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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dráuzio Varela relata os aspectos positivos e negativos do consumo de maconha

Dráuzio Varella, médico cancerologista
O médico cancerologista Dráuzio Varella, em sua coluna no Jornal Folha de São Paulo, fez dois textos explicando os benefícios e os malefícios do consumo da maconha.

É bem interessante a leitura desses dois textos para analisar a questão da legalização sob o ponto de vista médico. Eu fiz alguns recortes de ambos os textos para que esta postagem não se tornasse muito cansativa de ler.

Abaixo estão alguns trechos retirados do texto sobre os malefícios do uso da maconha:
Dependência — Os inquéritos mostram que 9% dos que experimentam se tornam dependentes. Esse número chega a 1 em cada 6 no caso daqueles que começam a usá-la na adolescência. [...]
Alterações cerebrais — Da fase pré-natal aos 21 anos de idade o cérebro está em estado de desenvolvimento ativo, guiado pelas experiências. Nesse período fica mais vulnerável aos insultos ambientais e à exposição a drogas como o tetrahidrocanabinol (THC). 
Adultos que se tornaram usuários na adolescência apresentam menos conexões entre neurônios em áreas específicas do cérebro que controlam funções como aprendizado e memória (hipocampo), atenção e percepção consciente (precúneo), controle inibitório e tomada de decisões (lobo pré-frontal), hábitos e rotinas (redes subcorticais). [...]
Porta de entrada — Qualquer droga psicoativa pode moldar o cérebro para respostas exacerbadas a outras drogas. Nesse sentido, o THC não é mais nocivo do que o álcool e a nicotina.
Transtornos mentais — O uso regular aumenta o risco de crises de ansiedade, depressão e psicoses, em pessoas com vulnerabilidade genética. Uso frequente, em doses elevadas, durante mais tempo, modificam o curso da esquizofrenia, e reduzem de 2 a 6 anos o tempo para a ocorrência do primeiro surto. 
Performance escolar — Na fase de intoxicação aguda o THC interfere com funções cognitivas críticas, efeito que se mantém por alguns dias. O fato de a ação no sistema nervoso central persistir mesmo depois da eliminação do THC, faz supor que o uso continuado, em doses elevadas, provoque deficiências cognitivas duradouras, que afetam a memória e a atenção, funções essenciais para o aprendizado. 
Câncer e doenças pulmonares — Embora a relação entre maconha e câncer de pulmão não possa ser afastada, o risco é menor do que aquele associado ao fumo. Por outro lado, fumar maconha com regularidade, durante anos, provoca inflamação das vias aéreas, aumenta a resistência à passagem do ar pelos brônquios e diminui a elasticidade do tecido pulmonar, alterações associadas ao enfisema pulmonar. Não há demonstração de que o uso ocasional cause esses malefícios. O uso frequente agride a parede interna das artérias e predispõe ao infarto do miocárdio, derrame cerebral e isquemias transitórias. 
O que é interessante observar no texto é que ele destaca que o uso da maconha na adolescência é mais perigoso do que o uso na fase adulta. Por isso não é recomendado o consumo para os adolescentes, assim como também não é recomendado o consumo de tabaco e de álcool. 

Outra coisa importante é que praticamente todos os efeitos citados são decorrentes do uso excessivo de maconha e por longos períodos. Não há estudos que comprovem que o uso ocasional causará esses problemas.

É o mesmo que o consumo do álcool, que se for consumido em quantidades pequenas e com pouca frequência, dificilmente trará problemas sérios à saúde, enquanto o consumo constante e em altas doses pode levar a sérios problemas.

Algo que não foi mencionado pelo Dráuzio Varella é que a quantidade de pessoas que morrem em decorrência do uso de maconha é tão ínfima, que praticamente não existem estatísticas relacionadas a isso. É muito raro alguém morrer por ter consumido muita maconha. Diferente do que ocorre com o álcool, tabaco, cocaína, crack e outras drogas pesadas.

