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sexta-feira, 25 de julho de 2014

São Paulo na vanguarda do atraso


O rinoceronte Cacareco, antecessor de Tiririca, foi eleito vereador em SP
Pelé é até hoje criticado por ter dito que o brasileiro não sabe votar.
Mas quando se constata, só para ficar num exemplo mais conhecido, que os paulistas, que já elegeram o "chuchu" Alckmin, estão prestes a cometer novamente essa barbaridade, até que dá para desculpar o "rei" do futebol pela sua frase.
Citei Alckmin, mas poderia citar vários outros políticos que os paulistas sufragaram majoritariamente para cargos do Executivo: Celso Pitta, José Serra, Gilberto Kassab e Paulo Maluf, por exemplo.
Não é um quarteto notável?
A democracia tem dessas coisas.

O eleitor pode, perfeitamente, errar, eleger um picareta ou um sujeito sem nenhuma qualificação intelectual para o cargo de prefeito ou governador de Estado. Ou de presidente da República.
Acontece.
Mas a democracia também permite que esse mesmo eleitor que se enganou uma vez se redima e, numa próxima eleição, rejeite esse político que o decepcionou.
Esse é o grande mérito do regime democrático: dar voz ao povo, propiciar que ele escolha, livremente, seus governantes, que promova uma alternância no poder.
O que ocorre no Brasil - e mais especificamente em São Paulo -, porém, foge à razão.
Ou melhor, é motivo para que os mais sábios dos sábios se debrucem nos seus preciosos livros para tentar decifrar o enigma.
Há duas décadas o Estado mais rico da federação, que já foi chamado de "Locomotiva da Nação", é governado por um grupo político que hoje, em nível federal, faz oposição feroz aos trabalhistas.
Esse grupo representa o que de mais atrasado existe na vida social do país. 
É totalmente desligado das organizações populares e sindicais, criminaliza os movimentos sociais e reivindicatórios, exibe resultados menos que medíocres em todas as áreas de governo, aumenta taxas e impostos indiscriminadamente, despreza a transparência administrativa, mente compulsivamente sobre todas as questões que possam significar início de uma crise - e mesmo assim é aprovado pela maioria dos cidadãos!
É fato notório que o prefeito paulistano, o petista Fernando Haddad, tem  sido vítima de uma perseguição cotidiana por parte da oligarquia paulista, imprensa incluída.
E também notório que Haddad é um dos melhores quadros políticos já surgidos no passado recente do país.
A tentativa de exterminá-lo politicamente, ao mesmo tempo em que as inúmeras mazelas provocadas por 20 anos de governos tucanos em São Paulo são inteiramente escondidas da população, prova de que a democracia brasileira ainda é muito imperfeita. 
Talvez por ser ainda dominada por um grupo de pessoas que preza muito mais manter os imensos privilégios que ainda goza do que ver o país em que vive se transformar numa terra mais justa para todos. 
E não há no país local mais exemplar dessa criminosa interferência no processo de consolidação democrático do que São Paulo.
Triste destino o dos paulistas...
Do, http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/07/sao-paulo-na-vanguarda-do-atraso.html

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Se vão igualar Agnelo e Cabral a Perillo, faltam Serra e Kassab




