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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um mundo hipócrita e perigoso


Por Wladimir Pomar, no sítio Correio da Cidadania:

A situação mundial está se tornando cada vez mais hipócrita e perigosa. Os Estados Unidos, por exemplo, utilizam seu poder de emissão monetária para desvalorizar artificialmente sua moeda e dar maior competitividade aos produtos de suas indústrias. Ao mesmo tempo, sem pudor algum, exigem que a China e outros países valorizem suas moedas em relação ao dólar, insinuando a possibilidade de guerras comerciais e outros tipos de retaliação.


A OTAN destruiu toda a infra-estrutura da Líbia para garantir a vitória de seus aliados internos contra Kadafi, apesar das atrocidades que as forças desses aliados cometeram contra minorias étnicas e desafetos políticos. Agora, a OTAN saúda o novo governo provisório por estar implantando a democracia, sobre a qual não existem dados concretos, ao mesmo tempo em que oferece financiamentos para reconstruir o país que ela própria destruiu....

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mais de Israel e do mundo árabe

ImageEste ano, sob a inspiração da revolta árabe em vários países do Oriente Médio, a comemoração do aniversário de criação de Israel foi palco de intensos confrontes entre israelenses e palestinos. Eles se deram na faixa de Gaza, na Cisjordânia e nas fronteiras com Líbano e Síria. A tensão na região aumentou e jornais já contabilizam 13 mortos por tiros das forças israelenses.
O dia, comemorado em Israel, e tido por palestinos e pelo mundo árabe como “nakba” – catástrofe, em português –, é mais um indicador de que a região tem dificuldades para encontrar uma solução equilibrada e pacífica para o destino de 4,7 milhões de palestinos e seus descendentes.
O tema foi tratado com destaque na Al Jazeera, maior emissora de TV do Catar e referência no mundo árage. Suas reportagens apontam mortos e feridos em Gaza, colinas de Golan, Ras Maroun e Cisjordânia. A coluna de Nelson Sá, na Folha, chama a atenção para matéria no The New York Times sobre o mesmo assunto. O jornal norte-americano ressalta que soldados daquele estado atiraram em centenas de palestinos que tentavam atravessar as fronteiras.
Egípcios e a "causa palestina"
Os confrontos também tiveram a atenção da Al Jazeera e da France Presse, que divulgaram a morte de um palestino de 16 anos em Jerusalém Oriental. Os autores do disparo teriam sido seguranças de um assentamento israelense. Na véspera, a mesma TV do Catar havia noticiado que egípcios teriam feito um protesto na praça Tahrir  "em apoio à causa palestina".
Do outro lado do mundo, ressalta Nelson Sá, em Nova York, a comunidade judaica viveu uma controvérsia que chegou às páginas do The New York Times. O conselheiro Jeffrey Wiesenfeld teria conseguido vetar a homenagem da City University ao dramaturgo Tony Kushner, sob o argumento de que Kushner participara da "limpeza étnica" de palestinos depois da criação de Israel, em 1948.
via opensante

domingo, 13 de março de 2011

Com aval dos EUA, ditadura saudita reprime e esvazia protestos

Chávez está coberto de razão quando afirma que os Estados Unidos usa um peso e duas medidas nos conflitos em curso no Oriente Médio. Isto fica evidente no silêncio cúmplice diante dos últimos acontecimentos na Arábia Saudita, dominada por uma ditadura entreguista e submissa aos interesses do império. Também não se vê na mídia capitalista reportagens editorializadas sobre o tema, como ocorre em relação à Líbia.
Vermelho

A monarquia saudita lançou às ruas das principais cidades da Arábia nesta sexta-feira (11) um gigantesco esquema policial de repressão para evitar o "Dia de Fúria", protesto programado por manifestantes antimonarquistas para pressionar por reformas no poder ditatorial que governa o país há 85 anos.

Em algumas localidades, a polícia chegou a disparar contra o povo. As manifestações estavam previstas para o meio-dia, depois das orações desta sexta-feira, dia considerado pelos islâmicos como "santo". Porém, enquanto as mesquitas se esvaziavam, as forças de repressão instauravam postos de controle em pontos-chave de várias cidades.

No estratégico centro comercial Olaya, na capital Riad, onde manifestantes foram convocados a se reunir, centenas de membros de segurança cercaram uma mesquita e examinavam os documentos dos motoristas.

Os manifestantes exigem a eleição de um novo Parlamento e de um novo governante na ditadura monárquica. Outros ativistas convocaram protestos nacionais para 20 de março.

O ministério da Informação levou jornalistas para um tour por Riad, que revelou apenas uma forte presença das forças de repressão, sem sinais de manifestações. A cidade portuária de Jidá, no Mar Vermelho, a segunda maior cidade saudita, também estava superpovoada de policiais.

Tiros em manifestantes

Nas cidades menores, onde a força policial não era tão grande a ponto de dissipar as tentativas de reunião, houve disparos por parte de policiais contra alguns manifestantes.

Em Catifa, na província oriental, três manifestantes xiitas foram atingidos por disparos da polícia, que dispersava um protesto na noite de quinta-feira. Os disparos foram feitos quando cerca de 800 manifestantes, todos xiitas e incluindo mulheres, tomaram as ruas de Catifa exigindo a libertação de nove prisioneiros políticos xiitas.

Um pequeno protesto pedindo reformas e a libertação de prisioneiros xiitas também foi realizado no local.”
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