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terça-feira, 28 de março de 2017

Tabus Sociais e a Democracia Participativa



Dependendo das sociedades ao largo do mundo, são muitos os tabus.

Alguns dos tabus conhecidos envolvem a ingestão de carne de porco e de cão, o canibalismo, o consumo da canabis sativa, o consumo de tabaco que está se transformando em mais um tabu social, a quebra da monogamia, a virgindade feminina, a participação de homossexuais nas forças armadas, pronunciar o nome verdadeiro de Deus, a morte assistida para quem está desenganado da vida, o aborto, a manipulação de genes humanos, dentre muitos outros.

Como surgiram os tabus, não viria ao caso, mas vale lembrar que se relacionam com a convivência social, com a sobrevivência de grupos e sociedades, e certamente com os preceitos da moral e da religiosidade, estas duas estritamente ligadas ao longo dos séculos. A religião foi ditando os padrões morais às sociedades desde os primórdios das civilizações quando os governos eram exercidos por sacerdotes – as Teocracias, que ainda hoje existem em países muçulmanos.

Nossa opinião sobre o assunto é irrelevante. Muitos atos já foram proibidos e hoje não o são, por que a humanidade evoluiu, jogando fora o que não tinha sentido e aprovando práticas que fazem todo o sentido sem reservas práticas. Podemos dizer que os últimos tabus estão em vias de perder essa condição, que outros serão criados, e que alguns, como o canibalismo ficarão para sempre como uma característica intrínseca da humanidade em repudiá-lo. A queda de um avião na cordilheira dos Andes em 1972 provou que mesmo repudiado pode ser aceito sobre certas circunstâncias. No caso deste desastre, salvaram-se 16 de um total de 45.  

De todos os tabus, os mais polêmicos e que se vêm arrastando nas últimas décadas em discussões intermitentes, são o aborto, a morte assistida e a manipulação de genes humanos. Decidir sobre a legalização destes tabus é normalmente tarefa de senadores dos governos, eleitos para representarem os cidadãos...  Mas chegaram a um impasse: Afirmam que a Democracia Representativa  representa a vontade dos cidadãos, mas eles não sabem qual é a real vontade dos cidadãos, no que pesem as ordens religiosas com seus lobbies fazendo pressão para que continuem sendo tabus. Para saberem o entendimento popular sobre o assunto, teriam que perguntar à população, por referendo, ou seja, a população seria chamada a votar. Ora, este seria um precedente que atentaria contra a “representatividade” do senado: o senado não sabe o que o povo quer e tem que perguntar. Porque não perguntar então, sobre todas as coisas que, polêmicas ou não, promovem desagrados, controvérsias, questões, divergências, antagonismos? E a resposta, evidentemente, é que, com a tecnologia de hoje, já não há razão para que se protele a legislação a respeito seguindo a vontade popular: que se pergunte ao povo através de voto popular. Afinal, senadores e religiosos não saíram do próprio povo? Porque deixariam de ser “povo” logo que assumem postos de governo?

Não há a mínima razão para protelar estes assuntos. O povo sabe votar. Vox Populi, Vox dei.

Que os congressos estabeleçam a Democracia Participativa e chamem a população para votar o que costumam votar. A população não abandona a sala de votação para evitar que os projetos sejam votados.

Rui Rodrigues - http://conscienciademocrata.no.comunidades.net/tabus-sociais-e-a-democracia-participativa

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A verdade que se esconde dos brasileiros




