Mostrando postagens com marcador Aécio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

AÉCIO SE FAVORECE COM ESSE CIRCO, MAS QUEM VAI PERDER O EMPREGO É VOCÊ.




Como sempre digo, o brasileiro não merece nada melhor do que já tem.

Se o Brasil fosse um país parlamentarista, eu diria que Dilma merecia o impeachment. Isso porque sejamos honestos, ela não governa. Ela brinca de suprema democrata, enquanto os ratos embaixo dela, de TODOS os partidos, surrupiam tudo o que é público, inclusive a vergonha e a dignidade de ser brasileiro.

Naturalmente ela não é responsável pelo que todo mundo faz, ainda mais os bandidos do PSDB, que não valem o que comem, mas eu se fosse ela, tinha lá no começo dessa Lava Jato, abraçado o negócio pra mim, e tirado a bandeira da oposição. Ao contrário, ela resolveu fazer de conta que não era com ela, enquanto certos segmentos da sociedade faziam o que sempre se dispuseram a fazer. O lema de Bornhausen. Varrer o PT da face da Terra.

Aos ingênuos que acreditam na seriedade desta farsa judicial, eu pergunto, é coincidência que só petistas vão presos por causa de uma roubalheira da qual todo mundo se beneficia?

Qual dos pilantras que a acusam de corrupção não responde por crime?

Mas o ponto não é esse. Dilma se travestiu de Themis, a deusa da Justiça, e colocou uma venda nos olhos. Brincando de não fazer política, ela brincou de não governar e fez a pior das políticas, a política do "não é comigo".

Deixou a moral seletiva tomar conta, passando a impressão de que só o partido dela é corrupto.

O PT é corrupto? Óbvio. Mas que bom que fosse o único. Era fácil de resolver.

Dilma em sua incapacidade política, escalou uma turba de tucanos vestidos de vermelho pra tocar o governo petista, e entregou o país aos rentistas. E o pior é que não foi de uma hora pra outra. O Brasil vem agonizando há anos e ela insistindo em achar que não poderia interferir em nada.

Contas públicas? Responsabilidade Fiscal? Metas de inflação? Pergunta pros chineses como é que faz, porque eles estão bem menos interessados na tecnocracia pregada pelos EUA, do que em fazer girar a roda da economia de seu país.

Dilma é sim bem intencionada, mas de boa intenção, o inferno está cheio.

Não Dilma, não é assim. Se você estivesse na Suiça, não poderia interferir. Mas você está no Brasil, aquele mesmo país onde só se encontram políticos bandidos, que não têm vergonha na cara, que preferem atear fogo à nação, matando todo o povo queimado, do que esperar mais 3 anos por novas eleições.

Você está no Brasil, Dilma. O Brasil do povo que não se informa, que se planta na frente de uma TV, esperando que saia de lá a verdade suprema.

Você está no Brasil, Dilma. O Brasil dos iletrados que quando resolvem ler, lêem revistas semanais desqualificadas, que sobrevivem de grana do impostos do governo de São Paulo; que respiram o ar pútrido que o PSDB emprestou à coisa pública durante toda sua existência.

Você está no Brasil, Dilma. O Brasil dos petistas que não sabem o que é partido, que atiram para todos os lados, que pouco se lixam pra nação. Uns roubando, outros golpeando o governo numa tentativa inútil de salvar a própria pele, como se quisesse dizer "eu sou petista, mas não sou como os outros". Uns ingênuos, isto sim. Quem implantou o ódio contra o PT, implantou contra o PT, e a totalidade de seus membros, e não de alguns gatos pingados que eventualmente estejam fazendo bobagem.

Me lembro que na ditadura tinha um ditado até que coerente: "a esquerda não se entende nem na cadeia".

Ou seja, não unificam o discurso. Brigam entre sí. Não conseguem ter foco. Enquanto isso, a direitada deita e rola, pois eles têm foco único. E o perseguem noite e dia.

Ora, o PSDB está sendo mestre na arte de fingir que, quando pegam um deles roubando (coisa rara, pois curiosamente nunca ninguém desse partido é pego), dizem, "bem, fulano é bandido, mas é exceção".

A mídia tucana e o judiciário seletivo colocaram na cabeça do povo que o PT é 100% corrupto.E o PT vestiu a carapuça. Ficou quieto, não fez nada.

Me perguntei se Dilma é tão ingênua assim pra chegar nesse ponto, ou se ela tem um grande plano, pra salvar o país.
A incapacidade política dos petistas chega a dar dó, de tão ruim.  

Será mesmo que estes imbecis precisavam ficar alardeando pela imprensa que iriam cassar Eduardo Cunha, quase pedindo que em retaliação ele abrisse o processo de impeachment?

Por que não esperar, em banho maria até que a sessão de cassação do Chantageador Geral da República começasse, e, dando prosseguimento ao processo, ficaria daí sim, evidentíssimo que se ele abrisse o impeachment, era por vingança?

Óbvio, não que não tenha ficado claro. Qualquer leitor da Veja sabe disso. Mas o PT alardear a quatro ventos que iria votar contra ele, não fez o partido ter uma imagem mais "honesta". Faz tempo que o PT não tem isso. São apenas uns tontos.

Ou o PT espera ser salvo pelo STF? De Toffoli e Mendes? Ou pelos outros deputados da Câmara, no Brasil dos corruptos?

Hoje alardearam que líderes de certos partidos são contra o impeachment. E em tese, esses partidos contam com 300 deputados.

