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sábado, 17 de janeiro de 2015

2014 FOI O ANO MAIS QUENTE JÁ REGISTRADO NA TERRA

sábado, 27 de dezembro de 2014

Seca em São Paulo comprova crise ambiental mundial

Sistema Cantareira - Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas (25/09/2014)
Sistema Cantareira – Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas (25/09/2014)
O ano de  2014 foi o que marcou a terra da garoa, literalmente, como terra seca. Além da mais severa estiagem que o estado de São Paulo já enfrentou nos últimos 80 anos, diversos fenômenos influenciados pelo aquecimento global também causaram impactos significativos em outras áreas do planeta. É o caso, por exemplo, da Califórnia — que lida com a maior seca do milênio –, das ondas de calor em pleno inverno no Alasca e das tempestades em países da Europa, como a Itália e a Grã-Bretanha.
De acordo com relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, as concentrações de gases estufas na atmosfera alcançaram o maior nível em 800 anos.
Ainda segundo o documento, lançado em novembro, a estimativa é de que 2014 seja o ano mais quente da terra desde 1850, quando foi realizada a primeira medição. “A influência humana no sistema climático é clara: quanto mais perturbamos nosso clima, mais riscos temos de impactos graves, amplos e irreversíveis”, disse o diretor do IPCC, Rajendra Pachauri, durante o lançamento do relatório. A cidade mais rica do Brasil se tornou um exemplo de como as alterações climáticas podem impor dificuldades à sociedade.
Abalada por uma estiagem que começou ainda em 2013, a região metropolitana de São Paulo logo viu suas represas secarem. Pela primeira vez, medidas emergenciais polêmicas permitiram o uso do chamado volume morto, que são as águas que estão abaixo das comportas, retiradas por meio de bombas.
Já no hemisfério norte, a seca também atingiu o estado mais poderoso dos EUA. Na pior estiagem dos últimos mil anos, a Califórnia sofreu perdas de mais de U$ 2,5 bilhões. Setor importante para a economia local, a agricultura fechou 20 mil vagas de trabalho.
De acordo com o biólogo Marcos Buckeridge, um dos redatores do capítulo do IPCC sobre a América Latina, alterações climáticas agudas farão com que o continente possa sofrer mais frequentemente com esses problemas. “Haverá eventos extremos de seca e de chuva ou o descongelamento dos Andes. Esses fenômenos causariam grandes alagamentos e o branqueamento de corais, prejudicando de forma significativa a biodiversidade marinha”, disse Buckeridge, que atua no Instituto de Biociências da USP.
Com esses dados alarmantes, em 2014 a ONU reforçou o seu discurso sobre a importância de um acordo mundial para limitar o aquecimento global a no máximo 2ºC até o final deste século. A proposta, porém, vem sendo postergada por conta de divergências econômicas entre os países ricos e em desenvolvimento. Nos dois maiores eventos ambientais realizados em 2014 — a Cúpula do Clima, em Nova York, e a Cúpula da Mudança Climática, realizada em Lima –, acordos foram tramados e propostas, divulgadas. Realizada em apenas um dia no final de setembro, em Nova York, a Cúpula do Clima, no embalo da Assembleia da ONU, reuniu milhares de pessoas nas ruas da “Big Apple” e cerca de 120 líderes mundiais nos debates, público inédito para eventos do tipo. Sem a assinatura do Brasil, que reclamou por não ter sido chamado ao encontro, o evento lançou a “Declaração de Nova York sobre Florestas”, que propõe zerar os desmatamentos até 2030. Em discursos eloquentes, representantes de países em desenvolvimento, como o Brasil, defenderam os chamados círculos concêntricos, proposta que coloca às nações ricas maior responsabilidade no controle das emissões.
A ideia, porém, desagradou às grandes potências. “As nações desenvolvidas devem liderar o processo de redução de emissões de gases estufa, mas isso não significa que os países em desenvolvimento possam produzir CO2 à vontade”, declarou o secretário norte-americano de Estado, John Kerry. Apesar de menos badalado que o encontro em Nova York, o evento na capital peruana tinha intenções mais significativas. A principal delas era resolver a equação entre emissão de gases e crescimento econômico.
Mas os 11 dias de trabalho não foram suficientes para a COP 20 chegar a um consenso. O acordo final, batizado de “Ação de Lima”, foi escrito com um dia de atraso. Ele estabeleceu o compromisso dos países em apresentar à ONU planos efetivos e ambiciosos para a redução de gases do efeito estufa até outubro do ano que vem, semanas antes da próxima COP, que será em Paris.
“Talvez seja cedo para ver esse impacto do aquecimento global na comunidade internacional. O relatório acabou de ser publicado e é necessário esperar para ver quais serão as consequências”, explicou Buckeridge. “Mas precisamos atingir as metas e diminuir as emissões de gases. Ou teremos graves dificuldades pela frente.”
http://brasileiros.com.br/2014/12/seca-em-sao-paulo-comprova-crise-ambiental-mundial/

terça-feira, 13 de março de 2012

O apocalipse existe. Ele é ecológico



“Baseados no calendário maia, alguns acreditam que a 21 de dezembro de 2012 acontecerá o fim do mundo. Para a ciência, o apocalipse definitivo realmente ocorrerá... dentro de 5 ou 6 bilhões de anos. Mas pequenos fins de mundo estão acontecendo, todos os dias, na natureza

Luis Pellegrini, Revista Oásis / Brasil 247

O mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012? Claro que não. Do ponto de vista da ciência, esse dia será apenas uma data como outra qualquer. As melhores cabeças-pensantes, no entanto, falam cada vez mais dos pequenos-grandes apocalipses que ocorrem a cada instante na superfície do planeta. Aqueles fins-do-mundo ecológicos, por exemplo, quase sempre provocados pela nossa ganância, incúria e irresponsabilidade.

