúde da mãe e do bebê após o parto e deverão participar das atividades educativas promovidas pelas equipes de saúde sobre aleitamento e alimentação saudável. 
O programa está sendo copiado pelo Japão, e a própria Alemanha está com técnicos em solo brasileiro, analisando o programa petista. 
Esse post é dedicado à todos os que condenam o Bolsa Família , sem terem A MÍNIMA NOÇÃO DO QUE FALAM !!
 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Site simula impacto da bomba de Hiroshima em cidades brasileiras



O site Nuke Map, um simulador desenvolvido por Alex Wellerstein, historiador e professor do Instituto de Tecnologia Stevens, nos EUA, mostra como seria o efeito devastador da explosão de bombas atômicas em qualquer lugar do mundo. (veja o site Nuke Map)
Veja abaixo uma simulação em cidades brasileiras de como seria a explosão de uma  bomba como a 'Little Boy', a primeira bomba atômica usada em guerra, cuja detonação destruiu em 1945 a cidade de Hiroshima, no Japão. O ataque completa 70 anos nesta quinta-feira (6):
Rio de Janeiro
No Rio, se jogada sobre o centro, uma bomba equivalente à “Little boy” – como ficou conhecida a bomba de Hiroshima – mataria mais de 34 mil pessoas e deixaria mais de 60 mil feridas, segundo o simulador (o site explica que se trata de uma estimativa vaga, já que é difícil fazer uma projeção de mortes por uma bomba atômica). O mapa abaixo mostra que os feitos mais graves se estenderiam por uma área que vai da Central do Brasil ao Aeroporto Santos Dumont, e além.
Nuke Map simula detonação da bomba 'Little Boy' no centro do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ NukeMap)Nuke Map simula detonação da bomba 'Little Boy' no centro do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ NukeMap)
Nas imagens, o círculo central amarelo representa a bola de fogo gerada pela explosão, com raio de 180 m.
O círculo vermelho mostra a área da explosão no ar, a uma pressão de 20 psi e com raio de 340 m. Nessa área os prédios de concreto pesado seriam demolidos ou seriamente danificados e todas as pessoas morreriam.
O círculo verde abriga área de raio de 1,2 km em que entre 50% e 90% das pessoas morreriam se não recebessem atendimento médico, sendo que as mortes poderiam demorar semanas para ocorrer, como de fato aconteceu em Hiroshima.
O círculo azul, com raio de 1,67 km, corresponde à área em que a explosão ocorreria a pressão de 5 psi e a maioria dos prédios residenciais colapsariam e todos ficariam feridos.
Por fim, o círculo laranja, com 1,91 km de raio, mostra onde as pessoas seriam afetadas por queimaduras de terceiro grau, que causariam graves cicatrizes, invalidez ou amputação.