Ora, amigos. Que ingenuidade achar que deputados são fiéis aos líderes de seus partidos. Ainda mais, sabendo que podem lucrar em alguma coisa. Eles falam uma coisa agora, e votam outra na hora. Estamos cansados de ver isso acontecer.Ainda mais se a votação for secreta. Daí esqueça.

Se o Brasil fosse um parlamentarismo, Dilma iria pra casa, com justiça, pois não teve tutano pra governar.

Não teve tutano pra dar um murro na mesa e fazer o seu Ministro da Justiça se mexer. Fazer ele trazer à baila que quem acusa a presidente é tão corrupto quanto dizem que ela é.

Mas Cardozo fica lá, como dois de paus. Honestamente, não consigo ver pra quê ele serve, numa crise como essa. Não deu o ar da graça. E como o assunto no país é só esse, mesmo, ele como Ministro, não teve utilidade.

Ao invés, Dilma se sentou no Parthenon da tupinicalha e imaginou por um momento, ser Abrahan Lincoln, um grande estadista.

Não, Dilma. Não adianta jogar pra platéia num país como o Brasil, onde o que vale é o que diz a imprensa seja ela bandida e corrupta, seja ela sustentada pela oposição ao governo.

Ou alguém aí realmente pensou que não acabaríamos como a Venezuela? A imprensa manda aqui, como mandou por lá, depois que Chavez morreu.

Pois Maduro não é Chavez, e Dilma não é Lula.

Não, amigos. É conhecer muito pouco o Brasil pra achar que este amontoado de bandidos, de cidadãos corruptos que elegem políticos corruptos, iria se preocupar em preservar a democracia. O que essa gente medonha quer, é o golpe paraguaio.

O povo brasileiro merece mesmo, é um bom e pusilânime governo tucano, que venda o pouco de patrimônio que nos restou, e que, em razão da quebradeira que isso gerará, apenas coloque a culpa no governo dela, e que ninguém ligue.

Porque é evidente que o PSDB fará isso. Ipsis Literis.

Mas vejam que mal acabava o pronunciamento de Dilma na TV, falando rigorosamente NADA sobre a bandidagem institucional de um parlamentar extremamente sujo, que me liga um amigo meu, executivo de uma montadora chinesa que estava prestes a construir sua fábrica no Brasil. A companhia vinha adiando porque tinha medo do que aconteceria por aqui, pois bem sabem os chineses, o Brasil não é uma democracia, é um emaranhado de leis, que são desrespeitadas por quem não gosta do regime do povo.

Meu amigo, que era um bravo lutador em favor do impeachment porque dizia que assim o país voltaria a crescer (sim, ele vota no PSDB), recebeu um telefonema gentil de seus superiores, dizendo que a empresa estava formalmente desistindo de implantar sua fábrica por aqui. Não dá pra investir dinheiro num lugar que não tem governo, e que tem uma oposição que luta contra o próprio país e um povo que nada sabe, nem quer saber.

Sim, a empresa é uma dessas grandes que as revistas de automóveis disseram que iriam se instalar por aqui, mas até agora nada.

"J", como chamamos meu amigo executivo, estava assustado porque o que ele queria que acontecesse, aconteceu. E uma das primeira vítimas foi ele mesmo.

E por que? Porque o tupiniquim, é burro, porque acreditou no carnaval midiático, que elege santos e demônios. "J" não sabia que ele não fazia parte da equação política que o partido que ele adora estava maquinando há 12 meses. "J" não sabia que não o convidariam pra festa que ele mesmo ajudou a pagar. "J" não passa de um idiota útil, como se chamavam na Guerra Fria, os cidadãos que tinham crença numa ideologia e por ela morriam, sem saber que os mandantes daquela ideologia, pouco se lixavam pra vida do inocente aríete.

Dilma mereceria o impeachment, se fosse um parlamentarismo. Por pura incapacidade de governar.

Mas não é um parlamentarismo, e quem pagará o preço desse absurdo é o zé povinho. Do pobre ao mediano. Eles é que pagarão o preço da burrice tradicional brasileira, que só visa tirar A do poder, pra empossar B, e continuar roubando descaradamente a viúva. O zé povex não leva nada nessa festa.

Não leva nada mas veste a camisa como se fosse ele o ator principal desta pornografia.Faz festa por fulano ou cicrano, como se faz festa pro "curíntia" ganhando o campeonato.

O que resta a ele, é tão somente perder o emprego quando a economia parar de vez. E sim, ela vai parar, graças a ele mesmo. Graças ao seu cérebro que acha que política é igual futebol. Que tanto faz.

Parabéns, zé povex pobre ou da classe média. O Brasil te merece. 

E nós todos também, por não lhe ensinarmos a não ser tão limitado.
http://anaispoliticos.blogspot.com.br/2015/12/aecio-se-favorece-com-esse-circo-mas.html

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Por que a denúncia contra o aeroporto do tio de Aécio foi arquivada


Pista em Claudio
Uma das razões que levaram o Ministério Público de Minas Gerais a arquivar a denúncia contra o senador Aécio Neves pela construção do aeroporto de Cláudio é a explicação dada pelo governo do Estado, durante a gestão do próprio Aécio, em 2009, de que o aeroporto de Cláudio fazia parte de um “amplo programa” de modernização dos aeroportos do Estado. Outra é o conteúdo de uma carta do prefeito de Cláudio, aliado de Aécio, que diz que a chave do aeroporto ficava com a prefeitura, não com um parente de Aécio.

No inquérito, não existe uma perícia sobre o preço do pista — quase 14 milhões de reais. Tampouco há um estudo independente sobre a real necessidade do aeroporto na cidade, já que Divinópolis, a menos de 50 quilômetros dali, tem um aeroporto que serve à região.

