Poucas pessoas que visitaram o monumento não ficam maravilhadas com a vista, lá de cima, do Morro do Corcovado, de uma das cidades mais bonitas do mundo. O que não impede, contudo, de muitos terem achado um tremendo exagero a eleição da estátua como uma das sete novas maravilhas do mundo – concurso realizado por uma fundação suíça, que também elegeu o Taj Mahal (!), o Coliseu (!!) e Machu Piccu (!!!), entre outros monumentos históricos. Perceberam a desproporcionalidade histórica e a paulada no significado da palavra “maravilha”?....
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Entre a cruz e a constituição
Autor: Marcelo Druyan
De acordo com o texto – que também trata de outros temas relacionados ao PNDH3 – a CNBB rejeita a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União [1], pois considera que “tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas”.
RAÍZES HISTÓRICAS
Nenhuma sociedade culta e democrática cometeria o desatino de ignorar suas raízes. A participação da Igreja Católica na história do Brasil, que começa com a missa celebrada em 26 de abril de 1500, é parte de nosso patrimônio cultural. Você pode ignorar a religião, se quiser; mas não pode voltar as costas à própria história.
O problema é que a CNBB erra o alvo. A questão dos símbolos religiosos não remete a uma discussão sobre raízes, mas, sim, a uma reflexão sobre momentos históricos.
Houve um tempo em que a Igreja Católica e seus símbolos viveram uma relação de simbiose com o Estado. O Império oficializou, tardiamente, essa ligação.
Em 1824, Dom Pedro I outorgou nossa primeira Constituição (que foi solenemente jurada na Catedral Imperial, pertencente à ordem dos frades carmelitas). A Carta Magna consagrou o Estado confessional e limitou o culto das demais religiões.
Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo.
E mais:
Art. 95. Todos os que podem ser Eleitores, abeis para serem nomeados Deputados. Exceptuam-se
III. Os que não professarem a Religião do Estado.
Este é o panorama da relação Igreja e Estado antes e durante o Império.
ESTADO LAICO
A Constituição Republicana de 1891 institui o Estado Laico:
Art 72 – A Constituição assegura a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à segurança individual e à propriedade, nos termos seguintes:
§ 7º – Nenhum culto ou igreja gozará de subvenção oficial, nem terá relações de dependência ou aliança com o Governo da União ou dos Estados.
Daí em diante, as demais constituições (com exceção da “polaca”, em 1937) citam explicitamente a separação entre Estado e Igreja (1934, 1946, 1967, 1988).
MOMENTO HISTÓRICO
A cultura de um povo não é determinada ou revogada por leis. Ao contrário, as leis, de forma geral, refletem um determinado momento histórico e cultural.
Com o advento da modernidade e, mais recentemente, do multiculturalismo; o rigor quanto ao aspecto laico do Estado tornou-se uma necessidade, quiçá uma exigência, para todos os países democráticos.
Em que pese a participação da Igreja Católica na cultura brasileira – O Brasil é o maior país católico do mundo, com 73,8% da população, segundo dados do IBGE – o fato é que O ESTADO já não é confessional. Aqui, não se tratam de raízes históricas, mas de um preceito constitucional, reflexo de um momento bastante diverso daquele que inspirou a Carta Imperial.
Indo além, é necessário salientar que a ostentação de símbolos religiosos em repartições públicas é uma tradição do Estado e, não, da Igreja. Portanto, cabe ao Estado, em primeiro lugar, avaliar o peso de suas “raízes históricas” frente ao contrapeso do momento histórico.
INTOLERÂNCIA
A retirada dos símbolos religiosos dos estabelecimentos da União não é uma tentativa de revogar a cultura religiosa da maioria dos brasileiros, mas apenas de SEPARÁ-LA da esfera pública. Portanto, também não se trata, como quer a CNBB, de um ato de intolerância.
Muito pelo contrário.
Quando o Estado não privilegia a iconografia de uma religião em detrimento das demais, torna notório que não advoga por particularismos. Simbolicamente, acentua seu caráter laico que, na base, prega a tolerância e o pluralismo religiosos, a liberdade de crença e não crença.
MUITO BARULHO POR NADA
A questão deveria ser simples e incontroversa. A retirada dos símbolos religiosos dos estabelecimentos da União é justa e constitucional. Permaneceram, até hoje, como um componente inercial do Estado confessional, alimentado pela indiferença do poder público e pela passividade da sociedade civil.