"Os efeitos diminuem aos poucos à medida que se afasta do epicentro. Mas não é que dentro do mesmo raio foi tudo igual. Os efeitos se sobrepõem", observa a professora Emico Okuno, do Instituto de Física da USP. "Grande parte das mortes imediatas [em Hiroshima] ocorreu devido às queimaduras em todo o corpo e ao trauma por terem sido lançadas no ar pela onda de calor e de choque. A morte devido à radiação ionizante foi posterior", diz.
São Paulo
Se caísse sobre o centro de São Paulo, a explosão de uma bomba com as mesmas características da de 1945 mataria mais de 170 mil pessoas e quase 190 mil ficariam feridas, também segundo o cálculo aproximado do Nuke Map.
Simulação de bomba de Hiroshima detonada em São Paulo pode ser feita pelo aplicativo Nukemap (Foto: Reprodução/ NukeMap)Simulação de bomba de Hiroshima detonada em São Paulo pode ser feita pelo aplicativo Nukemap (Foto: Reprodução/ NukeMap)
Brasília
Em Brasília, se disparada sobre o Eixo Monumental, teria o mesmo efeito devastador: mais de 170 mil mortes e quase 190 mil feridos, estima o Nuke Map.
App mostra raio de destruição que a 'Little Boy', bomba atômica lançada sobre Hiroshima, teria em Brasília (Foto: Reprodução/ NukeMap)App mostra raio de destruição que a 'Little Boy', bomba atômica lançada sobre Hiroshima, teria em Brasília (Foto: Reprodução/ NukeMap)
Imagem rara do cogumelo atômico de Hiroshima foi encontrado em arquivo de escola da cidade, revelou uma curadora japonesa. Acredita-se que a fotografia em preto e branco tenha sido feita cerca de 30 minutos depois do bombardeio, em 6 de agosto de 1945. (Foto: AFP/Escola Honkawa)Imagem rara mostra o cogumelo atômico de
Hiroshima, em 6 de agosto de 1945
(Foto: AFP/Escola Honkawa)
Detonação de 1945
A bomba lançada pelos Estados Unidos no fim da 2ª Guerra Mundial sobre Hiroshima foi detonada com uma intensidade de 16 quilotons a cerca de 600 metros de altura. Uma bola de fogo abrasador explodiu a um milhão de graus centígrados, arrasando quase tudo que estava a seu redor.

Os prédios de pedra sobreviveram às altas temperaturas, mas ficaram impressos, como um negativo fotográfico, pelas sombras das coisas e pessoas carbonizadas a sua frente.
A onda de choque inicial gerou rajadas de 1,5 quilômetro por segundo que arrastaram com força os escombros e arrancaram em sua passagem membros e órgãos humanos. Então, um cogumelo nuclear começou a se elevar acima da cidade até atingir 16 km de altura.
Bomba Litlle Boy matou, de imediato, 80 mil pessoas quando explodiu sobre Hiroshima, em 1945 (Foto: Reprodução/ NukeMap)Simulação da bomba 'Litlle Boy' no site Nuke Map em Hiroshima. Bomba verdadeira matou, de imediato, 80 mil pessoas quando explodiu, em 1945 (Foto: Reprodução/ NukeMap)


A explosão matou de forma imediata cerca de 80 mil pessoas. Até dezembro do mesmo ano, o número de mortos subiu para 140 mil. Nos anos seguintes, o número continuou crescendo devido às vítimas da radiação nuclear.
O bombardeio americano de 6 de agosto de 1945, com o avião Enola Gay, foi uma ação decisiva para acabar com a 2ª Guerra Mundial.
Três dias após o ataque, outro avião dos EUA lançou uma segunda bomba nuclear sobre o porto de Nagasaki, a “Fat Man”, de cerca de 20 quilotons. A explosão matou 70 mil pessoas e forçou a rendição do Japão da 2ª Guerra e seu fim, no dia 15 de agosto de 1945.
De acordo com as estimativas, o número total de sobreviventes da bomba - conhecidos no Japãocomo 'hibakusha' - em Hiroshima e Nagasaki em março de 2014 era de 192.719, 9.060 a menos do que no ano anterior, e a média de idade das vítimas era de 79,44 anos.

