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domingo, 14 de setembro de 2014

Uma campanha indigna



Não se esperava que a disputa presidencial se fizesse por troca de agressões e um nível tão baixo do teor político

Ainda que não seja novidade nas disputas pela Presidência, o pugilato verbal entre os atuais candidatos veio surpreender. Não se esperava que a campanha se fizesse por troca de agressões, e, sobretudo, não se imaginaria um nível tão baixo do teor político contido nessa agressividade.

A violência verbal não é novidade em termos. Na democracia anterior ao golpe de 64, nas quatro eleições presidenciais houve muita agressividade, mas toda por conta de não candidatos à Presidência. Entre os disputantes, prevaleceu, sempre, a concepção de que pretendentes à Presidência não podiam mostrar-se ao eleitorado sem a compostura apropriada ao cargo.

Getúlio nunca citou o brigadeiro Eduardo Gomes nem foi por ele citado. O mesmo se passara entre o general Dutra e o brigadeiro. O general Juarez Távora fez campanha até raivosa, e Juscelino se ocupou dos seus planos para fazer "50 anos em 5", sem referencia direta entre eles. Jânio fez campanha de fortes insinuações contra tudo o que lembrasse o governo Juscelino, representado na candidatura do general Lott, mas nunca o fez de modo explícito e nominal.

Ditadura militar por 21 anos é, na cultura política, o mesmo que a demolição acelerada de uma edificação construída durante séculos, como as velhas catedrais. Em 1989, a primeira eleição direta da nova democracia retrata, em tudo, os efeitos da demolição feita pela ditadura. Fica muito bem em Collor a personificação da campanha sem ética política e sem compostura pessoal, com variados modos de violência, não só verbal.

Até que chegasse ao vitorioso "Lulinha paz e amor", Lula preencheu três campanhas com irada pregação da temática petista. Sem agressões a Fernando Henrique, cujas condições nas duas disputas dispensavam embates diretos, que nem fariam o seu gênero. O mesmo se deu entre Lula e Alckmin. Mas não com Serra, que se permitiu, contra Lula e contra Dilma, desde diferentes modalidades agressivas até armações com ajuda de terceiros.

Por aí se chegou à atual campanha sem imaginar que o candidato da simpatia, herdeiro de uma prática política sempre elevada, passageiro de uma vida alegre, não fosse isso mesmo como candidato à Presidência. Ainda com Eduardo Campos, os dois fizeram um acordo de mútua preservação que deu o sinal: as farpas logo voaram de um lado e de outro. Dilma e o governo já estavam na mira, mas de tiros políticos.

O que os céus fizeram por Marina tomaram de Aécio, na queda do avião. E, pior, trouxeram-lhe a suposição de se salvar pela agressividade contra a nova concorrente. E logo também contra a antiga. Aécio Neves foi o disparador da deterioração da campanha em que a perda de escrúpulos é crescente.

Não se imaginava que a Marina Silva tão contida, como se toda travada por poderosas forças interiores, ou, sabe-se lá, celestiais ("Deus não quis que eu estivesse naquele avião"), fosse capaz de tamanha desinibição para dizer coisas como esta raridade: "Um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras". "Para assaltar"? A desonestidade dessa afirmação, feita em sabatina há três dias no "Globo", não tem limite nem para trás.

Funcionário de carreira, Paulo Roberto Costa fez sua ascensão na Petrobras durante o governo Fernando Henrique, nomeado então para sucessivos postos e funções relevantes, que vieram a culminar no governo Lula. É um mistério o momento em que começou sua corrupção. Mas há a certeza de que, a não ser para Marina, nenhum partido e nenhum governo dos dois presidentes promoveu Paulo Roberto Costa "para assaltar".

Diante de tamanha e perversa difamação, não surpreende a facilidade com que Marina diz inverdades bondosas a seu respeito, atribuindo-se votos, pareceres e projetos no Senado que o Senado nunca ouviu ou leu. Sua agressividade tem este componente adicional: a inverdade. O que aquela sabatina tornou ainda mais perceptível (e registrado jornalisticamente).

