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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Racionando o nome racionamento


SABESP X MIDIANo futuro, quando alguém pesquisar nos principais grupos mafiomidiáticos a respeito do fornecimento de água em São Paulo no ano de 2014, não encontrará a palavra racionamento. O maior período de falta d’água não terá registro simplesmente porque os parceiros da oposição, de que falou D. Judith Brito e a própria ANJ, resolveram adotar a lei da Parabólica do Rubens Ricúpero.
Até o uso de máquina que faz água está na pauta, mas a palavra racionamento está terminantemente proibido pelos manuais de redação. Só as milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha espalhadas pelas escolas de São Paulo explica esta tão bem sucedida parceria.
Há situações como esta em que o silêncio é mais eloquente do que as manchetes alarmantes.

Máquina que ‘faz’ água é oferecida ao Estado de SP

Inventor se reúne com governo para apresentar usinas produtoras
Não há estimativa de custos para o projeto; Secretaria de Recursos Hídricos diz que todo estudo é analisado
FELIPE SOUZADE SÃO PAULO
O inventor de uma máquina que "fabrica" água condensando a umidade do ar se reuniu nesta segunda-feira (3) com representantes do governo paulista para apresentar um projeto para amenizar a crise hídrica no Estado.
O engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino foi recebido pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para mostrar a instalação de sua invenção, em escala maior, às margens dos rios Tietê e Pinheiros.
Na reunião com representantes da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, responsável por ações de combate à crise hídrica, ele afirmou que as máquinas funcionariam como usinas produtoras de água.
A proposta, de acordo com a pasta, será agora analisada por técnicos, assim como ocorre com outros estudos.
O chefe de gabinete da secretaria, Alexsandro Peixe Campos, foi um dos representantes do governo na reunião.
O sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento da capital, teve nova queda nesta segunda, quando operava com 11,9% de sua capacidade. No domingo, seu nível era de 12,1%.
A medição, no entanto, é anterior ao temporal que atingiu a região das represas durante a tarde de ontem.
‘CRIAR OPÇÕES’
"O objetivo não é suprir completamente o abastecimento, mas criar opções para que as represas não sejam a única fonte", diz Paulino, sobre a proposta discutida com o governo do Estado.
Segundo o engenheiro, o projeto, se aceito, seria o maior do mundo. Mas ainda não há estimativa de custo.
Uma das versões da máquina produz 30 litros de água por dia e custa R$ 7.000. Outra versão, que chega a produzir 5.000 litros por dia, é vendida por R$ 350 mil.
O local da hipotética instalação das usinas (nas marginais) foi escolhido devido à umidade elevada do ar–entre 50% e 90%–, que aumenta a produção de água.
De acordo com o engenheiro, cada usina é capaz de produzir 2 milhões de litros de água por dia. Ele afirma ser possível construir 20 delas em cada uma das marginais.
Considerando que um morador da Grande São Paulo gasta em média 161 litros de água por dia, segundo a Sabesp, uma usina seria capaz de abastecer 12.422 pessoas.
Agora, diz Paulino, o plano deve ser apresentado ao comitê que administra a crise hídrica no Estado.
http://fichacorrida.wordpress.com/2014/11/04/o-racionando-o-nome-racionamento/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Entenda o 3º turno midiático



Talvez o humorístico global Casseta & Planeta seja a melhor expressão do ódio que a Globo devota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como se sabe, o “casseta” Marcelo Madureira , editor do programa, está entre o time de “pensadores” do anti-lulismo midiático, tendo sido cultuado naquele evento inesquecível da Associação Nacional de Jornais em que a “dona Judith” reafirmou a papel da grande mídia de braço auxiliar da oposição tucano-pefelê.

sábado, 25 de setembro de 2010

A imprensa como partido político

Esperei baixar a poeira. Em vão, porque a poeira existiu apenas na internet. E tudo porque me causou estranheza ler no diário cariocaO Globo (18/3/2010) a seguinte declaração de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do grupo Folha de S.Paulo:
"A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação e, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo."E como a poeira não baixou resolvi colocar no papel as questões que foram se multiplicando, igual praga de gafanhotos, plantação de cogumelos, irrupção de brotoejas. Ei-las:

1. É função da Associação Nacional de Jornais, além de representar legalmente os jornais, fazer o papel de oposição política no Brasil?

2. É de sua expertise mensurar o grau de força ou de fraqueza dos partidos de oposição ao governo?

3. Expirou aquela visão antiquada que tínhamos do jornalismo como sendo o de buscar a verdade, a informação legítima, para depois reportar com a maior fidelidade possível todos os assuntos que interessam à sociedade?

4. Como conciliar aquela função antiquada, própria dos que desejam fazer o bom jornalismo no Brasil, como tentei descrever na questão anterior, com a atuação político-partidária, servindo como porta-voz dos partidos de oposição?