Há pelo menos duas décadas, quase diariamente, sucessivos governos federais e a mídia comercial têm denunciado uma suposta crise na Previdência Social. Os propulsores dessa tese advertem também que se nada for feito a Previdência vai quebrar. Jornais conservadores não fazem por menos e divulgam editoriais defendendo de todas as formas possíveis uma reforma que basicamente prejudicaria os assalariados.
Pois bem, a economista Denise Gentil, baseada em argumentos insofismáveis, acaba de apresentar tese de doutorado mostrando que a falência da Previdência Social tão alardeada é mentirosa e não resiste a análise mais aprofundada.
Falso déficit da Previdência
Denise Gentil prova por A mais B a existência de uma gigantesca farsa contábil transformando em déficit o superávit do sistema previdenciário, que atingiu a cifra de R$ 1,2 bilhões em 2006.
No aprofundado trabalho acadêmico da professora do Instituto de Economia da UFRJ fica demonstrado a cascata governamental com total apoio da mídia conservadora.
Omite-se o fato de que o superávit da Seguridade Social, abrangendo a Saúde, a Assistência Social e a Previdência, foi de 72,2 bilhões de reais.
E o que aconteceu então? Segundo Denise Gentil, boa parte desse excedente vem sendo desviado para cobrir outras despesas, especialmente de ordem financeira.
Mas tal fato é omitido e os brasileiros recebem a mentira repetida inúmeras vezes com o objetivo de que vire uma verdade, seguindo velha técnica do chefe da propaganda do III Reich nazistaJoseph Goebbels.
A falsa crise da Seguridade Social no Brasil: uma análise financeira do período de 1990 a 2005”, o título da tese de doutorado deveria ser apresentada como contraponto pela própria mídia conservadora, mas, claro, se ela fosse realmente imparcial como propaga. Mas não é, e por isso os leitores, ouvintes e telespectadores não têm acesso a esse tipo de reflexão.
Mas a edição do Jornal da UFRJ do último dia 11 de janeiro, a economista explica em detalhes a sua tese que contraria a “verdade” que vem sendo propagada há pelo menos duas décadas.
Numa longa entrevista concedida à Coryntho Baldez, Denise Gentil assinala entre outras coisas que “a  ideia de falência dos sistemas previdenciários públicos e os ataques às instituições do estado de bem estar social tornaram-se dominantes em meados dos anos 1970 e foram reforçadas com a crise econômica dos anos 80 em que o pensamento liberal-conservador ganhou terreno no meio político e no meio acadêmico”.
Em sequência ela afirma que “a questão central para as sociedades ocidentais deixou de ser o desenvolvimento econômico e a distribuição da renda, proporcionados pela intervenção do Estado, para se converter no combate à inflação e na defesa da ampla soberania dos mercados e dos interesses individuais sobre os interesses coletivos. Um sistema de seguridade social que fosse universal, solidário e baseado em princípios redistributivistas conflitava com essa nova visão de mundo”.
“O principal argumento para modificar a arquitetura dos sistemas estatais de proteção social, construídos num período de crescimento do pós-guerra, foi o dos custos crescentes dos sistemas previdenciários, os quais decorreriam, principalmente, de uma dramática trajetória demográfica de envelhecimento da população”.
“A partir de então, um problema que é puramente de origem sócio econômica foi reduzido a um mero problema demográfico, diante do qual não há solução possível a não ser o corte de direitos, redução do valor dos benefícios e elevação de impostos. Essas ideias foram amplamente difundidas para a periferia do capitalismo e reformas privatizantes foram implantadas em vários países da América Latina”.
Fernando Henrique Cardoso que o diga, bem como seus seguidores nos mais diversos campos, um deles Armínio Fraga, consultor amplo e irrestrito do SenadorAécio Neves e muito ligado ao ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. (1)
Denise Gentil em essência defende a ideia segundo a qual o déficit previdenciário não está correto, porque não se baseia nos preceitos da Constituição Federal de 1988, que estabelece o arcabouço jurídico do sistema de Seguridade Social.
“O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit. Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a CPMF(Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração”.
Foco de corrupção silenciado
Já que este espaço está dedicado a colocar em cheque um falso argumento que vem sendo apresentado para iludir os brasileiros, vale a pena também mencionar artigo do economista José Carlos de Assis mostrando o silêncio total e absoluto da mídia conservadora em relação a um grave foco de corrupção de responsabilidade do Banco Central. Segundo ele, no ano passado foram desviados para o setor financeiro algo em torno de 89 bilhões e 600 milhões de reais, quantia 40 vezes maior do que as fraudes cometidas por bandidos na Petrobras.
Esse desvio passou deliberadamente e ninguém reclamou. Até porque, claro, se o tema for aprofundado vai atingir também muitos setores que se apresentam diante da opinião pública como moralistas de plantão.
No Banco Central, ainda segundo Assis, rouba-se à vontade e longe de qualquer tipo de fiscalização da cidadania. E ainda por cima tudo sob a cobertura de “operações monetárias especiais só dominadas por ‘especialistas’”.
Em seu desabafo muito bem fundamentado, Assis assinala ainda que “generoso com os bandidos do setor financeiro, o Banco Central é excessivamente parcimonioso com os agentes produtivos da economia. Sobre estes recaem as taxas extorsivas de jurosque em outros partes do mundo, se efetivadas, resultariam em cadeia”.
Por estas e ainda muitas outras, para se combater para valer a corrupção, não basta apenas espetáculos de pirotecnia como a Operação Lava Jato e outras do gênero. É preciso seguir informando questões como as denunciadas pelo economista José Carlos de Assis e a tese de Denise Gentile.
Lei dos meios de comunicação
E para finalizar, em matéria de silêncio da mídia conservadora vale informar que na Argentina uma juíza federal de San Martin e um juiz federal de Buenos Airesdeixaram sem efeito os decretos do presidente argentino Maurício Macrirelacionados com a revogação da lei dos meios de comunicação.
Os jornalões e telejornalões deram grande destaque ao que havia determinado Macri, mas ignoraram totalmente as decisões dos juízes mencionados que revogaram o decreto que interessava ao grupo Clarin.
Podem imaginar o motivo do silêncio desinformativo?