Com relação aos efeitos benéficos do uso medicinal da maconha, destaco alguns trechos do segundo texto de Dráuzio Varella:
1) Glaucoma: doença causada pelo aumento da pressão intraocular, pode ser combatida com os efeitos transitórios do THC na redução da pressão interna do olho. Existem, no entanto, medicamentos bem mais eficazes.
2) Náuseas: o tratamento das náuseas provocadas pela quimioterapia do câncer foi uma das primeiras aplicações clínicas do THC. Hoje, a oncologia dispõe de antieméticos mais potentes.
3) Anorexia e caquexia associada à Aids: a melhora do apetite e o ganho de peso em doentes com Aids avançada foram descritos há mais de 20 anos, antes mesmo de surgirem os antivirais modernos.
4) Dores crônicas: a maconha é usada há séculos com essa finalidade. Os canabinoides exercem o efeito antiálgico ao agir em receptores existentes no cérebro e em outros tecidos. O dronabinol, comercializado em diversos países para uso oral, reduz a sensibilidade à dor, com menos efeitos colaterais do que o THC fumado.
5) Inflamações: o THC e o canabidiol são dotados de efeito anti-inflamatório que os torna candidatos a tratar enfermidades como a artrite reumatoide e as doenças inflamatórias do trato gastrointestinal (retocolite ulcerativa, doença de Crohn, entre outras).
6) Esclerose múltipla: o THC combate as dores neuropáticas, a espasticidade e os distúrbios de sono causados pela doença. O Nabiximol, canabinoide comercializado com essa indicação na Inglaterra, Canadá e outros países com o nome de Sativex, não está disponível para os pacientes brasileiros.
7) Epilepsia: estudo recente mostrou que 11% dos pacientes ficaram livres das crises convulsivas com o uso de maconha com teores altos de canabidiol; em 42% o número de crises diminuiu 80%; e em 32% dos casos a redução variou de 25 a 60%. Canabinoides sintéticos de uso oral estão liberados em países europeus.
Para a medicina já está claro que a maconha tanto pode trazer malefícios, se consumida em excesso, como pode trazer benefícios, se for usada para fins medicinais, em doses adequadas.

A maior polêmica hoje gira em torno da liberação para o uso recreativo da maconha e não do uso medicinal. Porém hoje a maconha não é liberada nem ao menos para fins medicinais, o que faz com que os doentes que necessitam dela, tenham de comprá-la de traficantes, financiando assim o narcotráfico, quando poderiam estar comprando a maconha em farmácias, gerando empregos e impostos para o Estado. 

Poderiam também estar plantando a maconha em vasos dentro de sua própria casa, para produzir gratuitamente seus próprios remédios, da mesma forma que quaisquer ervas medicinais podem ser plantadas em casa.

A proibição total da maconha como existe hoje é muito prejudicial à sociedade, ao impedir que milhões de doentes não tenham acesso a essa comprovada fonte de tratamento. Por isso é imprescindível que haja uma modificação nas leis de forma a legalizar ao menos a venda ou o plantio da maconha para fins medicinais.
http://fabiano-amorim.blogspot.com.br/2014/07/drauzio-varela-relata-os-aspectos.html

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Fumar maconha na adolescência diminui QI na vida adulta, diz estudo


Segundo um estudo conduzido pela Unifesp e divulgado no início do mês, 8 milhões de adultos brasileiros admitem já terem experimentado maconha alguma vez na vida


“Danos à memória e à atenção são maiores quanto mais jovem for o usuário. Pesquisa acompanhou mais de mil pessoas por 35 anos na Nova Zelândia.

Do G1

Adolescentes que fumam maconha podem se tornar adultos menos inteligentes, segundo um novo estudo feito em conjunto por pesquisadores britânicos e neozelandeses.

Os resultados, publicados na revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), apontam que o quoeficiente de inteligência, o famoso QI, sofre uma redução pelo uso contínuo da planta da espécie Cannabis sativa.
Foram avaliadas 1.037 pessoas (52% homens) nascidas entre 1972 e 1973 na cidade neozelandesa de Dunedin. A maioria foi acompanhada dos 3 aos 38 anos de idade.”
Foto: David McNew/Getty Images/AFP
Abobadário Completo, ::AQUI::

sábado, 26 de novembro de 2011

Chamar estudante da USP de maconheiro é absurdo, diz FHC




O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso condenou na quarta-feira (23) o modo como foi conduzida a recente crise sobre a presença da Polícia Militar (PM) no campus da USP (Universidade de São Paulo) e criticou a rotulação dos estudantes que ocuparam a reitoria da instituição como “maconheiros”.
“Certamente considerá-los maconheiros foi um absurdo e não faz nenhum sentido. O modo como foi permitido o episódio aqui [na USP] deu à sociedade a sensação disso”, disse FHC.
Fernando Henrique, que tem defendido publicamente o debate sobre a descriminalização das drogas, classificou a atuação da polícia no caso como “repressivo”. “Sou contra a manutenção do tabu das drogas e a favor de uma regulação. E ela não pode se destinar apenas ao universitário, mas a toda a sociedade. A repressão faz mais mal do que o uso da maconha”, afirmou o ex-presidente.
via Com textolivre

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Marcha da Maconha e a hipocrisia nacional


