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domingo, 21 de abril de 2013

COMENDADOR BARBOSA DESVIA DO MENSALÃO EM MG




Depois de receber do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o Grande Colar da Inconfidência, a mais alta honraria do estado, o presidente do Supremo Tribunal Federal teve a prudência de não citar a Ação Penal 470, em seu discurso, uma vez que processo semelhante, referente ao chamado "mensalão mineiro", não foi julgado; Barbosa defendeu   cotas para os negras, políticas sociais de distribuição de renda e falou que "liberdade é palavra que o sonho humano alimenta" .

Eram 11h30 da manhã, em Ouro Preto, quando o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, convidou seu antecessor no cargo, senador Aécio Neves (PSDB-MG), que será o candidato do PSDB à presidência da República em 2014, para entregar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, a mais alta honraria do estado: o Grande Colar da Inconfidência.
Como comendador, Joaquim Barbosa foi o principal orador da cerimônia de 21 de abril, em Ouro Preto, Minas Gerais. Ao falar, por volta de 12h45, Barbosa homenageou Tiradentes, o grande herói de Minas e do Brasil. "Do martírio, fez-se o mito". Em seguida, defendeu políticas de distribuição de renda e de cotas para negros. No fim, disse que "liberdade é a palavra que o sonho humano alimenta".
No discurso, Barbosa não fez nenhuma menção à Ação Penal 470 ou ao processo que também se desenrola no Supremo Tribunal Federal contra o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo. Trata-se do chamado "mensalão mineiro" ou "mensalão tucano", relacionado aos gastos de campanha de Azeredo na tentativa, frustrada, de reeleição, em 1998.
A entrega da medalha, com a presença de Aécio, tem um simbolismo especial. Transformado em celebridade nacional, Joaquim Barbosa tem sido cada vez mais lembrado como um possível candidato à presidência da República. Um rumor recente, publicado pelo colunista Claudio Humberto, levantou a hipótese de que Barbosa poderá ser vice do próprio Aécio.
Primeiro a falar, o prefeito de Ouro Preto, José Leandro Fialho afirmou que Joaquim Barbosa mostrou ao mundo que, ao contrário do que dizia o general Charles de Gaulle, o Brasil é, sim, um país sério. O governador Antonio Anastasia saudou, pela ordem, o presidente Joaquim Barbosa e, na sequência, o senador Aécio Neves, a quem chamou de "nosso grande líder". "Vossa eminência, Joaquim Barbosa, nascido em Paracatu, conhece os caminhos da alma mineira", disse Anastasia, antes de citar todos os mineiros que, como ele, chefiaram o Poder Judiciário.
SINTONIA FINA - @riltonsp  , do Brasil 247

sábado, 3 de março de 2012

A sinuca de bico do PSDB no caso da ‘Privataria’


Serra
O livro A Privataria Tucana tem tucana no nome. Mas investiga especificamente o chamado “esquema Serra”.

As acusações são individualizadas e se referem objetivamente aSerra. Amaury o acusa diretamente de corrupção. Se inocente, caberia a Serra buscar a reparação na Justiça. Não o fará porque um eventual processo certamente esmiuçaria sua atuação desde a Secretaria do Planejamento de Franco Montoro, passando pelo relatório Bierrenbach, pelo caso Banespa e pelas privatizações, além de enveredar pelos negócios da filha no mundo offshore. Só faltava a Serra, a esta altura do campeonato, uma ordem judicial para abrir as contas da filha nas Ilhas Virgens.
Se autor da ação, o PSDB pouparia Serra da exceção da verdade. Mas de qual acusação o PSDB pretenderá se defender? Provavelmente do fato de Amaury Ribeiro Jr ter imputado a todo o partido os atos obscuros de Serra.
O PSDB poderá alegar que em nenhum momento as provas apontam para uma ação orquestrada de partido. Se for por aí, será uma tática esperta, porém falsa. Espera-se que o juiz reconheça que não há provas de ação de partido nas maracutaias denunciadas. Depois, dá-se ampla cobertura à sentença, como se fosse condenação do conteúdo do livro como um todo.
Ocorre que, se a lógica da ação for por aí, o PSDB trará para si o cálice do qual Serra foge qual o diabo da cruz. Aí se entrará de cabeça na politização do episódio – o álibi ao qual Serra tem se agarrado como bóia – , no questionamento não das propinas supostamente pagas, mas de todo processo de privatização. O partido entregará de bandeja sua bandeira e, principalmente, sua única referência política; FHC.
O mais lógico seria PSDB e velha mídia “realizarem o prejuízo” – como se diz no mercado do ato de vender ações que estão dando prejuízo sabendo que, quanto mais o tempo passar, maior será o prejuízo incorrido.
Por Luís Nassif

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ciro Gomes explica com nasceu a privataria tucana.