A propósito de omissão e silêncio midiático, quando os jornalões e telejornalões vão aprofundar a questão dos 100 milhões de reais de propinas no governo FHC?

Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
*****
Nota Claudicante:
(1) Uma crítica aqui tem que ser feita aos Governos Lula e Dilma. Lula, no ano de 2003, com base nas mentiras e falacias de déficit na Previdência, fez uma reforma conservadora, herdada de FHC. Dilma tem falado na necessidade de uma nova reforma e Lula, que se diz agora mais de esquerda(?), referendou a fala de Dilma. Assim fica difícil. Dá grande mídia e da direita não podemos esperar nada. E agora?
Por Mário Augusto Jakobskind, via Direto da Redação

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Esses tribunais de faz de conta...


Esses tribunais de contas que existem às pencas pelo Brasil afora são uma piada - de muito mau gosto.

Compostos por ex-políticos, por sua vez indicados por políticos, valem-se de suas prerrogativas para .... fazer política.

Se alguém procurar com um microscópio, talvez ache, em algum desses "tribunais", que são órgãos auxiliares do Legislativo, um ou outro "ministro" com formação intelectual e técnica suficiente para, pelo menos, entender o que está analisando - ou "julgando", como preferem alguns.


Nos governos trabalhistas, desde 2003, o Tribunal de Contas da União tem se comportado como linha auxiliar da oposição, fazendo de tudo para sabotar programas e obras do Executivo central.

Há dezenas de relatos na imprensa de decisões absolutamente sem sentido, despropositadas, com claro viés ideológico, tomadas para que a sociedade tenha a impressão de que tudo o que sai do Palácio do Planalto é suspeito, corrupto ou criminoso.

Se as pessoas fossem levantar as fichas dos integrantes desses "tribunais" certamente ficariam, no mínimo curiosas - ou indignadas. 

Vamos pegar um exemplo, do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. Um de seus integrantes foi Walter Abrahão, já falecido, figurinha conhecida dos torcedores de futebol da velha guarda.

Abrahão era narrador esportivo, trabalhou, entre outras, na antiga TV Tupi, e tinha alguns bordões engraçados: não dizia o nome de Pelé, mas sim o nominava como "ele"; quando o placar indicava um empate de zero a zero, dizia que ele estava "oxo" - e por aí vai.

Pois bem, fora da TV, aposentado, Abrahão foi nomeado para o TCM de São Paulo por nada mais, nada menos, que Paulo Salim Maluf.

Nem é preciso informar que o homem do "oxo" era malufista de carteirinha e conseguiu a sinecura por causa, única e exclusivamente, dessa sua admiração pelo ex-governador, ex-prefeito paulistano e atual deputado federal.

Walter Abrahão é apenas um exemplo, talvez o mais evidente, do nível dos componentes desses tribunais de faz de conta que estão por aí, contribuindo para que o Brasil não vá para a frente.

O relator do TCU que vai indicar a rejeição das contas de 2014 do governo Dilma é só mais um dos inúmeros Walter Abrahão homiziados nesses órgãos, fingindo que desempenham funções da mais alta relevância, quando, na verdade, estão ali só para encher as burras.

O tal Nardes não passa de um ex-político ligado ao setores mais reacionários da sociedade brasileira. 

Dar a ele a importância que alguns querem dar seria cômico se não fosse trágico.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Fé de mais



Em meio às dezenas de bobagens vendidas como notícia nas "homes" dos portais, uma chama a atenção: um desses "bispos" evangélicos que dia e noite vociferam a presença do demônio entre nós está prestes a comprar duas redes de televisão e, para tanto, pede um esforço extra dos "fieis" no sentido de aumentar o valor do dízimo.

Essa sim, é uma notícia e tanto.
Demonstra a quantas anda o setor de comunicações no país, o mais atrasado entre todos os outros do leque empresarial, um oligopólio controlado por "30 Berlusconis", na definição da ONG Repórter sem Fronteiras.