Veja imagens de Hiroshima destruída pela bomba comparadas com fotos atuais:
Combinação de fotos mostra a Cúpula Genbaku, hoje chamado Memorial da Paz, depois da explosão da bomba e em julho de 2015 (Foto: REUTERS/Shigeo Hayashi/Hiroshima Peace Memorial Museum/Handout via Reuters/Issei Kato)Combinação de fotos mostra a Cúpula Genbaku, hoje chamado Memorial da Paz, depois da explosão da bomba e em julho de 2015 (Foto: REUTERS/Shigeo Hayashi/Hiroshima Peace Memorial Museum/Handout via Reuters/Issei Kato)
Acima, foto histórica mostra pessoas caminhando perto da ponte Aioi, em Hiroshima, em 1945; abaixo, o mesmo lugar aparece em foto de julho de 2015 (Foto: REUTERS/Shigeo Hayashi/Hiroshima Peace Memorial Museum/Handout via Reuters/Issei Kato)Acima, foto histórica mostra pessoas caminhando perto da ponte Aioi, em Hiroshima, em 1945; abaixo, o mesmo lugar aparece em foto de julho de 2015 (Foto: REUTERS/Shigeo Hayashi/Hiroshima Peace Memorial Museum/Handout via Reuters/Issei Kato)
Primeira foto mostra marca no chão de silhueta de pedestre que estava na ponte Yorozuyo quando a bomba explodiu, em 1945; a segunda imagem mostra o mesmo local, que fica a 860 metros do epicentro da explosão, em julho de 2015 (Foto: REUTERS/U.S. Army/Hiroshima Peace Memorial Museum/Handout via Reuters/Issei Kato)Primeira foto mostra marca no chão de silhueta de pedestre que estava na ponte Yorozuyo quando a bomba explodiu, em 1945; a segunda imagem mostra o mesmo local, que fica a 860 metros do epicentro da explosão, em julho de 2015 (Foto: REUTERS/U.S. Army/Hiroshima Peace Memorial Museum/Handout via Reuters/Issei Kato)
no http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/site-simula-impacto-da-bomba-de-hiroshima-em-cidades-brasileiras.html

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Depósitos de terras raras são descobertos no Pacífico

Japão encontra recursos em quantidade suficiente para dobrar as reservas mundiais, o que deve evitar uma guerra comercial em escala global que estava ganhando força depois da decisão chinesa de reduzir a exportação dos minerais



Uma crise por recursos naturais envolvendo diversos países pode ter sido evitada devido ao anúncio da descoberta de novas reservas de terras raras em águas internacionais no Oceano Pacífico por pesquisadores japoneses no periódico Nature Geoscience.
Os depósitos estariam presentes em 78 locais que se estendem do Havaí até o Taiti com o potencial de exploração de até 100 bilhões de toneladas métricas, quase a mesma quantidade das reservas mundiais, avaliadas em 110 bilhões de toneladas métricas.....

segunda-feira, 2 de maio de 2011

História em quadrinho previu acidente de Fukushima 23 anos antes

Vinte e três anos antes do maior acidente nuclear no Japão, que aconteceu em março na usina de Fukushima, a desenhista Ryoko Yamagishi já previa o desastre. Em um mangá – histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês – preto e branco de 46 páginas, a autora relatou a chegada de uma grande crise nuclear no país.
Com o nome de Phaethon, que na mitologia grega é o filho de Helios – deus do sol – que colocou a terra em perigo, o mangá antinuclear foi inspirado na tragédia de Cherlobyl, que aconteceu cinco anos antes da publicação, segundo Yamagishi.
Em entrevista ao jornal El Pais, a autora contou que depois do acidente nuclear na Ucrânia ela ganhou dimensão do que realmente significava a energia nuclear. Questionada sobre a relação com Fukushima, Yamagishi afirmou que realmente já havia pensado sobre o risco de ocorrer um acidente na região quando escreveu o mangá, mas que nenhuma autoridade assumiria a possibilidade.
Entretanto, após o terremoto e o tsunami que atingiram a região e provocaram o acidente nuclear seu mangá foi lembrado imediatamente. De acordo com Yamagishi, em 1988, quando a história foi escrita, 70 mil cópias do mangá foram vendidas. Após o acidente, porém, mais de 200 mil pessoas já leram o conto que agora está disponibilizado na internet.
Sobre a política energética japonesa, a autora do mangá que adiantou a tragéria alerta: “os reatores nucleares deveriam ser fechados um a um desde já e substituídos por mecanismos de energia solar, hidráulica e geotérmica”.
O link está aqui (mas sem tradução)http://usio.feliseed.net/paetone/_SWF_Window.html
by: hupomnemata

domingo, 20 de março de 2011

Japão: 65 anos depois, o que aprendemos?