A mídia demo-tucana é viva, há que reconhecer. Está tendo algum sucesso em confundir o público para livrar a cara dos dois principais envolvidos no esquema de Carlinhos Cachoeira: a revista Veja e o governador Marconi Perillo. Globo, Folha, Estadão, Veja e certa “esquerda” vão minando a credibilidade da CPI do Cachoeira com bobagens:
1)      Dizem que estaria sendo “a mais demorada da história” – a investigação começou não faz nem um mês –, como se rapidez fosse sinônimo de apuração séria e apesar de a Comissão ter prazo de 180 dias para funcionar, os quais podem ser prorrogados por mais 180.
2)      Dizem que a CPI está virando “pizza” porque não vai – ou não ia – igualar os governadores Agnelo Queiroz e Sergio Cabral a Marconi Perillo, como se houvesse contra estes um milésimo do que há contra o governador goiano.
3)      Estão popularizando como bordão a frase estúpida do SMS do petista Cândido Vaccarezza de tal forma que até petistas desandaram a repeti-la a cada 30 segundos, ajudando a nivelar Perillo a Agnelo e Cabral.  Veremos essa frase na mídia durante anos, por conta disso.
4)      Agora, a Folha de São Paulo pegou pra Cristo uma assessora de gabinete do presidente da CPI, Vital do Rego, para estigmatizar ainda mais a CPI, o que mostra que a mídia está em busca de elementos contra os investigadores em vez de se interessar pelos verdadeiros investigados.
Tudo isso é pressão, é para não haver convocação da Veja e para deixarem Marconi Perillo em paz. Sem a revista e o governador tucano, a CPI desaba e a mídia sai do processo revigorada, discursando contra quem dirá que quis “ameaçar a imprensa livre”.
Com seu principal governador e o presidente da CPI no olho do furacão, espanta que o PMDB não reaja. Claro que parcela relevante do partido é tucana, mas a maioria não é, tanto que aprovou a aliança com o PT. A mídia, no entanto, está triturando o PMDB e este reluta em reagir.
Vai aqui, então, uma ajudinha à CPI para não se deixar trucidar pela mídia e pela ingenuidade de certa militância dita “de esquerda”.
Se querem igualar Agnelo e Cabral a Perillo apesar de só haver uma ou duas menções inconclusivas contra o primeiro nas escutas da Polícia Federal e de não haver uma mísera menção a Cabral, por que o ex-governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab estão de fora do rol de convocações de aliados do governo federal que a mídia e a oposição exigem?
Vamos refrescar algumas memórias.  A CPI do Cachoeira já teve  acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. As escutas mostram que a construtora Delta foi favorecida por José Serra durante seu mandato de governador e pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Por exemplo: em janeiro último, Carlinhos Cachoeira telefona para o diretor da Delta Cláudio Abreu e pergunta se ele teria conversado com o então dono da empreiteira, Fernando Cavendish, sobre “O negócio do Kassab”. Em seguida, diz que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Esse fato é de amplo conhecimento dos membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo.
Veja, leitor, os diálogos que fizeram o Ministério Público paulista abrir inquérito e que estão sob escrutínio da CPI

