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quinta-feira, 31 de maio de 2018

A origem da propriedade privada e dos ângulos retos






Em 08/05/2018, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel publicou artigo na Folha sobre recentes estudos neurológicos relacionados a linhas e ângulos retos. Segundo ela, essas formas tão típicas das grandes cidades deixam o cérebro tenso, ao contrário do que ocorre com os contornos arredondados da natureza.

A hipótese lembra um trecho do livro “The Patterning Instinct”, de Jeremy Lent, ainda sem tradução. Ele afirma que o surgimento da agricultura introduziu os ângulos retos na história humana.

Quadrados e retângulos teriam ganhado importância com a demarcação das linhas divisórias separando não apenas as terras cultivadas das não cultivadas, mas também as propriedades de cada agricultor.

Foi também o cultivo que tornou a riqueza um valor essencial, e aqueles privados dela passaram a ser vistos como inúteis. A hierarquia ganha uma “nova ênfase”.

Nas culturas dos caçadores-coletores, as relações familiares eram mais fluidas e não estruturadas. Na sociedade agrária, surge a herança. Com ela, a ideia de honra ligada à virgindade e à fidelidade sexual. Aparece o patriarcado e as mulheres começaram a ser consideradas bens ou mercadorias.

Pausa para uma observação que não está na obra de Lent. A redação original do Nono Mandamento era: “Não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem sua casa, servos, boi, jumento, nem coisa alguma que a ele pertença”.

Boa parte do que Lent afirma já estava em “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, que Engels publicou em 1884. É a velha história da propriedade privada chegando e estragando tudo. Não à toa, nos anos 1960, os conservadores eram chamados de “quadrados”.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A História Oculta dos Estados Unidos

Resultado de imagem para fotos da bandeira dos estados unidos com sangue

Por Waldir José Rampinelli - Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina - Fonte: IELA


04.05.2009 - Nos arredores de Boston, em uma lápide no parque nacional se lê a inscrição: “Aqui jaz uma mulher índia, uma wampanoag, cuja família e tribo entregaram suas vidas e suas terras para que esta grande nação pudesse nascer e prosperar”. Muitos cidadãos estadunidenses, gente decente e bem intencionada – diz Noam Chomsky –, desfilam continuamente junto a esta tumba, lendo o epitáfio sem exibir a mínima reação, quando não um sentimento de satisfação pela homenagem prestada a esta pobre gente. Provavelmente não fariam o mesmo diante de um Auschwitz ou um Dachau, tanto que o Dia Anual de Lembrança do Holocausto é um evento nacional nos Estados Unidos. Sete grandes museus se espalham pelo país recordando o massacre nazista e nenhum sobre a escravidão capitalista. O genocídio dos nativos – cuja população girava em torno de 12 a 15 milhões de pessoas por volta de 1492 – se estendeu mais tarde aos negros, sem esquecer a opressão e a exploração da classe dominante aos brancos pobres, às mulheres e às crianças. Por sua vez, com o expansionismo externo, os Estados Unidos não apenas conquistaram 55% do território mexicano, como também se apoderaram de domínios e ilhas espanholas, obrigaram a França a vender a Luisiânia e impuseram, baseados em suas mais diversas doutrinas (Monroe e Destino Manifesto), uma hegemonia sobre a América Latina. Deste modo eles foram se expandindo e contando a sua história como uma grande saga e uma grande aventura de um grande povo
[1].
O historiador Howard Zinn mostra em “A outra história dos Estados Unidos”
[2] - ainda sem tradução para o Brasil –, a história que não é ensinada nas escolas e universidades e tampouco escrita nos livros e revistas. “Se a história tem que ser criativa – para assim antecipar um possível futuro sem negar o passado – deveria, creio eu, se centrar nas novas possibilidades baseando-se no descobrimento dos fatos esquecidos do passado, nos quais, ainda que seja só em breves pinceladas, as pessoas mostraram uma capacidade para a resistência, para a unidade e, ocasionalmente, para a vitória”[3]. Ao se referir à Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson e proclamada em 4 de julho de 1776, afirma que, embora ela enunciasse “que todos os homens são criados iguais, que seu Criador lhes dá certos direitos inalienáveis, entre outros o da Vida, o da Liberdade e o da Felicidade”, ocorreu, no entanto, que uma grande maioria dos estadunidenses foi claramente excluída destas conquistas, como os índios, os negros, os brancos pobres e as mulheres. A estes foram oferecidas as aventuras e as recompensas do serviço militar para que lutassem por uma causa que talvez nunca sentiram como própria. Zinn fala da vitória final em 1781, em Yorktown, na Virginia, na qual os ingleses foram derrotados com a ajuda de um potente exército e frota francesa, bem como dos marginalizados da sociedade.
Persiste até hoje nos Estados Unidos uma verdadeira mitologia em relação aos Pais Fundadores da Pátria. Segundo Zinn, eles não buscavam um balanceamento de poder, mas sim um mecanismo que desse o total controle à classe dominante da época. “O certo é que não queriam um equilíbrio igualitário entre escravos e patrões, entre os sem terras e os latifundiários, entre os índios e os brancos” (p. 82). Os Fundadores não levaram em conta as mulheres, que significavam a metade da população. Elas nem sequer foram mencionadas na Declaração de Independência e estiveram ausentes da Constituição, sendo a parte invisível da nação.

