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sábado, 31 de janeiro de 2015

Como funcionava a empresa de fachada da Globo nas Ilhas Virgens


O “endereço” da “Empire” nas Ilhas Virgens: empresa “era só no papel”, diz advogado
O dia amanhece com galos cantando em pleno centro de Road Town, capital das Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, onde, em 2001, a Rede Globo comprou uma empresa por cerca de 220 milhões de dólares. O que poderia haver de tão valioso no Caribe para que a Rede Globo fizesse um investimento deste porte?

O esconderijo para um tesouro é a resposta mais apropriada. Exatamente como no tempo dos piratas, que por sinal fizeram história por aqui, como o lendário Barba Negra. E para piratas no passado, assim como para sonegadores de impostos, corruptos, traficantes de drogas e de armas no presente, o melhor lugar do mundo é onde se pode guardar a riqueza ilícita longe dos olhos das autoridades. Um paraíso. Isso é Ilhas Virgens.

Quem conhece bem os meandros deste paraíso fiscal é o advogado brasileiro Marcelo Ruiz, que desde 2011 trabalha para um escritório de recuperação de ativos instalado no centro financeiro de Road Town. Seu trabalho é descobrir quem está por trás das empresas abertas no país, que integra a Coroa Britânica, e repassar os dados para os escritórios das nações onde correm processos — Cayman, Suíça ou Brasil, por exemplo.

Ele, evidentemente, não trabalha sozinho. Além dos advogados de todos os continentes que dividem com ele um andar inteiro no edifício Fleming House, onde está uma das maiores empresas de telefonia móvel do país, a Lime, ele trabalha com a Kroll e outras empresas de investigação formada por ex-agentes da CIA, Scotland Yard e FBI.

“Essas empresas trabalham para a gente como suporte. Mas quem repatria são os advogados”, diz. Tudo com base na lei. No passado, era quase impossível chegar aos crimiminosos. Mas a justiça no mundo inteiro tem reconhecido o direito da vítima de identificar seus algozes e reparar o dano, inclusive o financeiro — caso de acionista lesado, ex-esposa passada para trás na partilha e nós, o povo, no caso da sonegação ou da corrupção.

“Havendo um processo judicial, mesmo que em outro país, a justiça reconhece o direito de quebrar o sigilo da empresa sob sua jurisdição”, explica Marcelo.

Foi assim que escritórios parceiros da banca onde Marcelo trabalha repatriaram o dinheiro da corrupção no caso do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e do ex-prefeito Paulo Maluf, de São Paulo.

Marcelo não entra em detalhes por conta de cláusulas de confidencialidade, mas admite que seu escritório trabalhou no caso em que Ricardo Teixeira foi acusado de receber propina para favorecer emissoras de telvisão na venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo. O suborno foi depositado numa conta de empresa aberta nas Ilhas Virgens Britânicas. Ricardo Teixeira fez acordo com a Justiça na Suíça, sede da Fifa, pagou multa milionária e se safou de uma condenação. Mas teve que se afastar do futebol profissional, e vive num autoexílio na Flórida, Estados Unidos.

Road Town não é a única coincidência que une a Globo a Ricardo Teixeira. Assim como o ex-presidente da CBF e dirigente da Fifa, a Globo também buscou refúgio naquele paraíso fiscal. Em junho de 1999, através de outra empresa offshore, a Globo abriu a Empire Investment Group Ltd., com capital de aproximadamente 220 milhões de dólares.

Em 2001, a Globo comprou, através de sua matriz brasileira, a mesma empresa. Informou ao Fisco que buscava expansão no mercado internacional de TV, e omitiu o fato de que a empresa já era dela. Mais tarde, quando investigou a Globo, a Receita Federal descobriu a fraude.

O auditor fiscal Alberto Zile escreveu: “As operações arroladas dão a clara ideia de que vários atos praticados pela fiscalizada estavam completamente dissociados de uma racional organização empresarial e, consequentemente, de que a aquisição da sociedade empresarial nas Ilhas Virgens Britânicas foi apenas um disfarce de uma aquisição dos direitos de transmissão,  por meio de televisão, da competição desportiva de futebol internacional, com intuito de fugir da tributação”.

A Empire era titular dos direitos de transmissão, comprados por outra offshore da Globo junto a uma intemediária da Fifa, a ISL, a mesma que subornou Ricardo Teixeira. A Empire, apesar de possuir um bem tão valioso como o direito de transmissão da Copa do Mundo, funcionava sem sede própria nas Ilhas Virgens.