A Delta começou a atuar em São Paulo em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Naquele momento, os contratos com o governo paulistano somavam R$ 11 milhões. Em 2006, quando Serra deixou a prefeitura e se elegeu governador, os negócios se multiplicaram sem licitação. Em 2010, os R$ 11 milhões já tinham virado R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, a Delta abocanhou R$ 167 milhões em São Paulo.
A CPI e o Ministério Público de São Paulo, porém, estão atentando muito mais para o fato de a Delta ter vencido, ano passado, uma concorrência para limpeza urbana em São Paulo no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu inquérito, inclusive, devido à existência de documentos falsos e de um edital aparentemente dirigido.
Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público.
Há muito mais contra Serra e Kassab do que contra Agnelo e Cabral. Por exemplo: em conversa gravada com autorização judicial em agosto do ano passado, um homem identificado como “Jorge” pergunta a Gleyb Ferreira, membro da quadrilha de Cachoeira, se o edital de uma licitação em São Paulo “evoluiu”.
A quadrilha disse que aguardava “Estar com o edital” naquele dia “à tarde” e que Cachoeira queria que os comparsas conversassem com o Heraldo Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste, pois estava conseguindo “Uma prorrogação com o secretário”.
A Polícia Federal garante que o diálogo se refere a uma concorrência de R$ 1,1 bilhão com o governo de São Paulo e que foi vencida pela empresa ligada ao bicheiro.
A Delta também conseguiu negócios suspeitos com o governo do Estado de São Paulo, então sob administração de Serra. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década.
A obra sobre a qual se concentram as suspeitas é a de ampliação da Marginal Tietê. Além de  atrasos e falta de compensação ambiental na obra, o valor pago à Delta aumentou 75% após ela ter vencido a licitação. Ou seja: a empreiteira venceu a licitação com preço mais baixo e depois fez um acerto com o governo do Estado para aumentá-lo.
O Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos do governo de São Paulo, mais especificamente por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, este conhecido como Paulo Preto, que, durante a eleição de 2010, notabilizou-se como um dos arrecadadores de doações eleitorais a Serra.
Paulo Preto e Amador foram alvos da Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por envolvimento com empreiteiras. Entre os envolvidos da Delta com a aparente negociata com o governo de São Paulo está o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto, que está foragido após ter a prisão preventiva decretada.
Na disso, porém, saiu em qualquer outro veículo da grande imprensa. Não passa um dia sem que Globo, Folha de São Paulo, Estadão ou Veja equiparem supostas evidências contra Agnelo Queiroz e Sergio Cabral à montanha de evidências que pesa contra Marconi Perillo, mas Serra e Kassab jamais são mencionados.
Aliás, para não ser injusto, há que reconhecer que nem os militantes ditos “de esquerda” que se dizem preocupados com a “blindagem” de Cabral e com o SMS do Vaccarezza têm cobrado que Serra e Kassab sejam nivelados a Perillo como está ocorrendo com os governadores de Brasília e do Rio de Janeiro.
Não ponho a mão no fogo por nenhum desses aí. A Delta celebrou contratos com 21 Estados, com uma imensidão de municípios e até com o governo federal. Apoiarei, portanto, uma CPI da Delta. Acho até necessária. Agora, transformar a CPI do Cachoeira em CPI da Delta ou do SMS do Vaccarezza, é inaceitável. Mas se querem mesmo fazer isso, então vamos chamar todo mundo para depor, desde que esse “todo mundo” envolva Serra e Kassab.
Todavia, essa será a melhor forma de ajudar Veja e Perillo, contra os quais pesam elementos muito mais graves no âmbito das Operações Vegas e Monte Carlo. Para investigar seriamente o esquema Cachoeira, o correto seria focar nos principais envolvidos e deixar os contratos da Delta com todas essas administrações municipais, estaduais e federal para outra investigação.
A recomendação deste blog à parcela da CPMI do Cachoeira que quer apurar alguma coisa, portanto, é a de que comece a cobrar que Serra e Kassab figurem nas cobranças midiáticas que são feitas pelo nivelamento de Cabral e Agnelo a Perillo. É uma afronta a mídia e a oposição esconderem os envolvimentos desses dois com Cachoeira.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Para Entender a Tomada da Cracolândia


LUZ from Left Hand Rotation on Vimeo.


O Projeto Nova Luz e o Poder de Kassab para Desapropriar e Entregar para a Iniciativa Privada.
A contribuição é de Leila Farkas.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A doutrina Kassab está pegando


Kassab criou um mote genial para o PSD: “Não é de esquerda, de direita e nem de centro”, diz ele, para definir o indefinível. O PSD surge para ser situação em toda parte, pouco importando quem esteja por cima. O que importa é estar por cima. O partido nasce como situação em 18 estados, em coligações que abrangem o PT, o PMDB, o PSDB e o PSB.

Gilberto Maringoni, via Carta Maior

Há muita coisa em comum entre o surgimento do Partido Social Democrático (PSD), do prefeito Gilberto Kassab, e a instalação da chamada Comissão da Verdade, aprovada pela Câmara dos Deputados. Elas vão muito além de uma proximidade no tempo e no espaço. Trata-se da volta da fórmula que possibilita a polos contrários quase nunca criarem curto-circuito no Brasil. Comecemos pelo PSD:...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O voto do além, mortos apoiam Kassab
Um documento produzido pelo TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral) identificou a assinatura de cinco mortos na lista de apoio para a criação do PSD, sigla que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tenta viabilizar.
As irregularidades foram encontradas em uma lista de 230 eleitores nas cidades de Jupiá, Novo Horizonte e São Lourenço do Oeste.....

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Aumento de 0,02% - Isto é o DEM, ou PSDB, ou PSD... Sei Lá...


