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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Combate a discursos de ódio e violência é objetivo da nova campanha da ONU



O monitoramento pode ser uma tarefa quase impossível, mas podemos conseguir isso com o envolvimento de cidadãos do mundo, que vão a ser nossos parceiros fundamentais na luta contra o discurso do ódio”, afirma a subsecretária do Departamento de Informação Pública da ONU, Cristina Gallach.

Um evento na sede da ONU, em Nova York, deu início à campanha contra os discursos de ódio, xenofobia, preconceito e extremismo nesta quarta-feira (02/12/15). O encontro reforçou o uso de redes sociais como ferramentas de propagação. A subsecretária do Departamento de Informação Pública da ONU, Cristina Gallach, relembrou o atentado de Paris como um exemplo de atos que nascem de discursos de ódio.
“Nós temos um grande problema em nossas mãos”, disse Gallach. “O mundo tem testemunhado isso muito recentemente, em Paris, onde, na última contagem, 130 pessoas morreram nas mãos de nove jovens que atenderam o (Estado Islâmico no Iraque e no Levante ou ISIL) apelo à violência e sucumbiram ao discurso de ódio.”
Segundo Gallach, os discursos de ódio estão presentes na sociedade há muito tempo, como no caso do massacre de mais de 800 mil tutsis e hutus, em 1994, em Ruanda, na África (1). No entanto, o movimento tem se radicalizado ainda mais nos últimos anos.
“Hoje, no entanto, mais do que nunca, as pessoas estão usando o discurso de ódio para fomentar confrontos entre civilizações em nome da religião. Seu objetivo é radicalizar meninos e meninas, para levá-los a ver o mundo em preto e branco, o bem contra o mal, e levá-los a abraçar um caminho da violência como a única forma de avançar. “ Afirmou a subsecretária.
O alto representante para a Aliança de Civilizações da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, destacou na reunião o papel dos novos meios de comunicação, como o Facebook e o Twitter.
“Nós vemos como grupos radicais sequestraram estas novas plataformas de mídia e têm utilizado (eles) como uma ferramenta de advocacia para as suas ideologias extremistas, e incitando a violência e o ódio”, disse o representante.
Para as autoridades presentes no lançamento da campanha, a luta a incitação ao ódio e a violência é uma responsabilidade coletiva. Cristina Gallach reforça que a aplicação de leis que proíbem essas atitudes e a utilização dos meios de comunicação para investigar esses ataques e promover o fim dessa prática é uma saída para o problema. O próximo simpósio, que discutirá outras medidas, acontecerá em abril de 2016, em Baku, no Azerbaidjão.

Fonte: Nações Unidas – Brasil

Nota Claudicante:

(1) Culpa do colonialismo assassino europeu, como sempre, neste caso, os belgas.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Dez fatos chocantes sobre os Estados Unidos da América


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Apesar de se apresentarem ao mundo como defensores dos direitos humanos no seu país e em nível internacional, os Estados Unidos cometem uma série de violações que representam o desrespeito a milhares de estadunidenses, especialmente aos mais pobres e aos negros. Neste artigo, Antônio Santos, comenta dez fatos nesse sentido.
Antônio Santos, do Diário da Liberdade, Portugal.

1 - Os Estados Unidos têm a maior população carcerária do mundo. Apesar de compor menos de 5% da humanidade , tem mais de 25% da comunidade presa. Em cada 100 americanos, um está preso.
Desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controlo social: à medida que o negócio das prisões privadas se alastra como gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos destes cárceres são também na prática donos de escravos, que trabalham nas fábricas no interior da prisão por salários inferiores a 50 centavos de dólar por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar uma pastilha elástica. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas sobretudo os negros, que representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país.

2 - Cerca de 22% das crianças americanas vivem abaixo do limiar da pobreza
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças americanas vivam sem "segurança alimentar", ou seja, em famílias sem capacidade econômica de satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.

3 - Entre 1890 e 2012 os EUA invadiram ou bombardearam 149 países
É maior a quantidade dos países do mundo em que os EUA intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de 8 milhões de mortes causadas pelos EUA só no século XX. E por detrás desta lista escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado (como no caso do Brasil em 1964 ) e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, que conquistou o Nobel da Paz, os EUA têm neste momento mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, batendo de longe George W. Bush.

4 - Os EUA são o único país da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos pela empresa, é prática corrente que as mulheres americanas não tenham direito a nenhum dia pago nem antes nem depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença de maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia com zero semanas.

5 - 125 americanos morrem a cada dia por não poderem pagar qualquer tipo de plano privado de saúde
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de americanos não têm), então, tem boas razões para recear mais a ambulância e os cuidados de saúde que lhe vão prestar, que um inocente ataquezinho cardíaco. As viagens de ambulância custam em média 500 euros, a estadia num hospital público mais de 200 euros por noite, e a maioria das operações cirúrgicas situadas nas dezenas de milhares, é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e como o nome indicam, terá a oportunidade de se endividar até às orelhas e também a oportunidade de ficar em casa, fazer figas e esperar não morrer desta vez.

6 - Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres que viviam em reservas índigenas, foram esterilizadas, contra sua vontade pelo governo americano
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças, com índios e colonos a partilhar placidamente o mesmo peru à volta da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmo imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA puseram em marcha um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito numa língua que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem o ato ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo a levar a cabo esterilizações forçadas ao abrigo de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e mais tarde contra negros e índios.

7 - Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA
Para além de ter que jurar que não é um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão-lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do "Partido Comunista", se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada "terrorista". Se responder que sim a qualquer destas perguntas, ser-lhe-á automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por "prova de fraco carácter moral".

8 - O preço médio de um curso superior numa universidade pública é 80 000 dólares
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que acrescidas de juros, levarão em média 15 anos a pagar. Durante esse período os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e ainda assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel-prazer, sem o consentimento ou sequer a informação do devedor. Num dia deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juro e no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes americanos ascendeu a 1,5 trilhões de dólares, subindo assustadores 500%.

9 - Os EUA são o país do mundo com mais armas de fogo por habitante: para cada 10 americanos, há 9 armas
Não é de espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com o resto do mundo: no resto do planeta, há 1 arma para cada 10 pessoas. Nos Estados Unidos, 9 para cada 10. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, qualquer coisa como 275 milhões. E esta estatística tende a se extremar, já que os americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.

10 - Há mais americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin
A maioria dos americanos são cépticos; pelo menos no que toca à teoria da evolução, em que apenas 40% dos norte-americanos acredita. Já a existência de Satanás e do inferno, soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos americanos. Esta radicalidade religiosa explica as "conversas diárias" do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-candidato Rick Santorum, que acusou os acadêmicos americanos de serem controlados por Satã.

ocorreiodaelite

terça-feira, 1 de março de 2011

Líbia no Grande Jogo: Na estrada para a nova partilha da África

Não são apenas imigrantes pobres de outros países do Norte Africano e famílias temerosas por suas vidas que estão fugindo da Líbia. São também dezenas de milhares de “refugiados” que estão sendo repatriados pelos seus países com navios e aeronaves: são principalmente engenheiros e executivos de grandes companhias petrolíferas. Não só a Eni, que realiza quinze por cento de suas vendas da Líbia, mas também outras multinacionais Europeias – em particular: British Petroleum, Royal Dutch Shell, Total, BASF, Statoil, Rapsol. Centenas de funcionários da Gazprom foram forçados a abandonar a Líbia e perto de 30 mil trabalhadores da companhia petrolífera chinesa. Uma imagem simbólica de como a economia deste país está interligada com a economia global, dominada por multinacionais.