A Empire dividia o mesmo endereço da Ernst & Young Trust Corporation, com a qual compartilhava também a caixa postal. «Com essas informações, não resta dúvida, a Empire era só papel, não tinha atividade nenhuma», diz o advogado brasileiro que trabalha em Road Town desvendando o que há por trás das offshores.

Quando cheguei a Road Town, através de um barco que faz a travessia de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, onde tem um aeroporto maior, fui procurar a Empire. «Nunca ouvi falar», disse o funcionário de uma empresa de informática no térreo do prédio onde funcionava a Ernst & Young.

«Já prestei serviço para muitas empresas daqui, mas nunca soube que existisse essa empresa Empire. Duzentos e vinte milhões de dólares? É muito dinheiro…», comenta o taxista Roy George, um dos poucos que aceitam se identificar num assunto «muito delicado», como observa o dono de uma empresa vizinha da Empire.

A Ernst & Young dividia a mesma caixa postal com a Empire
A Ernst & Young dividia a mesma caixa postal com a Empire
Os documentos de fundação da Empire trazem apenas a assinatura de uma procuradora autorizada, Nancy E. A. Grant, e de uma testemunha, Hellen Gunn Sullivan. Eu procurei as duas, primeiro no antigo escritório da Ernst & Young, no Jayla Place. “Eles se mudaram”, informou a gerente da Appleby, empresa que também administra offshore (legal, como informa em seu site), que agora ocupa a metade do terceiro andar do edifício antes sede da EY.

A Ernest & Young foi para outro endereço, mais distante do centro, no luxuoso prédio Ritter House, ao lado da marina The Moorings. «Não conheço nenhuma delas», diz a advogada que nasceu em Santo Domingo, República Dominicana, que me atendeu em pé, na recepção do escritório. Ao ser informada do assunto, fez questão de esclarecer: «Em Road Town, não administramos mais offshore. Somos uma empresa de contabilidade.»

É um fato. A EY transferiu todas as suas atividades de trust (administração por relação de confiança) para as Bahamas, e vendeu seus ativos (as empresas de papel) para a Tricor, que funciona no prédio do First Caribbean Bank. Carol, a gerente inglesa da Tricor,  demonstrou incômodo quando me apresentei como jornalista brsileiro.

«O que você faz aqui?», questionou, para em seguida dizer que Nancy, a procuradora da Empire (leia-se Globo), era sua antecessora na gerência da empresa. «Ela voltou para a Inglaterra, mas mesmo que estivesse aqui não poderia dar informação. Essas informações são fechadas», disse.

Certamente, ela não sabe que a propriedade da Empire deixou de ser segredo quando o auditor Alberto Zile, a partir de uma denúncia vinda do exterior, vasculhou os documentos da Globo e descobriu que a Empire foi criada pela própria empresa brasileira. Segundo a Receita, o objetivo era sonegar impostos, o mesmo objetivo de milhares de empresas que se instalam por aqui.

Nas Ilhas Virgens Britânicas, os agentes fiduciários silenciam, mas o galo canta por toda parte, e é comum ver galinhas e pintinhos pelas praças e ao redor das mesas dos restaurantes à espera de que alguém jogue comida. É que a ave vive livre como os pombos no Brasil, embora os moradores gostem da carne no prato. Mas comem apenas o que compram no supermercado.

«Muitos séculos atrás, os espanhóis trouxeram as galinhas, e elas foram crescendo, crescendo, e nós gostamos de vê-las por aí», conta o taxista Roy George, que tem curso superior. O filipino Gilberto Fabian se surpreendeu quando chegou ao país para trabalhar um ano atrás e viu tantas galinhas pela rua. «Em Manila, não ficava uma viva. O povo lá tem fome», afirma

As Ilhas Virgens Britânicas têm uma das rendas per capita mais altas do mundo — quase 40 mil dólares por ano, salário mínimo de 2 500 dólares —, graças a uma economia impulsionada pela natureza bela e exuberante e ao suporte nos negócios financeiros. O segredo é a razão do sucesso do mercado financeiro.

Empresas instaladas aqui pagam taxas anuais, que garantem boa receita ao governo, mas não são nada se comparado ao que pagariam de impostos em seus países de origem. Este é um dos motivos da instalação de mais de quinhentas mil empresas, o dobro do número de habitantes.