Quatro promotores que atuam na defesa do patrimônio público de Minas Gerais conduziram a investigação: Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick, Fernanda Caram Monteiro, Tatiana Pereira e José Carlos Fernandes Júnior. Eles poderiam ter ouvido o ex-vereador do município de Cláudio Israel de Souza, o primeiro a denunciar o aeroporto como símbolo da utilização de dinheiro público para fins privados. Israel conhece toda a história.

Não há depoimentos no inquérito do Ministério Público, só documentos, e todos eles são dos órgãos oficiais, e ainda por cima emitidos no tempo em que Aécio Neves ou seu sucessor e aliado Antônio Anastasia governaram o Estado. Também foi colhida a manifestação dos advogados de Aécio.

Eu estive em Cláudio no ano passado, depois que a Folha de S. Paulo publicou a denúncia do aeroporto, e vi agora o inquérito civil sobre aeroporto, que pela segunda vez o Ministério Público mandou arquivar. Segunda vez? É isso mesmo.

A investigação começou em 2009, quando Aécio governava o Estado. A origem é um e-mail enviado à ouvidoria do Ministério Público, por um homem que se apresenta como João Guilherme (provavelmente nome fictício).

O denunciante questiona a necessidade de construção do aeroporto na cidade que tem cerca de 30 mil habitantes e é vizinha de Divinópolis, onde já existia um aeroporto regional.

O denunciante não cita o nome de Aécio, dono de uma fazenda perto do aeroporto nem cita o fato de que o aeroporto foi construído na terra do tio-avô de Aécio, Múcio Tolentino, mas, pelos termos que utiliza, tudo indica que é para Aécio que ele quer que os promotores olhem.

Quase cinco anos depois, em 14 de fevereiro de 2014, quando Aécio tinha sido anunciado pelo PSDB candidato a presidente (não tinha sido oficializado, mas fazia campanha), promotores encerraram a investigação, com a decisão de arquivá-la, pois consideravam o aeroporto de Cláudio não representava mau uso de dinheiro público.

O nome de Aécio ou de qualquer membro de sua família não aparecem no inquérito. O nome do ex-governador só vai ser relacionado ao aeroporto em julho do ano passado, cinco meses depois da decisão do primeiro arquivamento do inquérito. Aécio já estava em campanha para presidente, quando a Folha de S. Paulo publicou a reportagem.

Com a publicação, o Ministério Público reabriu a investigação, para apurar ato de improbidade administrativa (um dos tipos de improbidade é caracterizado quando governante ignora o princípio da impessoalidade). Construir aeroporto nas terras da família não seria propriamente atitude desprovida de interesse próprio.

Mas, no último dia 7 de julho, decorrido um ano da reabertura do inquérito, os mesmos promotores decidiram mais uma vez arquivar a denúncia, e mais uma vez o inquérito só traz a versão oficial — a do governo do Estado ao tempo em que Aécio governava o Estado, e a da prefeitura de Cláudio no presente, que diz que é mentira a denúncia da Folha de que a chave do aeroporto ficava com o tio de Aécio.

IMG_1882

Quando estive em Cláudio, ouvi de mais de uma pessoa que no aeroporto só entrava quem o tio de Aécio deixasse. Inclusive, por generosidade dele, é que aficionados do aeromodelismo usavam o local para festivais. Também vi que o cadeado era diferente daquele mostrado em foto da Folha. Segundo um morador, a troca ocorreu depois da denúncia, supostamente pela recusa de Múcio de devolver as chaves.

Em uma conversa com o filho de Múcio Tolentino, Kedo, primo de Aécio, ouvi o que ele disse sobre a intenção de um industrial da cidade em relação ao aeroporto. “O Pedro Cambalau me disse que, se o Múcio deixasse, ele usaria o aeroporto”. Como assim, Múcio deixasse? Não era a prefeitura que tinha as chaves?

Para verificar que em Cláudio o aeroporto foi colocado na frente de muitas prioridades, não é preciso muito esforço. Nas ruas, qualquer pessoa diz que é absurdo construir aeroporto numa cidade que não tem um grande hospital.

A denúncia anônima que deu origem ao inquérito não cita o município mineiro de Montezuma, onde família de Aécio tem uma fazenda e outro aeroporto foi reformado. Mas os promotores incluem o nome Montezuma e estabelecem uma relação entre esta obra e a de Cláudio, sem mencionar que a família de Aécio também, em tese, se beneficiou com a obra em Montezuma. Os promotores preferem falar de uma suposta suspeita de superfaturamento e afastá-la por completo.

“Restou esclarecido que as obras no aeródromo do Município de Cláudio-MG referem-se à ampliação e ao aumento da capacidade, seguindo rigorosos requisitos técnicos, enquanto que as intervenções no aeródromo de Montezuma-MG referem-se apenas a duas pequenas intervenções visando à recuperação e o apoio à estrutura já existente”, escreveram os promotores.

O que vi nos dois inquéritos do Ministério Público não é o mundo real. Mas produziu efeitos na realidade política do Estado. O PSDB de Minas divulgou nota para dizer que a decisão “demonstra a exploração política injusta que o tema teve durante as eleições do ano passado”. Aécio não quis comentar. E precisava?

Joaquim de Carvalho
No DCM

sábado, 15 de agosto de 2015

Aécio tem 72 horas para prestar esclarecimentos ao TSE

Área técnica do tribunal encontrou erros na prestação de contas da campanha do tucano à Presidência, em 2014


O Tribunal Superior Eleitoral solicitou que o senador e candidato derrotado à Presidência, Aécio Neves (PSDB), preste esclarecimentos em até 72 horas sobre indícios de irregularidades na prestação de contas da campanha presidencial de 2014.