Em entrevista realizada ao programa Jogo do Poder, em setembro de 2009, Ciro Gomes (PSB) explica como nasceu a privataria tucana comandada pelo "FHC boy" José Serra. As declarações de Ciro mostram como a história, agora muito bem resgatada no livro A Privataria Tucana de Amaury Ribeio Jr., é bastante conhecida dos personagens que lutaram contra FHC.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=29&id_noticia=176705




onipresente..

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Boechat sai do armário: não há como negar a roubalheira na privataria tucana

Na Bandnews, o colunista Ricardo Boechat tirou "A Privataria Tucana" do fundo do armário e rasgou o verbo:


- Não há como os tucanos negarem que houve roubalheira na privataria;

- Não há como negar as ligações "incestuosas" dos tucanos com Daniel Dantas na privataria;

Eis o áudio:


via falha 13

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O que o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana têm em comum?



À primeira vista, o Vaticano, o fim do socialismo soviético e a privataria tucana nada têm em comum e são considerados, por alguns, fenômenos “isolados” no tempo e no espaço.

Porém, três livros publicados nos últimos 18 meses, Vaticano S.A. (Gianluigi Nuzzi, Larousse, 2010), Economia Bandida (Loretta Napoleoni, Difel, 2010) e A Privataria Tucana (Amaury Ribeiro Jr., Geração Editorial, 2011) mostram que os três “fenômenos” têm em comum o modus operandis neoliberal de desvio criminoso de dinheiro público, sempre lavados por empresas ou bancos off-shores, e seu investimento em negócios legais ou espúrios, fazendo com que de uma forma ou de outra a grana desviada volte aos corruptos e corruptores na qualidade de dinheiro limpo, legalizado no sistema bancário-financeiro internacional....

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A “FAXINA” DA PRIVATARIA TUCANA


“No epílogo do livro “A Privataria Tucana”, o premiado jornalista Amaury Ribeiro conclama a sociedade a desvendar o que ocorreu no criminoso processo das privatizações das estatais no reinado de FHC:

Varrer a sujeira para debaixo do tapete, como se fez tantas vezes, não é mais possível. Não há tapete suficiente para acobertar tanto lixo. O Brasil, que escondeu a escravidão e ainda oculta a barbárie de suas ditaduras, não pode negar aos brasileiros a evisceração da privataria. Quem for inocente que seja inocentado, quem for culpado que expie pela culpa.

Se isso não acontecer, isto é, se a memória do saque não se tornar patrimônio dos brasileiros, o país poderá repetir essa história, mais cedo ou mais tarde. Não é demais reparar que, na América Latina, estamos atrasados nessas providências. No México, o ex-presidente Carlos Salinas de Gortari – espécie de santo padroeiro da privataria latina – crivado de denúncias de corrupção, saltou em seu jatinho e fugiu para Nova York. Na Bolívia, após privatizar até a água, que entregou à francesa “Suez-Lyonnaise des Eaux” e à norte-americana “Betchel”, o “modernizador neoliberal” Gonzalo Sánchez de Lozada foi ejetado do seu trono aos gritos de “assassino” e voou para Miami.

Tripulando uma razia privatizante que liquidou até mesmo estatais que davam lucro e um processo de concentração de renda que desempregou 30% da população nativa, Carlos Menem virou sinônimo de azar. Na Argentina, as pessoas dizem “Mendéz” para não pronunciar seu nome, receando uma catástrofe. No Peru, após aprovar sua segunda reeleição, Alberto Fujimori evadiu-se do país sob acusação de surrupiar US$ 15 milhões do erário e autorizar a execução de dissidentes. Condenado a 25 anos de prisão, Fujimori admitiu, depois, ter concedido propinas – “briberization”, como diria Joseph Stiglitz – o que somou à sua pena mais alguns anos de cadeia.
(…)
Resta saber se quem interpreta o “Estado Mínimo” como uma perversidade ineficaz – aqui ou em qualquer outro lugar – está disposto a fazer valer sua condição cidadã e exigir da Polícia, do Fisco, do Ministério Público e da Justiça que cumpram sua parte. Se jogar uma luz sobre esse passado ainda imerso nas sombras, este livro, que termina aqui, terá cumprindo a sua parte. E tudo o que houve terá valido a pena.”