Existem empresas que se instalam em Road Town, ainda que só existam no papel, e agem dentro da lei em seus países de origens, mas para a Receita Federal não foi este o caso da Globo. Não foram também as praias de água cristalina nem a floresta verde esmeralda que a fizeram aportar por aqui. Ilhas Virgens Britânicas se apresentam como Nature’s Little Secrets. Ou Segredinhos da Natureza. É um slogan que explica alguma coisa.

Um país cujo slogan apropriado é "Segredinhos da Natureza"
Um país cujo slogan apropriado é “Segredinhos da Natureza”

Joaquim de Carvalho
No DCM, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/como-funcionava-empresa-de-fachada-da.html

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A MALA DE DINHEIRO DO ASSESSOR TUCANO EM SÃO PAULO - "APOIADOR" DE BRUNO COVAS DO PSDB É DETIDO PELA POLÍCIA FEDERAL


O suplente de Vereador pelo PSDB em S. J. do Rio Preto - SP, Mário Welber, foi detido ontem pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, transportando uma maleta contendo R$ 102 MIL e mais 16 cheques ligados _a campanha de BRUNO COVAS (neto de Mário Covas) , candidato pelo PSDB de São Paulo. Além do dinheiro e cheques foi encontrado com Mário Welber, material de campanha de Bruno Covas.

A Polícia Federal parou Welber quando ele tentava passar pelo aparelho de RX do Aeroporto. Como ele não explicou e comprovou a origem do dinheiro, o caso vai ser apurado pela Polícia, que liberou o assessor de campanha de Bruno Covas com a condição de que ele em 15 dias comprove a origem lícita do dinheiro.

Segundo Mário, ele é apenas um "entregador de correspondência" e não é assessor de BRUNO COVAS, mas um "apoiador". Na sua página do FACEBOOK (segundo o Jornal Estadão) ele se apresenta como assessor da Secretaria Estadual de Meio-Ambiente. Mário declarou ainda que vai provar que o dinheiro era dele e não da campanha de Bruno Covas. Curioso é ver que ainda existe quem tenha coragem de andar com R$ 102 MIL em espécie para fazer "compras" em São Paulo.

Se Mário Welber fosse assessor de algum petista, por certo o fato já estaria nas primeiras páginas dos jornais ou destacado no TOPO das edições online dos SITES dos jornalões. Sendo ele ligado aos TUCANOS, o fato não terá nenhuma repercussão, donde se conclui que, para nossa imprensa, dinheiro na MALA ou na CUECA de Tucano, pode.
http://007bondeblog.blogspot.com.br/2014/10/a-mala-de-dinheiro-do-assessor-tucano_2.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mais de US$ 30 bi deixam o Brasil de forma ilícita por ano, diz estudo



Sonegação de impostos é a origem de mais de 90% desse total, mostra pesquisa de instituição americana

WASHINGTON - Mais de US$ 30 bilhões em dinheiro sujo ligado à evasão de impostos, ao crime e à corrupção sai do Brasil todos os anos, o dobro de uma década atrás, mostrou um estudo do Global Financial Integrity (GFI), um grupo de pesquisa baseado em Washington que defende a transparência financeira. A sonegação de impostos é modo principal como esse dinheiro deixa o país, respondendo por 92,7% dos US$ 401,6 bilhões que saíram do Brasil entre 1960 e 2012, de acordo com a pesquisa. O montante fica acima da média mundial, onde a evasão de impostos representa cerca de 80% dos fluxos financeiros ilícitos.

As perdas anuais são equivalentes a 1,5% da produção econômica brasileira, com média de US$ 33,7 bilhões por ano no período de 2010 a 2012, um aumento em relação aos US$ 14,7 bilhões na primeira década do século 21. Mas as perdas são provavelmente anda maiores, disse a GFI, considerando que suas estimativas não incluem grandes quantias de contrabando de dinheiro, um método favorito de movimentar dinheiro por parte de traficantes de drogas e outros criminosos, ou em negociações por serviços ou transferências financeiras entre ramificações de corporações multinacionais.

— O Brasil tem um sério problema com fluxos financeiros ilícitos, e combatê-lo deve ser uma prioridade para qualquer administração que vencer as próximas eleições — disse Raymond Baker, presidente da GFI.

A Petrobras, por sua vez, está envolvida em um caso de suborno envolvendo contratos para plataformas de produção que o Brasil, a Holanda e os Estados Unidos estão investigando. Além disso, a economia tem patinado sob o governo de Dilma, que enfrenta uma dura eleição presidencial em outubro. Fluxos ilícitos de saída de dinheiro enfraqueceram ainda mais a economia, ao drenar recursos do Brasil que poderiam, de outra forma, ser utilizados no crescimento nacional.

