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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O tempo para reagir

Qualquer obra humana sempre irá requerer infinitamente mais tempo para ser construída do que para ser destruída. O fato inclui idéias, cultura, obras de argamassa, imagens das pessoas, fama e até impérios.
Para reforçar o simbolismo da metáfora: uma casa, que leva meses ou até anos para ser construída, pode ser destruída em questão de segundos. E, como se sabe, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
Durante anos, pessoas como este blogueiro alertaram o governo Lula para o fato de que deixar o PSDB usar a imprensa para fustigar o PT levaria a situação a um ponto em que haveria que reagir. E não só contra o PSDB.
O PT e o presidente Lula ignoraram pessoas como eu. E, ao não enfrentarem as tantas campanhas difamatórias que sofreram, foram permitindo que se formasse um caldo de cultura que acabou se mostrando propício a pescar incautos que não sabem diferenciar as bobagens preconceituosas que lhes tomam as mentes dos próprios interesses como cidadãos.
O resultado está aí: uma legião de zumbis dispostos a trazer de volta ao poder um bando de salafrários que se encastelaram no controle do Estado brasileiro por quinhentos anos e que só largaram o osso em 2002 porque o país já não tinha mais para onde ir e o rebanho conservador se viu sem opção para escapar do desastre.
Mas o preconceito é como aquela múmia dos filmes de terror, pode dormir por cinco mil anos que um dia desperta.
O Brasil não se lembra mais do que era uma economia que vivia à beira de crises diante de qualquer problema de solvência de compromissos internacionais por qualquer republiqueta do Terceiro Mundo.
O desenvolvimento social e econômico dos últimos anos liquidou com preocupações como conseguir um mísero emprego mal pago, por exemplo. Fez as pessoas sentirem-se seguras quanto ao mais básico. Deixou mentes ociosas de preocupações.
Como dizia a vovó, mulher versada na enciclopédia de ditos populares, “mente vazia é a oficina do diabo”, ou seja, dá para enfiar qualquer porcaria nelas.
O PT não reagiu quando deveria. E muito menos contra quem deveria. Agora corre atrás do prejuízo, mas ainda concentrando esforços em um só flanco quando há dois a proteger.
E o que é pior: concentra a defesa – ou o ataque – no flanco mais fraco, naquele por onde vem o PSDB. Enquanto isso, a fronteira com a imprensa fica desguarnecida.
Quem comandou a política no governo Lula e no PT, nos últimos anos, foram os marqueteiros. Ou melhor, eles substituíram a política. Criaram a não-política, a fleuma inglesa diante do contraditório e até do difamatório.
Não sei se haverá tempo para reagir. Talvez até exista, mas teria que ser bem aproveitado. Só que terá que ser feito diante de uma situação-limite criada por aqueles que, a esta altura, são os únicos que podem resolvê-la.
blog da cidadania

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vamos para o segundo turno com a mesma disposição de sempre

Bem gente, não foi dessa vez. O Primeiro tempo vencemos com  muita luta. Não vamos deixar nos abater por esse pequeno detalhe, um capricho: a vitória no primeiro turno. Nem Lula, o maior Presidente que esse País já teve, foi capaz de tamanha façanha. Por outro lado FHC venceu no primeiro turno e o resultado foi o que assistimos. A luta não acabou. Em 2006 também ficamos tensos e no final deu certo. Por que não haveria de dar agora?


Lembra-se que ainda podemos aplicar sobre o total de votos da Marina32.000.000 de votos, o mesmo percentual apontado pelas pesquisas no primeiro turno e o resultado real: 46% para Dilma e 32% para Serra. O percentual final de Dilma é NOSSO É NINGUÉM TIRA!


Não faz bem a nossa luta nos auto-iludirmos ou, como se diz popularmente, “tapar o sol com a peneira”. O resultado das urnas ficou muito aquém do que todos esperávamos. Como e por que isso aconteceu, em parte, sabemos.

A ofensiva da mídia, nos últimos 20 dias, explorando ou fabricando “escândalos” sobre “escândalos”, a utilização indecorosa da fé e da religiosidade da população espalhando inverdades e desumanidades sobre Dilma Rousseff em milhares de púlpitos e, finalmente, a utilização das pesquisas e da propaganda para, a partir da insegurança gerada pelos fatores que mencionei, inflarem a candidatura Marina Silva.

De outro lado, o peso do poder econômico na reta final de campanha também contribuiu para nos tirar, a todos, aquela fatia dos indecisos, que escolhe o candidato à última hora.(...)

Abre-se, diante de nós, um momento de reflexão. Não é hora de recriminações e, menos ainda, de empurrarmos as culpas uns sobre os outros, se a nossa causa é grandiosa, grande também deve ser a nossa capacidade de superação e de compreender que o nosso desafio, no segundo turno, é tornar claro aquilo que já era claro para nós.

É preciso que todo brasileiro entenda que estamos diante da decisão entre fazer o Brasil seguir mudando ou retrocedermos ao Brasil do atraso, da estagnação, da fome, da crescente marginalização de milhões de pessoas. Ao Brasil submisso, ao Brasil humilhado, ao Brasil ajoelhado diante de interesses poderosos daqui e de fora.

Em 2006, quando Lula terminou o primeiro turno com 48,6 % dos votos válidos foi o segundo turno que conseguiu esclarecer o povo brasileiro de que aquela eleição se tratava de uma decisão entre adotar uma política nacionalista ou regressarmos ao período vergonhoso de privatização e de alienação de nossas riquezas que representou o governo tucano de FHC. Pois, agora, trata-se do mesmo desafio, só que ainda mais ampliado.

O destino, com o pré-sal, nos fez um país ainda mais rico, justamente na mesma época em que descobrimos que riqueza é algo que jamais pode andar separada da justiça social.

Eles retardaram a nossa marcha. Obrigaram-nos a mais um passo. Pois, que seja. Reunamos forças para que este passo a mais seja capaz de nos levar ainda mais longe.

Vamo que vamo!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Plínio e a ‘Operação 2º Turno’ da mídia tucana


Não se pode acusar a mídia tucana de falta de oportunismo. A boa vontade da Globo ao convidar um candidato que prega limite de mil hectares a propriedades rurais para o debate que fará entre os candidatos a presidente, chega a ser surreal.
Na blogosfera tucana, tem até post reclamando de pesquisas que não incluíram o psolista. Não se surpreendam se ele, ao lado de Marina Silva, virar o novo “darling” estepe do PIG.
E por que? O título do post explica: é óbvio que o PIG pensa que se Plínio crescer nas pesquisas, roubará alguns pontinhos de Dilma.