MAIOR ASSALTO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO

O livro de Amaury Ribeiro não é apenas “uma luz sobre esse passado ainda imerso nas sombras”. É um canhão de holofotes que devassa os subterrâneos da privatização, “o maior assalto ao patrimônio público da história do Brasil”. É a peça que faltava para entender o que ocorreu naquele período de êxtase neoliberal, de desmonte do estado, da nação e do trabalho.

Nas suas 343 páginas, um terço delas com documentos oficiais, o livro comprova que a privataria serviu para enricar meia dúzia de empresários, que concentraram ainda mais as riquezas, mas também para desviar recursos públicos para tucanos de alta plumagem, que se utilizaram de mecanismos engenhosos de lavagem de dinheiro e de paraísos fiscais.

FILHA, GENRO E EX-TESOUREIRO DE SERRA

Fruto de dez anos de investigação jornalística, o livro desvenda “a conexão entre a onda privatizante e a abertura de contas sigilosas e de empresas de fachada nos paraísos fiscais do Caribe, onde se lava mais branco não somente ‘o dinheiro sujo da corrupção’, mas também do narcotráfico, do contrabando de armas e do terrorismo.Um ervanário que, após a assepsia, retorna limpo ao Brasil”.

Entre os beneficiários do saque, o livro desmascara o falso ético José Serra. Com farta documentação obtida em juntas comerciais, cartórios, Ministério Público e Justiça, ele comprova que seu clã e sua turma realizaram movimentações financeiras sinistras com a grana das privatizações. Surgem os nomes da sua filha, do seu genro, do seu primo e do seu ex-tesoureiro de campanha, entre outros privatas.

URGÊNCIA DA CPI DA PRIVATARIA

A obra é devastadora. Nos seus 16 capítulos, que serão sintetizados aqui numa série de artigos, fica patente a urgência da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das privatizações, proposta pelo deputado Protógenes Queiroz. É inconcebível que toda essa sujeira fique debaixo do tapete! Em tempos de “faxina”, como alardeia a mídia udenista, é urgente limpar a história do Brasil.”

FONTE: escrito pelo jornalista Altamiro Borges, no “Blog do Miro” e transcrito no blog “Escrivinhador”  (http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-%e2%80%9cfaxina%e2%80%9d-da-privataria-tucana.html).
Via Democracia & política

O inimigo da moral 
Vladimir Safatle

O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade.
O primeiro atributo dos julgamentos morais é a universalidade. Pois espera-se de tais julgamentos que sejam simétricos, que tratem casos semelhantes de forma equivalente. Quando tal simetria se quebra, então os gritos moralizadores começam a soar como astúcia estratégica submetida à lógica do "para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei".
Devemos ter isso em mente quando a questão é pensar as relações entre moral e política no Brasil. Muitas vezes, a imprensa desempenhou um papel importante na revelação de práticas de corrupção arraigadas em vários estratos dos governos. No entanto houve momentos em que seu silêncio foi inaceitável.
Por exemplo, no auge do dito caso do mensalão, descobriu-se que o esquema de corrupção que gerou o escândalo fora montado pelo presidente do maior partido de oposição. Esquema criado não só para financiar sua campanha como senador mas (como o próprio afirmou em entrevista à Folha) também para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu candidato.
Em qualquer lugar do mundo, uma informação dessa natureza seria uma notícia espetacular. No Brasil, alguns importantes veículos da imprensa simplesmente omitiram essa informação a seus leitores durante meses.
Outro exemplo ilustrativo acontece com o metrô de São Paulo. Não bastasse ser uma obra construída a passos inacreditavelmente lentos, marcada por adiamentos reiterados, com direito a acidentes mortais resultantes de parcerias público-privadas lesivas aos interesses públicos, temos um histórico de denúncias de corrupção (caso Alstom), licitações forjadas e afastamento de seu presidente pela Justiça, que justificariam que nossos melhores jornalistas investigativos se voltassem ao subsolo de São Paulo.
Agora volta a discussão sobre o processo de privatização do governo FHC. Na época, as denúncias de malversações se avolumaram, algumas apresentadas por esta Folha. Mas vimos um festival de "engavetamento" de pedidos de investigação pela Procuradoria-Geral da União, assim como CPIs abortadas por manobras regimentais ou sufocadas em seu nascedouro. Ou seja, nada foi, de fato, investigado.
O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes. Não é mais possível vermos essa situação na qual uma exigência de investigação concreta de corrupção é imediatamente vista por alguns como expressão de interesses partidários. O Brasil será melhor quando o ímpeto investigativo atingir a todos de maneira simétrica.