Chupa essa manga! 
Insatisfeitos com o reajuste salarial de 0,02%, servidores municipais da administração e autarquias de São Paulo farão uma paralisação nesta terça-feira (7). Segundo o Sindsep, sindicato que representa as categorias, haverá um ato em frente ao gabinete do prefeito Gilberto Kassab, no centro da capital, às 14h.No último dia 25, enquanto representantes da Secretaria do Planejamento e do Sindsep negociavam, cerca de 5.000 manifestantes protestavam pelas ruas do centro.....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bom exemplo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pode não estar fazendo muito pela cidade, mas ninguém pode acusá-lo de abandonar os correligionários feridos na estrada. Chega a ser pungente a sua dedicação a eles.
É de chorar, por exemplo, o que fez pelo ex-senador Marco Maciel e pelo ex-deputado Raul Jungmann, os dois pernambucanos que foram reprovados pelo eleitorado no ano passado, mas nem por isso deixaram de ser lembrados pelo bom companheiro Kassab: eles acabam de ganhar um presente que milhões de brasileiros certamente invejariam, um empreguinho de R$ 12 mil mensais.
E olha que para embolsar o gordo contracheque nem é preciso muito: basta participar de duas reuniões por mês do Conselho de Administração da nossa conhecida e estimada Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET que tantos e bons serviços presta aos paulistanos - ah, como é gostoso andar de carro em São Paulo!
Maciel e Jungmann, ilibados homens públicos de farta folha de serviços à sociedade brasileira, certamente darão à CET uma contribuição inestimável, seja pela inteligência brilhante de que são dotados, seja pela experiência administrativa que preenche os seus currículos. O paulistano pode, enfim, agora respirar mais aliviado, pois tem a certeza de que, com Maciel e Jungmann dando seus pitacos, a CET deverá transformar, em breve tempo, o apagão viário da metrópole num doce e constante fluir de veículos, sejam eles leves ou pesados, de duas ou quatro rodas, de transporte individual ou coletivo.
Inquirido por um repórter desavisado sobre os motivos que o levaram a nomear Maciel para o cargo, o prefeito Kassab respondeu na lata: ora, ele é um brasileiro exemplar!
Perfeito, prefeito. É de exemplos como esse que o país precisa para sair do pântano moral em que se encontra.
By: Crônicas do Motta

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Kassab é interrogado no MP e tenta se esconder




O prefeito Gilberto Kassab (PSD) depôs nesta sexta-feira, 6, em inquérito que apura irregularidades no contrato do Município com a Controlar – empresa responsável pela inspeção veicular. O prefeito ficou três horas na sede do Ministério Público Estadual (MPE), onde prestou esclarecimentos ao promotor Roberto Costa. Esse foi o último depoimento no inquérito que pode colocá-lo como réu, caso o MPE decida entrar com ação de improbidade administrativa. As informações são do jornal da Tarde
Kassab chegou à sede do MPE, no centro, às 14h45, acompanhado do secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo. Para evitar ser visto, entrou no prédio se escondendo atrás de uma parede. Na saída, os portões foram fechados para que ele pudesse entrar no carro sem ser fotografado. Ao ver a reportagem do JT, abaixou-se no banco de trás do carro......

sábado, 30 de abril de 2011

Oposição ainda tem muito fôlego

A desintegração dos partidos de oposição começou a se desenhar logo após a vitória de Dilma Rousseff, em 31 de outubro de 2010, e, de lá para cá, acentuou-se severamente apesar de o adversário dela no segundo turno da eleição presidencial, José Serra, ter obtido um percentual significativo de votos.
Este texto procura entender e explicar por que, apesar de uma votação que não deixa de ser expressiva, a oposição mergulhou nesse processo autofágico......