5. Sendo o Datafolha propriedade de um dos grandes jornais do Brasil e este um dos afiliados da ANJ, como deveríamos fazer a leitura correta das pesquisas de opinião por ele trabalhadas? O Datafolha estaria também a serviço de uma oposição "que no Brasil se encontra fragilizada"?

6. Na condição de presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) será que Maria Judith Brito não se excedeu para muito além de suas responsabilidades institucionais?

7. Ou será próprio de quem brande o estatuto da liberdade de imprensa que entidade de classe de veículos de comunicação assuma o papel de oposição política no saudável debate entre governo e oposição?

8. Historicamente, sempre que um dirigente ou líder de partido político de oposição desanca o governo, seja justa ou injustamente, é natural que o governo responda à altura e na mesma intensidade com que o ataque foi desferido. Mas, no caso atual, em que a ANJ toma si para a missão de atuar como partido político de oposição, não seria de todo natural esperar que o governo reaja à altura do ataque recebido?

9. E, neste caso, como deveria ser encarada a reação do governo? Seria vista como ataque à liberdade de expressão? Ou seria considerado como legítima defesa de da liberdade de expressão ou de ideologia?

Claro e transparente

10. Durante o período de 1989 a 2002, em que a oposição política no Brasil esteve realmente fragilizada, e ao extremo, não teria sido o caso de a ANJ ter tomado para si as dores daquela oposição, muitas vezes, capenga?

11. E, no caso acima, como a ANJ acha que teriam reagido os governos Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso?

12. Com o histórico de nossos veículos de comunicação, muitos deles escorados em sua antiguidade, como aferir se há pureza de intenções por parte da ANJ em sua decisão de tomar para si responsabilidade que só lhe poderia ser concedida pelo voto dos brasileiros depositados nas urnas periodicamente? Não seria uma usurpação de responsabilidade?

13. Afinal, não é através de eleições democráticas e por sufrágio universal e secreto que a população demonstra sua aprovação ou desaprovação a partidos políticos?

14. Será legítimo que, assinantes de jornais e revistas representados pela associação presidida por Maria Judith Brito passem, doravante, a esmiuçar a cobertura política desses veículos, tentando descobrir qual a motivação dessa ou daquela reportagem, dessa ou daquela nota, dessa ou daquela capa?

15. E quanto ao direito dos eleitores de serem livremente informados... que garantias estes terão de que serão informados, de forma justa e o mais imparcial possível, das ações e idéias do governo a que declaradamente se opõe a ANJ?

16. Para aqueles autoproclamados guardiães da liberdade de expressão e do Estado democrático de direito: será papel dos meios de comunicação substituir a ação dos partidos políticos no Brasil, seja de situação ou de oposição?

17. Em isso acontecendo... não estaremos às voltas com clássica usurpação de função típica de partido político? E não seria esta uma gigantesca deformação do rito democrático?

18. Repudiam-se as relações deterioradas entre governo e mídia na Venezuela, mas ao que tudo indica nada se faz para impedir sua ocorrência no Brasil. Ironicamente, os maiores veículos de comunicação do país demonizam o país de Hugo Chávez. A origem do conflito político na Venezuela não está umbilicalmente ligado ao fato que na Venezuela os meios de comunicação funcionam como partido político de oposição, abrindo mão da atividade jornalística?

19. Esta declaração da presidente da ANJ, publicada no insuspeito O Globo, traduz fielmente o objetivo de a ANJ estabelecer a ruptura com o governo, afetar a credibilidade da imprensa e trazer insegurança a todos os governantes, uma vez que serve também aos governos estaduais e dos municípios onde a oposição estiver fragilizada?

20. Considerando esta declaração um divisor de águas quanto ao sempre intuído partidarismo e protagonismo político dos grandes veículos de comunicação do país, será que não seria mais que oportuno e inadiável a ANJ vir a público esclarecer tão formidável mudança de atitude e de missão institucional? Por que não abordar o assunto de forma clara e transparente nas páginas amarelas da revista Veja? Por que não convidar a Maria Judith Brito para ser entrevistada no programa Roda Vida da TV Cultura? Por que não convidá-la para o Programa do Jô? E para ser entrevistada pelo Heródoto Barbeiro na rádio CBN? Por que não solicitar a leitura de "Nota da ANJ"sobre o assunto no Jornal Nacional? Por que não submeter texto para publicação na seção "Tendências/Debates" do jornal Folha de S.Paulo, onde a presidente trabalha? De tão interessante não seria o momento de a revista Época traçar o perfil de Maria Judith Brito? E que tal ser sabatinada pela bancada do Canal Livre, da Band?

Prudente e sábio
Já que comecei falando de estranheza, estranhamento etc., achei esquisito a não-repercussão ostensiva da fala da presidente da ANJ junto aos veículos de seus principais afiliados. Estratégia política? Opção editorial? Ou as duas coisas?