Duas guerras civis
A Guerra Civil ou da Secessão (1861-1865), apresentada como a da abolição da escravidão, teve um objetivo fundamental, qual seja, o de transferir mais poder aos ricos do Norte, de modo especial aos monopólios. “Um governo assim”, afirma Zinn, “não aceitaria que fora uma revolta que pusera fim à escravidão. Só se acabaria com a escravidão em termos ditados pelos brancos, e somente quando o exigissem as necessidades políticas e econômicas da elite empresarial do Norte. Foi Abraham Lincoln quem combinou com toda a perfeição as necessidades do empresariado, a ambição do novo Partido Republicano e a retórica do humanismo”
[4]. Uma vez libertos, os negros tiveram que se alistar no exército e na marinha. “Sem sua ajuda”, diz o historiador James McPherson, “o Norte não teria vencido a guerra da forma como o fez, e talvez, simplesmente, não a ganhasse”, menciona Zinn (p. 148). Lembro que às vésperas da Guerra Civil a escravidão já havia desaparecido em toda a América Latina, com exceção de Cuba (1886) e do Brasil (1888).
Na década de 1870, quando os negros começaram a se organizar para exigir os direitos civis, a oligarquia branca do sul usou de seu poder econômico preparando grupos racistas com práticas terroristas, como a Ku Klux Klan. “Aboliu-se a escravidão, porém foi substituída por uma espécie de peonagem. Não se resolveu a posição dos negros na sociedade, de modo que, cem anos depois, eles não desfrutavam de todos os direitos que, ao parecer, a guerra lhes havia prometido”.
[5] No centenário da independência (1876), uma “Declaração Negra da Independência” denunciou o Partido Republicano, que antes havia merecido sua confiança na busca da liberdade, conclamando os votantes de cor a assumir uma posição política própria. A Declaração, entre outras coisas, dizia que o sistema atual “apresentou ao mundo o absurdo espetáculo de uma terrível guerra civil pela abolição da escravidão negra enquanto a maioria da população branca [os brancos pobres] – aquela que criou a riqueza da nação – se vê obrigada a sofrer uma escravidão muito mais dolorida e humilhante”[6]. O mais grave da guerra foi, talvez, o legado de ódio e amargura que sobreviveu à geração combatente, especialmente contra os negros. Quase cem anos depois, no começo de 1945, quando o Queen Mary zarpou carregado de soldados para a guerra na Europa, os negros foram postos na parte inferior do navio, perto das máquinas, enquanto os brancos respiravam o ar puro na escotilha.
A outra guerra civil é o termo utilizado por Zinn para analisar o aumento da luta de classes nos Estados Unidos ao longo de todo o século XIX, tema totalmente ausente dos livros de história (cap. 10). Juntamente com a industrialização aparecem os operários que vão incrementar o conflito capital versus trabalho. As greves são uma constante não apenas por salário, mas também por redução de jornada laboral e por direito à sindicalização. Em 1844, quatro anos antes do surgimento do Manifesto Comunista, saiu no Awl o seguinte texto:

A divisão da sociedade entre as classes produtivas e as não produtivas e a distribuição desigual do valor entre elas nos leva em seguida a outra distinção: a do capital e mão-de-obra [...] a mão-de-obra agora se converte em mercadoria [...] o capital e a mão-de-obra estão enfrentados
[7].

Algumas categorias, como as feministas que se organizaram nos locais de trabalho, passaram a fazer greves exigindo não apenas salário igual para a mesma tarefa realizada, como também o fim da opressão sexual. Muitas delas se aliaram aos negros, enquanto certos sindicatos de trabalhadores brancos exigiam que os trabalhadores de cor criassem os próprios na luta pela desigualdade racial e de gênero.
A busca por uma sociedade mais justa – identificada como socialista – foi intensa no final do século XIX e principalmente no XX dentro dos Estados Unidos (cap. 13). Escritores famosos, como Upton Sinclair, Jack London, Theodore Dreiser, Frank Norris e outros, defendiam publicamente o socialismo ao mesmo tempo em que atacavam violentamente o capitalismo. Uma parcela dos trabalhadores, dando-se conta de que a raiz de sua miséria estava no sistema capitalista, começou a trabalhar por um novo tipo de sindicato. Em junho de 1905, na cidade de Chicago, cerca de duzentos socialistas, anarquistas e sindicalistas radicais de todas as partes dos Estados Unidos fundaram o Industrial Workers of the World (IWW), que faria um grande trabalho na organização de um sistema alternativo ao capitalismo. O IWW liderou greves, comandou marchas, organizou concentrações, criou grupos de estudos e divulgou publicações sendo sistematicamente atacado e perseguido pelo Estado. As mulheres socialistas, que formavam parte do movimento feminista, fizeram uma grande campanha pelo sufrágio universal e pela igualdade no casamento e na vida sexual. Margaret Sanger, no seu livro Woman and the new race, mencionado por Zinn (p. 254), afirmava que “nenhuma mulher pode considerar-se livre se não possui e controla seu próprio corpo. Nenhuma mulher pode se considerar livre até que possa escolher conscientemente se será mãe ou não”.
Embora as mulheres tenham conseguido o direito ao voto, apenas em 1920, após a aprovação da Décima Nona Emenda Constitucional, muitas delas, como Emma Goldman, tinham claro que apenas o sufrágio universal não as ajudaria na busca de sua emancipação. Era fundamental continuar a luta – dizia Goldman – reafirmando sua personalidade, tendo direito sobre seu corpo, negando-se a ter filhos a não ser que os deseje, recusando-se a ser uma empregada de Deus, do Estado, da sociedade, de seu marido, de sua família, enfim, fazendo sua vida mais simples, porém mais rica e profunda. Somente isto e não o voto libertará a mulher (p. 255).

