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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

MAIS UM ESPETÁCULO GROTESCO DO MAFUÁ DOS PODERES


A atual crise entre Legislativo e Judiciário equivale a um strip-tease destes Poderes, com o Executivo simulando distanciamento enquanto, evidentemente, mexe pauzinhos nos bastidores. Só que nem os viciados em pornografia apreciam a exibição: nus, são todos horrorosos e repulsivos!

A coisa começa com um político alagoano fazendo carreira inexpressiva de deputado estadual e federal, até que a eleição do também alagoano Fernando Collor para a Presidência da República o catapultasse para posição de destaque, como líder do partido governista na Câmara Federal e depois líder do governo no Congresso Nacional.

Na crise do impeachment, Renan Calheiros deu a primeira mostra de sua aptidão para sobreviver a qualquer preço e por quaisquer meios: acusou o tesoureiro PC Farias e outros integrantes do governo de corrupção, além de assegurar que Collor tinha conhecimento de tudo.

Em 2007, face à revelação de que a empreiteira Mendes Jr. pagava uma mesada a sua amante Mônica Veloso, safou-se com a renúncia à presidência do Senado, mas, incrivelmente, conservou o mandato.

Depois, apesar de ser um dos políticos brasileiros mais investigados por fundadas suspeitas de diversas ilegalidades, foi se mantendo à tona graças à lerdeza habitual da Justiça e da Polícia quando seus alvos são peixes grandes. E, embora encalacradíssimo, seus nobres colegasreconduziram-no à presidência do Senado em 2013.

Tantas fez que hoje as ruas e os cidadãos de bem clamam, uníssonos, por seu afastamento: é o político em posição mais elevada dentre todos os que são tidos como a corrupção personificada. 

Mas, o timing é ruim para o governo federal, que considera imperativa a aprovação do arrocho fiscal e teme que seu substituto, o petista Jorge Viana, use de todos os artifícios regimentais para protelar a segunda e definitiva votação da chamada PEC do teto dos gastos públicos, já aprovada pela Câmara e que ganhou de goleada (61x14) na primeira votação no Senado.

Com Renan prestes a virar réu de processo por peculato e o Supremo Tribunal Federal decidindo que cidadãos respondendo a processos não poderiam permanecer na linha sucessória da Presidência da República, o ministro Dias Toffoli, do STF, interrompeu a votação com um pedido de vistas, há mais de um mês. Ou seja, qualquer que venha a ser o seu voto, os dos seis ministros favoráveis à exclusão dos processados prevalecerão. 

Mas, claro, se Toffoli continuar evitando que o martelo seja batido até o STF entrar em recesso, haverá tempo para Renan garantir a aprovação da PEC 241.

Marco Aurélio Mello, exatamente o ministro que relatou a matéria e se posicionou pela exclusão dos cidadãos processados da linha sucessória, reagiu com o afastamento imediato de Renan da presidência do Senado (embora provisório, pois dependia de confirmação do pleno).

O Senado afrontou a mais alta corte do País, negando-se a cumprir uma decisão que poderia ser contestada, mas nunca ignorada.
O desfecho ocorrerá na sessão do STF desta 4ª feira (7). Os jornalistas que têm fontes bem situadas nos bastidores dos Poderes, desta vez não coincidem. Há quem diga que Toffoli afinal dará o seu voto e existe quem garanta que ele pretende mesmo deixar tudo embanho-maria até 2017.

Outra possibilidade cogitada seria o Supremo decidir que Renan está inabilitado para assumir a Presidência da República no caso de vacância, mas pode continuar presidindo o Senado.

Quando ouço falar em atitude republicana, eu rio. Ninguém verdadeiramente a mantém nos podres Poderestupiniquins, cada vez mais nauseabundos.

Caberia até uma reação na linha da frase célebre de Goebbels: "Quando ouço falar em cultura, saco logo meu revólver". Mas, como brasileiro cordial que sou, tenho de me resignar à condição de espectador impotente de mais um espetáculo grotesco  do mafuá dos Poderes.

Vomitar é permitido.

https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/12/mais-um-espetaculo-grotesco-do-mafua.html

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

OPINIÃO PÚBLICA E IRRACIONALIDADE

Há um provérbio latino que diz vox populi, vox Dei (ou seja, a voz do povo é a voz de Deus), mas não custa lembrar que foi a voz do povo que sentenciou à morte Jesus, tido pelos cristãos como o filho de Deus.