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Debandada do PSDB de SP: Kassab monta o jogo de Serra

A revoada de vereadores do PSDB de São Paulo para o PSD na cidade de São Paulo precisa ser melhor dimensionada. Dos 13 eleitos, seis estão deixando o ninho tucano para o partido que não é de esquerda, nem de direita e nem de centro. Isso pode significar alguma coisa em 2012 para a oposição. Ou absolutamente nada.......

sexta-feira, 25 de março de 2011

Muito barulho por nada

Chega a ser impressionante a falta de perspectiva de alguns jornais quando discutem as movimentações do prefeito Gilberto Kassab. Quem os lê fica com a sensação de que elas são relevantes. Só que não têm a menor importância.
Desde o início do ano, Kassab estava anunciando que sairia do DEM, que pretendia deixar o partido pelo qual conseguira os mandatos de deputado federal, vice-prefeito e prefeito de São Paulo. Não por acaso, depois que havia ficado patente que a maioria de seus correligionários abandonava o serrismo e mostrava preferência por Aécio.
Sua primeira intenção foi migrar para o PMDB, coisa que fazia sentido, pois, no estado, o partido estava de portas abertas, à disposição de quem chegasse para ocupá-lo. Com a morte de Quércia e a posse de Michel Temer na vice-presidência da República, ficara acéfalo e parecia uma presa fácil.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Kassab recria o PSD, a nova filial do DEMo

Após cinco meses de articulações, o prefeito Gilberto Kassab decidiu abandonar o DEMo e criar uma nova legenda, batizada de PSD (Partido Social Democrático), com o objetivo de se cacifar politicamente para disputar a eleição de 2014.
O lançamento oficial será segunda-feira, às 12h30, na Assembleia Legislativa. Na ocasião, será feita a leitura de manifesto de lançamento da nova sigla. Acompanham o prefeito no PSD o vice-governador Guilherme Afif Domingos e o secretário de Negócios Jurídicos da capital e ex-governador Cláudio Lembo, que também saem do DEMo.
Durante todo o período em que negociou seu futuro político, Kassab manteve conversas com o PMDB e o PSB. Com a ajuda de advogados, decidiu criar a nova legenda como uma manobra para sair do DEMo sem ter o mandato questionado na Justiça – a lei permite mudanças de partido sem perda de mandato por infidelidade partidária desde que seja migração para uma nova sigla.
A ideia inicial era criar o partido para fundi-lo com o PMDB. Ciente das articulações de Kassab, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, entrou em campo e convidou o prefeito para ir ao seu partido, como forma de fortalecer a legenda no Sudeste. A manobra, no entanto, começou a levantar questionamentos dentro do próprio PSB e entre juristas, sobre o entendimento que o Tribunal Superior Eleitoral teria com a criação de partido seguida de fusão em curto prazo.
Nas contas do grupo ligado a Kassab, migram para a nova legenda nas próximas três semanas cerca de dez deputados federais paulistas. Também são esperados para ingressar nas fileiras do partido os prefeitos de Itu, Herculano Castilho Passos Júnior (PV), de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (DEMo), e de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (DEMo) – apesar de o grupo de Kassab contar com a vinda da prefeita, ela tem emitido sinais de que ainda não decidiu o futuro político.
Quem também deve acompanhar o prefeito é o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), além de ao menos meia dúzia de vereadores do DEMo e do PSDB da capital. Amanhã, Kassab vai até Salvador participar de encontro com potenciais filiados do PSD na Bahia, como o vice-governador, Otto Alencar (PP). Também estava prevista reunião no Amazonas, que acabou sendo desmarcada.
Por ora, os planos de fusão com o PSB ou PMDB estão fora da pauta no momento. O PSD buscará as legendas para se coligar na eleição de 2012 e, assim, contar com tempo de rádio e TV na campanha eleitoral. Ver para crer.
By: Blog do Celso Jardim, via com textolivre

Oráculo Contramaré: Ganha um saco de pipoca c/ queijo, quem adivinhar para onde vão Eduardo César, Silvinho, Sato, e mais algumas figurinhas.....Façam suas apostas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Manobras paulistas

As recentes movimentações do prefeito de São Paulo nos fazem pensar sobre algumas questões de fundo do sistema político brasileiro e deixam no ar várias perguntas.
Desde o início do ano, são insistentes as notícias que Gilberto Kassab vai abandonar o DEM, partido ao qual esteve filiado nos últimos 15 anos e pelo qual se elegeu deputado federal, vice-prefeito e prefeito da capital. Antes, atuara na interseção empresarial-política, com seu primeiro mentor, Guilherme Afif, com quem militou na Associação Comercial de São Paulo. Pelo antigo Partido Liberal, havia obtido um mandato de vereador, apoiado pelos colegas corretores de imóveis.
É possível não se impressionar com essa biografia, mas ninguém pode acusá-la de ser incoerente. Em qualquer quesito, Kassab sempre foi um político com clara identidade liberal, na acepção em que a expressão é usada em nosso vocabulário político, como sinônimo de direita moderna.....