O despacho, assinado pela relatora do processo, a ministra Maria Thereza Moura, não detalha quais são as irregularidades, mas informa que os erros foram apontados pela área técnica do tribunal.

As informações financeiras da campanha do tucano ainda não foram julgadas pelo plenário do TSE. Em dezembro do ano passado, o Partido dos Trabalhadores denunciou ao tribunal ilegalidades na relação da campanha com empresas prestadoras de serviços.

O principal indício apontado pelo PT no requerimento foi que 28 dessas empresas foram criadas somente em 2014. Além disso, apenas 21% das notas fiscais das pessoas jurídicas foram juntadas aos autos entregues ao TSE.

Faltaram, ainda de acordo com os advogados do PT, documentos obrigatórios, como extratos bancários do período de campanha e o termo de encerramento das contas bancárias.

A prestação de contas também não apresentou o contrato com o fotógrafo da campanha, nem da produção e oferta de conteúdo para celulares, como vídeos para aplicativos.

O PT também apontou que a campanha tucana recebeu doação no valor de R$ 100 mil pela Associação das Indústrias Químicas (Abiquim). A legislação eleitoral proíbe a doação por entidades de classes.

Segundo a ação protocolada no TSE, há evidências de que o valor tenha sido transferido, em 31 de julho, da conta do partido para a campanha de Aécio.

Há ainda suspeita de fraudes e nulidades na emissão de três notas fiscais de gráficas, que teriam sido duplicadas e emitidas fora do prazo eleitoral, no valor total acima de R$ 2,5 milhões.

As notas fiscais não são numeradas, o que dificulta a conferência das informações prestadas pelo comitê financeiro da campanha.

Lava Jato

Levantamento feito pela Agência PT de Notícias mostra que Empresas citadas nas investigações da Operação Lava Jato doaram, ao menos, R$ 35,77 milhões à campanha do tucano. O valor representa 16% das doações apresentadas ao TSE.

O valor refere-se à soma, item por item, das doações declaradas no site do TSE por instituições que integram o cartel denominado “clube das empreiteiras”, responsável pelo esquema de desvios junto a doleiros e ex-diretores da empresa.

Cristina Sena
No Agência PT de Notícias

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Collor, o presidente biônico



Pode procurar no Facebook, perguntar no Twitter, fazer uma pesquisa por toda a vizinhança: ninguém, absolutamente ninguém, votou em Fernando Collor de Mello, em 1989.

Depois do processo de impeachment, em 1992, mas, principalmente, depois que passou a fazer parte da base governista, como senador do PTB, os eleitores de Collor, simplesmente, sumiram.

Não restou um único daqueles 35 milhões de eleitores que votaram no jovem caçador de marajás de Alagoas, no segundo turno das eleições presidenciais de 1989.

Essa extinção em massa ficou explícita depois da operação da PF que pegou os carrões de Collor na Casa da Dinda.

Um monte de gente que, OBVIAMENTE, votou ou teria votado em Collor, deitou falação moralista contra o antigo queridinho das mesmas elites (e da mesma mídia) que hoje se agregam em torno de Aécio Neves — que foi o Collor fracassado de 2014, aliás, com estigmas bastantes semelhantes.

Leandro Fortes
via:> http://www.contextolivre.com.br/2015/07/collor-o-presidente-bionico.html

terça-feira, 16 de junho de 2015

Ofensiva de Eduardo Cunha atropela Aécio e Alckmin



Ele
Os fatos se atropelam: pode parecer absurdo, mas a corrida pela sucessão presidencial já começou, menos de seis meses após o início do novo governo. Surfando no comando da onda conservadora que assola o país, sai na frente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que já se lançou ostensivamente em campanha, ao propor o rompimento do PMDB com o PT e se aliar ao PSDB na CPI da Petrobras.

No mesmo final de semana em que Cunha se utilizou mais uma vez do Twitter para ganhar as manchetes, subindo o tom das suas críticas ao governo e partido aliados, as convenções estaduais do PSDB em Minas Gerais e São Paulo se apressavam em lançar as candidaturas presidenciais de Aécio Neves e Geraldo Alckmin, respectivamente, mas ninguém deu muita bola aos tucanos.

 Ofensiva de Eduardo Cunha atropela Aécio e Alckmin
Aécio e Alckmin
O dono da bola agora é o fominha Eduardo Cunha, que deu mais um passo em sua cruzada rumo ao poder central ao receber nesta segunda-feira, em São Paulo, o epicentro da ação reacionária, 30 representantes de 10 grupos organizados para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Não por acaso, o porta-voz dos grupos foi o advogado Danilo Amaral, típico playboy paulistano, integrante do movimento Acorda Brasil, de quem até outro dia ninguém havia ouvido falar, é aquele cidadão que no mês passado afrontou o ex-ministro Alexandre Padilha num restaurante da cidade.

"Todos temos simpatia pelas ações do Cunha, e pela saída da presidente — ou por impeachment ou por renúncia", disse Amaral à imprensa que lhe ofereceu câmeras e microfones após o encontro. Os neogolpistas cobraram Cunha sobre o andamento do pedido de impeachment da presidente, que lhe foi entregue dias atrás pelo Movimento Brasil Livre, ao final da marcha fracassada de alguns gatos pingados de São Paulo até Brasília.