A função do Estado
O Estado foi o grande propulsor do sistema capitalista nos Estados Unidos. Para isto criou toda uma estrutura que possibilitasse a existência de uma classe dominante que gerasse o lucro a partir do mecanismo da mais-valia explorando o trabalho dos imigrantes irlandeses, alemães, italianos, chineses e, finalmente, dos judeus e gregos. A Corte, o Congresso e o Executivo atuaram em perfeita consonância na consecução deste objetivo. Já em 1893, um juiz do Supremo Tribunal – David J. Brewer –, dirigindo-se ao Colégio de Advogados do estado de Nova York, dizia que “é uma lei invariável que a riqueza da comunidade esteja nas mãos de uns poucos” (sic). O governo, por sua vez simulando neutralidade para manter a ordem, foi servindo aos interesses dos ricos. O mesmo aconteceu com os partidos políticos, o Republicano e o Democrata. Um acordo entre os dois – que possibilitou a eleição de Rutherford Hayes, em 1877 – defendia que, ganhando um ou outro, já não haveria mudanças significativas na política nacional. Para Domhoff, há uma considerável semelhança entre os partidos, já que ambos são controlados pelas elites. Os dirigentes dos partidos apresentam apenas diferenças internas, ao passo que os partidários divergem por questões de classe e profissão. O Partido Republicano é controlado pelos grandes industriais e grandes banqueiros da classe superior
[8], brancos, protestantes e anglo-saxões provenientes de famílias que se tornaram ricas e famosas entre a Guerra Civil e a grande depressão da década de 1930. Recruta seus integrantes nas classes dominantes locais como pequenos comerciantes, altos funcionários de escritórios, advogados, médicos, engenheiros, enfim, pessoas pertencentes à classe média alta. O Partido Democrata, por sua vez, é composto por elementos muito novos e, ao mesmo tempo, muito antigos da classe superior, incluindo aristocratas do sul e descendentes de ricos, obtendo seu apoio entre trabalhadores, funcionários médios de escritórios, intelectuais, escritores e artistas de classe média alta[9].
As universidades, muitas delas criadas a partir de doações de famílias ricas que inclusive lhe emprestavam o nome, não estimulavam a crítica. Pelo contrário, adestravam os professores e estudantes a serem leais ao sistema capitalista. Deste modo a classe superior tem não apenas o controle geral delas, mas também de seus objetivos no largo prazo. As próprias universidades subvencionadas por recursos públicos, portanto com maior liberdade pedagógica, trataram de imitar as privadas. “As famílias, as igrejas e as escolas” – diz C. Wright Mills – “se adaptam à vida moderna; os governos, os exércitos e as empresas a modelam, e, ao fazê-lo assim, convertem aquelas instituições menores em meios para seus fins”
[10]. Mills mostra como as elites burocrática, econômica e militar se articulam em uma todo-poderosa dominação de classe.

O nacionalismo
O governo protegeu a indústria nacional de suas concorrentes estrangeiras, facilitou o surgimento dos monopólios, buscou mercados cativos para compra de matérias-primas e vendas de produtos manufaturados e lançou mão, principalmente no final do século XIX e início do XX, de estratégias como o pan-americanismo, o big tick, a diplomacia do dólar e a boa vizinhança para exercer sua dominação sobre a América Latina. Além disso, serviu-se do nacionalismo para se fortalecer diante de problemas internos e externos. O historiador Richard Hofstadter, no seu livro The american political tradition, pesquisou os principais líderes nacionais começando por Jefferson e Jackson, passando por Hoover e chegando a Theodore e Franklin Roosevelt; analisou republicanos, democratas, liberais e conservadores, chegando à conclusão de que “o alcance de visão [...] dos principais partidos sempre foi determinado pelos horizontes da propriedade e da empresa [...] pelas virtudes econômicas da cultura capitalista [...] Essa cultura tem sido intensamente nacionalista” (p. 416).
As reformas de Roosevelt para salvar o capitalismo da grande crise foram importantes, mas não fundamentais. Na realidade, coube a Segunda Guerra Mundial a função de debilitar a velha militância trabalhista dos anos trinta, já que o conflito passou a gerar milhões de novos empregos com salários mais altos. O New Deal só havia reduzido o desemprego de 13 para 9 milhões de pessoas. Além disso, a guerra aumentou o patriotismo e a união de todas as classes para derrotar os inimigos externos, enfraquecendo assim a luta contra os monopólios internos e as greves locais por melhorias sociais. Em 1948, o Tratado de Ajuda Externa – conhecido como Plano Marshall – exigia dos que aceitassem a “cooperação” que comprassem produtos manufaturados dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que obrigavam as nações européias e suas colônias a se abrirem aos investidores estadunidenses sobre uma base de igualdade.
Zinn termina seu livro mostrando que o Vietnam foi a primeira grande derrota do império global estadunidense no pós-Segunda Guerra Mundial, o que se deveu à luta dos camponeses revolucionários e ao movimento de protestos dentro dos Estados Unidos. Analisa os novos movimentos de mulheres, negros, índios e carcereiros nos anos 1960 e 1970. Mostra como Watergate, com a saída de Nixon, deixou intacto o sistema, tanto que as multinacionais atuaram na queda de vários governos, principalmente na América Latina. Comenta o trabalho da Agência Central de Inteligência e da Comissão Trilateral, esta criada para favorecer a união entre Japão, Europa Ocidental e Estados Unidos na luta, não contra um comunismo monolítico, mas sim contra os movimentos revolucionários do Terceiro Mundo que questionavam o sistema capitalista. Não deixa de falar de Carter-Reagan-Bush e o consenso bi-partidista.
Sem dúvida trata-se de um grande livro para conhecer uma história que sempre nos foi contada de outra maneira. A obra foi escrita em poucos anos, mas o seu autor tem mais de vinte de pesquisa e ensino e tantos outros de participação em movimentos sociais. Só assim se consegue escrever A outra história dos Estados Unidos.
[1] CHOMSKY, Noam. La fabricación del consenso. Nexos, México, n. 97, p. 29, jan. 1986.[2] ZINN, Howard. La otra historia de los Estados Unidos. 2 ed. México: Siglo XXI Editores, 2005.[3] Ibidem, p. 21.[4] Ibidem, p. 142.[5] MOYANO PAHISSA, Angela et alii. EUA: sintesis de su historia I. México: Aliança Mexicana, vol. 8, 1988, p. 467.[6] ZINN, op. cit., p. 182.[7] Ibidem, p. 172.[8] Para Domhoff, “a ‘classe governante’ é uma classe social superior que possui uma parte desproporcionada da riqueza da nação, recebe uma quantidade desproporcionada dos lucros anuais de um país e proporciona um número desproporcionado de seus membros às instituições dirigentes e aos grupos que decidem os destinos do país.” DOMHOFF, G. William. Quién gobierna Estados Unidos? 16. ed. México: Siglo XXI Editores, 1988, p. 11.[9] Ibidem, p. 124-125.[10] MILLS, C. Wright. La élite del poder. México: Fondo de Cultura Económica. 1987, p. 14.
http://pobresenojentas.blogspot.com.br/2009/05/historia-oculta-dos-estados-unidos.html

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Brasil – Nascimento e morte. Quando os EUA mudaram a sede do G

Quando os EUA mudaram a sede do Governo da Filadélfia para Washington, levou cerca de 1000 servidores. Quando Dom João VI veio FUGIDO para o Brasil, trouxe cerca de 15000 sugadores, corruptos, perdulários, parasitas. A zona, só piorou.