Mas de Dilma, a "durona", a "gerentona", esperava-se que ao menos confirmasse a maneira como a imprensa a descreve. A surpresa que lhe cabe vem, no entanto, do oposto: é a menos ofensiva, tanto no sentido de ataque como de insulto. Tem preferido dar respostas, algumas duras e outras irônicas. Sem conseguir, porém, tornar menos deplorável esta campanha indigna de uma disputa pela Presidência da República.

sábado, 23 de outubro de 2010

Nove dias de fúria midiática – irracionalidade e cizânia



No momento em que escrevo, ainda faltam nove dias e cerca de seis horas para encerrar o processo que determinará os rumos do Brasil pelos próximos quatro anos.
E o que é que estamos fazendo? É de um ridículo atroz o que este país está vivendo nesta campanha eleitoral à Presidência. Se às vezes não fosse engraçado, eu choraria
O Brasil tem 8 trilhões de dólares enterrados em seu litoral e fica discutindo se o que atingiu Serra foi bolinha de papel ou fita crepe.
Enquanto o país tem os dois maiores eventos do esporte mundial para acontecer dentro de alguns anos, ficamos discutindo o aborto.
Enquanto atingimos o pleno emprego, sem inflação, com indicadores sociais subindo, continuamos discutindo a vitimização de José Serra.
Uma concessão pública de rádio e tevê, que também é a maior, sai em defesa de um candidato comprando e vendendo todas as suas acusações.
A violência explode nas ruas por divergências políticas em um país que está enriquecendo, diminuindo a miséria e a pobreza como nunca.
E os que criam esse clima de caos em um país que se torna um dos mais importantes ainda criticam o que fomentam com seus jornais e TVs.
O clima de hostilidade no Brasil deixa o mundo perplexo e se perguntando se não somos nós que não estamos sabendo lidar com o sucesso.
Quem teria autoridade moral, neste mundo, para proferir palavras que nos trouxessem de volta à realidade?
A cizânia que se forma em nossa sociedade pode ser compensada pela conquista do poder a qualquer preço, senhor Serra e senhora mídia?
blog da cidadania

sábado, 16 de outubro de 2010

Serra é caso de polícia. Por que a Dra. Cureau não age?


Alertado por um comentarista, trago a vocês esta inacreditável matéria do Correio Braziliense, assinada pelo repórte Ulisses Campbell, que dá conta de um esforço articulado da campanha de Serra para, através de telemarketing, espalhar mais mentiras e canalhices sobre Dilma Rousseff. Não é mais obra de alguns serristas “aloprados”, é um esforço nacional, articulado e caríssimo para interferir nas eleições. É um caso policial, está acontecendo e não existe uma voz neste país que se levante contra este tipo de métodos. Onde está o Ministério Público Federal? As pessoas que recebem os telefonemas estão identificadas, a origem deles pode ser obtida de imediato. Não seria preciso ninguém agir, mas a Dra. Sandra Cureau parece estar ocupada demais  com as preferências políticas dos jornalistas, preparando ações contra os blogs, e  pode não ter lido o jornal que circula na cidade onde trabalha. Então é melhor que os dirigentes do PT parem de dar entrevistas dizendo o que os jornais querem ouvir sobre os problemas da campanha e representem imediatamente à Justiça Eleitoral diante deste fato, que está público e publicado em um grande jornal.
É inacreditável como a campanha de Serra transformou a  disputa política em atos de banditismo explícito.
tijolaço.com

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Para desmontar a onda de boatos e mentiras sobre nossa futura presidenta

Colaboraram os leitores Izide, de Campinas e João Rocha, de Caraguatatuba 


Segue informaçoes importantes para desmontar as baixarias tucanas contra Dilma


Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:


A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb

A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura: http://migre.me/1pfCc

O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família:http://migre.me/1pfEJ

Marília Gabriela desmente email falso: http://migre.me/1pfSW

Dilma não pode entrar nos Estados Unidos: http://migre.me/1pfTX

Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata:http://migre.me/1pfWn

Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg

Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem:http://migre.me/1pfZH

Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t

Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso:http://migre.me/1pg2F

Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo:http://migre.me/1pg58

Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c

Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

" Se as coisas são inatingíveis...ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos, não fora
A mágica presença das estrelas!"
Das Utopias - Mario Quintana