Ações sincronizadas agora se voltam para o Tribunal de Contas da União. Sai de cena o jurista Miguel Reale Junior, que não entregou os pareceres com o mesmo objetivo encomendados pelo PSDB, e entra o presidente do TCU, Augusto Nardes, que já marcou para esta quarta-feira o julgamento das contas do governo federal de 2014, com as chamadas "pedalas fiscais", aguardado pelas oposições para fundamentar um novo pedido. Eles não desistem. A Folha já se antecipou e informa que, com base no que o tribunal decidir, "caso os parlamentares não aprovem o balanço, qualquer cidadão poderá pedir à Câmara abertura de um processo de impeachment".

Em outro flanco, Cunha, Aécio e Alckmin apostam alto nas investigações promovidas pela frente formada por Justiça Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal, com o alegre apoio da mídia hegemônica, para investigar Lula e tirar o ex-presidente da disputa de 2018, que é o que eles mais temem. Na retaguarda, fica o ministro Gilmar Mendes, aliado de Cunha e líder da oposição no STF.

Pelos últimos movimentos dos correligionários dos três, temos a impressão de que não querem esperar até lá. Na sofreguidão para garantir a dianteira na corrida presidencial, parece até que temos novas eleições marcadas para a semana que vem.

Aos que acham que estou vendo chifres em cabeça de cavalo, lembro apenas que, quando Fernando Collor, de quem Eduardo Cunha foi cria, lançou sua candidatura a presidente da República, em 1989, também ninguém o levava a sério nem acreditava ser possível a sua chegada ao Palácio do Planalto.

Autonomeado dono do PMDB e de todas as suas instâncias partidárias, em nome de quem tem lançado seus ataques ao PT e ao governo, controlador de ampla bancada suprapartidária que manda na Câmara, praticamente sem adversários políticos à vista, nem no governo nem na oposição, o principal objetivo de Cunha no momento é tirar da frente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que o investiga na Operação Lava Jato e é o único que pode obstar suas pretensões.

Aécio Neves e Geraldo Alckmin, que já começaram a trocar finas farpas, podem ficar para depois, mas desde já o todo poderoso presidente da Câmara atropela meio mundo na ânsia de garantir todos os espaços possíveis.  
http://www.contextolivre.com.br/2015/06/ofensiva-de-eduardo-cunha-atropela.html

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Golpistas partem para a cartada decisiva


Golpistas das ruas se unem aos golpistas da política
A direita partidária, composta por PSDB, DEM, PPS e SD e outros legendas de menor expressão, parece que decidiu partir para uma cartada final na ofensiva golpista iniciada logo após as eleições presidenciais de outubro passado. Derrotada pela quarta vez consecutiva nas urnas, ela já pediu recontagem de votos — e foi desmoralizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, questionou as contas da campanha vitoriosa — e também foi derrotada pela Justiça — e tentou impedir a posse de Dilma Rousseff. Na sequência, ela ajudou a convocar e participou das marchas organizadas por agrupamentos fascistóides. Diante do fracasso destas investidas, agora o consórcio PSDB-DEM-PPS-SD anuncia que pedirá formalmente o impeachment da presidenta reeleita pela maioria dos brasileiros e há até quem proponha a cassação do registro do PT.

O cambaleante Aécio Neves, duplamente derrotado em outubro — na disputa presidencial e na manutenção do governo mineiro —, é o mais excitado na orquestração golpista. Segundo relato do site da revista Época, pertencente à famiglia Marinho, ele agora está empolgado com a possibilidade de derrubar Dilma Rousseff. “O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse hoje à tarde que ‘impeachment não é palavra proibida’. A frase foi dita após o tucano ter se reunido com a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados. Ele se empolgou depois que todos os participantes do encontro — eram 45 — terem se mostrado favoráveis a pedido de abertura de processo que leve à cassação da presidente Dilma Rousseff. No começo de março, Aécio disse que impeachment ‘não estava na agenda do PSDB’”, descreve o jornalista Leonel Rocha.

Esta postura agressiva surpreendeu até um colunista da Folha tucana. Em artigo publicado nesta quarta-feira (15), Bernardo Mello Franco destacou a “guinada no discurso de Aécio Neves”. “Depois de um mês em cima do muro, os tucanos tentarão se aproximar dos movimentos que foram às ruas para pedir o afastamento da presidente. O senador evitava falar ou deixar que falassem no assunto. Há um mês, assegurava que isso ‘não estava na agenda do PSDB’. Ontem mudou de tom, ao dizer que a sigla ‘está discutindo todas as alternativas’. ‘O que eu posso dizer é que nós estaremos sintonizados com a sociedade, com esse clamor das ruas’, afirmou. Segundo aliados, Aécio decidiu ir ao ataque por entender que estava frustrando suas bases. Ele foi duramente cobrado nas redes sociais e no partido por não ter ido às novas manifestações no último domingo”.

O PSDB inclusive já solicitou ao jurista Miguel Reale, ministro da Justiça no detestado governo de FHC, um estudo sobre o pedido de impeachment contra Dilma. “Os tucanos resolveram agir embalados pela pesquisa Datafolha que mostrou que 63% apoiam a abertura de processo contra Dilma. Reale ainda analisa o caso para ver se há viabilidade jurídica... Depois da queda significativa de público nos atos do domingo, parte do tucanato avaliou que, se o partido não for ao ataque, perderá o timing, repetindo a trégua que deu a Lula após o mensalão, em 2005”, relata a coluna Painel, da mesma Folha tucana. No mesmo rumo, o Solidariedade, sigla criada pelo oportunista Paulinho da Força, intensificou a coleta de assinaturas pelo impeachment; o “ético” Agripino Maia, presidente do falido DEM, afirma que “agora a oposição está unida” para depor Dilma; e o ridículo PPS do medíocre Roberto Freire já fala na cassação do registro do PT.