domingo, 13 de março de 2011

PDB: O Partido da Boquinha já tem estatuto

A partir da próxima semana, a política nacional começará a viver uma das maiores movimentações partidárias das últimas décadas. O marco será a convenção do DEM, na terça-feira, 15, e o provável anúncio de criação do novo partido que abrigará o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e correligionários.
Em entrevista exclusiva à Agência Estado, os advogados Alberto Rollo e João Fernando Lopes de Carvalho, responsáveis pela elaboração do estatuto da sigla, batizada de Partido Democrático Brasileiro (PDB), afirmam que, do ponto de vista jurídico, está tudo pronto para o lançamento do PDB. Apesar de ter nascido da insatisfação do grupo de Kassab no DEM, os advogados informam que mais de três mil políticos de diversas correntes já demonstraram interesse em compor a nova legenda. "O PDB deve entrar para a história política como uma espécie de terceira via", diz Rollo.
Até que a nova sigla seja formalizada pelo TSE, o prefeito deve continuar nos quadros do DEM. De acordo com os advogados, para que o PDB esteja apto a disputar as eleições municipais de 2012, é preciso estar efetivamente criado até outubro deste ano. A legislação eleitoral obriga os partidos e políticos a estar em situação regular um ano antes da data do pleito.
O estatuto do novo partido já está pronto, faltando apenas preencher o campo com o nome da sigla. A ficha para recolhimento das assinaturas também já foi aprovada, restando só o manifesto e o programa partidário, que vem sendo produzido pela equipe política do prefeito. Os advogados aguardam apenas o aval do prefeito, que está retornando de uma viagem à França, para o início dos trâmites legais.
 Estadão, via blog do Celso Jardim

quinta-feira, 10 de março de 2011

Que partido é esse do Kassab?

Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho


“Em meio à inhaca do noticiário de celebridades nestes dias de Carnaval, enquanto Kadafi balança mas não cai, sobrou espaço para a exótica, extemporânea e esdrúxula criação de um novo partido político para se juntar aos 22 espécimes já representados na Câmara Federal.

É o tal de Partido Democrático do Brasil, como se os outros não fossem nem democráticos nem brasileiros, uma criação do prefeito de São Paulo, o demotucano Gilberto Kassab, discípulo de Maluf, Pitta e Serra, pela ordem, um político da província, que até outro dia nem tinha vida própria.

Faz meses que o nome do prefeito paulistano só aparece no noticiário associado à criação do novo partido, enquanto a cidade sofre toda ordem de flagelos, a começar pelas enchentes que se tornaram quase diárias.

Até aqui, só se falou de nomes de demos que podem seguir Kassab rumo ao novo partido, mas nenhuma palavra sobre programa, projetos para o país, propostas para melhorar a vida dos eleitores.
É tudo estranho, muito esquisito, como se um desses blocos de rua que pipocam no Rio de Janeiro resolvesse entrar, sem pedir licença, no meio do desfile das grandes escolas no Sambódromo

Sem espaço na aliança que o elegeu para ousar vôos maiores, como o governo do Estado, em 2014, e sem voz no comando do DEM, que ficou com os Maia e os ACM da vida, Kassab simplesmente resolveu criar um novo partido, já que a legislação não permite que ele procure abrigo em outro já existente.”
Artigo Completo, ::Aqui::

domingo, 6 de março de 2011

Baile de Máscaras: Os camaleões políticos



Desfeito o namoro com o PMDB, praticamente selado o divórcio com o DEM e acertado um noivado com promessa de casamento com o PSB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já começa a reunir adesões ao partido que pretende criar a partir dos idos de abril próximo.
No dia 19 de março Kassab irá a Manaus a convite do governador Omar Aziz (PMN), que na oportunidade pretende anunciar seu apreço à criação da legenda e anunciar filiação tão logo se concretize o projeto. Junto com ele, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), e o senador pelo Acre Sérgio Petecão (PMN).
No dia seguinte, Gilberto Kassab estará em Salvador para ouvir o mesmo, em público, do vice-governador Otto Alencar (PP) e mais cinco deputados federais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O NOVO PARTIDO DO KASSAB


O entojo ideológico da direitona do Brasil é pesado. 