Começamos este artigo invocando uma frase latina e dentro de um contexto de cunho religioso, tema sempre muito delicado, para dizer que a voz do povo pode ser manipulada e se tornar uma perigosa unanimidade burra, irracional, que a mídia moderna costuma chamar pejorativamente de efeito manada(paralelo com uma corrida de bois e vacas que seguem a toda velocidade, irrefletidamente, a direção do animal que vai à frente, ainda que este se dirija para o abismo).

Historicamente, quem pela primeira vez usou os recursos da chamada comunicação de massa para fins de manipulação política da opinião pública foi o partido nazista, através do seu ministro das Comunicações, o sinistro Joseph Goebbels. Ele compreendeu a imensa capacidade de penetração nos lares alemães da propaganda radiofônica que, naqueles idos da depressão capitalista da década de 1930, era o meio de comunicação mais eficiente para transmitir emoção pela palavra, com uma capacidade de convencimento muito maior do que a letra fria dos jornais.

Resultado: o genocídio alemão só foi possível porque contou com o apoio da opinião pública na Alemanha e até em outros países invadidos (caso da Áustria).   

Todos os atos de arbitrariedade sistêmica política e militar apelam sempre para o apoio da opinião pública, sem o qual eles não podem obter sucesso, porque a população civil é sempre muito mais numerosa do que as forças militares ou instituições do Estado. Mas, tal apoio não tem sido historicamente difícil de ser obtido, graças à manipulação da informação. 

Hoje, a capacidade da mídia televisiva, radiofônica e cibernética é muito mais abrangente, poderosa e decisiva do que em qualquer tempo da história. A mídia não é o quarto poder, como muitos admitem, mas um poder acima e fora da institucionalidade estatal e que conduz a vontade coletiva (opinião pública) para a aceitação passiva do modo de ser social instituído e cuja manutenção é por ela induzido. 

Neste sentido, a grande mídia está acima dos poderes constituídos; e seus veículos, como empresas capitalistas que são, mantêm um liame estreito com a categoria a que pertencem, sem que precisem institucionalizar-se como um poder do Estado.

Detendo o controle do sistema de comunicação nacional, um grande empresário midiático é tão importante quanto (e, em certas circunstâncias, até mais poderoso do que) um dirigente político, um mandachuva de outro ramo ou um comandante militar. 

Daí os magnatas de outros setores da economia fazerem questão de ter e manter empresas de comunicação, ainda que estas sejam deficitárias. Assim como muitos políticos se tornam donos de empresas de comunicação.

Para se aquilatarmos  melhor a força da opinião pública, torna-se necessária uma análise do significado da informação pública geradora da inconsciência popular perante o seu próprio modo de ser social. Vários fatores se somam para que a sociedade aceite a opressão de forma passiva; o primeiro deles é a inconsciência sobre si mesma, pois quem não sabe é como quem não vê.

Colabora para a inconsciência social o massacre midiático de milhares de informações supérfluas que são transmitidas ao cidadão diariamente, menos aquela que seria fundamental: a negatividade sobre o objeto do maior desejo coletivo (o dinheiro). Ao contrário, ensinam-lhe desde a educação básica, por meio da mídia, a importância de sua formação educacional para enriquecer e vencer na vida, dizendo-lhes que quem não ganha dinheiro é um perdedor, um derrotado. 
Assim, o dinheiro passa a ser o troféu virtuoso positivado e os comportamentos sociais se dirigem para a sua afirmação, de modo que inconsciência sobre a negatividade do dito cujo permaneça intacta. 

Não é por menos que pensadores ilustres de diferentes séculos têm manifestado o perigo da manipulação midiática da opinião pública no sentido da obstrução sistemática da lucidez coletiva. Ainda no século 18, o famoso jornalista francês Nicolas de Chamfort já dizia: “Há séculos que a opinião pública é a pior das opiniões”. 

E o nosso contemporâneo professor emérito de universidades estadunidenses, o filósofo analítico Noam Chomsky avalia que “o propósito da mídia não é de informar o que acontece, mas sim de moldar a opinião pública de acordo com a vontade do poder corporativo dominante''. O que faz todo sentido: final, sendo a grande mídia parte importante de tal poder, coisas não poderiam mesmo ser diferentes do que são. 

Se perguntarmos a um transeunte qualquer sobre qual a coisa mais importante para o seu sustento material, ele responderá de pronto: o dinheiro. Entretanto, ele desconhece inteiramente, do ponto de vista da sua natureza existencial constitutiva, a essência do objeto de seu desejo maior. 

Propositadamente, não se estuda na grade curricular do ensino básico o mecanismo de reprodução cumulativa do valor (dinheiro, pois isso denunciaria a sua própria mesquinhez); e no ensino superior somente se ensinam as virtudes e os mecanismos de controle e administração do dinheiro, nunca a sua negatividade. Aliás, a ciência social econômica não poderia mesmo negar aquilo corresponde à sua própria essência existencial acadêmica.

Como poderia a opinião pública entender os mecanismos de sua opressão sistêmica se isto não lhe é ensinado ou comunicado nas duas esferas da informação: a educação escolar e midiática? Como o poderia se, ao contrário, são-lhe marteladas o tempo todo as virtudes do sistema produtor de mercadorias, como se tal sistema fosse o meio mais justo, único e eficaz para a obtenção do seu sustento material?

A resultante disso é que a expressiva maioria da população, que forma o grande contingente ratificador do consenso social chamado opinião pública, diante da miséria social a que é submetida, admite como sua uma culpa que na verdade lhe é estranha; tenta reproduzir os valores do seu opressor vitorioso, como se este fosse o exemplo a ser seguido, e assim distorce os melhores conceitos da virtude.

Não é de se admirar, pois, a eterno desgaste dos governantes perante a opinião pública eleitoral e o eterno retorno ao ponto de partida, graças ao chamado pêndulo da ineficácia, sem que se negue o próprio processo eletivo obrigatório e aquilo que lhe é subjacente: um modo de mediação social perverso e irracional, além de ecologicamente suicida.
Por Dalton Rosado

A opinião pública tem sido historicamente a fonte de legitimação da própria opressão pública, o que não impede que, de tropeço em tropeço, acabemos chegando a um porto seguro. Mas a travessia em tais condições implica uma constante possibilidade de naufrágio humanitário.
https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/10/opiniao-publica-e-irracionalidade.html

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A verdade que se esconde dos brasileiros




Há pelo menos duas décadas, quase diariamente, sucessivos governos federais e a mídia comercial têm denunciado uma suposta crise na Previdência Social. Os propulsores dessa tese advertem também que se nada for feito a Previdência vai quebrar. Jornais conservadores não fazem por menos e divulgam editoriais defendendo de todas as formas possíveis uma reforma que basicamente prejudicaria os assalariados.
Pois bem, a economista Denise Gentil, baseada em argumentos insofismáveis, acaba de apresentar tese de doutorado mostrando que a falência da Previdência Social tão alardeada é mentirosa e não resiste a análise mais aprofundada.
Falso déficit da Previdência
Denise Gentil prova por A mais B a existência de uma gigantesca farsa contábil transformando em déficit o superávit do sistema previdenciário, que atingiu a cifra de R$ 1,2 bilhões em 2006.
No aprofundado trabalho acadêmico da professora do Instituto de Economia da UFRJ fica demonstrado a cascata governamental com total apoio da mídia conservadora.
Omite-se o fato de que o superávit da Seguridade Social, abrangendo a Saúde, a Assistência Social e a Previdência, foi de 72,2 bilhões de reais.
E o que aconteceu então? Segundo Denise Gentil, boa parte desse excedente vem sendo desviado para cobrir outras despesas, especialmente de ordem financeira.
Mas tal fato é omitido e os brasileiros recebem a mentira repetida inúmeras vezes com o objetivo de que vire uma verdade, seguindo velha técnica do chefe da propaganda do III Reich nazistaJoseph Goebbels.
A falsa crise da Seguridade Social no Brasil: uma análise financeira do período de 1990 a 2005”, o título da tese de doutorado deveria ser apresentada como contraponto pela própria mídia conservadora, mas, claro, se ela fosse realmente imparcial como propaga. Mas não é, e por isso os leitores, ouvintes e telespectadores não têm acesso a esse tipo de reflexão.
Mas a edição do Jornal da UFRJ do último dia 11 de janeiro, a economista explica em detalhes a sua tese que contraria a “verdade” que vem sendo propagada há pelo menos duas décadas.
Numa longa entrevista concedida à Coryntho Baldez, Denise Gentil assinala entre outras coisas que “a  ideia de falência dos sistemas previdenciários públicos e os ataques às instituições do estado de bem estar social tornaram-se dominantes em meados dos anos 1970 e foram reforçadas com a crise econômica dos anos 80 em que o pensamento liberal-conservador ganhou terreno no meio político e no meio acadêmico”.
Em sequência ela afirma que “a questão central para as sociedades ocidentais deixou de ser o desenvolvimento econômico e a distribuição da renda, proporcionados pela intervenção do Estado, para se converter no combate à inflação e na defesa da ampla soberania dos mercados e dos interesses individuais sobre os interesses coletivos. Um sistema de seguridade social que fosse universal, solidário e baseado em princípios redistributivistas conflitava com essa nova visão de mundo”.
“O principal argumento para modificar a arquitetura dos sistemas estatais de proteção social, construídos num período de crescimento do pós-guerra, foi o dos custos crescentes dos sistemas previdenciários, os quais decorreriam, principalmente, de uma dramática trajetória demográfica de envelhecimento da população”.
“A partir de então, um problema que é puramente de origem sócio econômica foi reduzido a um mero problema demográfico, diante do qual não há solução possível a não ser o corte de direitos, redução do valor dos benefícios e elevação de impostos. Essas ideias foram amplamente difundidas para a periferia do capitalismo e reformas privatizantes foram implantadas em vários países da América Latina”.
Fernando Henrique Cardoso que o diga, bem como seus seguidores nos mais diversos campos, um deles Armínio Fraga, consultor amplo e irrestrito do SenadorAécio Neves e muito ligado ao ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. (1)
Denise Gentil em essência defende a ideia segundo a qual o déficit previdenciário não está correto, porque não se baseia nos preceitos da Constituição Federal de 1988, que estabelece o arcabouço jurídico do sistema de Seguridade Social.
“O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit. Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a CPMF(Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração”.
Foco de corrupção silenciado
Já que este espaço está dedicado a colocar em cheque um falso argumento que vem sendo apresentado para iludir os brasileiros, vale a pena também mencionar artigo do economista José Carlos de Assis mostrando o silêncio total e absoluto da mídia conservadora em relação a um grave foco de corrupção de responsabilidade do Banco Central. Segundo ele, no ano passado foram desviados para o setor financeiro algo em torno de 89 bilhões e 600 milhões de reais, quantia 40 vezes maior do que as fraudes cometidas por bandidos na Petrobras.
Esse desvio passou deliberadamente e ninguém reclamou. Até porque, claro, se o tema for aprofundado vai atingir também muitos setores que se apresentam diante da opinião pública como moralistas de plantão.
No Banco Central, ainda segundo Assis, rouba-se à vontade e longe de qualquer tipo de fiscalização da cidadania. E ainda por cima tudo sob a cobertura de “operações monetárias especiais só dominadas por ‘especialistas’”.
Em seu desabafo muito bem fundamentado, Assis assinala ainda que “generoso com os bandidos do setor financeiro, o Banco Central é excessivamente parcimonioso com os agentes produtivos da economia. Sobre estes recaem as taxas extorsivas de jurosque em outros partes do mundo, se efetivadas, resultariam em cadeia”.
Por estas e ainda muitas outras, para se combater para valer a corrupção, não basta apenas espetáculos de pirotecnia como a Operação Lava Jato e outras do gênero. É preciso seguir informando questões como as denunciadas pelo economista José Carlos de Assis e a tese de Denise Gentile.
Lei dos meios de comunicação
E para finalizar, em matéria de silêncio da mídia conservadora vale informar que na Argentina uma juíza federal de San Martin e um juiz federal de Buenos Airesdeixaram sem efeito os decretos do presidente argentino Maurício Macrirelacionados com a revogação da lei dos meios de comunicação.
Os jornalões e telejornalões deram grande destaque ao que havia determinado Macri, mas ignoraram totalmente as decisões dos juízes mencionados que revogaram o decreto que interessava ao grupo Clarin.
Podem imaginar o motivo do silêncio desinformativo?

A propósito de omissão e silêncio midiático, quando os jornalões e telejornalões vão aprofundar a questão dos 100 milhões de reais de propinas no governo FHC?

Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
*****
Nota Claudicante:
(1) Uma crítica aqui tem que ser feita aos Governos Lula e Dilma. Lula, no ano de 2003, com base nas mentiras e falacias de déficit na Previdência, fez uma reforma conservadora, herdada de FHC. Dilma tem falado na necessidade de uma nova reforma e Lula, que se diz agora mais de esquerda(?), referendou a fala de Dilma. Assim fica difícil. Dá grande mídia e da direita não podemos esperar nada. E agora?
Por Mário Augusto Jakobskind, via Direto da Redação

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os 11 princípios do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels


"Qualquer semelhança com as práticas da mídia golpista brasileira é mera coincidência... 

Jornal GGN

Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Princípio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias sendo estas replicadas pela “imprensa oficial’.

7.-Princípio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Princípio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Princípio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral  apoderando-se do sentimento  produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência...."