Todavia, a Igreja Católica reage como se a retirada dos símbolos fosse o equivalente ao bombardeio do Vaticano! Ou, como alegam alguns, o início de uma perseguição contra símbolos religiosos que culminaria – pasmem – na demolição do Cristo Redentor, numa espécie de versão tupiniquim do taleban.
É irracional! Existe todo um Brasil do lado de fora dos estabelecimentos públicos. Com tanto espaço disponível, por que tamanha polêmica por alguns centímetros nas paredes da União? Por que a insistência em demarcar território em um ambiente onde territórios não devem ser demarcados?
A retirada dos símbolos não fere as raízes históricas do catolicismo, tampouco é gesto de intolerância. Por outro lado, confirma positivamente o laicismo e suas representações. E retrata, com sinceridade democrática, um momento histórico em que a Igreja já não tem poderes institucionais para intervir em assuntos e aspectos do Estado.
*************************
[1] Objetivo estratégico VI:
Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado.
Ações programáticas:
c)Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Bule Voador
.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Juíz que prendeu Pinochet compara ação da direita na Espanha e no Brasil
Mundialmente conhecido após ter colocado o ex-ditador chileno Augusto Pinochet atrás das grades em 1998 o juiz espanhol Baltasar Garzón comparou a postura reacionária da direita na Espanha e no Brasil. Atualmente perseguido em seu próprio país por tentar investigar os crimes cometidos pela ditadura de Francisco Franco (1939-1976), ele citou os ataques sofritos pelo terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), elaborado pelo governo federal, como exemplo da reação conservadora.
Baltasar Garzón concedeu nesta quarta-feira (13) uma palestra na sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), em um evento que contou também com a participação do governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, do ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e do presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, entre outras autoridades.
“Na Espanha estamos vivendo uma situação similar a que aqui no Brasil se está vivendo em torno da interpretação de determinadas normas da Lei de Anistia”, afirmou Garzón, após defender que todos os países nessa situação realizem investigações.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Serra o único candidato que já assinou ordens para ABORTOS, quando Ministro da Saúde
Atenção senhores padres, pastores, presbiteros, bispos e demais crentes hipócritas:
Para o eleitor votar consciente e não ser enganado, a primeira verdade que precisa saber é:
O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.
Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.
O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.
Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.
A íntegra da norma pode ser lida aqui: http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf
Certamente as pessoas que são favoráveis à descriminalização do aborto aplaudem de pé essa atitude de Serra, quando foi Ministro, ao aparelhar o SUS para fazer abortos previstos em lei.
E certamente, Serra jamais pode receber o voto de quem milita incondicionalmente contra qualquer prática relacionada ao aborto.
Senadora do PSDB, suplente de FHC, apresentou projeto legalizando o aborto, desde 1993
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), partidário de José Serra, foi eleito senador em 1986.
Em dezembro de 1992 saiu do senado, no meio do mandato, para ser ministro das Relações Exteriores e depois da Fazenda, no governo Itamar Franco.
Assumiu sua suplente Eva Blay (PSDB).
No dia 23 de junho de 1993, ela apresentou o Projeto de Lei no Senado n° 78/1993, revogando todos os artigos do Código Penal que criminalizam e penalizam a prática do aborto.
PNDH II, assinado por FHC previa ampliação dos casos de aborto legal
O Plano Nacional dos Direitos Humanos II, feito em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso, (íntegraaqui), na página 16, defende a ampliação da legalização do aborto:
179. Apoiar a alteração dos dispositivos do Código Penal referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no marco da Plataforma de Ação de Pequim.
Mônica Serra deveria se queixar do marido "ser a favor de matar as criancinhas"
A mulher de Serra andou falando bobagens dizendo que "Dilma seria a favor de matar as criancinhas". A dondoca deveria olhar para o próprio umbigo, porque o marido dela, José Serra, foi o único dos candidatos à presidente que assinou e ordenou regras para o SUS fazer ABORTOS.
Como rebater boatos falsos para exploração eleitoreira:
Agora, quando alguém receber algum e-mail demonizando Dilma, respondam essa VERDADE sobre Serra, enviando esta nota de volta.
Quando ouvir alguém de boa-fé pregando contra Dilma e Lula, mostrem ou imprimam esta nota, esclarecendo quem é José Serra e quem é o PSDB. Questionem, exijam a verdade.
