Mostrando postagens com marcador Serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Financial Times, sobre o trensalão tucano: “Constrange o PSDB”

 Reportagem do jornal britânico evidencia que a imprensa internacional tem dedicado mais espaço ao esquema de corrupção na Petrobras, mas “outro escândalo de longa data envolvendo o sistema ferroviário suburbano de São Paulo também está chegando a um ponto crítico”
PROPINODUTO
Por Redação
O jornal britânico “Financial Times” publicou uma reportagem nesta segunda-feira (29) em que afirma que a corrupção não pode ser aplicada somente ao Partido dos Trabalhadores. A matéria cita a suposta formação de cartel na compra de trens envolvendo governos do PSDB em São Paulo. De acordo com o veículo, a acusação “constrange o PSDB, que governa o estado de São Paulo há 20 anos”.
A reportagem também evidencia que, ao publicar reportagens referentes ao Brasil, a imprensa internacional tem dedicado espaço ao esquema de corrupção na Petrobras, o que atinge, principalmente, os partidos da base aliada do governo federal. “Mas, ainda que receba menos atenção, outro escândalo de longa data envolvendo o sistema ferroviário suburbano de São Paulo também está chegando a um ponto crítico”, diz o jornal.
Ainda segundo o Financial Times, “o escândalo ferroviário de São Paulo, que poderia se estender por 15 anos de governos do PSDB entre 1998 e 2013, mostra que a corrupção nos contratos públicos é um problema brasileiro, e não um desafio de apenas um único partido”.

Sanguessugado do SPressoSP, via: http://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2014/12/financial-times-sobre-o-trensalao.html?spref=fb

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Serra deflagra operação Sabesp



Com ajuda de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, tucano tenta emplacar programa especial que permite que companhias como a Sabesp (SP) e a Copasa (MG) transformem em investimentos os impostos devidos à União. Com isso, o governo federal poderá deixar de arrecadar R$ 3 bilhões ao ano

Eleito por São Paulo, estado que mergulhou numa crise hídrica em função do colapso do sistema de abastecimento Cantareira, o senador José Serra (PSDB) tenta emplacar um programa especial que permite que empresas de saneamento como a Sabesp (SP) e a Copasa (MG) deixem de pagar impostos à União para transformar os recursos em investimentos no setor.

Segundo informações da Agência Senado, a estimativa feita pelos próprios senadores aponta que o governo federal deixará de recolher R$ 3 bilhões ao ano do Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), se o projeto de Serra for aprovado. Hoje, cerca de 85% dos tributos cobrados das companhias são direcionados aos cofres federais.

O que Serra sugere é a criação do Reibs, o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento do Saneamento Básico. Pela proposta, é beneficiária do Reisb "a pessoa jurídica que tenha projeto aprovado pelo Ministério das Cidades para a realização de investimentos em serviços públicos de saneamento básico, ou serviços correlatos, de alta relevância e interesse social." Por "alta relevância e interesse social", entende-se:

I – intervenções em áreas ocupadas por população de baixa renda, visando à regularização urbanística e fundiária necessária para a implantação de sistemas de água e esgoto;

II – limpeza, despoluição e canalização de córregos;

III – implantação para preservação de áreas de mananciais e unidades de conservação necessárias à proteção das condições naturais e de produção de água;

IV – investimentos em esgotamento sanitário em áreas com predomínio de população de baixa renda;

V – investimentos em projetos de redução nos níveis de perdas, reais e aparentes, nos sistemas de abastecimento de água.

Para assegurar que haja um "verdadeiro aumento no nível de investimentos, e não mero deslocamento de verbas para os investimentos incentivados", Serra propõe que "o valor do projeto submetido ao Reisb represente um adicional relativamente ao valor médio anual de investimentos da pessoa jurídica em serviços públicos de saneamento básico, considerado o período de 5 exercícios imediatamente anteriores ao ano de habilitação.”

O ex-governador paulista argumentou que a carga tributária no Brasil é muito alta e isso desestimula os investimentos em saneamento básico. "Nesse contexto, a alta relevância do saneamento básico, extensamente demonstrada, justifica um tratamento tributário diferenciado, mais favorável, para o setor."

Em 2014, o GGN mostrou que a Sabesp distribuiu, entre 2003 e 2013, até 60% de seu lucro aos acionistas. A empresa abriu o capital na década de 1990, com a desculpa de que, assim, teria mais recursos para investir em saneamento.

Nesta terça-feira (23), o PLS (Projeto de Lei do Senado) 95/2015 avançou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, caso não haja nenhum recurso contra o texto, poderá pular do plenário do Senado diretamente para a Câmara Federal, onde deverá ser apreciado com patrocínio do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). O programa foi demandado por governadores em encontro que envolveu a cúpula do Congresso, em meados de abril.

Arquivo


no: http://www.contextolivre.com.br/2015/06/serra-deflagra-operacao-sabesp.html

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Wikileaks revela ligação entre movimento Vem Pra Rua, FHC e agência da CIA

chequer

Há poucos dias, o líder do Movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer, foi desmascarado por jornalistas, blogs e outros sites independentes do Brasil, que descobriram sua ligação com uma agência ligada a CIA acusada de envolvimento em tentativas de golpes de estado em vários países.
Basta uma breve pesquisa pelo site do Wikileaks e é possível encontrar o nome de Rogério Chequer em documento interno da Stratfor, agência que fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações e agências governamentais dos EUA.
Conforme o Wikileaks, outras instituições também estariam vinculadas e podem ter prestado serviços de informações a Stratfor, como o Jornal O Globo e o Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Rogério Chequer já apareceu ao lado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em foto, assim como ao lado de José Serra (PSDB) em eventos de campanhas do então candidato Aécio Neves (PSDB).
O jornalista independente Fernando Brito, do blog Tijolaço, descobriu, após breve pesquisa, que “Chequer vivia, até poucos anos atrás, nos Estados Unidos. Lá era sócio de uma empresa chamada Atlas Capital Management, que geria fundos de investimentos junto com David Chon e Harry Kretsky. Apenas um dos fundos, o Discovery Atlas Fund (do qual Chequer também era sócio), tinha US$ 115 milhões (R$ 360 milhões) em ativos”, conta Brito. As informações são do Institutional Investitor.
Ninguém sabe por quais motivos Chequer voltou ao Brasil para ser sócio de uma pequena agência de publicidade e virar “liderança” de um movimento contra a presidente Dilma Rousseff.
As questões que ficam é: Qual o envolvimento do Chequer com a Stratfor? Será que ele recebeu treinamento de espião? Por quais motivos retornou ao Brasil?
Com informações de Tijolaço, Br29 e Pragmatismo Político.
via http://blogdoitarcio.blogspot.com.br/2015/04/wikileaks-revela-ligacao-entre.html