Blog do Saraiva

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

2011, o ano em que a influência da brasileira morreu


O ano em que um livro desmascarou a imprensa
Balaio do Kotscho

"Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu".

(Slogan de um antigo jornal de São Paulo, nos tempos pré-internet, que ainda inspira muitos jornalistas brasileiros).

Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem a história da velha mídia brasileira, certamente vão reservar um capítulo especial para o que aconteceu em 2011.....

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Um abismo separa ‘A Privataria Tucana’ e ‘O Chefe’

Na última quarta-feira, o programa “Tema Quente”, da Rede TV!, comandado pelo jornalista Kennedy Alencar, recebeu os líderes do PSDB e do PT no Senado, os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Humberto Costa (PT-PE). O tema central do programa – que, para variar, era o das denúncias de sempre contra o PT –, porém, acabou ficando em segundo plano.
Até certa altura do programa, Dias recitava tranquilamente seu costumeiro rosário moralista contra os adversários quando foi surpreendido por aquilo que dá não combinar estratégias com “os russos”, pois Costa, tranquilamente, introduziu (no debate) o livro-bomba da política brasileira neste século, A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Veja abaixo, resumidamente, como foi o diálogo e o que nele originou este post.
No programa em questão, o senador do PSDB paranaense assumiu a postura de defensor dessa dita “grande” imprensa que boicotou o livro azul da privataria tucana enquanto foi possível, ou seja, até que a imprensa internacional e, sobretudo, o próprio ninho tucano a furassem e começassem a falar do assunto.
Para defender os meios de comunicação que apoiam seu partido dos questionamentos feitos por Costa, Dias afirmou que Globos, Folhas, Vejas e Estadões tampouco noticiaram o livro do ex-petista Ivo Patarra “O Chefe”, que pretendeu acusar o ex-presidente Lula pelo escândalo do mensalão. Além disso, afirmou que o PSDB não se aproveitou do livro para fazer denuncismo.
Costa retrucou dizendo que o livro sobre a privataria é farto de documentos com fé pública que comprovam suas denúncias enquanto que o livro contra Lula contém apenas opiniões. Dias treplicou afirmando que o livro do ex-petista também continha documentos do mesmo jaez, o que não é verdade.
Passado o choque inicial e o silêncio ensurdecedor que se seguiu entre tucanos e mídia imediatamente após o lançamento do livro da privataria, partido e meios de comunicação começaram a falar nessa obra à qual editora nenhuma deu bola e que não gerou a mínima luz e muito menos um resquício de calor simplesmente porque O Chefe não é só um amontoado de idiossincrasias de seu autor contra o ex-presidente Lula, mas, também, mera compilação de reportagens publicadas incessantemente na grande mídia sobre o mensalão e uma imensa bajulação aos barões da mídia que, aliás, acabou não rendendo nada ao bajulador.
Aliás, Patarra, esse ex-petista que chegou a integrar a gestão (1989-1992) da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, em entrevista que concedeu ao site Observatório da Imprensa em 2006, poucos dias após o lançamento de O Chefe, que pretendia abalar a recandidatura de Lula à Presidência, fez uma declaração que prova que seu livro nada tem que ver com A Privataria Tucana, pois não é um livro investigativo ou de denúncia como este.
Veja o que disse o próprio autor de O Chefe:
Meu livro não é investigatório. Ele contém as investigações feitas. Eu compilei e organizei os documentos investigatórios e o equilíbrio que eu dei foi em cima da reiteração e confirmação das denúncias. Tirei todo o ruído, a contra-informação do governo, que procurava minimizar e comparar o escândalo do mensalão com o que aconteceu com a mal-sucedida candidatura de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais. São fatos incomparáveis. Uma é candidatura mal-sucedida ao governo. A outra [o mensalão] é o governo federal constituído usando o esquema do Marcos Valério para distribuir, comprar e subornar parlamentares no Congresso.
(Ivo Patarra, 9 de junho de 2006, no Observatório da Imprensa)
O Chefe foi um fracasso em todos os sentidos. Nem a oposição nem a sua mídia o levaram a sério porque nada acrescentou ao bombardeio que a imprensa fez durante o escândalo do mensalão.
O Chefe se limitou a misturar o que Globo, Folha, Estadão e Veja publicaram com as próprias opiniões e ressentimentos de mais esse ex-petista.
O chefe, por conta disso tudo, não vendeu e acabou sendo colocado na internet para leitura gratuita por quem possa se interessar.
Quem tiver interesse em ler o livro que mídia e oposição ensaiaram – sem muito empenho – tentar opor a “Privataria” pode conhecer a obra, na íntegra, clicando aqui. Dei uma passada de olhos e me bastou.
Qualquer pessoa alfabetizada e honesta reconhecerá que não há como comparar os dois livros. Para compará-los é preciso não conhecer nenhum deles, o que seguramente é o caso da maioria da militância tucana na internet. Mas os tucanos mesmo, esses não insistirão nessa comparação simplesmente porque alguém pode resolver fazê-la.
blog da cidadania