Dom João VI distribuiu – em troca de favores pessoais e para seus pares, mais títulos de nobreza em 14 anos do que o império português em três séculos! A zona, vem de longa data...



Brasil – Nascimento e morte.
Texto de Edmilson Alberto de Mello

Início do ano de 1500, os sonhos da expansão marítima portuguesa são embalados por um frota de ousadas caravelas enumeradas pelo simbólico número 13, pois “treze” são os navios partidos do porto de Lisboa para tornar realidade o imaginário devaneio da coroa portuguesa. São cerca de 1.500 lusitanos de todos os níveis sociais que, comandados por Cabral, desembarcaram junto ao Monte Pascoal. Faz-se necessário que a posse política seja logo assegurada. Para isso, o comandante da frota determina ao seu escrivão que faça imediatamente o registro e oficie o ato a El-Rei. Nasce, assim, o primeiro e mais precioso documento histórico do Brasil, datado de 22 de abril de 1500. É a Certidão de nascimento do nosso País. Incontinente, Pero Vaz de Caminho redige a Dom Manuel seu documento eivado de poesia épica, e fazendo-o de modo alegórico, chama o novo mundo de terra chã e mui formosa, de mui bons ares e águas infindas, onde o que nela se plantar, dar-se-á de tudo.” Porém, deixa escapar em certo trecho da carta uma grande preocupação, qual seja como está dito textualmente” … O melhor fruto, que vossa majestade pode fazer, me parece que será salvar essa gente…” Será que o Brasil já nasceu condenado por um fatídico número 13 a constituir a frota de caravelas lusitanas, para tudo o que vier depois fosse justificado como “consequente?”

1549 – A tentativa de centralização do poder faz com que Portugal fixe uma sede de governo geral. O local escolhido foi a Bahia por ser um ponto médio do nosso litoral. 1600 – O nosso País começa a se deteriorar pela primeira vez de forma ecológica com desenfreada agressão às nossas matas pela retirada do pau-brasil. Esse é o instante em que se estabelecem declaradamente em nossas plagas os primeiros traficantes internacionais ao se “mancomunarem” com os indígenas, tornando-se de fato em primeiros escravos na busca pela madeira de lei. Todavia, com a desculpa de defender a posse da terra contra a ameaça estrangeira, Portugal troca a ineficiente escravidão do índio pelo lucrativo negócio de escravidão de africanos. Surge, assim, o primeiro tráfico oficial no País. O tráfico negreiro.

1711 – O colonizador português centrado no engenho de açúcar fez nascer: 1) a casa grande, onde todos os absurdos eram decididos ao sabor de um gole de cachaça, ou de um caldo de cana; 2) a capela, onde a sacra religiosidade lusitana justificava as ordens macabras do senhor de engenho; 3) a senzala, único compartimento miserável e promíscuo para aglomerar escravos. Revoltas e fugas não tardaram a acontecer. Desterrados os negras assumiram orgulhosamente o título de quilombolas. E a moda é ressuscitar hoje, não pelos nossos “peles vermelhas”, mas, por uma descendência afro de “peles escuras.”

Ambição política – registre-se que a colonização portuguesa no Brasil, com a ambição de “ganhar mais”, foi promovida tanto para aristocratas com a promessa de ficarem ricos, como para os criminosos terem a chance de se safar de suas sentenças.  Domínios – em nossas terras, além do domínio português, tivemos o domínio espanhol e o holandês, todos querendo nos roubar tudo e a todo custo.
1807 – com o decreto do bloqueio continental da Europa por Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa foge às pressas para o Brasil. As caravelas portuguesas lotadas até o convés de gente fugida de Portugal, tiveram uma escolta naval patrocinada pela Inglaterra que, em troca, exigia de Dom João VI a assinatura de uma medida provisória (a primeira que o Brasil conheceu), para que se desse a abertura dos portos, sendo o ingleses os grandes beneficiários. Veja-se que tudo no Brasil já era “negociado” sorrateiramente.
1822, 09 de janeiro é o Dia do “Fico”, e Dom Pedro I resolveu se “amancebar” com o Brasil. Depois de uma “lua de mel”, nasceu o 7 de setembro; uma criança miscigenada chamada “Independência”. Foi um “ensaio” de soberania da parte do intrépido Pedro mas, que na verdade, o Brasil continuou na dominação capitalista inglesa.
1823 – Dá-se a primeira assembleia constituinte do Brasil. Democracia à vista?  1824 – Outorga da primeira constituição do Brasil. Na verdade, entenda-se: imposição de uma carta magna. 1863 – finalmente o Brasil toma coragem e rompe com a Inglaterra é a Questão Christie, seguida de guerras contra Aguirre e contra o Paraguai, formado de coitados hermanos.

1888 – Abolição da escravatura. Será verdadeiramente que o negro ficou livre? A resposta é não. Porque a data de assinatura da Lei áurea se deu curiosamente num dia 13. Coisa do destino? Pode ser, mas entendemos que duas eram as razões: 1) os negros não tinham recursos financeiros para trabalhar por conta própria; 2) e nem tinham educação para buscar uma boa posição na sociedade.