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Tribunal reprova compra do Metrô na gestão Serra



O Tribunal de Contas do Estado rejeitou a compra de 16 trens pelo Metrô junto à multinacional francesa Alstom na gestão Serra, em 2007.

A companhia usou um contrato firmado em 1992 pelo governo Fleury Filho (1991-1994) para fazer a aquisição mais de 15 anos depois. De acordo com a Lei de Licitações, o contrato havia perdido a sua validade em 1997.

Segundo o conselheiro Renato Martins Costa, a compra também foi irregular por ter dispensado licitação para assinar o aditivo. Os 16 trens custaram R$ 828 milhões, em valores atualizados, e circulam na linha 3-vermelha.

O caso foi mencionado em uma representação de deputados petistas no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que gerou, em novembro de 2013, o inquérito contra o ex-governador. Em 2014, a Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo arquivou investigação contra Serra.

O Metrô diz que vai recorrer da decisão e defende que preço foi vantajoso para o Estado.
http://www.contextolivre.com.br/2015/02/tribunal-reprova-compra-do-metro-na.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo



Em 2005 houve o grande pacto dos grupos de mídia nacionais, seguindo o modelo do australiano Rupert Murdoch, trazido para o Brasil pelo presidente do grupo Abril, Roberto Civita.

Interrompeu-se a competição e definiu-se uma linha única de ação para todos os grupos, que consistia em uma luta sem quartel visando empalmar o poder político para facilitar a travessia para o novo padrão tecnológico que surgia.

* * *

O capítulo mais ridículo foi o da criminalização de um Ministro que se valeu do cartão funcional para adquirir uma tapioca.

O capítulo mais comprometedor foi a tremenda campanha negativa contra as obras da Copa, que acabou desmentida pelos fatos.

O país foi prejudicado de duas maneiras.

A primeira, pelo prejuízo às críticas fundamentadas que deveriam ser feitas às práticas do governo e acabaram trocadas por tapiocas e outras bobagens; a segunda, por ter desarmado totalmente a fiscalização sobre governos aliados.

* * *

Essa perda de foco jornalístico foi em parte responsável por dois dos maiores desastres da história de São Paulo: as enchentes no governo José Serra e a grande crise de água que se prenuncia no governo Geraldo Alckmin.

As enchentes destruíram cidades, alagaram São Paulo e, não fosse o trabalho dos blogs e das redes sociais, as causas jamais teriam sido divulgadas. A razão principal foi o fato de Serra ter cortado as verbas de desassoreamento do rio Tietê ao mesmo tempo em que inflava as verbas publicitárias e as compras de livros didáticos da editora Abril.

A suspensão dos trabalhos reduziu em 30% a 40% a vazão do rio. Os compromissos políticos espúrios dos grupos de mídia barraram os alertas provenientes de técnicos e especialistas.

* * *

O mesmo ocorreu em relação ao problema da Sabesp. Durante todo 2014, os únicos alertas consistentes partiram dos blogs, porque os grupos de mídia se eximiram de sua responsabilidade.

Um dos momentos mais desmoralizadores desse neojornalismo foi a cobertura dada pela mídia ao uso do volume morto de água do sistema Cantareira. Uma medida de desespero, prenúncio dos problemas maiores que viriam pela frente, foi tratada como uma inauguração solene. “Foram distribuídos convites para convidados VIP, convidando "para o início do bombeamento da reserva estratégica de água para o sistema Cantareira. Os telejornais deram espaço nobre às palavras de Alckmin, à sua postura grave, mostrando como, graças à eficiência do governo do estado, o paulistano terá mais 6 meses rezando para as chuvas venham. Se não vierem, nem todos os caminhões pipa do país darão conta da tragédia”.

* * *

Se depender da maioria dos blogs militantes, não serão divulgadas críticas ao governo Dilma; se depender da atuação maciça dos grupos de mídia, não será veiculada nenhuma crítica ou denúncia contra governos e políticos aliados.

Ao pretender esmagar a blogosfera, sufocando-a com ações judiciais os grupos de mídia penalizam gravemente o direito à informação por parte do público.

O Judiciário precisa desinterditar o debate e ter coragem de discutir esse tema.

Luís Nassif
No GGN, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/como-cartelizacao-da-midia-prejudicou.html

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Incompetente José Serra já sabia da "guerra da água" em 2009



Documento publicado em 2009 pelo Governo de SP, já previa uma "Guerra da água" na "Macrometrópole Paulista" para o ano de 2015, "motivada pelo aumento da demanda num ano atípico de chuvas, com precipitação muito abaixo da esperada". (S.P., 2009, :p.37).

O inacreditável é que mesmo com mais de 200 super especialistas concluindo isso, o Governo do PSDB, nada fez!!

Definitivamente comprovada a incompetência tucana!


sugado do: http://www.contextolivre.com.br/2015/01/incompetente-jose-serra-ja-sabia-da.html

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

MERDA NO VENTILADOR. PLANILHA DA CAMARGO CITA TEMER, SERRA E AÉCIO

:

Documento apreendido durante a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, menciona nomes de políticos de praticamente todos os partidos, que teriam recebido contribuições da empreiteira Camargo Corrêa; em relação ao senador eleito José Serra (PSDB-SP) há uma anotação correspondente a R$ 1 milhão; sobre o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, há duas anotações referentes a US$ 40 mil; o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) está na planilha, mas sem indicação de valores

247 - Reportagem dos jornalistas Ricardo Brandt, Ricardo Chapola e Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo, revela uma planilha apreendida pela Polícia Federal na sede da Camargo Corrêa, com nomes de diversos políticos, que, aparentemente, receberam contribuições da empreiteira.

O nome de José Serra, senador eleito pelo PSDB, aparece ao lado de uma anotação que indica R$ 1 milhão. Já o do vice-presidente Michel Temer, do PMDB, ele aparece ao lado de duas anotações de US$ 40 mil. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) está na lista, mas sem a indicação de valores.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Temer negou qualquer vínculo com a empreiteira e disse ainda que nunca recebeu recursos da Camargo Corrêa “a qualquer título”.

Na mesma tabela, constam nomes de outros deputados, senadores e prefeitos, de praticamente todos os partidos políticos. Confira abaixo o documento:























sexta-feira, 25 de julho de 2014

São Paulo na vanguarda do atraso


O rinoceronte Cacareco, antecessor de Tiririca, foi eleito vereador em SP
Pelé é até hoje criticado por ter dito que o brasileiro não sabe votar.
Mas quando se constata, só para ficar num exemplo mais conhecido, que os paulistas, que já elegeram o "chuchu" Alckmin, estão prestes a cometer novamente essa barbaridade, até que dá para desculpar o "rei" do futebol pela sua frase.
Citei Alckmin, mas poderia citar vários outros políticos que os paulistas sufragaram majoritariamente para cargos do Executivo: Celso Pitta, José Serra, Gilberto Kassab e Paulo Maluf, por exemplo.
Não é um quarteto notável?
A democracia tem dessas coisas.

O eleitor pode, perfeitamente, errar, eleger um picareta ou um sujeito sem nenhuma qualificação intelectual para o cargo de prefeito ou governador de Estado. Ou de presidente da República.
Acontece.
Mas a democracia também permite que esse mesmo eleitor que se enganou uma vez se redima e, numa próxima eleição, rejeite esse político que o decepcionou.
Esse é o grande mérito do regime democrático: dar voz ao povo, propiciar que ele escolha, livremente, seus governantes, que promova uma alternância no poder.
O que ocorre no Brasil - e mais especificamente em São Paulo -, porém, foge à razão.
Ou melhor, é motivo para que os mais sábios dos sábios se debrucem nos seus preciosos livros para tentar decifrar o enigma.
Há duas décadas o Estado mais rico da federação, que já foi chamado de "Locomotiva da Nação", é governado por um grupo político que hoje, em nível federal, faz oposição feroz aos trabalhistas.
Esse grupo representa o que de mais atrasado existe na vida social do país. 
É totalmente desligado das organizações populares e sindicais, criminaliza os movimentos sociais e reivindicatórios, exibe resultados menos que medíocres em todas as áreas de governo, aumenta taxas e impostos indiscriminadamente, despreza a transparência administrativa, mente compulsivamente sobre todas as questões que possam significar início de uma crise - e mesmo assim é aprovado pela maioria dos cidadãos!
É fato notório que o prefeito paulistano, o petista Fernando Haddad, tem  sido vítima de uma perseguição cotidiana por parte da oligarquia paulista, imprensa incluída.
E também notório que Haddad é um dos melhores quadros políticos já surgidos no passado recente do país.
A tentativa de exterminá-lo politicamente, ao mesmo tempo em que as inúmeras mazelas provocadas por 20 anos de governos tucanos em São Paulo são inteiramente escondidas da população, prova de que a democracia brasileira ainda é muito imperfeita. 
Talvez por ser ainda dominada por um grupo de pessoas que preza muito mais manter os imensos privilégios que ainda goza do que ver o país em que vive se transformar numa terra mais justa para todos. 
E não há no país local mais exemplar dessa criminosa interferência no processo de consolidação democrático do que São Paulo.
Triste destino o dos paulistas...
Do, http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/07/sao-paulo-na-vanguarda-do-atraso.html

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quem fez convênio com a Labogen foi Serra, no Governo FHC



Publico essa informação do título, que você vê retratada na ilustração e que pode ser confirmada no Portal da Transparência do Governo Federal apenas para que se veja como a leviandade pode dar margem à injustiça.

Não significa dizer que estes convênios sejam desonestos ou que, por eles, José Serra tenha recebido qualquer vantagem indevida.

Só uma apuração detalhada poderia dar margem a se pensar algo assim e é exatamente o contrário disso que se está fazendo com o ex-ministro Alexandre Padilha.

Uma acusação irresponsavelmente espalhada, sem um mínimo de checagem e, até, de lógica, se não existirem outros elementos além do quase nada que foi divulgado.

Conheço apenas de vista o ex-Ministro Alexandre Padilha e ele sequer sabe quem eu sou.

Portanto, não posso dar nenhum testemunho sobre ele, mas posso olhar fatos.

Mas esta história do “executivo” que ele teria indicado, segundo os jornais publicam irresponsavelmente,  a uma empresa do tal doleiro Alberto Yousseff não fecha.

O tal “executivo” ocupou um cargo de quinto escalão no Ministério, de fato, mas de sexto escalão (os cargos têm, após o Ministro, os códigos NE, DAS 101.6, 101.5, 101.4 e, depois, o que ele tinha 101.3, na área de eventos).

O tal Marcus foi nomeado Assessor de Eventos em 2011, quando a remuneração não chegava a R$ 4 mil (hoje são R$ 4300), a partir de 17 de maio de 2011. E exonerado no dia 1° de agosto do mesmo ano.