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um livro e suas lições


O que se aprendeu com esse episódio do livro "A Privataria Tucana" é que a chamada "grande imprensa" já não é mais tão hegemônica assim, tem grandes fissuras e fraquezas, embora ainda seja poderosa como arma dos grupos econômico e social dos quais faz parte.
Outra coisa é que não dá para esperar que ela aja de acordo com nada além dos seus próprios interesses, que são simplesmente negociar informações para quem pagar mais ou para que for amigo.
Jornalismo, hoje, é artigo raro. Um ou outro abnegado se dedica a ele - e sofre as consequências disso.
O episódio serviu ainda para mostrar que a internet já é uma mídia poderosa e que, muito em breve, será tão ou mais importante que todas as outras.
A mobilização para divulgar o livro e os resultados que esse movimento espontâneo apresentou são uma espécie de marco na internet brasileira.
Posso estar enganado, mas neste instante, muita gente que trabalha nos jornalões deve estar se reunindo para tentar entender o que se passou, para ver se eles realmente compreenderam o que é a internet e a sua força.
Tudo isso que estamos vendo pode dar em nada - aliás, é muito provável que, mais uma vez, os nossos ilustres políticos se entendam num grande acordo.
De qualquer forma, porém, um caminho foi descoberto. E ele parece conduzir a um destino cheio de esperança.

Crônicas do Motta

Serra responde




esquerdopata

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A visão do paranoico


Enquanto na chamada blogosfera o livro de Amaury Ribeiro Jr. "A Privataria Tucana" é o sucesso do dia, na imprensa tradicional, aquela controlada por meia dúzia de famílias - ou "grupos empresariais" -, que formam um dos mais duradouros oligopólios do mundo, é como se ele não existisse....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mídia se afoga na lama da privataria tucana



Jornalismo brasileiro: vergonhoso, corrompido e revoltante 

Pablo Villaça 

Só pra deixar claro: o livro "A Privataria Tucana", que traz 200 páginas de denúncias e outras 120 páginas de documentos comprovando-as, é lançado na sexta-feira, dia 9. José Serra, que usa o twitter compulsivamente e é um dos personagens principais do livro, desaparece do microblog nos dois dias seguintes; não posta absolutamente nada. Ao mesmo tempo, as denúncias passam a repercutir na blogosfera de maneira avassaladora.

E praticamente nenhuma linha sobre o assunto é publicada no Globo, na Foxlha e demais veículos que vivem bradando a própria imparcialidade, mas que não hesitam em transformar em manchete por dias contínuos até mesmo denúncias contra o governo Dilma feitas por criminosos condenados e sem qualquer linha de evidência a não ser "minha palavra contra a sua". Reparem: nem estou dizendo que as denúncias contra o PT são inválidas; aponto apenas que são tratadas com estardalhaço mesmo quando não trazem um centésimo das evidências apresentadas pelo livro recém-lançado.