A mesma mídia que apoiou não só logisticamente (Folha) mas com seus lindos e elogiosos editoriais (Globo e Estadinho) o regime que mutilou, matou e deu sumiço em milhares de pessoas no Brasil, não aceita defecções. Ela é uma mídia zombeteira e vingativa.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Kassab convidará Aécio para novo partido; PSDB, DEM e PPS murcham

“O senador Aécio Neves (PSDB-MG) será convidado para ingressar no partido que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, atualmente no DEM, pretende criar. Logo após o dia 15 de março, quando os “demos” definem seu novo presidente nacional, Kassab deve anunciar a fundação da nova legenda, que será chamada de Partido Democrático Brasileiro (PDB).
Vermelho

O deputado federal paulista Eleuses de Paiva (DEM), um dos interlocutores do prefeito paulistano, confirmou que Aécio será convidado, caso o novo partido seja mesmo criado nos próximos meses. "Se houver (a criação da legenda), a tendência é procurarmos os melhores quadros. E Aécio será um dos primeiros a ser procurado, senão o primeiro", disse o parlamentar.

Segundo Paiva, Kassab espera apenas a definição do quadro interno do DEM para anunciar seu destino. O prefeito está em rota de choque com o atual presidente da sigla, deputado Rodrigo Maia (RJ), e avalia três situações. A primeira e menos provável é sua permanência no DEM. A segunda é criar sua legenda e fazer com que ela cresça com o apoio de outros “demos” insatisfeitos, além de tucanos, peemedebistas e membros do PR, PP e do PTB. Já a terceira via, que foi confirmada por Eleuses Paiva, seria criar o PDB para fazer a sua fusão com outro partido – possivelmente o PSB.

No último fim de semana, Kassab esteve reunido com o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, que é muito próximo de Aécio. Na pauta do encontro estavam a criação do partido e a possível incorporação dos socialistas. As negociações teriam a anuência da presidente Dilma Rousseff.

Kassab também teve uma longa conversa secreta com as principais lideranças do PSDB-SP – o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-governador José Serra. Ambos os tucanos se uniram, semana passada, em uma empreitada que varou a noite: tentaram demover o prefeito de entrar no PSB, principalmente pelas mãos de Eduardo Campos. “Ele é charmoso, mas não vale uma nota de três dólares”, teria frisado um dos presentes.

Os peessedebistas lembraram a Kassab que ele continua com um bom tempo de televisão pelo DEM, em São Paulo – e que é nisso que estão interessados. E mais: no raciocínio dos tucanos, qualquer movimento partidário feito hoje inevitavelmente o levará em direção ao governo federal.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Depois de Bruna Surfistinha, o filme..

...Vem aí
Kassab Surfistinha, O Filme
O Filme acaba de chegar aos cinemas privês da política nacional e já começa a gerar polêmica. A trama mostra como um prefeito sucumbiu à incompetência e resolveu abandonar a cidade que governa. Não satisfeito, ele abandona também o seu partido — de direita classe média tradicional reacionária —, para se jogar na vida fisiológica, lidando com todo tipo de partido barra pesada.
O filme está recebendo ótimas críticas da base aliada, mas a oposição promete censurar a exibição em todas as salas. “Esse filme é pura pornografia e subverte os valores morais da família brasileira”, disse um exaltado parlamentar do DEM. Para apaziguar os ânimos e garantir a governabilidade, um peemedebista retrucou: “vossa excelência não entendeu: trata-se de um pornô família!”.
Ilustração e texto Jornal da Tarde
By: Os Amigos do Presidente Lula