O dinheiro é movimentado internacionalmente através da chamada “precificação comercial irregular”, ao cobrarem a menos ou a mais por bens e produtos. No Brasil, a economia informal encolheu para 21,8% do PIB oficial, à medida que a economia regular do país cresceu, em comparação ao pico de 55% nos anos 1970, de acordo com a GFI. Apesar desta melhora, a receita alta nos fluxos de dinheiro sujo é uma preocupação.

— Por muitos anos, temos observado a reticência do Brasil de se dirigir a problemas de fuga de capital e fluxos ilícitos — disse Baker.

Ele recomendou mais cooperação entre governos para encerrar os canais de lavagem de dinheiro e maior transparência em transações financeiras internacionais.

No O Globo
vi no : http://www.contextolivre.com.br/2014/09/mais-de-us-30-bi-deixam-o-brasil-de.html

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vaticano ocupa 8º lugar global em lavagem de dinheiro


A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares.
O Vaticano ocupa o 8º lugar do mundo entre os países que lavam dinheiro sujo, oriundo da sonegação de impostos, da obtenção de lucros ilícitos, do tráfico de armas e de drogas, entre outras fontes criminosas. O Vaticano conseguiu deixar para trás, em matéria de lavagem de dinheiro, países como a Suíça, Bahamas, Liechtenstein, Nauru e as Ilhas Maurício. A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares. Esta informação tem um caráter aproximativo, porque ninguém (nem mesmo o papa) tem acesso ao balanço real da instituição bancária mais secreta do planeta.
Neste momento, está em atividade uma comissão formada por cardeais e outros assessores do papa Francisco cuja missão é precisamente a de investigar os bastidores do IOR e de apresentar ao pontífice propostas de mudanças radicais no banco. Não está excluída a possibilidade de fechamento do instituto e a sua transformação numa entidade que possa administrar os recursos financeiros da cúpula da Igreja Católica Romana.
O mais recente escândalo no banco foi a prisão do monsenhor Nunzio Scarano, ex-chefe de contabilidade do IOR que integrava a APSA, um organismo do IOR que gerencia o patrimônio da Santa Sé. É acusado de corrupção, calúnia e fraude pela polícia financeira italiana. O papa foi comunicado sobre a prisão de Scarano e ordenou à sala de imprensa do Vaticano que divulgasse uma nota, informando que o assessor já havia sido suspenso do seu cargo em maio deste ano. É acusado de transferir para o IOR um total de 20 milhões de euros, da Suíça para uma conta de armadores napolitanos. A Justiça italiana rejeitou, no sábado passado, o recurso do monsenhor Scarano. Ele continua preso domiciliarmente no Vaticano.
Antiga fama
A situação do IOR foi o tema de um dos debates mais acalorados pouco antes do conclave, na Capela Sistina, quando alguns cardeais de todos os continentes questionaram uns aos outros sobre a responsabilidade dos principais assessores do papa renunciante Bento XVI no andamento da corrupção no Banco do Vaticano. Alguns cardeais dos países menos desenvolvidos, mas também da América do Norte e da Europa, deixaram vazar essa informação. Considera-se que esse debate foi importante para que, em seguida, os cardeais tenham votado secretamente no argentino Jorge Bergoglio como novo papa.
A primeira atitude do novo pontífice foi a de nomear a comissão especial para a reforma do banco. Assessores de sua confiança mantiveram também contato com a União Europeia em busca de assessoria técnica, por meio do Moneyval, que é um organismo da UE que avalia e executa medidas contra lavagem de dinheiro e contra o terrorismo.
Em 1997, o Conselho da Europa criou a Comissão Especial de Peritos sobre a Avaliação de Medidas Antilavagem de Dinheiro, com a sigla PC-R-EV, como um subcomitê do Comitê Europeu para os Problemas Criminais (CDPC). Em 2002, o nome da comissão foi mudado para Comitê de Peritos sobre a Avaliação das Medidas de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, com a abreviatura Moneyval, por entender que a sigla anterior não expressava com clareza os seus objetivos.
O IOR foi fundado em 27 de junho de 1942 pelo papa Pio XII. Seus estatutos foram redigidos de tal forma que nem o papa tem acesso direto à sua administração. Já nas primeiras décadas dos anos 40, foram levantadas suspeitas de que banco poderia guardar verbas produzidas pelo regime nazista e também por banqueiros judeus perseguidos. O caso Marcinkus tornou-se o escândalo mais conhecido envolvendo o IOR. O então arcebispo norte-americano foi responsabilizado, pelas autoridades italianas, de envolvimento com a Máfia, na falência do Banco Ambrosiano, que também envolveu a loja maçônica P-2 e vários banqueiros. O caso inspirou até mesmo a produção de filmes e de vários livros.
Dermi Azevedo 
No Carta Maior

