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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O QUE A GLOBO É, E O QUE ELA ACHA QUE É


Muito trololó tem sido veiculado a respeito da tão falada troca de apresentação na bancada do JN. São jornalistas mostrando a teoria da conspiração, onde o que se viu, não espelha em nada, o que de fato houve.

Este blog não vai perder tempo discutindo o sexo dos anjos, até porque, ele pouco se importa com a Fátima Bernardes, com a Globo e com toda essa gente inútil que infesta a televisão brasileira. Mas caso você ainda não tenha lido nenhuma das teorias e nem saiba do que eu estou falando, pode começar por esta, que é a da foto em destaque.

O que vamos falar aqui é do tamanho do ego da Globo e de seus globais e globetes. Fazer videozinho de novela explicando por quais razões Fátima, do casal Homer e Margie Simpson está saindo da apresentação? Não é um pouco demais? Não é criar um fato onde originalmente não haveria nada?

Por acaso seria necessário, independente do motivo escondido, seja ele a luta pelo poder nas entranhas da TV, seja pela óbvia queda da audiência?

Ora, por acaso se Fátima simplesmente não aparecesse na segunda-feira, haveria uma comoção nacional? Haveria passeata nas ruas? Apresentadores são trocados toda hora em qualquer canal de televisão do mundo. Ninguém perde tempo "explicando".

É se achar demais. É pensar que a Globo vale mais do que realmente pesa. E cada vez que um cidadão brasileiro dá trela para isso, demonstra realmente o quando a Globo lhe importa.

Este escriba, particularmente, não assiste TV. Só quando não tem mesmo escolha, de modo que só ficou sabendo da saída de Margie Simpson pelos blogs espalhados pelo país. E sinceramente, em nada mudou minha vida. Não mudou um segundo do meu viver, nem alterou meu salário, nem o que eu ia comer no almoço.

Mas não foram poucas as manifestações postadas nas redes sociais sobre esse "evento nacional". A Globo cria um factóide e os ingênuos brasileiros acreditam. É a mesma ladainha de dizer que as novelas brasileiras são as melhores do mundo. Sério? Mas quem falou isso? Não foi a própria Globo, especialmente numa época na qual só ela tinha orçamento para fazer novelas?

As novelas brasileiras são patéticas e são sim, compradas por muitos países. Mas o Chaves também não é? A série Baywatch também não era? Por acaso isso lhes dá uma chancela de qualidade?

Ou aquela outra, que a Globo é a quarta maior rede de TV do mundo. Mesmo? Sob quais critérios? Faturamento? Não é. Audiência? Nem de longe, qualquer televisão da China alcança muito mais do que 200 milhões de pessoas. Talvez seja maior no tamanho dos prédios, aí até pode ser, considerando que não temos estatísticas sobre isso. São as verdades prontas da Globo fazendo a cabeça do cidadão que não se dá ao trabalho de pensar.

O Brasil mudou e a relação entre audiência e veículo de comunicação também mudou. Só que ainda tem muita gente que gravita no entorno deste lixo eletrônico, se preocupando se verdadeiramente o Luciano Huck foi "humilhado" pela mocinha que participou de seu programa, ou do "drama" do ator que foi "espancado" na rua porque interpreta um ator ruim.

Fala sério. É muita falta do que fazer. A Globo inventa e o povo engole.

Dizer o quê? Do mesmo jeito que temos os governos que merecemos, temos as TVs que merecemos. Se ninguém assistisse esta porcaria, pode apostar que tudo mudava de cenário.

By: Anais políticos

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pra variar, provocação no Jornal Nacional



Depois de ouvir o que intelectuais, artistas e, sobretudo, a fala de Leonardo Boff no encontro do Teatro Casagrande, chega a dar tristeza ter de comentar a entrevista que o Jornal Nacional fez com Dilma, hoje. Mas a gente, mesmo quando ouve o que são raciocínios graúdos, não podem fugir das miudezas torpes que faz o principal veículo de comunicação do país.
Assista aí em cima a entrevista. Paciência com os primeiros minutos, onde o Bonner tentar impingir a conversa do aborto – Dilma deveria ter lhe dado um fora, mas não deu. Mas, depois, quando a provocação passou para o tema Erenice, Dilma foi muito bem, e mostrou as diferenças éticas com Serra.
Dilma não é concisa e está visivelmente cansada. Se isso lhe tirou uma certa falta de concisão, não a fez deixar de ir muito bem.
O que faltou, e acho que falta todo o tempo – e está se tornando injustificável – é uma referência maior em Lula.
Espero que a semana final de TV recupere esta ausência.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Serra no Jornal Nacional

12 mentiras em 12 minutos
Mentiras e meias-verdades
Por Cláudio Gonzalez no Vermelho

A íntegra da entrevista de Serra, assim como a de Dilma e Marina, estão facilmente disponíveis na internet. Não é preciso detalhar o que o entrevistado disse ou como disse. Mas é imprescindível apontar as contradições e inverdades contidas em suas declarações. Até por que, são declarações recorrentes, argumentos que o tucano tem utilizado com frequência e, que se não forem devidamente combatidos e esclarecidos, podem atravessar toda a campanha eleitoral travestidos de verdade.

Nós compreendemos perfeitamente, Bonner



Bonner: – “Me perdoe, me perdoe”…

Serra: “Eu compreendo”…

Nós também compreendemos, faz tempo.

Tijolaço, via esquerdopata

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A mulher que precisa de um tutor e o Bonner

Curiosa a entrevista do Jornal Nacional com Dilma Rousseff. Primeiro, a ex-ministra é cobrada por suposta falta de “jogo de cintura”. Teria um “temperamento difícil”, teria “maltratado” colegas. Mas, ao mesmo tempo, não conseguiria governar sem Lula, o tutor.

A candidata apontou para a contradição: Você sabe, Bonner, o pessoal tem de escolher o que é que eu sou. Uns dizem que sou mulher forte, outros que eu tenho tutor.
Mas não parou por aí. A mulher que não tem jogo de cintura, a fera, é cobrada por alianças políticas que sugerem justamente o contrário.
Será que os entrevistadores acreditam que os telespectadores são tolos e não conseguem perceber essa falta de lógica?
Finalmente, faltou dizer que a aliança costurada pelo PT para ganhar a eleição repete as alianças empresariais feitas pela própria Globo (Sarney e Collor retransmitem a Globo).
Se fosse o Brizola, certamente teria notado isso.
Bonner saltitante na cadeira me pareceu um tom acima da voz grave.
Fiquem com a transcrição: