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terça-feira, 26 de abril de 2011

O Brasil é racista

Relatório das Desigualdades Raciais

O relatório da UFRJ, recentemente lançado, comprova a obviedade que muitos insistem desconhecer: o Brasil é racista.
Alguns dados interessantes em 2005-2006, quando 49,5% da população se declara branca, e 49,5% se declara negra ou parda.
- os tribunais superiores superiores contam com 66 juízes. Os negros ou pardos são apenas 02 deles. Estupendos 3,3%.
- os partidos políticos são oásis brancos: 83,1% no PT e 92,4% no PSDB.
- deputados brancos são 87%, e negros 9%.
Alguns dados de interesse para pensar a violência e o comércio de armas de fogo (base 2005):
- o homicídio foi a causa de morte não natural de 46,2% dos negros ou pardos, ao passo que a taxa foi de 28,1% entre os brancos.
- entre os jovens negros, a taxa de vitimização por homicídios é de 134 almas por 100.000 hab., ao passo que entre os brancos é de 66 almas.
- a arma de fogo é que mata 45% dos negros e 24% dos brancos assassinados.
Acesse a íntegra do relatório clicando aqui.
By: Juízes para a Democracia, via Com textolivre

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DNA de negros e pardos do Brasil é muito europeu

DNA de negros e pardos do Brasil é muito europeu

Estudo diz que cerca de 70% da herança genética nacional vem da Europa
Variação de região para região do país é baixa; cor da pele tem elo com poucos genes e, por isso, é parâmetro enganoso
No Brasil, faz cada vez menos sentido considerar que brancos têm origem europeia e negros são "africanos". Segundo um novo estudo, mesmo quem se diz "preto" ou "pardo" nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.
O trabalho, coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indica ainda que, apesar das diferenças regionais, a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme.
"A grande mensagem do trabalho é que [geneticamente] o Brasil é bem mais homogêneo do que se esperava", disse Pena à Folha.
De Belém (PA) a Porto Alegre, a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.
Quase mil
Além de moradores das capitais paraense e gaúcha, foram estudadas também populações de Ilhéus (BA) e Fortaleza (compondo a amostra nordestina), Rio de Janeiro (correspondendo ao Sudeste) e Joinville (segunda amostra da região Sul).