Queda da Monarquia e surgimento da República: Sai de cena Dom Pedro II e desfilam Deodoro, Floriano, Prudente de Morais, Campos Sales, etc. Seguem-se o “tenentismo”, a Coluna Prestes, a era Vargas, etc. 

1935 – ano em que os atuais “donos” do poder começaram a pôr suas garras de fora, ao promoverem a sangrenta Intentona Comunista.

1945 – a segunda guerra revelou dois grandes grupos de nações: as potências do eixo (Alemanha, Itália e Japão), e as potências aliadas. 1956-1961. Governo de Juscelino. Um sonho de crescer 50 anos em 5? Ou foi pesadelo do médico mineiro?  1961 – governo Jânio Quadros. Era a vassoura querendo tomar o lugar da caneta. 

1961/1964 – Governo João Goulart. Aí foi que a “vaca começou a ir para o brejo”. 1964, 31 de março – Essa é data que marca um inconformismo político dos que estão hoje no poder, os grandes revanchistas e ladrões da atualidade. Ora, 50 anos são passados desde 64, e foi penoso, para não dizer que foi uma “barra” enfrentar comunistas sanguinários. Testemunhas ainda vivas do que acabamos de afirmar são aqueles que nasceram nas décadas de 20, 30, 40 e 50. Os comunistas encontrados no atual governo do PT, retiraram a Filosofia e a Moral e Cívica do ensino médio nacional, com a finalidade maior de tornar nossa gente mais incauta, inculta e sem civismo. Acredito que o movimento militar estava certo, pois, o pensamento depois de anos em ser “reprimido”, virou libertação. Pedagogia da libertação, Teologia da libertação, Psicologia da libertação. Não seria tudo isso uma “esculhambação”? Ora, basta ver a “nova” fórmula sócio-política que deu: Burrice liberada burrice eleita.

Para as pessoas de mais de 50 anos de idade, palhaço era o carequinha. Hoje, somos nós meio palhaço, meio pateta. Ladrão de antigamente era o Meneghetti e bandidos que usavam lanternas nas esquinas, exemplo clássico foi o “bandido da luz vermelha.” Hoje os ladrões trocaram a lanterna pelo colarinho branco, saíram do meio da rua e vieram para dentro do Palácio do Planalto e dos Ministérios, de uma cidade chamada Brasília, cujas noites estão cheias de mordomias, e onde todos os gastos são “pardos”, onde mansão do lago não é cenário de filme de terror e sim lugar onde ministros de estado dividem dinheiro oriundos de suas patifarias, onde caseiro é mais ético que ministro, onde quadrilha não é festa junina mas razão de existência de partido político, como por exemplo o que hoje comanda a política nacional e que tem o número 13. Ah!… o fatídico número 13. Período de incertezas – ninguém tem mais convicção de nada, neste governo do PT, e a única música dos Beatles a tocar é Help. Ocorre isso pelo fato de tudo estar “dominado” pelos “aloprados.”

O Brasil tem Três Poderes constituídos, ou melhor, tinha até uns tempos atrás: Executivo, Legislativo e Judiciário. Os dois primeiros de tanto sugar o Brasil com as suas “comilanças”, cujo escândalo maior foi o “mensalão”, entraram em processo de autofagia – o que significa dizer – comportamento de pessoa ou animal que se alimenta da própria carne. A presidente da república curiosamente pertencente ao partido de número 13, por nada saber, por nada ler, por nada conhecer, vive perdida no tempo e no espaço, até porque os seus ministros fazem e dizem o que bem querem, restando aos porta-vozes da presidenta, o constrangimento de virem, às pressas, a público a fim de “blindar” a mesma, e dizerem que os atos de seus ministros não representam, necessariamente, o pensamento do governo. Sente-se que a presidenta perdeu o controle e o comando de seu governo, e no desespero político ameaça à classe média com o “povo nas ruas.” Resta-nos como última esperança, isto é, como salvação, o poder Judiciário. Porém este morreu, também, em 06 de agosto de 2008, quando o seu instrumento maior, o Supremo Tribunal Federal, decidiu liberar para serem votados candidatos de “ficha suja.” Assim, por 9 votos contra 2, o STF rejeitou a ação moralizadora da AMB – Associação dos Magistrados do Brasil.  E como golpe final e mortal, o STF garantiu a criminosos de colarinho branco, que não serão mais algemados pela Polícia Federal. Com estas suas sentenças vergonhosas do STF o nosso Brasil recebeu a sua certidão de óbito político.
Ressurreição – só nos resta aguardar o dia da ressurreição, quando os centuriões saídos das cinzas do Brasil, como fênix dirão: Este Pais é verdadeiramente um país do futuro, precisa ser salvo imediatamente para deixar de ser o país do faturo.  Se Cabral descobriu o Brasil quando estava procurando o “acaso” com as suas 13 caravelas, o PT se vestiu de “13” e levou 20 anos para ter um “caso” com o País, de sorte a possibilitar que se crie dentro de nossas terras um “mundo novo” cheio de caos. Porém, o Brasil foi apunhalado em seus quatro confins pela foice e o martelo desde que os gramaticistas lhe impuseram em 1988, uma carta mentirosa. Não foram os verdadeiros trabalhadores – que forjam o progresso do Brasil – que rasgaram o livro autêntico da história do Brasil. Foi a máfia dos Petralhas, no poder, que contaminou a nação brasileira com o vírus mortal de uma politicagem de corrupção, de fraudes e de impunidade, determinando, assim, a falência múltipla de todos os seus órgãos público administrativos. Se a politicalha do PT é uma múmia a qual o nosso povo está acorrentado, este é o momento, não podemos esperar outro melhor para que a sociedade proceda a cura da infecção fatal deste cadáver, do envenenamento do vivo pelo morto, já que o PT jaz em estado de deterioração pela decomposição de seus próprios membros.