Essa aventura golpista, caso se concretize, tenderá a radicalizar ainda mais o cenário político no Brasil. Os grupelhos fascistóides que convocaram os recentes protestos contra a presidenta reeleita já anunciam que pretendem mudar de tática. “A fórmula de atos não teve o efeito esperado”, avalia Renan Santos, líder do sinistro Movimento Brasil Livre. Tanto o MBL como o “Vem pra Rua” afirmam que concentrarão suas energias no Congresso Nacional, forçando o parlamento conservador a aceitar a abertura do processo de impeachment. "O que faremos daqui para frente é monitorar o Poder Legislativo sobre o que vão fazer diante das demandas apresentadas nas ruas", rosna Rogério Chequer — também batizado de “Chequer Sem Fundo” —, porta-voz do “Vem Pra Rua”. Os fascistas mais exaltados já falam em “incendiar” o Congresso Nacional. A coisa vai esquentar!

Nesta cavalgada insana e destrutiva, nem os partidos da direita estão salvos. Pesquisa realizada durante o protesto na Avenida Paulista, no domingo passado, evidenciou que o ódio fascista, contra os partidos e a democracia, está em alta. Os manifestantes não rejeitam apenas o PT e a presidenta Dilma. Apenas 26% dos entrevistados disseram confiar em Aécio Neves — 76% não deram qualquer crédito ao cambaleante mineiro. Já 75,4% deram pouco ou nenhum crédito para o ex-governador paulista José Serra. “Entre um público que se autodefine como de direita ou de centro-direita, os políticos de oposição deveriam estar melhor colocados. A despolitização é impressionante”, observa Esther Solano, coordenadora da pesquisa. Não é para menos que tanta gente não se contenta apenas com o impeachment de Dilma e reivindica a volta da ditadura militar.

O ovo da serpente foi chocado pela mídia e pela oposição golpista.

Altamiro Borges

sábado, 7 de março de 2015

Dilma e a síndrome do pacto social



Desde a redemocratização, foram criados alguns mitos que sempre são levantados em momentos de crise, como panaceia para todos os males e nunca implementados por inexequíveis.

Um, o mito da constituinte exclusiva — bandeira que Dilma Rousseff levantou no auge das manifestações de junho de 2013, provavelmente inspirada em um articulista do Estadão, que era quase um setorista de constituinte exclusiva em momentos de crise.

O outro mito é o do pacto nacional, concertação ou seja lá o nome que se dê.

Aparentemente o tema foi levantado por algum gênio político do Palácio e vazou para os jornais. Não se tome como proposta acabada. Na balbúrdia política atual, o conselho político de Dilma assemelha-se à lenda dos sete cegos e do elefante — cada qual apresenta a parte (uma ideia só sua) como o todo.

Dia desses conversei longamente com um dos melhores quadros do PT, parlamentar preparado, com bom trânsito em todas as áreas. Ele me expôs de forma didática o que seria uma proposta de bom senso para ser apresentada inclusive à oposição.

Sua lógica é a de que a crise pegaria a todos, governo federal e governos estaduais, incluindo os do PSDB. Portanto haveria o interesse generalizado em um pacto que preservasse o país.

Havia total alienação dele — e provavelmente de quem pensou no pacto — em relação à guerra política atual. Se ainda não perceberam, trata-se de guerra de vida ou morte do segundo mandato. Alô, alô, Dilma, eles não querem comida: querem sua cadeira.

A Fernando Henrique, Serra, Aécio e seus vikings da terceira idade, interessa única e tão somente o impeachment de Dilma. E são eles que comandam o partido, não os governadores. Para eles, aliás, se a crise pegar Dilma e Alckmin, matará duas coelhos com uma só cajadada.

Além disso, contam com todo o exército da mídia para desviar o foco das responsabilidades. Outro dia mesmo o Estadão atribuiu ao prefeito de São Paulo Fernando Haddad a responsabilidade pela crise de água, pelo fato do prefeito ter levado alguns dias analisando o projeto que multa desperdício na cidade.

Quando o governo está por cima, a proposta de pacto é gesto de grandeza; quando por baixo, sinal de rendição.

Se houver a mínima possibilidade da ideia ser analisada pelo conselho político, seria a prova definitiva de que Dilma jogou a toalha. Melhor então que proponha de vez o parlamentarismo ou renuncie.

O que Dilma precisa, mais do que nunca, é começar a governar, organizar suas ações internas, levantar os programas de cada Ministério, criar uma agenda positiva e desfraldar a bandeira do otimismo. Muito mais simples e eficiente.

Luís Nassif
No GGN

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ações da Sabesp despencam, mídia fica quietinha


Impressionam, como sempre — apesar de nada mudar nesse campo!!! — os dois pesos e duas medidas da nossa velha mídia. Quando se trata de queda das ações da Petrobras, manchetes, o foguetório e a torcida contra a estatal que já conhecemos… Mas, quando é a vez da SABESP, uma discrição total e absoluta. Nesse último caso o silêncio é ensurdecedor!

Hoje, porém, no Valor, o assunto teve de vir à tona. Na 6ª feira passada, a desvalorização das ações na estatal paulista chegou a 12%, representando a maior queda em um único dia, desde outubro de 2008. Foi também a maior baixa do Ibovespa naquele dia. Manchete de 1ª página de todos os jornalões, como fazem com a queda das ações da Petrobras? Nenhuma.