Mesmo neste inexpressivo cargo, portanto, ficou por dois meses e meio ou, como se diz, nem esquentou a cadeira.

O tal documento da PF que os jornais usam como base falam de uma suposta indicação em em 28 de novembro de 2013.

E que André Vargas passa o contato do cidadão a Yousseff dizendo que Padilha o indicou. Indicou a quem, se é que indicaria alguém a quem demitira há mais de dois anos.

Se Padilha indicou, porque é André Vargas passa o contato do cidadão a Yousseff?

Este André Vargas, a quem o próprio Estadão chama de “bocão”, estaria “vendendo” uma indicação?

A única coisa que esta acusação — ou a troca de mensagens — prova é a de que André Vargas não tinha uma simples amizade casual com Yousseff.

Aliás, o comportamento deste deputado, como já se viu, é péssimo. Quem não cuida de sua própria reputação, vai cuidar da alheia?

Fernando Brito
No Tijolaço

sábado, 17 de agosto de 2013

Todos os homens do propinoduto tucano


Quem são e como operam as autoridades ligadas aos tucanos investigadas pela participação no esquema que trafegou por governos do PSDB em São Paulo
01.jpg
Na última semana, as investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público mostraram a abrangência nacional do cartel na área de transporte sobre trilhos. A tramoia, concluíram as apurações, reproduziu em diversas regiões do País a sistemática observada em São Paulo, de conluio nas licitações, combinação de preços superfaturados e subcontratação de empresas derrotadas. As fraudes que atravessaram incólumes 20 anos de governos do PSDB em São Paulo carregam, no entanto, peculiaridades que as diferem substancialmente das demais que estão sendo investigadas pelas autoridades. O esquema paulista distingue-se pelo pioneirismo (começou a funcionar em 1998, em meio ao governo do tucano Mário Covas), duração, tamanho e valores envolvidos – quase meio bilhão de reais drenados durante as administrações tucanas. Porém, ainda mais importante, o escândalo do Metrô em São Paulo já tem identificada a participação de agentes públicos ligados ao partido instalado no poder. Em troca do aval para deixar as falcatruas correrem soltas e multiplicarem os lucros do cartel, quadros importantes do PSDB levaram propina e azeitaram um propinoduto que desviou recursos públicos para alimentar campanhas eleitorais.
02.jpg
Ao contrário do que afirmaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador José Serra na quinta-feira 15, servidores de primeiro e segundo escalões da administração paulista envolvidos no escândalo são ligados aos principais líderes tucanos no Estado. Isso já está claro nas investigações. Usando a velha e surrada tática política de despiste, Serra e FHC afirmaram que o esquema não contou com a participação de servidores do Estado nem beneficiou governos comandados pelo PSDB. Não é o que mostram as apurações do Ministério Público e do Cade. Pelo menos cinco autoridades envolvidas na engrenagem criminosa, hoje sob investigação por terem firmado contratos irregulares ou intermediado o recebimento de suborno, atuaram sob o comando de dois homens de confiança de José Serra e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin: seus secretários de Transportes Metropolitanos. José Luiz Portella, secretário de Serra, e Jurandir Fernandes, secretário de Alckmin, chefiaram de perto e coordenaram as atividades dos altos executivos enrolados na investigação. O grupo é composto pelos técnicos Décio Tambelli, ex-diretor de operação do Metrô e atualmente coordenador da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões da Secretaria de Transportes Metropolitanos, José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Ademir Venâncio, ex- diretor de engenharia da estatal de trens, e os ex-presidentes do metrô e da CPTM, José Jorge Fagali e Sérgio Avelleda.
Segundo documentos em poder do CADE e Ministério Público, estes cinco personagens, afamados como bons quadros tucanos, se valeram de seus cargos nas estatais paulistas para atender, ao mesmo tempo, aos interesses das empresas do cartel na área de transporte sobre trilhos e às conveniências políticas de seus chefes. Em troca de benefícios para si ou para os governos tucanos, forneciam informações privilegiadas, direcionavam licitações ou faziam vista grossa para prejuízos milionários ao erário paulista em contratos superfaturados firmados pelo metrô. As investigações mostram que estes técnicos do Metrô e da CPTM transitaram pelos governos de Serra e Alckmin operando em maior ou menor grau, mas sempre a favor do esquema.
03.jpg
Um dos destaques do quinteto é José Luiz Lavorente, diretor de Operação e Manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Em um documento analisado pelo CADE, datado de 2008, Lavorente é descrito como o encarregado de receber em mãos a propina das empresas do cartel e distribuí-las aos políticos do PSDB e partidos aliados. O diretor da CPTM é pessoa da estrita confiança de Alckmin. Foi o governador de São Paulo que o promoveu ao cargo de direção na estatal de trens, em 2003. Durante o governo Serra (2007-2008), Lavorente deixou a CPTM, mas permaneceu em cargos de comando da estrutura administrativa do governo como cota de Alckmin. Com o regresso de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes, em 2011, Lavorente reassume o posto de direção na CPTM. Além de ser apontado como o distribuidor da propina aos políticos, Lavorente responde uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que aponta superfaturamento e desrespeito à lei de licitações. O processo refere-se a um acordo fechado por meio de um aditivo, em 2005, que possibilitou a compra de 12 trens a mais do que os 30 licitados, em 1995 e só seria valido até 2000.
04.jpg
O ex-diretor de Operação do Metrô e atualmente coordenador da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões da secretaria de Transportes Metropolitanos, Décio Tambelli, é outro personagem bastante ativo no esquema paulista. Segundo depoimentos feitos por ex-funcionários da Siemens ao Ministério Público de São Paulo, Tambelli está na lista dos servidores que receberam propina das companhias que firmaram contratos superfaturados com o metrô e a CPTM. Tambelli é muito próximo do secretário de Transportes, Jurandir Fernandes. Foi Fernandes que o alçou ao cargo que ocupa atualmente na administração tucana. Cabe a Tambelli, apesar de estar na mira das investigações, acompanhar e fiscalizar o andamento da linha quatro do metrô paulista, a primeira obra do setor realizada em formato de parceria público-privada. Emails obtidos por ISTOÉ mostram que, desde 2006, Tambelli já agia para defender e intermediar os interesses das empresas integrantes do cartel. Na correspondência eletrônica, em que Tambelli é mencionado, executivos da Siemens narram os acertos entre as companhias do cartel no Distrito Federal e sugerem que o acordo lá na capital seria atrelado “à subcontratação da Siemens nos lotes 1+2 da linha 4” em São Paulo. “O Ramos (funcionário do conglomerado francês Alstom) andou dizendo ao Décio Tambelli do metrô SP, que não pode mais subcontratar a Siemens depois do caso Taulois/Ben-hur (episódio em que a Siemens tirou técnicos da Alstom para se beneficiar na pontuação técnica e vencer a licitação de manutenção do metrô de Brasília)”, dizia o e-mail trocado entre os funcionários da Siemens.