Mostra o que viraram as concessões públicas de rádio e televisão - um reles balcão de negócios, sem controle nenhum.
Ora, se um desses "bispos" que exalam a picaretagem por todos os poros pretende comprar não só uma, mas duas redes de televisão, a coisa anda mesmo feia por essas bandas.
É inteiramente incompreensível que o governo federal finja que está tudo certo no setor de telecomunicações, faça de conta que, pelo menos nele, o Estado não tem necessidade de intervir, de propor algum tipo de regulamentação que acabe, ou pelo menos limite, esses abusos que se acumulam, escancaradamente.

A influência dos evangélicos na política nacional é grande.
A vasta rede de "templos" que espalharam por todo o país mostra um poder econômico também invejável.
A programação das principais emissoras de rádio e televisão é em grande parte preenchida por eles.
Não é preciso desenhar na lousa o que isso pode significar, em pouco tempo, para a cultura brasileira.
Os governos Lula e Dilma tiveram muitos acertos.
Seu maior fracasso tem sido na guerra da comunicação, da qual se recusam a participar.
Essa covardia tem um preço.
E a conta será cobrada muito em breve, para a infelicidade geral da nação.
cronicasdomotta

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Como a mídia faz campanha contra Cuba



Carlos Serpa, fez um teste para a filmagem de um documentário, sobre sua prisão pela polícia cubana, que não ocorreu, e a imediata reprodução pela Rádio Martí de tal notícia falsa, que nunca foi desmentida

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DESCOBERTO: SERRA TEM ALZHEIMER

Serra continua sendo um duas caras hipócrita.


Agora vem ao público dizer que ele e Marina têm tudo a ver. 

Serra tem Alzheimer?

Ele esqueceu que na semana passada falou que a "verde" era igual a Dilma?

E então, será que Serra finalmente vai afinar o discurso e entrar para a oposição? Ou será que ele vai ficar em cima do muro e levar uma lambada maior ainda?

Ainda na cola dos que padecem de Alzheimer, logo atrás vem outro tucano. Também esquecido.

anais politicos

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

12 mentiras de Serra no Jornal da Globo

José Serra (PSDB) concedeu entrevista ao Jornal da Globo na noite de terça-feira para quarta-feira, e foi mais um festival de embromação e mentiras, que não convence ninguém.

1ª embromação:

Christiane Pelajo pergunta: "O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que que deu errado, candidato?"

Serra embroma, e não responde sobre a relação entre o horário eleitoral na TV e a queda nas pesquisas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vejam como age a imprensa corrupta brasileira. Um sonho

O BRASIL ENTRA NOS EIXOS , UM GRANDE PESADELO

Nosso querido presidente José Serra é recebido , pelo povo , ao longo do Eixo Monumental , em Brasília. A praça dos Três Poderes e o gramado em frente ao Congresso Nacional estão tomados por brasileiros de todos os recantos do país. Bandeiras azuis do partido do novo mandatário tremulam ao vento e podemos ver a sigla PSDB , triunfante , a nos mostrar um caminho diferente percorrido pelo seu antecessor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Professores da UFRJ desmentem matéria do Globo


Minerva,a deusa da sabedoria e símbolo da UFRJ, não desdenhava da lança para combater
O post que fiz mais cedo com o compromisso da Dilma com a educação – inclusive com a universidade pública, me fez lembrar que recebi por e-mail carta da professora doutora da Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Leda Castilho, enviada – e naturalmente não publicada – a O Globo em resposta à matéria do dia 11 de julho  intitulada “Ensino superior, mas nem tanto”, na qual o jornal destacava aspectos negativos da instituição e omitia os novos investimentos feitos pelo governo Lula.
Além da matéria tendenciosa, que se valeu de exemplos isolados para tentar desvalorizar a instituição federal, a professora da Coppe questionou a repetição desse tipo de reportagem negativa sempre às vésperas das inscrições no vestibular e por que O Globo não relata a preferência do mercado de trabalho por profissionais da UFRJ, mesmo com as precarieades que o jornal aponta.

domingo, 1 de agosto de 2010

Dilma, a condenada nos Estados Unidos



Caros amigos e amigas,



Vejam a resposta que recebi sobre uma mensagem apócrifa a respeito da Dilma.
Acessem o site do Quatrocantos se estiverem interessados em saber mais. O trabalho é tão bem feito que eles até publicam uma foto da Dilma sendo cumprimentada pelo Obama na Casa Branca. 
Definitivamente, hoje já não é tão fácil falar besteira e ficar impune. Só no Pig, porque acompanha na mentira.
Abraços,
Germano, de Campinas leitor deste blog.