Que o espírito de Pero Vaz de Caminha retorne em breve do além, que seja uma das fênix saídas das cinzas da nação brasileira para salvar a nossa gente. Isso está quase sendo uma realidade de modo a fazer acontecer um novo “El-Rei” entre nós. Será um dia igual à data mitológica cantada em prosa e verso pela cultura grega. Diz a mitologia que fênix quando morria entrava em autocombustão e, passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Renascia com mais força. Segundo vários escritores gregos, fênix vivia exatamente 500 anos para se queimar numa pira funerária. Coincidência ou não, já passamos por muitas autocombustões políticas nesses últimos 500 anos. Será que chegou a hora do povo brasileiro acordar, levantar desta rede de ilusão que leva a sonhos irrealizáveis, onde uma sonolência profunda e prolongada nubla a sua visão da realidade em que vive, e renascer com mais vigor, com mais coragem, para viver outros 500 anos de uma política sadia? Sim, é chegada a hora, e 5 de outubro está bem próximo, e isso é formidável. É o momento propício para as pessoas conscientes deste País escolherem, com o voto limpo e livre seus representantes não contaminados com a corrupção política, nem seguidores de ideologia retrógradas e derrotadas que fere os nossos princípios e tradições democráticas.  A vida longa de Phoenix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformam-na em símbolo da imortalidade. Que o Brasil saia das cinzas mandando para o “espaço sideral” o azarento número 13 – identificador do PT, e outros números de partidos perniciosos a fim de deixarem livre de vez o povo brasileiro, de modo que faça jus a um eterno renascimento.

O povo brasileiro deve se sentir com bastante força moral porque a sociedade, a qual pertence, é o fórum político mais representativo do partido chamado Brasil. Porque o povo é o quarto poder dentre os poderes. É o povo que exercitando a sua soberania política forma e mantem os outros Três Poderes aqui citados. O princípio fundamental do nosso direito político não é a soberania do parlamento, mas, sim a soberania da nação que é o próprio povo, desde que existe povo sem nação, mas não existe nação sem povo. A nação brasileira somos todos nós: o berço de nossos filhos, o túmulo de nossos antepassados. Não é com passeatas, com agitação coletiva nas ruas, com vandalismo, com greves que o povo conquistará as suas reivindicações básicas. Elas serão alcançadas, sim, com as escolhas certas. Escolhas que elejam as pessoas certas, e não certas pessoas. Escolhas que promovam políticos realmente identificados e comprometidos com as causas político-sociais que sejam, também, as causas do povo.

Diante das ameaças sofridas pelo povo, não percamos de vista o caminho de nosso libertação, pois só os resignados aos sofrimentos do cativeiro fracassam. Vamos restabelecer a nossa verdadeira história honrando os nossos antepassados, e não nos esquecendo de nossos filhos e netos se não quisermos deixar para eles uma herança vergonhosa e um futuro desonroso. Em 5 de outubro deste ano de graças de 2014, data da eleição que pode mudar para melhor os caminhos tortuosos e íngremes do Brasil, vamos viver a democracia, o civismo, a pátria. Isso nos consola. Que esta data coincida, também, dentro de nossa história, com a comemoração do dia no qual soubemos dar a liberdade aos escravos que tínhamos. Não sejamos, pois, agora, incapazes de restituir a liberdade aos escravos que somos.

Viva a nação brasileira!
http://acaodopensamento.blogspot.com.br/2015/02/quando-os-eua-mudaram-sede-do-governo.html

A história existe para àquele que busca conhecê-la.



