05.jpg
Outro homem do propinoduto tucano que goza da confiança de Jurandir Fernandes e de Alckmin é Sérgio Avelleda. Ele foi nomeado presidente do Metrô em 2011, mas seu mandato durou menos de um ano e meio. Avelleda foi afastado após a Justiça atender acusação do Ministério Público de improbidade administrativa. Ele era suspeito de colaborar em uma fraude na concorrência da Linha 5 do Metrô, ao não suspender os contratos e aditamentos da concorrência suspeita de formação de cartel. “Sua permanência no cargo, neste atual momento, apenas iria demonstrar a conivência do Poder Judiciário com as ilegalidades praticadas por administradores que não respeitam as leis, a moral e os demais princípios que devem nortear a atuação de todo agente público”, decretou a juíza Simone Gomes Casorretti, ao determinar sua demissão. Após a saída, Avelleda obteve uma liminar para ser reconduzido ao cargo e pediu demissão. Hoje é consultor na área de transporte sobre trilhos e presta serviços para empresas interessadas em fazer negócios com o governo estadual.
De acordo com as investigações, quem também ocupou papel estratégico no esquema foi Ademir Venâncio, ex-diretor da CPTM. Enquanto trabalhou na estatal, Venâncio cultivou o hábito de se reunir em casas noturnas de São Paulo com os executivos das companhias do cartel para fornecer informações internas e acertar como elas iriam participar de contratos com as empresas públicas. Ao deixar a CPTM, em meados dos anos 2000, ele resolveu investir na carreira de empresário no setor de engenharia. Mas nunca se afastou muito dos governos do PSDB de São Paulo. A Focco Engenharia, uma das empresas em que Venâncio mantém participação, amealhou, em consórcios, pelo menos 17 consultorias orçadas em R$ 131 milhões com as estatais paulistas para fiscalizar parcerias público-privadas e andamento de contratos do governo de Geraldo Alckmin. Outra companhia em nome de Venâncio que também mantém contratos com o governo de São Paulo, o Consórcio Supervisor EPBF, causa estranheza aos investigadores por possuir capital social de apenas R$ 0,01. O Ministério Público suspeita que a contratação das empresas de Venâncio pela administração tucana seja apenas uma cortina de fumaça para garantir vista grossa na execução dos serviços prestados por empresas do cartel. As mesmas que Venâncio mantinha relação quando era servidor público.
06.jpg
A importância da secretaria Transportes Metropolitanos e suas estatais subordinadas, Metrô e CPTM, para o esquema fica evidente quando se observa a lógica das mudanças de suas diretorias nas transições entre as gestões de Serra e Alckmin. Ao assumir o governo em 2007, José Serra fez questão de remover os aliados de Alckmin e colocar pessoas ligadas ao seu grupo político. Um movimento que seria revertido com a volta de Alckmin em 2011. Apesar dessa dança de cadeiras, todos os integrantes do esquema permaneceram em postos importantes das duas administrações tucanas. Quem sempre operou essas movimentações e trocas de cargos, de modo a assegurar a continuidade do funcionamento do cartel, foram os secretários de Transportes Metropolitanos de Serra e Alckmin, José Luiz Portella e Jurandir Fernandes.
07.jpg
Homem forte do governador Geraldo Alckmin, Fernandes começou sua trajetória política no PT de Campinas, interior de São Paulo. Chegou a ocupar o cargo de secretário municipal dos Transportes na gestão petista, mas acabou expulso do partido em 1993 e ingressou no PSDB. Por transitar com desenvoltura pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jurandir foi guindado a diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) em 2000. No ano seguinte, aproximou-se do então governador Alckmin, quando assumiu pela primeira vez o cargo de secretário estadual de Transportes Metropolitanos. Neste primeiro período à frente da pasta, tanto a CPTM quanto o Metrô firmaram contratos superfaturados com empresas do cartel. Quando Serra assume o governo paulista em 2007, Jurandir é transferido para a presidência da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), responsável pela formulação de políticas públicas para a região metropolitana de São Paulo. Com o retorno de Alckmin ao governo estadual em 2011, Jurandir Fernandes também volta ao comando da disputada pasta. Nos últimos dias, o secretário de Transportes tem se esforçado para se desvincular dos personagens investigados no esquema do propinoduto. Fotos obtidas por ISTOÉ, no entanto, mostram Jurandir Fernandes em companhia de Lavorente e de lobistas do cartel durante encontro nas instalações da MGE Transporte em Hortolândia, interior de São Paulo. Um dos fotografados com Fernandes é Arthur Teixeira que, segundo a investigação, integra o esquema de lavagem do dinheiro da propina. Teixeira, que acompanhou a solenidade do lado do secretário Fernandes, nunca produziu um parafuso de trem, mas é o responsável pela abertura de offshores no Uruguai usadas pelo esquema. Outro companheiro de solenidades flagrado com Fernandes é Ronaldo Moriyama ex-diretor da MGE, empresa que servia de intermediária para o pagamento das comissões às autoridades e políticos. Moriyama é conhecido no mercado ferroviário por sua agressividade ao subornar diretores do Metrô e CPTM, segundo depoimentos obtidos pelo Ministério Público.
08.jpg
No governo Serra, quem exercia papel político idêntico ao de Jurandir Fernandes no governo Alckmin era o então secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. Serrista de primeira hora, ele ingressou na vida pública como secretário na gestão Mário Covas. Portelinha, como é conhecido dentro do partido, é citado em uma série de e-mails trocados por executivos da Siemens. Num deles, Portella, assim como Serra, sugeriram ao conglomerado alemão Siemens que se associasse com a espanhola CAF em uma licitação para compra de 40 novos trens. O encontro teria ocorrido em um congresso internacional sobre ferrovias realizado, em 2008, na cidade de Amsterdã, capital da Holanda. Os dois temiam que eventuais disputas judiciais entre as companhias atrasassem o cronograma do projeto. Apesar de o negócio não ter se concretizado nestas condições, chama atenção que o secretário sugerisse uma prática que resulta, na maioria das vezes, em prejuízos aos cofres públicos e que já ocorria em outros contratos vencidos pelas empresas do cartel. Quem assinava os contratos do Metrô durante a gestão de Portella era José Jorge Fagali, então presidente do órgão. Ex-gerente de controle da estatal, ele teve de conviver com questionamentos sobre o fato de o seu irmão ser acusado de ter recebido cerca de US$ 10 milhões da empresa francesa Alstom. A companhia, hoje envolvida nas investigações do cartel, é uma das principais vencedoras de contratos e licitações da empresa pública.
Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas 
No IstoÉ

