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sábado, 31 de janeiro de 2015

Economizar água, sim; ser estúpido, não

Marco Antonio Araujo


Há um ano, de forma sistemática, a mídia nativa vem insistindo na necessidade de cada um de nós economizar água. E dá-lhe reportagens ufanistas, comentários policialescos e âncoras exaltando a turma do autoflagelo. Tudo pra livrar a cara dos governantes, desviar o foco da calamidade anunciada (vulgo "crise hídrica") - e transferir a responsabilidade para o cidadão, como sempre.

Esse "espírito cívico" estimulou o surgimento dos fiscais de torneira, sommeliers de cisterna e sociopatas que fazem de tudo para aparecer na TV como exemplo de sacrifício e abnegação. Já vemos sinais perigosos de que os ânimos vão se exaltar.

Antes que gente morra ou se esfaqueie no sertão paulistano, é bom espalhar com responsabilidade uma informação básica: o consumo doméstico de água responde (grosso modo) por modestos 10% do total. Pois é.

A agricultura predatória escoa 70%, e a indústria sucateada, 20%. Isso sem contar os estimados 38% que, de saída, são desperdiçados por absoluta incompetência e ganância das "empresas" que especulam com nosso precioso líquido na Bolsa de Nova Iorque.

Quem tem que ser cobrado pra valer (e não está sendo) é a turma da pesada. Não vai ser com baldes e canequinhas que impediremos São Paulo de se transformar numa caatinga. Está na hora de menos histeria e mais informação: economizar, sim; ser estúpido, não.
sugado do: http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2015/01/economizar-agua-sim-ser-estupido-nao.html

terça-feira, 21 de outubro de 2014

BICAS SECAS EM SÃO PAULO - PAULISTAS SÃO VÍTIMAS DE ESTELIONATO HÍDRICO-ELEITORAL PRATICADO PELOS TUCANOS




Antes circunscritos a determinadas áreas, em períodos específicos, os casos de falta de água se espalharam pela cidade de São Paulo nos últimos dias, atingindo todas as regiões da capital por intervalos que variam entre algumas horas a vários dias.
Relatos feitos por leitores à Folha e colhidos nas ruas indicam uma piora generalizada do quadro.
Nas últimas 24 horas, a reportagem identificou ao menos 30 pontos de desabastecimento em 24 bairros.

As descrições contrastam com o discurso oficial da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), que nega racionamento.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tucanos começam a preparar população para a falta d’água em São Paulo


Por Fernanda Cruz, da Agência Brasil
O secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, declarou que a primeira cota da reserva técnica do Sistema Cantareira, o chamado volume morto, deve se esgotar no dia 21 de novembro, daqui a 56 dias. Em entrevista concedida ontem (25), durante visita às obras do Parque Várzeas do Tietê, na zona leste da capital paulista, Arce disse que a situação vai se confirmar caso não chova.
O nível dos reservatórios do sistema tem registrado quedas consecutivas e chegou hoje (26) a 7,2% da sua capacidade, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Há um ano, o volume armazenado era 41,3%.
Em nota, a secretaria informou que o esgotamento da primeira cota da reserva técnica só aconteceria “no pior dos cenários” e considerou remota a hipótese de não haver chuva nos próximos meses. Caso seja necessário, a Sabesp vai utilizar a segunda parte da reserva técnica, com 106 bilhões de litros de água.
São Paulo enfrenta a maior crise hídrica da história, intensificada pela escassez de chuvas. Desde maio, o sistema utiliza a primeira cota da reserva técnica, que acrescentou 182,5 bilhões de litros de água – equivalente a 18,5%, ao volume total do sistema. O Cantareira fornece água para 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo e para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/tucanos-comecam-a-preparar-populacao-para-a-falta-dagua-em-sao-paulo/

quinta-feira, 31 de julho de 2014

São Paulo é um outro planeta


Não, não é um deserto, é a represa do Jaguari, em São Paulo
(Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)
Embora morando a 150 km da capital paulista há seis meses, ainda procuro, sempre que posso, ter notícias da vida na metrópole. 
E pelo noticiário dos jornalões fico sabendo que os bares da badalada Vila Madalena já estão servindo bebidas em copos de plástico, por causa da falta d'água. Também leio que várias outras regiões da cidade sofrem do mesmo problema. 
Mas o interessante em tudo isso - diria até o contraditório - é que, segundo os jornalões, tudo parece estar na mais perfeita normalidade em São Paulo no que refere ao abastecimento hídrico.

A imprensa paulista garante que os problemas que estão sendo relatados são "pontuais".
E que quando as torneiras secam isso não significa racionamento, mas sim "restrição" - ah, as armadilhas da língua portuguesa...
Há muita gente que acredita nas notícias dos jornais, que leva, mesmo, a ferro e fogo aquilo que lê ou ouve nos telejornais ou nos Datenas que pululam pelas emissoras.
Mal sabem essas pessoas como os jornais são feitos, como as notícias são editadas, como os títulos podem ser distorcidos para que um fato negativo vire a mais espetacular novidade.
Como no caso dessa tragédia que representa o colapso do abastecimento de água em São Paulo.
É realmente impressionante a capacidade do governador Geraldo Alckmin se safar das mais incômodas situações, "tirar o seu da reta", como se diz popularmente.
Ele nunca tem culpa de nada, está sempre prometendo apurar tudo, punir todos os responsáveis pelas estripulias...
E os jornalões acreditam em cada palavra sua, em cada disparate que ele diz.
O governo Alckmin, o futuro comprovará, é um desastre sob todos os aspectos - administrativo, moral e ético.
Pelo visto, porém, os paulistas adoram passar por fortes emoções e estão prestes a elegê-lo novamente.
Non ducor, duco..
Sugeui do:  http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/07/sao-paulo-e-um-outro-planeta.html#more