Zulu Araújo
De Brasília (DF), portal Terra
Duas grandes novidades ocuparam espaços generosos na imprensa brasileira na última semana, ambas sobre um assunto deveras polêmico: a descriminalização do uso das drogas no país, sintetizada nas Marchas da Maconha. De um lado o Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, emprestou seu nome, sua credibilidade internacional e sua inteligência para discutir um tabu e assumir uma posição corajosa no enfrentamento do flagelo que tem sido o uso de drogas por parte significativa da juventude. De outro o Supremo Tribunal Federal, de forma surpreendente, decidiu favoravelmente ao direito que qualquer cidadão brasileiro possui de expressar-se livremente, mesmo que seja para combater a ordem vigente......

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Italiano "encontra" rosto de Gandhi em Marte

Os entusiastas do novo serviço on-line Google Mars estão se ocupando com as imagens do planeta vermelho disponíveis no site. A nova "descoberta" é um rosto que lembra ao do líder pacifista Mahatma Gandhi.



Não é a primeira vez que imagens como essas, que seriam indícios de vida inteligente extraterrestre, são vistos em Marte. O assunto que já rendeu diversos livros nas últimas décadas....

sábado, 4 de junho de 2011

STF deve assegurar direito a manifestações

Juízes devem ser garantidores da liberdade, não agentes de censura

A decisão judicial que proibiu a Marcha da Liberdade em São Paulo reacendeu uma velha polêmica: na democracia, podem os juízes assumir o papel de censores?.....

Maconheiro, não, é preconceito: agora é ERVOAFETIVO

E a linguagem Politicamente Correta continua se expandindo. O mais novo termo, chamar quem fuma maconha de maconheiro é preconceito, seguindo a nova gramática normativa do Polticamente Correto o termo a ser usado é ERVOAFETIVO!
Confesso que rachei de rir...


                                                      
by: interrogações

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PSDB espanca “maconheiros” na rua e “alisa” na TV


No domingo, no Fantástico, da TV Globo, foi ao ar reportagem em que o principal líder político do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defende que usuários de maconha possam plantar a erva em casa e, também, que a lei deixe de penalizar o usuário da droga.

Enquanto isso, em São Paulo, o governo mais importante comandado pelo PSDB, através da polícia sobre a qual exerce controle absoluto, reprime com violência jovens que foram às ruas defender aquilo que o mesmo partido defende na TV pela boca dele, do tal líder político....

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Exercícios de lógica incompletos e não resolvidos sobre “maconheiros”


Será que algum seguidor deste blog é expert em Lógica e pode me ajudar neste imbróglio que me meti? Os nomes dos personagens é uma homenagem aos meus queridos e renomados mestres de Direito Penal......

sábado, 21 de maio de 2011

Maconha pode ser remédio para anoréxicos


Anorexia
Para quem é anoréxico clinicamente diagnosticado, a causa do problema não é particularmente a pouca alimentação que leva essas pessoas a aparências que lembram os campos de concentração da Alemanha nazista. A causa do problema é a anedonia, ou seja, uma incapacidade ou insuficiência de sentir prazer em várias atividades, incluindo comer. Estamos falando em pessoas com uma doença de apetite, e não em pobres modelos sendo doutrinadas a uma dieta desumana e restritiva para um padrão de beleza que só existe na capa de certas revistas.
É de conhecimento comum que algumas moléculas psicoativas da Cannabis sativa, como o tetrahidrocanabinol (THC) podem ser fonte de prazer, daí o uso recreativo que se faz da planta em cigarros, vaporizações e alimentos.
Sendo a anedonia o problema da anorexia, e a maconha um potencial facilitador para mecanismos de recompensa cerebrais, cientistas se perguntam há algum tempo se a segunda poderia ser uma solução para a primeira. E a resposta, de acordo com uma pesquisa publicada na edição de junho da revista científica Neuropsychopharmacology, é sim.
ResearchBlogging.org
Aaron Verty e seus colegas testaram a eficácia do THC em reduzir a perda de peso em camundongos usados como modelo para anorexia – com tempo de alimentação reduzido e acesso à rodinha de exercícios. Com 2 miligramas de THC por quilograma por dia e uma dieta rica em lipídios, os roedores anoréxicos reduziram o gasto excessivo de energia na rodinha e comeram mais. O efeito de comer mais é conhecido entre usuários de maconha como “larica”. O estudo é o primeiro a mostrar benefícios de um princípio ativo da maconha para o tratamento da anorexia nervosa envolvendo um mecanismo para reduzir o gasto de energia.
Se compararmos benefícios da maconha com benefícios do álcool, na literatura científica a maconha ganhará do álcool de goleada. Entretanto, só a maconha é proibida. Por que?
Referência
Verty, A., Evetts, M., Crouch, G., McGregor, I., Stefanidis, A., & Oldfield, B. (2011). The Cannabinoid Receptor Agonist THC Attenuates Weight Loss in a Rodent Model of Activity-Based Anorexia Neuropsychopharmacology, 36 (7), 1349-1358 DOI: 10.1038/npp.2011.19

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Maconha: legalizar ou continuar com a repressão?