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tucanos da Siemens e Alstom - Globo acha o povo bobo


Há mais de dez anos, os partidos políticos, à frente o PT, que formam a coalizão para fortalecer a base política e partidária do Governo trabalhista no Congresso Nacional, bem como no que diz respeito ao controle administrativo dos ministérios tem sido acusados e denunciados, sistematicamente, pela mídia burguesa de todo o tipo de corrupção, sendo que incontáveis vezes as acusações se perderam por si próprias, porque, na verdade, não passavam de ilações e maledicências, que tinham a força de um tiro nas águas de um rio ou lago.
Entretanto, tais acusações infundadas e denúncias vazias causaram grandes transtornos e prejuízos profissionais, políticos e pessoais a muitas pessoas, que tiveram suas vidas devassadas e que moralmente sofreram com toda ordem de escárnio, deboche, e humilhação, ao tempo em que a imprensa de mercado se negava a dar o mesmo espaço nas diferentes mídias que tal sistema privado de comunicação controla aos políticos, às autoridades e a muitos dos assessores para poderem ao menos dar explicações ou se defender.
Ministros caíram, a exemplo de Orlando Silva, dos Esportes, e Carlos Lupi, do Trabalho, dentre outros, bem como a chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff, Erenice Guerra, que desde os tempos do presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, sofria com as acusações de uma imprensa irresponsável, facciosa e indiscutivelmente partidária e ideologicamente de direita, que, indisposta a ouvi-la, a combateu sistematicamente, até que Dilma a afastasse do cargo para que a ministra pudesse se defender no Judiciário e, consequentemente, dar uma resposta à sociedade brasileira quanto às acusações.
Erenice foi acusada, em reportagem da revista Veja, que depois foi repercutida pelos jornais Estadão, Folha de S. Paulo e O Globo, além do Jornal Nacional, de montar, no Palácio do Planalto, uma central de propinas que cobrava de empresários 6% para fazer os projetos tramitar com celeridade. O filho de Erenice, Israel Guerra, era apresentado pela imprensa corporativa como "consultor de negócios".
Depois de dois anos afastada do Palácio do Planalto, Erenice Guerra teve seu processo arquivado pelo Tribunal Regional Federal. As acusações de a ministra ter cometido tráfico de influência e seu filho ser considerado lobista foram consideradas improcedentes. O juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney de Souza Oliveira, afirmou em sua decisão não haver nenhuma prova contra a ex-Chefe da Casa Civil. O advogado criminalista, Mário de Oliveira Filho, disse na época que as provas que foram exibidas na investigação levaram à conclusão de que a ex-ministra não praticou crime nenhum. E enfatizou: "Eram acusações absolutamente infundadas, sem nenhum lastro de prova real e concreta contra ela".
Caso semelhante e tão grave quanto aos episódios citados aconteceu com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT. O bicheiro, "diretor e pauteiro" de revista, Carlinhos Cachoeira, acumpliciado com a Veja do senhor Robert Civita e do jornalista Policarpo Jr., também conhecido pela alcunha de "Caneta", tentaram derrubar o mandatário brasiliense, ao incluí-lo em questões sobre corrupção, tráfico de influência e de ter formalizado negócios com o bicheiro parceiro do senador cassado do DEM de Goiás, Demóstenes Torres, além de ter influência no governo do tucano Marconi Perillo, político goiano que depôs na CPMI do Cachoeira e que até hoje é investigado pelo Ministério Público.
Agnelo também depôs na CPMI, abriu o verbo, mostrou provas contundentes de que nunca se envolveu com o Cachoeira, "pauteiro" da Veja, bem como seu governo não participou de quaisquer tratativas, negócios ou acordos com tal personalidade, que ficou presa no presídio da Papuda em Brasília. Após sua emblemática participação na CPMI, Agnelo foi esquecido pela imprensa de negócios privados, que precisava de um bode expiatório, de preferência do PT, para se contrapor à lama, ao lamaçal em que ficaram atolados o governador Perillo, Carlinhos Cachoeira, a Veja e seu diretor, Caneta, além de Demóstenes Torres, até então considerado pela imprensa, de razão lacerdista, o arauto da família, da moral e dos bons costumes e quiçá da posteridade. Pois é... Não deu para concluir o golpe de joão-sem-braço, e o petista Agnelo saiu fortalecido ao tempo que a imprensa golpista teve de engoli-lo.
Esses fatos que aqui narro nesta tribuna do Brasil 247 representam uma porcentagem ínfima em razão do que os donos do sistema midiático privado fazem e realizam para desestabilizar politicamente as instituições republicanas e desqualificar e desmoralizar os mandatários legitimamente e legalmente eleitos pelo povo brasileiro, ainda mais quando a autoridade a ser combatida atua no campo da esquerda.
A imprensa alienígena e de caráter entreguista tergiversa, dissimula e distorce a verdade, os fatos e os acontecimentos. O faz em nome da liberdade de expressão e de imprensa, como forma de enganar os ingênuos, os desavisados, os ignaros, bem como se alia àqueles que se tornam seus cúmplices, pois eles sabem, até mesmo instintivamente, que a imprensa comercial combate os trabalhistas e a esquerda em geral.