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os negócios do JP Morgan com Verônica Serra e com o homem da Citco, a empresa do Caribe

Vamos contar duas histórias, que estão à espera do nosso famoso “jornalismo investigativo”.

Apenas fatos e documentos, sem qualquer ilação.
História N°1:
No dia 1° de fevereiro deste ano, a edição digital do jornal Monitor Mercantil publicou:
“A One Equity Partners (OEP), braço de investimentos do banco J.P.Morgan, acertou a aquisição de 50% do Portal de Documentos, empresa brasileira que fornece soluções de gestão integrada nos serviços de cobrança de crédito”“
Cinco dias antes, a Portal de Documentos, até então uma empresa limitada, com capital social de R$ 200 mil, transformara-se em Sociedade.
Naquele 1° de fevereiro, a Portal de Documentos realiza uma assembleia, mas não há transferência de cotas para a OEP ou para o JP Morgan. Há, porém a eleição de dois cidadãos americanos como conselheiros administrativos: Bradley J.Coppens e Christian (que está grafado como Christina na Junta Comercial) Patrick Raymond Ahrens, ambos diretores da empresa de investimentos ligada ao JP . Amos fornecem CPF errado e indicam como residência Strawinskylaan 1135, NL-1077, a sede do JP Morgan na Holanda, embora o banco possua uma aqui, e muitos negócios no Brasil, como a compra, em outubro de 2010, da Gávea Investimentos, de Armírio Fraga, ex-presidente do BC no Governo FHC.
Na mesma assembléia, Bradley e Arhens nomeiam sua procuradora com plenos poderes.
A Sra. Verônica Allende Serra.
História N°2:....