Uma advertência ao mundo

A era nuclear iniciou não muito longe de Fukushima, quando os EUA se converteram na primeira nação na história da humanidade a lançar bombas atômicas sobre outro país, duas bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki, matando centenas de milhares de civis. O jornalista Wilfred Burchett foi o primeiro a descrever a “praga atômica” como a chamou: “nestes hospitais encontro gente que, quando as bombas caíram não sofreram nenhuma lesão, mas que agora estão morrendo por causa das sequelas”. Mais de 65 anos depois de Burchett escrever sua advertência ao mundo, o que aprendemos de fato? O artigo é de Amy Goodman.

Ao descrever a devastação em uma cidade do Japão, um jornalista escreveu: “É como se uma patrola gigante tivesse passado por cima e arrasado tudo o que existia. Escrevo sobre estes fatos como uma advertência ao mundo”. O jornalista era Wilfred Burchett, que escrevia desde Hiroshima, Japão, em 5 de setembro de 1945. Burchet foi o primeiro jornalista do Ocidente a chegar a Hiroshima após o lançamento da bomba atômica. Informou sobre uma estranha enfermidade que seguia matando as pessoas, inclusive um mês depois desse primeiro e letal uso de armas nucleares contra seres humanos. Suas palavras podiam perfeitamente descrever as cenas de aniquilação que acabam de se verificar no noroeste do Japão. Devido ao agravamento da catástrofe na central nuclear de Fukushima, sua grave advertência ao mundo segue mais do que vigente....

sexta-feira, 18 de março de 2011

À sombra da catástrofe nuclear

O desastre nuclear em Fukushima, Japão, continua a se agravar. Múltiplas explosões fizeram saltar os tetos e paredes externas de reatores da usina e uma luta heróica está em curso, para prever o pior. Durante vários dias, as autoridades tentaram tranquilizar o público. Agora, pedem ajuda.....

Contador Geiger em Tóquio

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CPMMiliRoentgens/hSievert/h
600.050.5 microS
6000550 microS
6000050500 microS
6000005005 miliS
Radiação Ambiente normal
0.1 microSieverts = 12 CPM
.
By: Apolo11

quinta-feira, 17 de março de 2011

Núcleo da Terra: A usina de força que produz terremotos

Sempre que acontecem grande terremotos, muitas pessoas acreditam que eles sejam provocados por fatores externos, como fase e posição da Lua ou tempestades solares. No entanto, a fonte propulsora dos terremotos está bem abaixo dos nossos pés e foi criada há bilhões de anos.
                               Vsta aérea da cidade de Dendai, após tsunami de 11 de março de 2011


Quando os terremotos do Haiti e do Chile aconteceram em 2010, diversas pessoas escreveram para nós acreditando que era possível prever os abalos simplesmente relacionando-os às fases da Lua. Agora, passado mais de um ano dessas duas tragédias, alguns especularam que os tremores estariam associados à forte atividade solar, observada quase que simultaneamente.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Para onde irão os japoneses?