QUANDO A IGREJA FOI CRIADA, O MUNDO ENTROU EM DECLÍNIO


















PAPA FAZ VIAGEM DE APOIO A BUSH
Desde o dia 20 de Março de 2003, dia em que as tropas norte-americanas invadiram o Iraque, já se produziram mais de 600.000 mortes naquele país árabe, segundo um relatório elaborado por uma equipe de investigadores norte-americanos e iraquianos que foi agora publicado pela prestigiada revista médica britânica The Lancet. O número de mortos pode todavia ainda ser maior. O número de vítimas da guerra do Iraque equivale pois ao das vítimas mortais da guerra civil americana (1861-1865), correspondendo ainda a 4 vezes o número de vítimas do Holocausto de Hiroshima.
O papa Bento XVI fez uma visita oficial de seis dias aos Estados Unidos. Um assunto monopolizou a viagem: os casos de pedofilia de mais de 5000 padres católicos norte-americanos, que cometeram abusos sexuais em pelo menos 13000 crianças e causaram despesas da ordem de US$ 2 bilhões à igreja católica para indenização das vítimas. Uma verdadeira epidemia.
Porém, apesar de dizer-se “profundamente envergonhado” pelas ações dos padres, nada de concreto foi anunciado para por fim aos casos ou para a punição dos culpados. Ao contrário, a igreja sempre buscou acordos financeiros com as vítimas para abafar os contínuos escândalos, mas nunca puniu qualquer um dos pedófilos ou removeu algum bispo de sua diocese.
Isto levou Anne Burke, juíza da Suprema Corte de Illinois a afirmar que “há uma crise Enron (em referência à Enron, empresa que enganou seus acionistas na crise econômica de 2001) na igreja católica. A única diferença é que os acionistas da Enron foram capazes de livrar-se de sua equipe de diretores”. Peter Isely, vítima de abuso sexual e membro da “Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres” disse que o papa estava “olhando para aqueles homens que eram diretamente responsáveis, e ao invés de repreendê-los, ele elogiou-os”, ao referir-se aos bispos durante uma conferência.
A IGREJA E OS ESCRAVOS BRASILEIROS
Embora a igreja ensinava a igualdade entre os povos, ela nunca vez nada para libertar os escravos do Brasil e de nenhum outro país, e até lucrava muito com a escravidão. No Programa "Fantástico" da Rede Globo, de domingo 21 outubro de 2007, foi dito que a Igreja aceitava a escravidão porque acreditava que os escravos não tinham alma.
O tráfico e a escravização de africanos, e toda a violência que os envolveu, tiveram por longo tempo, o apoio da Igreja Cotólica.
A escravização dos negros segundo a Igreja era a forma de submetê-los ao batismo. Os Papas autorizaram a escravidão e diziam que essa era uma maneira de levar os evangelhos até os escravos africanos.
O número de africanos introduzidos no Brasil durante o período superior a três séculos, em que houve a realização do tráfico, estima-se um total de 6.700.000 entrados no Brasil do séc. XVI ao XIX.
De uma forma geral o negro era muito mal tratado , as senzalas eram constituídas por uma serie de barracões, pequenos e abafados, com uma só porta e sem janelas, com chão de terra batida, que servia de lugar para dormir; a alimentação era racionada e geralmente eram servidos restos de comida, e tudo que não sevia para a nobresa tal como pés de porco, orelhas, pés de galinha, toucinho, farinha de mandioca, etc...
Qualquer erro era cobrado com os mais severos castigos, desde a palmatória às chicotadas, que deixavam as costas e nádegas dos negros em carne viva, e ainda colocavam, nas feridas, montes de sal para que a dor se prolongasse por dias, para não ser esquecido o castigo recebido.
A IGREJA E O CONHECIMENTO
A liberdade de pensamento e doutrina que levou os homens da antigüidade aos níveis intelectuais respeitáveis e louváveis (Platão, Hipócrates, Sócrates, Sófocles, Aristóteles, Arquimedes, etc), era visto como uma oposição fatal aos interesses da divindade única. Por isso, importantes centros culturais foram dizimados da face da terra, como Alexandria, e é claro saqueados, pelos exércitos cristão. Bibliotecas que ostentavam vastas obras filosófias, matemáticas, físicas, artísticas e literárias foram destruídas.
Os cientista de mais de um milênio futuro, também sofreram, como Galileo, Giordano Bruno, Kant, etc.
Todo pensamento divergente e as doutrinas contrárias as profetiçadas pela cristã, foram quase erradicadas, pois houve quem resistisse, quem renegasse suas crenças e quem se escondesse, inutilmente.
O levante da maldade cristã imperava austero e inabalável. eis que surgiu a santa inquisição e vieram atreladas as guerras santas em nome de deus… Até hoje temos conflitos sangrentos por causa da seita cristã em suas divisões católicas e protestantes.
Pelos séculos, foram perseguidos e mortos os judeus, pagãos, “bruxos”, muçulmanos e até mesmo cristãos, e mais quem se opusesse ao novo reinado do deus Jeová (o Senhor) e de seu filho Jesus.
A ausência proposital do conhecimento nas classes baixas e sua pobreza material, levou o mundo a enfrentar calamidades como a peste bubônica ou negra e o cólera. A Europa teve uma regressão social severa. As pessoas não tinham nem o que comer, e pela sua falta de educação, como podiam pensar em higiene? Como teriam dinheiro ou bens para trocar, visando estarem limpas? O pouco que se conseguia com os trabalhos martirizantes, era confiscados pelas igrejas, abastadas de alimento precioso e de ornamentos valiosos em ouro. Ainda, tinha-se que pagar tributos/impostos aos reis. A miséria imperava solene!
A igreja teve seu papel importante no holocáusto. ela simpatizava com o genocídio dos judeus, estes que ela perseguiu durante séculos.
A IGREJA E O NAZISMO
No dia 1º de maio de 1938, o jornal Mercure de France lembrou do que havia dito quatro anos antes, e ninguém o desmentiu: Que o papa Pio XII foi quem "fez" Hitler. Ele veio ao poder, não tanto através dos meios legais mas, principalmente, por causa da influência do papa no Centrum (partido católico alemão). Isso também aconteceu na Itália, onde o partido católico de Don Sturzo apoiou Mussolini fervorosamente.
No período em que alcançou o poder, até mesmo na Igreja Alemã, “(…) e os cristãos seculares viram Hitler como um profeta para restaurar o cristianismo e a religiosidade do povo alemão. Os cânticos cristãos faziam referências ao ‘Chanceler (Hitler) que vela pela Alemanha, noite e dia, sempre a pensar em nós’.”

Michael Schmaus, professor de teologia de Munique, que escreveu: "Império e Igreja consistem em uma série de escritos que devem ajudar na construção do Terceiro Reich, já que reúne um Estado nacional-socialista e a cristandade Católica. Inteiramente alemães e inteiramente católicos, estes escritos favorecem relações e intercâmbio entre a Igreja Católica e o nacional-socialismo; eles abrem caminho a uma cooperação frutífera, como está realçada pelo tratado.

O movimento nacional-socialista é o mais intenso e abrangente protesto contra o espírito dos séculos XIX e XX. A idéia de um povo de único sangue é o ponto fundamental dos seus ensinamentos e todos os católicos que obedecerem às instruções dos bispos alemães terão de admitir que assim é. As leis do nacional-socialismo e as da Igreja Católica têm o mesmo objetivo" (Begegnungen Zwischen Katholischem Christentum und Nazional-Sozialistischer Weltanschauung Aschendorff, Muster, 1933).
Em abril de 1933 começaram as primeiras perseguições massivas contra a comunidade judaica, através do boicote aos seus estabelecimentos comerciais e espancamentos de judeus por tropas das SA. A primeira resposta dos líderes máximos da Igreja alemã foi: “Os judeus que ajudem a si próprios”. Sem dúvida, uma frase muito cristã.
Durante a Guerra Civil na Espanha, em 1936, Hitler se encontrou com o Cardeal Faulhaber, de Munique. A pauta era a ameaça representada pelo comunismo. O Cardeal deu sua impressão sobre o amistoso encontro com Sr. Hitler: “O Führer possui uma habilidade diplomática e social melhor do que um soberano nato (...) Não resta a menor dúvida de que o chanceler vive com a fé em deus. Ele reconhece o cristianismo como base da cultura ocidental”. Em seguida elaborou uma carta pastoral que foi lida nas igrejas alemãs, nela pregava a cooperação entre católicos e nazistas contra o comunismo ateu.
No final de 1938 estourou a violência contra os judeus. Numa única noite de novembro, a “noite dos cristais”, mais de 800 deles foram assassinados, 26 mil enviados para campos de concentração, centenas de Sinagogas e estabelecimentos destruídos. Depois deste dia fatídico os judeus foram obrigados a portar a estrela de David nas roupas.