Por causa disso compram o "barulho", os interesses da imprensa burguesa, por serem ideologicamente conservadores, a exemplo da classe média coxinha, que certamente compreende o que faz quando sai às ruas de forma "apolítica" e "apartidária", quebra e queima tudo o que está à sua frente, porque são contra "tudo o que está aí", frase assertiva que significa Lula, Dilma, PT, esquerda e trabalhistas.
Além disso, as manifestações desses indivíduos foram consideradas "pacíficas", palavra-chave usada pelos jornalistas da imprensa de negócios privados para amenizar a violência de quem cometeu violência e crimes, porque simplesmente para a mídia imperialista tais movimentos podem beneficiar os interesses políticos da oposição tucana, e, evidentemente, de seus patrões, proprietários, inclusive, de concessões públicas de meios de comunicação, como rádio e televisão.
A verdade é a seguinte: concessão pública de comunicação sem fiscalização é doação. A Constituição de 1988 regulamenta os meios de comunicação, mas até hoje artigos importantes da Carta Magna sobre esse assunto não foram regulamentados. E deu no que deu: empresários bilionários que não respeitam a ordem constitucional e que, mesmo a disfarçar seus caráteres golpistas por intermédio de opiniões de seus empregados escribas, odeiam a democracia e o estado democrático de direito. As seis famílias que controlam os meios de comunicação privados admiram mesmo o sistema de ditadura, se possível militar, como ocorreu no tempo de 1964 a 1985.
Eis que para o desgosto e preocupação dos barões da imprensa as multinacionais Siemens e Alstom resolvem fazer denúncias, pois enfrentam dificuldades judiciais em seus países de origem — a Alemanha e a França, bem como nos Estados Unidos. As denúncias de formação de cartéis para vencer licitações das obras do metrô de São Paulo atingiram os governadores Mário Covas (falecido), José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Os valores envolvidos são gigantescos (R$ 425 milhões) e mexem com o imaginário popular.
Os tucanos negam, como era de se esperar; e o governador Alckmin responde às acusações como se tivesse ensaiado na frente do espelho o que dizer para a grande imprensa, que, durante cerca de dez dias após as denúncias, resolveu dar o ar da graça e veicular alguma coisa sobre mais outro escândalo de políticos do PSDB, mas sempre dando voz ativa aos tucanos para eles darem explicações, bem como se defender, como o faz diariamente o governador Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra, o vereador Andrea Matarazzo, dentre outros que integram ou integraram os governos paulistas controlados pelo PSDB há 20 anos.
Aliás, a Rede Globo, diferentemente da Folha de S. Paulo, que, para a surpresa de muitos leitores tem colocado o dedo na ferida aberta, que atinge os interesses políticos da imprensa de mercado e do PSDB, tem buscado dar evidência negativa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, que investiga a formação de cartel em licitações para a aquisição de equipamentos, construção e manutenção de linhas de metrôs e trens em São Paulo.
Para amenizar e distorcer as evidências noticiosas que pegam os tucanos com as mãos nas botijas, a Globo e jornais, a exemplo do Estadão, citam o Distrito Federal, onde o governador é do PT, para causar confusão ao público, bem como desqualificar as investigações do Cade e da Polícia Federal, ao repercutir e dar credibilidade às acusações de que o Cade se transformou na polícia política do PT, como já afirmaram, "espertamente", alguns jornalistas da imprensa alienígena e políticos ligados ao PSDB. Um absurdo e maledicência as acusações tucanas, porque o Cade é órgão do estado brasileiro, independente, e que investigou inúmeros casos ligados aos petistas, que estão não poder ao tempo de 11 anos.
Geraldo Alckmin solicitou ao Cade acesso aos processos, o que foi negado pelo órgão, evidentemente. A questão das denúncias da Siemens e da Alstom não se equivale a uma disputa política como quer fazer crer setores conservadores da imprensa privada e os políticos, empresários, secretários de estado e técnicos envolvidos com supostas corrupções e malfeitos conduzidos e efetivados por autoridades do PSDB.
A teoria conspiratória em que o PT é o conspirador é uma farsa, um embuste e que não vai colar, porque até a questão do Distrito Federal já foi "esquecida" pela imprensa dos barões, que correu atrás para tentar esvaziar mais um escândalo tucano, mas percebeu rapidamente que os malfeitos ocorridos no DF são relativos aos governos de Joaquim Roriz, senador que renunciou ao mandato para não ser cassado, e José Roberto Arruda, governador cassado, que ficou preso durante meses. Agnelo Queiroz, do PT, não teve quaisquer envolvimentos com a Alstom e a Siemens, tanto é verdade que as ilações contra ele pararam e seu nome saiu das manchetes.
O Ministério Público de São Paulo está a apurar os envolvidos nesse escândalo de R$ 425 milhões, de acordo com o Cade e o MP. Investiga-se supostos enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro público de autoridades paulistas. Os contratos firmados entre as multinacionais e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô são da ordem de R$ 1,925 bilhão, ou seja, quase R$ 2 bilhões. Se a concorrência não fosse de cartas marcadas, os custos das obras e de manutenção seriam 30% menores, segundo os números repassados pela Siemens e também repercutidos pela "grande" imprensa.