A mera leitura do verbete Japão em qualquer enciclopédia possibilita acumular montes de menções positivas ao país. São cerca de 130 milhões de pessoas que têm a 11ª melhor qualidade de vida e estão embarcadas na terceira maior economia, com grande bem-estar social, cultura e amadurecimento político e institucional. Os japoneses ainda têm, entre outros dados positivos, a terceira menor mortalidade infantil e um entre os três maiores desenvolvimentos tecnológicos do mundo.
É possível ficar escrevendo sem parar sobre o alto patamar civilizatório dessa nação que agora vemos, mais uma vez, de joelhos diante de uma grande catástrofe, depois de ter sido alvo dos dois únicos ataques nucleares de uma nação a outra.
A sorte trágica do Japão talvez guarde relação com o nível espantoso de aperfeiçoamento de sua sociedade, que, sob vários aspectos, pode ser considerado o mais surpreendente devido às tragédias que seu povo sofreu ao longo da história.
Há, porém, um inimigo que o povo japonês não poderá derrotar e que o obrigará, algum dia, a ter que fugir. Desde criança – o que deve ser entendido como um longo tempo – que ouço falar que o arquipélago japonês submergirá nas águas dos mares de Okhotsk e da China Oriental e Taiwan. Isso porque o Japão se estende sobre o encontro fatídico de três placas tectônicas (vide ilustração acima), o que o torna forte candidato a um dia se transformar em uma Atlântida de verdade.
É muito provável, portanto, que os japoneses estejam elucubrando sobre para onde levarão as futuras gerações, caso a controversa previsão sobre o eventual afundamento do seu arquipélago se transforme em realidade.
Surpreendentemente, da ciência acabamos pulando para a política. O cinema-catástrofe hollywoodiano já abordou essa questão, aliás. Imaginem um desses povos ricos e desenvolvidos tendo que pedir abrigo a nações que tiveram seus povos repelidos pelos que, agora, estariam sem território nacional. O que fazer com uma população imensa como a do Japão?
As alterações climáticas e geológicas que o mundo está vendo ocorrer não são nenhuma novidade desde Pangea, o continente gigante que unia todos os que existem antes de se fragmentar e fazer as partes navegarem pelo mundo até chegarem às posições atuais.
O peso que os sete bilhões de  humanos exercem sobre o mundo, com suas crescentes necessidades de tudo, deve começar a produzir efeito justamente nos países que praticamente esgotaram seu meio ambiente pátrio com suas imensas atividades econômicas. O hemisfério norte, onde está a maioria desses países, pode vir a se tornar inabitável em espaço de tempo que a ciência estima cada vez mais curto.
A política externa e a estratégia internacional de países como o nosso devem levar em conta os interesses do mundo desenvolvido em resolver a questão do prazo de validade de seus territórios, que tragédias dolorosas como a que se vê no Japão mostram que deve estar muito bem presente em suas preocupações, o que coloca as terras férteis e sustentáveis do hemisfério sul como alvo de cobiça, a maior de todas as causas para a guerra.
blog da cidadania

terça-feira, 15 de março de 2011

Terremoto moveu costa do Japão, alterou equilíbrio da terra e reduziu duração dos dias

A costa do Japão pode ter se movido cerca de quatro metros para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas.
Dados da rede japanesa Geonet - recolhidos de cerca de 1.200 estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.
Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".
O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a terra em relação a seu eixo em cerca de 16.5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1.8 milionésimos de segundo.
A agência meteorológica do Japão propos aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado.
Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subdução, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norteamericana.
A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norteamericana para baixo e para oeste.
Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma ginada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito.
Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami.
Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto.
"A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundiade da água", afirmou.
Paul Rincon
Repórter de ciência da BBC

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tsunami no Japão e chuvas no Brasil