Enquanto o holocausto judeu dava seus primeiros passos na Alemanha, Pacelli assumia o trono pontífice. Quatro dias depois escreveu à Hitler: “Ao ilustre Herr Adolf Hitler, Führer e Chanceler do Reich Alemão! No início do nosso pontificado, desejamos lhe assegurar que permanecemos devotados ao bem-estar do povo alemão confiado a sua liderança”. Nenhuma admoestação em relação à repressão contra os judeus e setores de oposição, nos quais se incluíam vários católicos.
Quando Hitler e Mussolini invadiram a Iugoslávia, eles permitiram a criação de uma Croácia Independente sob o comando do líder fascista Ante Pavelic. Os croatas eram católicos e se consideravam arianos. Sob seu reinado de terror iniciou-se uma limpeza étnica na região. 487 mil sérvios, 30 mil judeus e 27 mil ciganos foram assassinados barbaramente pelos bandos fascistas de Paveli. À frente desses bandos sanguinários estavam os padres franciscanos. O Vaticano imediatamente reconheceu o novo Estado e Pio XII se referiu a ele como “posto avançado do cristianismo nos Bálcãs”. Uma das eminências pardas daquele regime de terror era o bispo Stepinac – que acabou sendo beatificado por João Paulo II em 1998.
Em 1942 o Papa já tinha todas as informações sobre o projeto de “Solução Final”. Operação que visava eliminar judeus, ciganos e eslavos da Europa. Entre 1933 e 1944 mais de seis milhões de judeus foram assassinados nos campos de extermínios nazistas. Depois de forte pressão das forças aliadas - e de muitos católicos e judeus-, Pio XII preparou uma homilia de Natal que visava denunciar esta situação. Para decepção geral ela acabou sendo uma declaração inócua que nem ao menos teve a coragem de usar as palavras judeu, genocídio e nazismo.
Em setembro de 1943, quando a própria Roma caiu sob ocupação militar alemã, a “solução final” chegou às portas do Papa. Começou, então, o aprisionamento de judeus e oposicionistas. Caminhões carregando homens, mulheres e crianças percorriam as ruas vizinhas ao Vaticano. Muitas igrejas começaram a abrigar os judeus, especialmente os convertidos ao catolicismo. Mas, nenhuma conclamação pública foi feita para que os católicos se opusessem às deportações e o massacre de milhares de cidadãos italianos.
Ciente da boa vontade do Papa, o embaixador alemão enviou para o seu chefe uma carta na qual afirmava: “O papa, embora sob pressão de todos os lados, não se permitiu ser levado a uma censura expressa da deportação dos judeus de Roma. Embora deva saber que tal atitude será usada contra ele por nossos adversários (...) mesmo assim o papa fez tudo o que era possível para não prejudicar as relações com o governo alemão”.
Naqueles dias fatídicos, a preocupação de Pio XII não era com as famílias italianas deportadas, ou com a cidade ocupada pelos bárbaros nazistas, mas com os partisans que lutavam pela libertação da Itália. Temia que uma abrupta saída dos alemães pudesse deixar a cidade nas mãos da resistência comunista. “Os alemães, afirmou ele, pelo menos, haviam respeitado a cidade do Vaticano e as propriedades da Santa Sé em Roma”.
Em 23 de março de 1944 um grupo de guerrilheiros atacou um comando alemão e matou 33 invasores. Este ato heróico foi duramente criticado pelo Vaticano e definido como terrorismo. A resposta alemã foi assassinar friamente 335 italianos. A Santa Sé simplesmente se lastimou pelas pessoas sacrificadas “em lugar dos culpados”. Em outras palavras, o Papa não se oporia se os fuzilados fossem os membros da resistência italiana.
A história existe para àquele que busca conhecê-la. Quem tem conhecimento e o poder do questionamento, liberta-se desta farsa. Subserviência, medo e ignorância não é religião/crença. Tornar as pessoas tementes a este deus iracundo, torna-as passíveis a manipulação de suas mentes fracas.
Uma maneira de poupar o Jeová e o Jesus desta responsabilidade terrível, é dizer que o homem tem o livre arbítrio, e ele faz o que quer. Tudo é da responsabilidade dele próprio. Mas causar tanta maldade em nome de um deus, não o deixa passível de se sensibilizar pelo sofrimento daqueles inocentes? Aonde esta o mais louvável ser já exaltado por estes humanos?
Jesus teria vindo para livrar o homem da culpa e dos pecados, e garantir a ele, a redenção no reino do céu. Sodoma e Gomorra, segundo conta um mito cristão, foi dizimada pela ira de deus - para variar!- pois estas cidades estavam infectadas pela luxúria, ambição, os crimes contra a família, crimes de latrocínio, contra a honra e contra deus! A morte de Cristo na cruz - tratemos como verdadeira esta estória, só por agora para salvar o homem, foi em vão! As hordas cristãs que marcham sobre este mundo, transformaram esta terra numa região mais imunda que o próprio pandemônio! Os crimes tornaram-se mais graves e a maldade se alastrou por onde quer que o homem cristão fosse.
Com as grandes navegações, os europeus que aportaram nesta terra, causaram a destruição cultural dos povos naturais. Suas crenças foram proibidas, porque eram tidas como satânicas e estes povos ingênuos foram mais uma vez trucidados em nome de deus. Aonde estão os Maias e os Astecas?

Fonte: Pitis Sophiah