Sent: Wednesday, July 28, 2010 5:49 PM
To: Germano
Subject: Re: Dilma condenada nos Estados Unidos.

Germano,
> Dilma Roussef foi condenada nos Estados Unidos pelo seqüestro do embaixador norte-americano, na década de 60 (Charles Elbrick) remember ?
Isso jamais aconteceu. Nem uma coisa nem outra: nem ela foi condenada em lugar nenhum nem tampouco ela participou de sequestro de embaixador ou de qualquer outra pessoa.
... e ainda faltam dois meses até as eleições...
[]'s
Gevilacio A. C. de Moura
=================================
http://www.quatrocantos.com/lendas
----- Original Message -----
From: Germano
Sent: Wednesday, July 28, 2010 5:23 PM
Subject: Dilma condenada nos Estados Unidos.

Prezados Senhores,
Gostaria de saber o que há de verdadeiro nesta mensagem que recebi em minha caixa postal.
Agradeço antecipadamente a atenção.
Germano


Você pode responder a esta pergunta ?
A PERGUNTA É A SEGUINTE:
No caso da srª Dilmente ser eleita Presidente do Brasil, quem será a pessoa que irá aos Estados Unidos para a fala habitual na Assembléia Geral da ONU, ou para discutir com o presidente americano sobre questões de comércio, por exemplo?
A Presidente não irá, com 100% de certeza.
Então, repito a pergunta: Quem irá aos Estados Unidos no lugar dela?
Bem, você deve estar intrigado com esta pergunta meio sem sentido, não é?
Aqui vai a explicação:
Dilma Roussef foi condenada nos Estados Unidos pelo seqüestro do embaixador norte-americano, na década de 60 (Charles Elbrick) remember ? Juntamente com outras pessoas (por exemplo: Fernando Gabeira).
A pena é bem grande e não há como pensar em liberdade condicional. Lá o crime não prescreve !
A questão secundária é que isto vale para outros 11 países.
Muitos governantes de países periféricos já foram apanhados nesta armadilha e a maioria perdeu o cargo que ocupava, para satisfação da oposição local.
Nós temos uma solução ideal para resolver esta questão: não elegê-la presidente. Desta maneira ela poderá escolher lugares muito confortáveis para viver o resto da vida como, por exemplo, Havana, em Cuba, ou La Paz na Bolívia, o que resolverá vários problemas: os dela e os nossos.
Portanto, pare de imaginar que é implicância minha quando coloco na Internet a folha corrida policial desta senhora, cheia de crimes. Esqueça estes documentos e (se for o seu caso) continue com a sua fé inabalável nas qualidades desta mulher, legítima porta-voz da quadrilha do sr.Lula da Selva.
Mas……. se eu fosse você, começava a me preocupar com esta possibilidade. Já pensou se ela resolve fazer uma visitinha àquele cara simpático e ultra democrático da Venezuela, o Huguinho Chávez e, de repente, uma tempestade no Caribe obriga o avião a descer em Miami,
que fica ali perto. Imagine a encrenca monumental que nem o presidente americano vai poder desfazer?
Bem… talvez você seja um sábio e tenha uma boa idéia para resolver a situação. Por isto volto a perguntar:
Quem vai representar o Brasil nas viagens internacionais aos Estados Unidos e aos 11 países onde ela pode ser presa no próprio aeroporto onde desembarcar?
TENHO CERTEZA ABSOLUTA QUE ESTA, VOCE DESCONHECIA !
Comentário do Contramaré:  Pode-se ser de direita e não ser burro.
 E o Cláudo Lembo está ai para comprovar!
Só tenho uma certeza: Ela vai e não vai descalçar os sapatos.



terça-feira, 27 de julho de 2010

10 motivos falsos criados para não votar em Dilma

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.
Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)
Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.
Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.
Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.


2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.
Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.


3. “Dilma não é simpática”.
Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.


4. “Dilma não tem experiência”.
Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.


5. “Dilma foi terrorista”.
Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.


6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.
Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.


7. “Serra vai moralizar a política”.
Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.


8. “O PT apóia as FARC”.
Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?


9. “O PT censura a imprensa”.
Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.


10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.
Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

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(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.
Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%

(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:
José Serra começou sua campanha dizendo: “Não aceito o raciocínio do nós contra eles”, e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.
Blog do Jorge Furtado