Como alguém pode observar isso e afirmar que temos uma imprensa limpa no Brasil? 

Neste momento, o UOL encontra espaço em sua capa para todas as chamadas seguintes: "Minotauro opera fratura de braço; Stallone manda mensagem de apoio"; "Falcão e humoristas sabatinam INRI Cristo"; "Carolina Dieckman responde cutucada de Luana Piovani"; "Portugueses querem recordes de fantasiados de Papai Noel"; "Cão que foi enterrado precisa ser acordado para se alimentar"; "Polícia do Rio recupera carro do jogador Marquinhos"; "Estudo mostra que sono no metrô de NY quase nunca é produtivo" (WTF); "Ivete Sangalo fala sobre meningite no Faustão"; "Bodas de Prata de Zeca Pagodinho e Mônica reúne famosos"; "Silvio Santos se esconde dentro do armário"; "Britney Spears leva filhos Sean e Jayden para o palco"; "Ana Carolina lança clipe oficial em preto e branco"; "Após UFC 140, veja beldades das plaquinhas"; "Especialistas ensinam o que fazer para chegar linda ao destino"; "Concurso que descobriu Gisele Büchen tem final na China"; "Ronaldinho vai à balada, na BA, acompanhado"; "Justin Bieber é flagrado em carinho ousado com namorada"; "Ser solteira no Rio é uma grande vantagem, diz Suzana Pires"; "Doeu! Rapaz resolve pular (sobre) na piscina e se dá mal"; "Marca de sutiã patrocina salto de bungee jump em sutiã de modelo"; "Homem é rejeitado por mulher e envia email gigante dando segunda chance"; "Pizza retangular é atração em bar industrial chique de Madri"; entre várias outras chamadas igualmente tolas.

E, no entanto, o maior portal jornalístico do Brasil não encontra um único espaço, por menor que seja, para abordar o assunto que dominou a internet durante todo o fim de semana.

Não ficarei espantado caso a primeira manchete real dedicada ao tema seja algo como "Serra classifica insinuações de livro como 'levianas'" ou algo do gênero.

Depois reclamam do fim do diploma. Deveriam protestar contra o fim da vergonha na cara.

vi no esquerdopata

Quem deve, teme: Serra sondou editor para barrar “A Privataria Tucana”

- por Leonardo Attuch, no site 247 
“A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior, é um livro polêmico, escrito por um jornalista não menos polêmico, mas certamente competente no que faz. Ex-repórter especial da revista Istoé e do jornal O Globo, Amaury já faturou vários prêmios Esso, que foram celebrados por seus colegas e patrões. Na campanha presidencial de 2010, Amaury caiu em desgraça, acusado de tentar comprar dados de familiares de José Serra protegidos por sigilo fiscal. Neste fim de semana, o jornalista vive sua redenção pessoal. É ele o autor do maior fenômeno editorial brasileiro dos últimos anos. Um livro, que, embora boicotado pelos veículos tradicionais de comunicação, vendeu 15 mil exemplares em um dia, sendo disputado nas livrarias como pão quente.

Por trás desse sucesso, há o dedo de um editor não menos polêmico e também muito competente. É o jornalista Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, que tem estendido a mão a repórteres dispostos a contar boas histórias. Recentemente, ele emplacou grandes sucessos de cunho político, como “Memória das Trevas”, sobre Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza, e “Honoráveis Bandidos”, sobre a família Sarney, escrito por nosso nobre colaborador Palmério Doria.

Emediato falou ao 247 sobre o desempenho comercial de “A privataria tucana”. E também revelou que o ex-governador paulista agiu para evitar a publicação.

247 – Você esperava esse desempenho de um livro sobre privatizações que aconteceram há tanto tempo?

Luiz Fernando Emediato – Nunca vi nada igual. Foram 15 mil livros vendidos num único dia. É um fenômeno.

247 – Como foi a estratégia de divulgação?

