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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Polícia de Nova Iorque ocupa o Occupy Wall Street; Justiça manda reocupar


Justiça considerou ilegal ação da polícia e autoriza retorno de manifestantes do Occupy Wall Street a praça em NY
A juíza Lucy Billings, da Suprema Corte do estado de Nova York, autorizou o retorno dos manifestantes do movimento Occupy Wall Street para a praça que ocupavam em Manhattan até a manhã desta terça-feira (15/11), quando uma operação da policia novaiorquina removeu o acampamento dos “indignados” com a crise internacional.
Manifestante encara polícia durante desocupação de praça em Nova York
Além de permitir a volta dos manifestantes, a decisão judicial também determina uma ordem de restrição que impede a Prefeitura e a polícia de Nova York de bloquear a entrada de mais pessoas no local com barracas, batizado pelos jovens de “Praça da Liberdade”.
A juíza marcou uma audiência com a Prefeitura para definir como a ordem judicial deverá ser colocada em prática. Lucy Billings criticou a ação policial, que considerou ilegal e abusiva.
No momento, parte dos integrantes do Occupy que foram dispersados pela polícia se dirigem para a sede da Prefeitura, enquanto outros voltam para a praça Zuccotti, que, apesar de pertencer a uma empresa privada, é utilizada como espaço público de lazer, segundo uma lei local.
E foi justamente essa lei a justificativa utilizada pelo prefeito Michael Bloomberg para exigir a retirada do acampamento. Segundo o prefeito, a ocupação estava impedindo que outras pessoas tivessem acesso ao local.
A decisão de Bloomberg desencadeou uma verdadeira operação de guerra na madrugada desta terça-feira. Centenas de policiais com caminhões começaram a chegar por volta das 4h20 (horário de Brasília), seguidos de helicópteros e carros blindados. O espaço aéreo e a ponte do Brooklyn, que dá acesso a Manhattan foram fechados. A presença de jornalistas no momento da operação foi proibida.
Segundo o New York Times, pelo menos 70 pessoas que resistiram à desocupação foram presas. O Occupy Wall Street afirma que entre eles está um vereador.
via Com textolivre

domingo, 23 de outubro de 2011

Mal social globalizado



Delfim Netto, CartaCapital

“Certamente não é (ainda) o fim do capitalismo a ser anunciado por esse formidável movimento de indignação diante do sofrimento imposto pela falta de controles do sistema financeiro nos Estados Unidos e na Europa. A natureza dessas manifestações talvez possa ser condensada em duas queixas entoadas, respectivamente, em Lisboa: “Essa dívida não é nossa”, e em Nova York: “Nós fomos vendidos, os bancos foram resgatados”.

O grito “Ocupem Wall Street”, antes de ser um protesto contra a economia de mercado, exprime o profundo sentimento de injustiça social derivado da incapacidade dos governos que permitiram a destruição do emprego e do patrimônio de milhões de honestos cidadãos assaltados, de forma imoral, por um sistema financeiro desinibido com suas inovações. São os trabalhadores desempregados as grandes vítimas do contágio desse mal social.

O homem, ao construir o mundo com o seu trabalho, exerce uma pressão seletiva no sentido de aumentar a sua liberdade de expressão.....