A Comissão Global sobre Drogas encerra sua primeira reunião hoje, em Genebra, sob a coordenação do ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, com uma clara tendência, que certamente vai gerar muita polêmica: trabalhar pela legalização e regulamentação do uso da maconha como a melhor maneira de combater o tráfico de drogas e suas consequências.
Esse é um passo adiante do já dado pela Comissão Latino-Americana, que, além do ex-presidente brasileiro, tinha na sua coordenação os ex-presidentes César Gaviria, da Colômbia, e Ernesto Zedillo, do México, e defendeu a descriminalização da maconha, por ser a droga de uso amplamente majoritário no mundo (90% do consumo mundial de drogas) e, ao mesmo tempo, cujos malefícios podem ser comparados aos do álcool e do tabaco.
Fazem parte da Comissão Global políticos como Javier Solana, ex-secretário-geral da Otan e ex-Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum da União Europeia; a ex-presidente da Suíça Ruth Dreifuss; George Schultz, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos; e empresários como Richard Branson, fundador do grupo Virgin e ativista de causas sociais, e John Whitehead, banqueiro e presidente da fundação que construiu o memorial no lugar do World Trade Center, além de intelectuais como os escritores Carlos Fuentes, do México, e o peruano Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura.
A tese básica é que a política militarizada de combate ao tráfico tem sido muito custosa e, sobretudo, ineficaz, inclusive para os Estados Unidos, seu grande mentor, que gasta nela atualmente cerca de US$ 40 bilhões por ano.
Em 30 anos, o número de presos condenados por crimes relacionados com as drogas subiu de menos de 50 mil para 500 mil, representando um em cada quatro presos nos Estados Unidos. Enquanto isso, o preço das drogas está estabilizado ou decrescente, e o consumo não é reduzido.
Os estudos mostram que o tráfico de drogas também induz a outros tipos de crime. Segundo estatísticas, a média internacional de homicídios por cem mil habitantes mais que triplica em países produtores de drogas: de 5,98 em países não produtores de drogas, naqueles sobe para 17,05.
Os estudiosos reunidos em Genebra consideram que a política de “guerra às drogas”, além de inócua na redução do consumo ou da produção, teve impactos graves na sociedade, como o rápido aumento da população encarcerada no mundo, aumentando também a violação dos direitos humanos; a restrição ao acesso de remédios essenciais como morfina, efedrina e metadona; criminalização dos usuários, o que impede um trabalho de saúde pública mais efetivo, como a prevenção da Aids.
Um dos maiores especialistas na política de redução de danos, Alex Wodak, diretor do Serviço de Álcool e Drogas do Hospital São Vicente em Sidney, na Austrália — que ajudou a implantar naquele país o primeiro programa de seringas descartáveis e de injeções sob supervisão para viciados —, mostrou estudos que demonstram que a terapia de metadona para substituir drogas ajuda a reduzir crimes: para cada cem pessoas em tratamento de metadona durante um ano, houve uma redução de 12% de roubos; 57% de arrombamentos e 56% de roubos de veículos.
Uma análise independente do programa de seringas na Austrália verificou que, de 1988 a 2000, foram evitados 25 mil casos de infecção por HIV e 21 mil casos de hepatite C. Até o ano passado, o programa foi responsável por evitar 4.500 mortes por HIV e 90 por hepatite C.
Nesse mesmo período, o programa de seringas custou US$ 119 milhões e poupou dos cofres públicos um mínimo de US$ 2 bilhões (há cálculos que chegam a US$ 7 bilhões).
Para reforçar a tese de que a legalização e a regulamentação do uso da maconha podem trazer benefícios, seus defensores comparam a situação atual com a fase da “prohibition” (proibição), como ficou conhecida a Lei Seca dos Estados Unidos, aprovada em janeiro de 1919, e que proibia a produção, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas.
Na reunião de Genebra, Mike Trace, presidente do Consórcio Internacional de Políticas sobre Drogas, que já comandou o combate às drogas na Inglaterra, apresentou um trabalho mostrando que a legalização poderia criar um sistema supervisionado e transparente de distribuição de drogas, que daria às autoridades um maior controle sobre o suprimento, a demanda e a circulação das drogas na sociedade.
Embora essa quebra de paradigma não tenha sido tentada em nenhum lugar do mundo — mesmo porque o país que tentasse teria que se afastar das convenções da ONU —, Mike Trace vê como um sinal de que essa política começa a ser levada a sério o forte apoio que a Emenda 19 na Califórnia recebeu, tendo sido derrotada por pequena margem no ano passado.
David Mansfield, um especialista em projetos de desenvolvimento em áreas dominadas pelo tráfico, tem trabalhado em várias das maiores regiões produtoras de drogas na Ásia e América Latina nos últimos 20 anos.
Hey, pelo menos não é crack!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O lado dos entorpecentes Ou maconha é de esquerda, cocaína é de direita