O prejuízo para São Paulo e o contribuinte é de R$ 557 milhões, segundo documentos da empresa alemã. Enquanto isso, São Paulo e a capital oferecem um dos piores serviços de transportes do Brasil, com pouca oferta, sem competição empresarial e com os veículos (trens e metrô) abarrotados de cidadãos paulistas, paulistanos e brasileiros, que são carregados pior do que gado.
Até agora não se ouviu ainda com vigor o bordão "Vem pra rua"! E muito menos se leu ou se ouviu algum "especialista" de prateleira da Globo News, das televisões abertas ou jornalistas, comentaristas, colunistas e blogueiros a apagar o incêndio, que é esse escândalo, com gasolina. E foi, sem sombra de dúvida, que tais jornalistas e "especialistas" fizeram quando da ocupação das ruas pela classe média coxinha oportunista, que saiu às ruas a babar de ódio para contestar "tudo o que está aí", ou seja, a Dilma, o Lula, o PT e o governo trabalhista.
A verdade é que a quadrilha dos trilhos está a ser desvendada, porque a Siemens e a Alstom delataram autoridades dos sucessivos governos tucanos de São Paulo. Aliás, é salutar lembrar ou não esquecer: essas duas multinacionais também respondem a acusações, denúncias e são alvos de investigações em seus países de origem e nos Estados Unidos. Além disso, O Estadão revelou que o MP sabe que agentes públicos receberam subornos, que foram depositados em três empresas de offshore sediadas no Uruguai.
Contudo, insisto, a televisão aberta e principalmente a Globo tocam no assunto de forma tímida, o que, inegavelmente, não foi a postura jornalística que tiveram, por exemplo, com o PT, o Lula, a Dilma e principalmente com os petistas José Dirceu e José Genoíno nos últimos 11 anos. Não há termos de comparação; e até mesmo aqueles cidadãos que se tornam hidrofóbicos quando escutam ou leem as palavras socialista, trabalhista e petista hão de perceber que a imprensa de mercado tem lado, tem cor, tem ideologia, toma partido e combate a esquerda desde tempos idos,
Agem dessa forma sem ao menos se preocuparem em fazer jornalismo para toda a sociedade. Não se importam em ouvir os lados envolvidos, com o intuito de dar voz ativa a quem é alvo de denúncias, acusações e até mesmo de covardias, sendo que muitas delas previamente calculadas, pois tem o propósito de desconstruir aqueles que os donos do sistema midiático privado consideram os inimigos a serem derrotados ou destruídos.
Hoje, por exemplo, o Jornal Hoje, da TV Globo, cujos âncoras são os jornalistas Evaristo Costa e Sandra Annenberg, não tocou no assunto sobre a delação da Siemens e da Alscom ao Cade, que deixou as autoridades paulistas e tucanas em situação dificílima, pois acusadas de corrupção, que chega ao montante de R$ 425 milhões. É muito dinheiro em um só caso, que isto fique claro. O Jornal Hoje se dedicou a casos escabrosos relativos a crimes de sangue e roubo, a exemplo dos casos do garoto que supostamente matou quatro membros de sua família, sendo que dois são policiais; da menina Isabela Nardoni, morta pelo pai e madrasta, que estão presos há cinco anos; do Amarildo, que sumiu da Rocinha e policiais são acusados e investigados pelo sumiço; além do famoso caso do Trem Pagador, que teve como um de seus protagonistas o ladrão Ronald Biggs, que morou décadas no Brasil e roubou, em 1963, £$ 2,6 milhões.
Como se observa a Globo é um caso perdido de desfaçatez, incongruência, incoerência e péssimo jornalismo. Quer dizer que um escândalo dessa envergadura, que envolve duas multinacionais poderosas e europeias, políticos do PSDB paulista, que estão, indubitavelmente, entre os mais poderosos do País, além de liderarem a oposição aos governos trabalhistas, bem como atuam o poderoso Ministério Público de São Paulo e o Cade, do Ministério da Justiça, não é para a Globo assunto de pauta, relevante para a Nação e importante por causa dos indivíduos citados, dos valores monetários e das instituições envolvidas?
Então, a Globo (patrões, diretores e editores) em seu tradicional vespertino, o Jornal Hoje, "esquece" tal pauta ou faz política, às claras, na maior insensatez possível e, consequentemente, esconde um elefante debaixo da mesa e acha que ninguém vê e percebe o jornalismo partidário e ideológico que essa televisão de concessão pública apresenta para o povo brasileiro? A realidade é que essa empresa privada vive em um mundo surreal, onde ela determina que seus interesses e de seus aliados estão acima dos interesses do Brasil e dos 200 milhões de brasileiros que lutam dia a dia para terem acesso a uma vida de melhor qualidade.
O que é a Globo? Um estado dentro do estado nacional? Como pode uma empresa privada fazer a vez da oposição e mesmo assim as autoridades constituídas não fazem nada a respeito disso? Artigos da Constituição de 1988 até hoje não foram regulamentados e que dispõem sobre o marco regulatório foram "esquecidos" por quem tem a obrigação constitucional de regulamentá-los, como o Governo Federal e a sua bancada no Congresso Nacional. A Siemens e a Alstom querem se livrar de seus processos em diversos países e de inúmeros esqueletos guardados em seus armários. E vários desses esqueletos tem os DNA e as digitais dos tucanos, apesar dos rodeios e subterfúgios das Organizações(?) Globo e da imprensa em geral. A Globo acha o povo bobo. É isso aí.
Davis Sena Filho
No 247