“Privataria”. Quero a Ley de Medios do Serjão

O silêncio do PiG diante da roubalheira da privatização do Governo "Cerra"/FHC consagra a “Lei Roberto Marinho” do Poder.
Contava-se na Globo que o Dr Roberto teria pronunciado a seguinte frase: o importante não é o que publico. Mas, o que eu NÃO publico.
(“Publico”, aí, vai de propósito.
Para o Dr Roberto, a televisão “publicava”, porque ele jamais se adaptou à tecnologia da televisão.
O mundo para ele era o impresso – no Globo.)
(Atribui-se ao Dr Roberto também a frase inesquecível: o Boni pensa que isso aqui é um circo. Isso aqui é uma fábrica de poder.)
O PiG resolveu se calar sobre o “Privataria” para exercer o Poder.
Se não publica, não existe.
Ou, como dizia outro campeão da Democracia brasileira, o ACM: se não saiu no jornal nacional, não aconteceu.
Ou, como dizia o Caetano Veloso, antes de se encantar com a Globo: assisto ao jornal nacional para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.)
Isso já era.
Não foi só o Caetano que mudou.
O livro do Amaury provocou, todas as proporções guardadas, uma Primavera Árabe.
É um fenômeno de vendas que o PiG não impediu e ainda não encarou.
Agora, amigo navegante, imagine o que o PiG não mostrou, ao longo desses anos todos de sub-democracia brasileira.
O que o Dr Roberto “não publicou”.
Imagine o que se escondeu.
Não falo da distorção, da parcialidade, do moralismo hipócrita, que fica preocupado com o Lupi, com o Pimentel e deixa o clã "Cerra" roubar a privatização, a MAIOR roubalheira de todas as privatizações latino-americanas.
E leva ao púlpito, o Grão Mestre da Privatização, a Bomba Atômica, aquele que, segundo o Ciro Gomes, num momento de larga generosidade dizia: o FHC não rouba, mas deixa roubar.
Ou, como diz o genial Oráculo de Delfos.
O FHC tomando vinho no primeiro andar, e a turma dele roubando no térreo – e no segundo, terceiro e quarto andares, também.
A Ley de Medios não é necessária, apenas, por causa da parcialidade.
Não só porque o PiG seja a Oposição, como diz a notável Judite Brito, presidente da ANJ.
É o que o plagiador-mor, o Álvaro Dias faz todo dia: lê o PiG no Senado.
É o Catão diaraque.
A questão da Democracia é o que deve, precisa ser publicado.
O que é indispensável para que o cidadão da República se informe: sobre serviços públicos, sobre direitos, deveres.
O ansioso blogueiro foi mexer nos arquivos.
E achou o que se chamou de 5ª versão do “projeto de lei de Comunicação Eletrônica de Massa”.
É a Ley de Medios do Serjão Motta, quando era ministro das Comunicações do Farol de Alexandria.
Serjão morreu, e o sucessor, o Mendonção, enfiou o projeto do Serjão na gaveta.
Dedicava-se aos consórcios “borocochô” do leilão da Telebrás, para poder fazer “do nosso jeito”.
Serjão caiu no escândalo do “se isso der m …”.
Para o lugar foi o Pimenta da Veiga, que, suspeita-se, submeteu 5ª Versão à Globo e a 5ª, a 6ª, a 7ª … – e foi tudo para a gaveta.
Veio o Governo Lula e o projeto do Serjão lá adormeceu.
Faltavam 5 minutos para acabar o jogo, e o Lula encomendou um projeto ao Franklin Martins.
O Franklin fez um projeto muito bom.
Entregou ao Bernardo.
Bernardo disse uns impropérios ao Franklin e escondeu o projeto embaixo da ultima versão do Serjão.
Franklin sai agora pelo Brasil a dizer que a Ley de Medios começa e acaba com a Constituição vigente.
Não adianta.
O Bernardo não se comove.
Já prometeu três vezes – como Pedro – que ia mandar o ante-protejo da Ley de Medios ao Congresso.
E, nada.
Ele está muito preocupado com a eleição para prefeito em Maringá, Londrina, Apucarana…
O PT fez um Congresso para debater a Ley de Medios.
Foi um combate entre o ridículo e o patético.
O PT está há nove anos no poder e ainda tem que debater a Ley de Medios.
Quem está no poder há nove anos não tem mais o que debater.
Tem que exercer o Poder.
Fazer como o Dr Roberto.
O ansioso blogueiro foi à 5ª versão do Serjão.
Diz assim nos “Princípios fundamentais”:
Artigo II:
I – promover a diversidade das fontes de informação;
II – promover a diversidade de propriedade das prestadoras e dos meios de transporte dos serviços;
III – promover o uso dos serviços de comunicação eletrônica de massa como instrumento auxiliar de implementação de políticas educacionais;
VI – garantir ao público o direito de escolha do que quer ver e ouvir;
VI – zelar pela liberdade de expressão e de imprensa no meio eletrônico;
XV – adotar medidas que promovam a competição intra e inter-serviços e a sua diversidade, incrementem a oferta e propiciem padrões de qualidade compatíveis com a necessidade dos usuários.
Pouco antes de morrer, Serjão mandou um bilhete ao Fernando Henrique sobre a proposta da Ley de Medios: não se apequene, sugeriu o Serjão.
Porque não há liberdade de expressão no Brasil.
Porque o Dr Roberto escolhe o que publicar.
Clique aqui para ler o que disse o ansioso blogueiro num seminário de juízes do Rio Grande do Sul: “Na Comunicação, o Brasil é a ditadura perfeita”.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
via com textolivre

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Do paraíso fiscal ao Paraíso, SP. A conexão Citco-PHC

Não, não é FHC, de Fernando Henrique Cardoso. É mesmo PHC, de Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente.
É o primeiro dos fios do novelo obscuro puxado pelo livro “Privataria Tucana” que, nós dissemos, iam começar a ser puxados.
Aos fatos, sem ilações e com documentos.
O livro de Amaury Ribeiro mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens onde se situa, se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e por aí…..

sábado, 23 de outubro de 2010

DEPOIMENTO DE AMAURY JR NA POLÍCIA FEDERAL APONTA - QUADRILHA DE ARAPONGAS TUCANOS E LAVAGEM DE DINHEIRO

Essa não vai dar no Jornal Nacional....

Uma cópia do depoimento do jornalista Amaury Jr. está circulando na Internet. O blog da Dilma  publica na íntegra o assustador documento que mostra o principio de tudo e o desdobramento da trama envolvendo os negócios suspeitos do período das privatizações,até a rede de arapongas que segundo o jornalista, o presidenciável tucano José Serra montou para derrubar Aécio Neves.

E agora José ?
Clique e leia