A teoria do cartunista Angeli é simples. "Maconha é socializante, todo mundo fuma no mesmo baseado e dá risada depois. Cocaína, não. É de quem tem, e você se submete a esse poder pra cheirar uma fileirinha no cantinho do mármore do banheiro." Por isso, em entrevista à revista Trip de agosto, ele disse que "cocaína é de direita e maconha é de esquerda".
Autorretrato/Grafar 
A fórmula foi empregada por ele para conseguir se livrar do vício mantido por 10 anos de inalação do pó sintetizado a partir de folhas de coca. Aparentemente funcionou, mas para alguém que considera – e demonstra isso em seu trabalho – seu ideário anarquista e punk, a década de "convívio" com o psicotrópico reacionário pode colocar a teoria em xeque.

Mês passado, o ator José de Abreu, em entrevista aoFutepoca, ofereceu a teoria de que "toda cachaça é de esquerda". Segundo ele, a chave para a compreensão está no fato de que a "relação da política com o prazer vem da esquerda".

Do ponto de vista do cartunista Angeli, a cervejinha consumida no boteco seria de esquerda. A caipirinha no churrasco, o vinho num jantar e a cachaça numa prosa, idem. Ao passo que o uísque tomado solitariamente em casa, estaria à direita. Pela análise de Zé de Abreu, seria preciso garantir prazer a qualquer desses processos para o vínculo se estabelecer.

Foto: Louise Joly/Wikipedia
O fato é que pensar nos entorpecentes com lado e posição no espectro político é curioso. Os opióides seriam de direita? A crítica de Karl Marx à religião, classificando-a de "ópio do povo" – numa das frases mais citadas e parafraseadas de sua bibliografia – por seu efeito analgésico, de euforia e posterior sonolência conferiria esse caráter? E isso seria ruim?










 By:Futepoca

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Serra e a maconha



A imprensa brasileira vive de esquemas.

Ela se retroalimenta, produz boatos, faz uso da distorção e das artimanhas escritas e faladas para tentar fazer parecer o que não é verdade.

Nessa manchetezinha produzida pelo folhetim dos Marinho, um exemplo cabal:

Serra fala mal de alguma atitude do governo e "volta a dizer" que é contra determinada coisa. Assim, parece que o Governo era a favor dessa coisa.

Ora, pela forma como está escrito, até passa a impressão que o Governo liberou as drogas, quando sequer houve manifestação nesse sentido.

Quer dar a entender que Serra é um lutador contra a liberalização das drogas, e que o PT as quer legalizar.

Quando na verdade, é seu padrinho, o FHC, que por pura falta de atividade, fica viajando pelo mundo, falando asneiras desse náipe. Dizendo que é a favor da liberalização da maconha.

A mídia quer colar em Dilma uma tontería de FHC. A Cesar o que é de Cesar.

FHC quer passar a impressão para o mundo, de um estadista progressista, quando na verdade, não passa de um assecla da mais vagabunda direita do planeta.

E essa imagem inevitavelmente iria espirrar em seu protegido, o bonitão das gengivas.

E como a melhor defesa é o ataque, tenta subliminarmente colar no Governo a pecha da liberalização da maconha, antes que o zé povinho se lembre que meses atrás o esquecido ex-presidente, que faz de tudo para estar na mídia, falou mais uma de seu amontoado de asneiras.

Pra ler as manchetes da mídia brasileira, e preciso ficar de olhos abertos.

Clique aqui para ver o FHC dizendo que o Serra perdeu.
Clique aqui para ver que a Globo esqueceu que ajudou a ditadura.
Clique aqui para ver que se o Ibope aponta Dilma na Frente, é porque ela está mais ainda na frente.
Clique aqui para ver que o demo é vingativo, e estrepou o Álvaro Dias.

anais políticos