Finalmente, resta uma questão de foro íntimo: que critério deverei usar, doravante, para separar o que é análise crítica própria de um partido político, para consumo interno de seus filiados, daquilo que é matéria propriamente jornalística, de interesse da sociedade como um todo?

Todos nós, certamente, já ouvimos centenas de vezes o ditado "cada macaco no seu galho". E todos nós o utilizamos nas mais diversas situações. O ditado é um dos mais festejados da sabedoria popular, é expressão de conhecimento, nascido da observação de fatos; um aprendizado empírico. Vem de longa data e se estabelece porque pode ser comprovado através da vivência e mais recentemente foi citado por Michel Foucault e Jurgen Habermas. No caso aqui abordado, o ditado popular cai como luva assim como as palavras de Judith Brito ficarão por muito tempo gravadas no bronze incorruptível da nossa memória.

Mesmo assim sinto ser oportuno aclarar que entendo como papel da mídia atividades como registrar, noticiar os fatos, documentar, fiscalizar os poderes, denunciar abusos e permitir à população uma compreensão mais ampla da realidade que nos abarca. Neste rol de funções não contemplo o de ser porta-voz de partido político, seja este qual for. Ora, o governo tem limites de ação: operacionais, constitucionais, políticos. A mídia, quando não investida de poderes supraconstitucionais, também tem seus limites que não são tão flexíveis a ponto de atender as conveniências dos seus proprietários ou concessionários. É prudente e sábio reconhecer que em uma sociedade democrática todos os setores precisam de regulação – e a mídia não é diferente. E é bom que não seja. Afinal, a lei é soberana e a ela todos devem se submeter, já escrevia o pensador Shoghi Effendi (1897-1957) na segunda metade de 1950. Nada mais atual que isto.
Washington Araújo 
By:  Observatório da Imprensa,via com textolivre

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A dona Judith Brito que você não conhece

Por essa nem Paulo Henrique Amorim, o jornalista desde os tempos em que os bichos falavam, esperava!

Dona Judith, hoje raivosa, destila veneno quando acusa o Presidente Lula de ser contra liberdade de expressão, não foi sempre assim.
Na eleição de 1982 ela não achava que o Lula era contra a imprensa. Vejam o material de campanha dela junto com o Lula.
A presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito,já  foi filiada ao Partido dos trabalhadores (PT). E não é só isso. Judith Brito concorreu ao cargo de vereadora, ao lado do Presidente Lula.
Alguns anos se passaram e dona Judith já não é mais a mesma. Hoje, a ex candidata a vereadora, faz parte do partido da imprensa, defende os poderosos barões da mídia,dá entrevistas insinuando que o Governo Lula quer fazer um controle social da mídia.
Maria Judith Brito afirmou recentemente, com todas as letras, que “Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada” Sabemos que os grandes jornalões, ou a “grande imprensa” defendem apenas os interesses das dos patrões deste país, mas no que se refere à Folha de São Paulo, a casa da dona Judith, há quem diga que não passa de um órgão oficial do PSDB serrista. E, dona Jusdith, hoje, compactua com isso...Que mudança hein   dona Judith?
Comentário Contextualmente Livre:
Dona Judith já agradeceu o troféu com o qual foi agraciada pelo I Encontro de Blogueiros Progressistas?

domingo, 12 de setembro de 2010

Romper o círculo vicioso da imprensa empresarial

Dona Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais, que reúne os principais diários do país, e diretora-superintendente da empresa que edita a Folha de S.Paulo, já afirmou publicamente que os partidos de oposição estão muito debilitados e que cabe aos jornais exercer esse papel. A posição oficial da entidade que congrega os maiores jornais vem sendo seguida à risca por todos eles, que, apesar do conhecimento publico da posição que defendem, tentam se passar por imparciais.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Serra ataca blogosfera em encontro do partido de Dona Judith Brito



José Serra (PSDB/SP) está atordoado com o ritmo alucinado de queda nas pesquisas.

Acostumado a espalhar dossiês e boatos na imprensa paulista e na TV Globo nas eleições passadas, sem contestação, está encontrando uma barreira intransponível na internet, e não consegue praticar o jogo sujo eleitoral a que sempre esteve acostumado.

Globo, Folha, Estadão e Veja, bem que tentam e fazem o que podem para ajudar o demo-tucano, mas não conseguem mais mentir sem ser desmentidos on-line, na internet.

Por isso Serra, vendo que não consegue controlar o fluxo de informação, e que seus blogueiros não conseguem "formar opinião", resolveu atacar a blogosfera.

Serra acusa os outros de fazer o que ele tem fama

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ex-sócio da ANJ acusa organização de antidemocrática

A Associação Nacional de Jornais (ANJ), que representa os grandes jornais do país e vive clamando pela liberdade de expressão, foi acusada por um de seus integrantes, a Empresa Jornalística Econômico S.A. (Ejesa) de se esquivar “de defender os direitos do ser humano, os valores da democracia representativa, a livre inciativa, e, também, a livre concorrência”.