Emediato – Nós tínhamos receio de alguma ordem judicial que impedisse a distribuição. E não mandamos para nenhuma redação. Apenas o autor enviou um exemplar para a Carta Capital, mas todo o barulho foi feito na internet, inclusive por vocês que anteciparam o lançamento. O sucesso prova que há uma grande transformação na sociedade brasileira e revela a força da blogosfera.

247 – A Geração já mandou rodar uma nova edição?

Emediato – Estamos imprimindo mais 15 mil. Subestimamos a demanda, mas o erro não foi só nosso. Algumas livrarias não estavam acreditando. Mas em uma semana o livro estará, de novo, em todos os pontos comerciais.

247 – Você sofreu alguma pressão para não publicar o livro?

Emediato – Eu não diria pressão, mas há alguns dias fui procurado por uma pessoa que propôs uma conversa com o ex-governador José Serra.

247 – Quem foi?

Emediato – Era o Antônio Ramalho, um sindicalista do PSDB que é vice-presidente da Força Sindical.

247 – Você se sentiu intimidado?

Emediato – Não foi exatamente uma intimidação, até porque a abordagem do Ramalho, de quem sou amigo, foi muito elegante. Sentamos, tomamos um café, ele disse que o Serra queria conversar, eu disse que não e pagamos a conta. Num país democrático, quem se sentir incomodado tem o direito de me processar. Teve uma vez que o Guilherme Afif (vice-governador de São Paulo) veio me atacando aos berros, mas eu não dei muita bola.

247 – Você espera muitos processos?

Emediato – Pode ser, mas os nossos advogados dizem que a chance de perdermos é muito pequena. O livro é muito bem documentado. E não há ataques pessoais. São fatos concretos.

247 – Serra é tido como uma pessoa vingativa.

Emediato – Dizem que o Serra não tem adversários, tem inimigos. Eu acho até que já fui vítima dele, numa matéria da Veja, chamada “O lado negro da Força”, onde me enfiaram sem que eu tivesse nada a ver com aquilo. Mas não foi isso que me levou a publicar o livro. E eu, que me senti ofendido pela Veja, processei a revista. Acho que vou ganhar.

247 – Com esses dados de vendas, o livro certamente entrará na lista de mais vendidos. Você acha que entra na Veja?

Emediato – Tem que entrar, se não vai ficar muito feio para eles. A velocidade de vendas da “Privataria Tucana” é superior à do “Honoráveis Bandidos”, que começou em quarto, subiu para terceiro, segundo e depois ficou várias semanas em primeiro. Se a Veja não colocar vai ficar feio, porque o livro certamente entrará na lista da Folha, do Estadão, da Época...

247 – Como foi 2012 para a Geração Editorial?

Emediato – Foi nosso melhor ano. Éramos uma editora pequena, que faturava R$ 3 milhões/ano. Ainda somos pequenos, mas vamos chegar a uns R$ 7 milhões ano.

247 – Qual é o papel deste livro no momento de “faxina ética”?

Emediato – Talvez seja um remédio contra a hipocrisia.

Via Tudo em cima

O silêncio dos nem tanto inocentes



No começo da semana que passou, o ex-governador paulista e ex-candidato à Presidência da República José Serra foi destaque nos portais da internet - e provavelmente nos jornais impressos, que hoje leio tão pouco. Os títulos das notícias não poderiam ser mais expressivos. Serra mereceu tratamento de grande liderança política, imprescindível para o futuro da nação:

"Serra acha difícil Brasil conseguir cadeira no CS da ONU"
"Serra: Pimentel 'não está acima de qualquer suspeita'"
"Governo Dilma ainda não começou, diz Serra"
"Para Serra, grampo no PSDB é 'gravíssimo'"
"'Drama do atual governo é não saber para onde vai’, critica Serra"
"Serra considera grave notícia de que PSDB foi grampeado"


Nenhuma referência ao livro-bomba lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., "A Privataria Tucana", no qual Serra é destaque.
Estranho isso, né?
Ah! Hoje leio que, segundo o Datafolha, Serra tem a maior rejeição entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, simplesmente o dobro de suas intenções de voto. Isso um ano depois de ele ter concorrido à presidência.
Ou seja, Serra agora é um político absolutamente irrelevante no quadro nacional.
Não sei não, mas alguma coisa anda muito errada com esta nossa imprensa.



Crônicas do Motta
via esquerdopata