Ao contrário do governo elitista do PSDB, de FHC, o governo Lula sempre manteve diálogo franco e aberto com as entidades religiosas, assim como outras entidades da sociedade civil, reconhecendo seu importante papel como ente social na construção da nação, buscando mediar conflitos e polêmicas, em busca de consensos que representem de fato a vontade e o pensamento do povo brasileiro.
Todos os partidos tem gente a favor e gente contra
A verdade é que todos os candidatos a presidente (Dilma, Marina, Serra e Plínio) tem posições semelhantes sobre o assunto: são pessoalmente contra o aborto, são pessoalmente a favor da vida, já se declararam a favor do estado laico, não mexerão nas leis atuais sobre o aborto, porque é assunto que pertence à sociedade e só o Congresso Nacional poderia mudar, se tivesse apoio popular. Nunca foi e não é um assunto para nenhum presidente da República decidir sozinho.
Posições contrárias e favoráveis à descriminalização do aborto existem dentro de todos os partidos, como mostramos acima no caso do PSDB, e há também entre os aliados de Marina Silva (Fernando Gabeira e Eduardo Jorge do PV, sempre militaram pela legalização do aborto).
Certamente as pessoas que são favoráveis à descriminalização do aborto aplaudem de pé essa atitude de Serra, quando foi Ministro, ao aparelhar o SUS para fazer abortos previstos em lei.
E certamente, Serra jamais pode receber o voto de quem milita incondicionalmente contra qualquer prática relacionada ao aborto.
Senadora do PSDB, suplente de FHC, apresentou projeto legalizando o aborto, desde 1993
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), partidário de José Serra, foi eleito senador em 1986.
Em dezembro de 1992 saiu do senado, no meio do mandato, para ser ministro das Relações Exteriores e depois da Fazenda, no governo Itamar Franco.
Assumiu sua suplente Eva Blay (PSDB).
No dia 23 de junho de 1993, ela apresentou o Projeto de Lei no Senado n° 78/1993, revogando todos os artigos do Código Penal que criminalizam e penalizam a prática do aborto.
PNDH II, assinado por FHC previa ampliação dos casos de aborto legal
O Plano Nacional dos Direitos Humanos II, feito em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso, (íntegraaqui), na página 16, defende a ampliação da legalização do aborto:
179. Apoiar a alteração dos dispositivos do Código Penal referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no marco da Plataforma de Ação de Pequim.
Mônica Serra deveria se queixar do marido "ser a favor de matar as criancinhas"
A mulher de Serra andou falando bobagens dizendo que "Dilma seria a favor de matar as criancinhas". A dondoca deveria olhar para o próprio umbigo, porque o marido dela, José Serra, foi o único dos candidatos à presidente que assinou e ordenou regras para o SUS fazer ABORTOS.
Como rebater boatos falsos para exploração eleitoreira:
Agora, quando alguém receber algum e-mail demonizando Dilma, respondam essa VERDADE sobre Serra, enviando esta nota de volta.
Quando ouvir alguém de boa-fé pregando contra Dilma e Lula, mostrem ou imprimam esta nota, esclarecendo quem é José Serra e quem é o PSDB. Questionem, exijam a verdade.
Ao contrário do governo elitista do PSDB, de FHC, o governo Lula sempre manteve diálogo franco e aberto com as entidades religiosas, assim como outras entidades da sociedade civil, reconhecendo seu importante papel como ente social na construção da nação, buscando mediar conflitos e polêmicas, em busca de consensos que representem de fato a vontade e o pensamento do povo brasileiro.
Todos os partidos tem gente a favor e gente contra
A verdade é que todos os candidatos a presidente (Dilma, Marina, Serra e Plínio) tem posições semelhantes sobre o assunto: são pessoalmente contra o aborto, são pessoalmente a favor da vida, já se declararam a favor do estado laico, não mexerão nas leis atuais sobre o aborto, porque é assunto que pertence à sociedade e só o Congresso Nacional poderia mudar, se tivesse apoio popular. Nunca foi e não é um assunto para nenhum presidente da República decidir sozinho.
Posições contrárias e favoráveis à descriminalização do aborto existem dentro de todos os partidos, como mostramos acima no caso do PSDB, e há também entre os aliados de Marina Silva (Fernando Gabeira e Eduardo Jorge do PV, sempre militaram pela legalização do aborto).
com textolivre
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Serra é o único candidato que já assinou ordens para fazer ABORTOS, quando ministro da saúde
Para o eleitor votar consciente e não ser enganado, a primeira verdade que precisa saber é:
O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.
Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.
O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.
Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.
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