Para vocês terem uma ideia de a quantas andam as ações da SABESP, em um ano elas caíram 42% e apenas nos primeiros 23 dias deste janeiro desvalorizaram 21%. A situação, definitivamente, não está para peixe na empresa mista de abastecimento de água do Estado, que os governos tucanos privatizaram parcialmente disponibilizando suas ações em bolsa.

Outra empresa que está sofrendo desvalorização é a COPASA de Minas que registrou perda de 15%, após o alerta mais do que necessário do governo Fernando Pimentel sobre a necessidade do racionamento a partir de abril. Postura transparente, clara para com a população mineira, aliás, completamente oposta ao que vemos em São Paulo.

Como anunciaram os dirigentes da estatal mineira de água, na última semana (leiam mais), o Reservatório Serra Azul está operando com cerca de 5% já no volume morto. Obra e mérito de 12 anos de tucanato no poder em Minas, ao longo dos governos Aécio Neves (2002-2010) e Antônio Anastasia (2011-2014).

Mas, parece não ser muito importante para a nossa mídia aquilo que os governos tucanos deixaram de fazer em Minas ou em São Paulo, tampouco a queda das ações que são fruto direto da inoperância e má gestão deles. O que importa para a nossa mídia são as ações da Petrobras e, se possível, alastrar o pânico geral para que elas caiam um pouco mais.

No Blog do Zé, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/acoes-da-sabesp-despencam-midia-fica.html

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PSDB tramou golpe contra Dilma pelo WhatsApp, revela Estadão


sampaio_aecio_whatsapp.jpgO jornal Estado de S. Paulo, edição desta sexta-feira (31), revela que o PSDB nacional tramou o golpe contra a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) através de bate-papo via WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas.
Segundo o Estadão, a trama foi capitaneada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha derrotada de Aécio Neves (PSDB-MG), que coletou “contribuições” à representação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao pedir “auditoria especial” na votação de domingo (26), o documento tucano questiona a legitimidade da reeleição de Dilma e do próprio TSE que proclamou o resultado após Aécio reconhecer de público a derrota.
A tentativa de o PSDB realizar um 3º turno da eleição presidencial arrancou uma declaração irônica do presidente nacional do PT, Rui Falcão: “O PSDB está parecendo time que perde e, depois, põe a culpa no juiz”, afirma Falcão.
De acordo com o Estadão, o próprio Aécio deu aval para a deflagração do plano golpista.
modus operandi do PSDB é o mesmo da direita venezuelana, que mesmo perdendo a eleição sempre investe contra o resultado das urnas.
 Sugado do:http://www.esmaelmorais.com.br/2014/10/psdb-tramou-golpe-contra-dilma-pelo-whatsapp-revela-estadao/

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A estrada construída por Aécio nos arredores da fazenda de Roberto Marinho em MG


A rodovia em Minas: desvio providencial
Em 2001, quando era governador de Minas Gerais, Itamar Franco recebeu a sugestão de asfaltar uma antiga estrada no interior do estado, que liga os municípios de Botelhos, na região de Poços de Caldas, a Alfenas. A obra foi à licitação, mas, depois de concluído o processo, Itamar optou por não fazer a pavimentação, pois, segundo disse ao então prefeito de Poços de Caldas, entendia que não era prioridade para Minas.

Seu sucessor, Aécio Neves, retomou o processo e fez a obra. No percurso entre as duas cidades, existem muitas propriedades rurais, mas nenhuma dela é maior do que uma fazenda que produz café de qualidade e tem uma grande criação de porcos, de onde saem todas as semanas caminhões carregados de carne suína em direção ao frigorífico de Poços de Caldas.

A propriedade se chama Sertãozinho, mas seu proprietário não gosta de publicidade. Em 2012, a revista Globo Rural publicou o resultado do 13º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil — “Cup of Excellence Early Havest” —, realizado em Jacarezinho, no Paraná. A notícia destaca os três primeiros colocados, mas dá o nome da fazenda e do proprietário só dos dois primeiros. O terceiro tem apenas o nome da fazenda.

A propriedade foi comprada por Roberto Marinho há cerca de 15 anos e hoje quem manda ali é seu filho mais velho, Roberto Irineu Marinho.

A estrada é antiga. “Eu tenho 56 anos e sempre usei essa estrada para ir a Divisa Nova [município entre Botelhos e Alfenas]”, diz José Carlos Rocha, corretor em Botelhos. Era de terra, mas bem conservada pelas prefeituras de Divisa Nova e Botelhos. Depois que recebeu o asfalto, os moradores notaram mudança no traçado.

A estrada segue como antigamente até a entrada da Fazenda Sertãozinho, onde ela faz um desvio à esquerda e vai num percurso sinuoso por três quilômetros até um campo de futebol, onde tem outra porteira e termina a propriedade da família Marinho.

“Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal, menos a Sertãozinho”, conta Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas e médico veterinário que trabalhou na fazenda, quando era de Homero Souza e Silva, sócio de Walter Moreira Salles no antigo Unibanco.

Homero vendeu a propriedade depois que bateu o carro entre Poços de Caldas e Botelhos. Dirigia o próprio carro e estava na companhia da esposa, que morreu. Desgostoso, colocou a propriedade à venda, comprada por Roberto Marinho.

“O Roberto Marinho ia sempre à fazenda, gostava muito dali. Eu mesmo vi ele algumas vezes na festa de São Pedro”, diz uma mulher que trabalhou na propriedade e guarda o registro em carteira. A tradição se mantém. Todos os anos a Sertãozinho realiza a festa junina.