A tragédia no Japão obriga a reflexão sobre como é absurdo que morra tanta gente no Brasil por conta de meras chuvas. Até agora, naquele verdadeiro holocausto, foram contabilizadas pouco mais de três centenas de mortes e várias centenas de desaparecidos. O número de vítimas fatais pode até subir, mas mesmo que duplique, triplique, quintuplique, diante das cenas que se viu parece “baixo”, por mais absurdo que pareça.
Para tanto, basta comparar com o que acontece no Brasil por conta de meras e previsíveis chuvas, eventos climáticos para os quais existe vasta tecnologia para as autoridades anteciparem a ocorrência e retirarem as vítimas das áreas de risco.
Para mensurar a diferença entre viver em um país como o Japão e em outro ainda incivilizado como o nosso, basta olhar para a quantidade de mortes que o período de chuvas causa por aqui todos os anos. Só na capital paulista, no início de 2010, morreram 78 pessoas por causa das enchentes – afogadas ou soterradas. Neste ano, no período de chuvas, no Brasil todo ocorreram mais mortes do que as confirmadas até agora no Japão.
Outra forma de mostrar a capacidade que providências do Estado têm para minimizar o número de vítimas de catástrofes naturais é comparando o número de vítimas do tsunami que atingiu a Indonésia em 2004 com o das que são previsíveis no Japão ao fim da contabilidade macabra que o país terá que fazer. Em 2004, foram mais de 200 mil; no Japão, agora, não se imagina nem 10% disso, apesar de eventuais diferenças entre tragédias.
Ao fim desta reflexão, é inevitável enveredar pela questão política. A grande diferença entre um país como o nosso e um país como o Japão é a de que naquele país TODOS os cidadãos contam, enquanto que no Brasil não só o Estado como a própria sociedade não consideram inaceitável a perda de qualquer brasileiro. Aqui, neste país atrasado, só as vidas de alguns contam quando o Estado tem que investir para evitar catástrofes.
blog da cidadania

sábado, 12 de março de 2011

Terremoto no Japão teve força de 16 mil bombas atômicas

Cinco horas após o megaterremoto que atingiu a costa leste do Japão, a região da ruptura já contabiliza pelo menos 35 aftershocks de grande magnitude, a maioria deles ultrapassando 6.0 graus. A maior réplica foi registrada 35 minutos após o evento maior, às 03h25 pelo horário de Brasília, a 19.7 km de profundidade.

Devido à grande intensidade e características da falha, são esperados novos fortes tremores nas próximas horas e nos próximos dias, mas que deverão diminuir de intensidade à medida que ocorra estabilização do local. No entanto, réplicas ainda deverão ocorrer por um longo período, que poderá ser superior a um ano.
Se o tremor dessa sexta-feira não for recalculado e tiver sua magnitude mantida em 8.9, a diferença de energia liberada entre esse evento e o terremoto do Chile em 2010, de 8.8 graus, será de 1,4 vezes. Em relação ao terremoto do Haiti, em 2009, que atingiu 7.0 magnitudes, esse sismo é 707 vezes mais forte.
Um terremoto de 8.9 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 16 mil bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 10 bilhões de toneladas de TNT.
***
O mais violento terremoto em 140 anos
As filmagens das ondas do tsunami no Japão, com um helicóptero.
Um poderoso terremoto ocorreu na sexta-feira no Japão 08h40, horário de Moscou. (03h25, horário de Brasília). De acordo com informações preliminares, a sua magnitude foi de 7,9, mas depois foi atualizado para 8.9. O epicentro foi localizado 382 quilômetros a nordeste de Tóquio, seu centro se encontra a uma profundidade de dez quilômetros.
Os tremores foram sentidos por toda a cidade de Tóquio. Móveis e janelas tremeram, edifícios caíram. Tóqui é agora uma enorme coluna de fumaça.
Meios de comunicação ocidentais relataram que em algumas áreas da cidade foi realizada uma evacuação parcial de pessoas. Em todo lugar são ouvidos sons de sirenes de ambulâncias e da polícia. Em muitas áreas há fogo. Os tremores danificaram o gasoduto. Telefone e eletricidade também estão danificados.
Terremoto no Japão
Um terremoto de magnitude 7,4 ocorreu no Japão. Foram registradas informações sobre vítimas e danos materiais. Segundo a Administração Meteorológica Nacional há uma ameaça de tsunami.
O epicentro do tremor foi localizado no Oceano Pacífico, na costa nordeste da ilha japonesa de Honshu central, a uma profundidade de 10 quilômetros sob o leito marinho.
TSUNAMI filmado de um helicóptero
Com textolivre

domingo, 6 de março de 2011

São Paulo e Tóquio

São Paulo



Tóquio
Cinco poços de 32m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis.


Vi no Viomundo, Cama de Prego e Rudá Ricci, via Com textolivre

Aprenderam tucanos?!