Funcionários contam que Roberto Marinho tinha especial predileção por um cinematográfico jequitibá rosa conservado no coração da lavoura. De longe é possível ver a árvore, no meio de um recorte do cafezal em formato de diamante.

Eu fui até a fazenda, e usei a antiga estrada, que tem, hoje, uma porteira, mas que permanece aberta (não poderia ser diferente, já que se trata de estrada pública).

Logo na entrada, uma placa de fundo verde, com o desenho estilizado do jequitibá rosa e a frase: “Fazenda Sertãozinho – Sejam bem-vindos”. Entrei e fui até a casa do administrador, uma construção com varanda e garagem onde estavam três veículos, um modelo compacto, uma moto e uma camionete, todas com adesivos “Aécio Presidente”. Quem me atendeu foi seu sogro, que estava na varanda. Pedi para falar com o administrador. Primeiro veio o filho pré-adolescente, depois um homem parrudo, de camisa azul e bermuda.

Quando disse que era jornalista e estava fazendo uma reportagem sobre o desvio da estrada, o administrador se enfureceu: “Foi o PT que mandou você aqui?” Expliquei que o desvio de uma estrada, em benefício de particulares, é assunto de interesse público.

A entrada da Sertãozinho
A entrada da Sertãozinho
“Faz isso não, faz isso não”, disse, andando de um lado para o outro da varanda, ele no alto, eu num ponto mais baixo, separados por alguns degraus. “Isso aqui é um projeto social”. Como assim, projeto social? É uma fundação? Uma ONG? “Não. É que, se a Sertãozinho fechar, muita gente vai ficar desempregada em Botelhos”. E quantos empregos a fazenda dá? “Duzentos e quarenta”.

José Renato não escondia o nervosismo. “Gozado que vocês do PT fazem esse tipo de entrevista só no domingo.” Eu não sou do PT, disse a ele e pedi para gravarmos. José Renato Gonçalves Dias, o administrador, não quis gravação. Mas tentou dar algumas explicações.

“Tinha duas estradas, mas decidiram asfaltar aquela outra. Acho que é porque aqui moram algumas famílias, e a estrada asfaltada é um risco de acidente”. Mas a estrada municipal não é esta daqui? “As duas são”.

Os moradores da região negam que existisse outra estrada além da que corta a Sertãozinho. “Não existia outra estrada coisa nenhuma, era cafezal, e a divisa da fazenda Sertãozinho”, diz o ex-prefeito de Poços de Caldas.

Como veterinário, Paulo Thadeu passava sempre por ali. Não atendia apenas a Sertãozinho, mas outras propriedades, e sua então namorada, hoje esposa, morava num bairro conhecido como São Gonçalo, alguns quilômetros adiante da fazenda da família Marinho. “A estrada corta todas as fazendas, onde também moram pessoas, e a colônia de moradores da Sertãozinho não fica perto da estrada”.

Deixei na mão do administrador uma folha de papel com meu nome, telefone e e-mail, e pedi para entrasse em contato, caso quisesse dar mais informações sobre o desvio da estrada.

Retomei o caminho de Alfenas, pela antiga estrada municipal, que corta a fazenda. Estava fotografando um bambuzal que cobre a estrada e lhe dá a bela forma de um túnel quando a camionete, em alta velocidade, parou atrás do meu carro e José Renato correu na minha direção: “Você não vai fotografar aqui!”, gritou. Mas a estrada é pública, estou no caminho de Alfenas.

Entrei no meu carro e segui pela estrada municipal até o lado de fora da porteira, que estava aberta, onde tem um campo de futebol e o asfalto retoma o antigo traçado, fora dos domínios da Sertãozinho.

O administrador continuou parado 200 metros distante, com a camionete na diagonal, e quando comecei a registrar com a câmera sua presença intimidadora, ele saiu, na direção da casa. Permaneci na estrada municipal, mas do lado de fora da porteira aberta, e alguns minutos depois chegou um carro com quatro homens. Todos pararam onde a camionete do administrador estava. Tinham o tipo físico de seguranças.

“A Globo desviou a estrada porque ela pode, uai”, diz, rindo, um homem sentado no banco da praça central de Botelhos. O homem, de boné e camisa aberta, trabalhou na Sertãozinho, no retiro de leite, quando a Sertãozinho produzia de 3 a 4 mil litros por dia. Hoje, além dos porcos e do café, tem gado de corte.

O ex-vereador Olair Donizete Figueiredo, do PDT, que foi presidente da Câmara Municipal, diz que gostou do asfalto, apesar do desvio que aumentou em 3 quilômetros a distância até o município de Divisa Nova, mas critica o governo de Aécio Neves pela ausência de outra obra na região e da falta de atenção com os professores.

“Ele fez o asfalto por causa da influência da Globo, porque ia beneficiar ele. E aqui foi só, não fez mais nada”, afirmou o ex-presidente da Câmara.

Depois de pavimentar a pista de um aeroporto na antiga fazenda do tio, que tinha a posse da chave, desviar a rede de alta tensão para construir um haras na própria fazenda, de onde retirou o tráfego com a abertura de outra estrada, descobre-se agora que o governo de Aécio não foi generoso apenas com a própria família. Botelhos é testemunha de um jeito particular de administrar.

Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas: "Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal"
Paulo Thadeu, ex-prefeito de Poços de Caldas: “Todas as outras propriedades são cortadas pela estrada municipal”

Joaquim de Carvalho
No DCM, via http://www.contextolivre.com.br/2014/10/a-estrada-construida-por-aecio-nos.html