Apesar dos desmentidos, a mídia internacional  esquenta os motores para a saraivada de matérias sobre hecatombes previstas para o final deste ano. Que fazer? Os leitores adoram reportagens e filmes que tratam de grandes desastres.

Resta a pergunta: por que o tema do fim do mundo desperta tanto interesse? O mito do apocalipse é muito antigo: é o tema, inclusive, do livro que encerra a Bíblia.

Poucos fenômenos religiosos são mais paradoxais e repetitivos que a expectativa apocalíptica - ou seja, a crença numa transformação radical e iminente do mundo. Por um lado, a primeira coisa que se pode dizer dessa crença é que, em todas as vezes que se manifestou, mostrou-se sempre equivocada. Por outro lado, apesar de desapontar constantemente, continua a surgir, com maior ou menor intensidade, e a arrastar ocasionalmente grandes massas de pessoas que nela confiam cegamente.

O que intriga os cientistas é que, embora se apoie sempre sobre pressupostos falsos, a crença apocalíptica pode assumir grandes proporções e canalizar imensas forças. Pode inspirar seus seguidores a praticar monumentais sacrifícios (lembram dos suicídios coletivos das seitas apocalípticas de Jim Jones, do Templo Solar, dos davidianos de Wacco, etc?) Pode engendrar comportamentos radicais, desde os mais pacíficos até os mais violentos. Além disso, outra característica importante dos grandes movimentos apocalípticos é que eles raramente desaparecem, mesmo depois que seus prognósticos de destruição total mostram-se completamente falsos. Seus integrantes apenas reescrevem a história passada do seu respectivo movimento, de modo a eliminar as previsões que se mostraram errôneas.”
Artigo Completo, ::Aqui::

MOLION AFIRMA QUE OS PRÓXIMOS INVERNOS SERÃO MAIS SEVEROS



PROFESSOR LUIZ CARLOS MOLION


Por Sidléia Vasconcelos

6 de março de 2012


A onda fria que matou mais de 600 pessoas na Europa desde o inicio do ano, traz à tona a discussão do resfriamento global. Essa situação só vem à confirmar a tese do professor universitário sobre o resfriamento global, dissertação esta que contraria todos especialistas que falam sobre o aquecimento global.

“Até que prove o contrário, eu estou convencido, de que nos próximos 20 anos, vamos ter um período mais frio; com invernos com densidades mais severas, no caso do Brasil. E isso pode ser ruim para agricultura e economia”, pondera Molion.

O professor lembra que em meados de 1998 o pacífico começou a esfriar. “Se ele mantiver esse mesmo ritmo, que apresentou nos últimos 100 anos, eu espero que ele apareça relativamente mais frio até 2030. O sol estando no mínimo e o oceano esfriando, vamos ter o resfriamento global; o que vai se manifestar, principalmente, em invernos rigorosos”, coloca.

Molion afirma, ainda, que todas as vezes que tem inverno rigoroso o número de pessoas que morrem varia de 40 a 50 mil a mais que no resto do ano.

“Podemos esperar, é claro, que nem todo ano o inverno vai ser rigoroso, mas, se antes acontecia um período desse a cada 10 anos, agora serão três vezes, o que vai causar distúrbios sociais muito grandes na Europa”, explica acrescentando que geralmente o período frio é muito pior socialmente falando do que o período quente.

O professor espera que esse período seja semelhando ao de 46 a 76. “Naquela época ocorreu com maior freqüência, chuva intensas nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro”, lembra acrescentando que em Alagoas terá o retorno das trovoadas durante o período chuvoso.



Nota deste blog:

A informação de que morreram mais de 600 pessoas na Europa desde o início do ano, apresentada na primeira frase é totalmente falsa. Quem está certo, como sempre, é o Professor Molion quando afirma que: "todas as vezes que tem inverno rigoroso o número de pessoas que morrem varia de 40 a 50 mil a mais que no resto do ano." 


Não está especificado se estes números se referem ao mundo inteiro ou somente em relação à Europa.

De qualquer maneira, somente em Portugal, nas duas últimas semanas de fevereiro deste ano, faleceram mais de 6000 pessoas, a maioria por causa do frio e da falta de aquecimento nas residências. Ver aquiaquiaqui e aqui

Estas notícias que falam em apenas mais de 600 mortos, estão baseadas nas mentiras divulgadas diariamente pela mídia internacional e nacional que, como sempre escondem a realidade com a evidente intenção de tentar desesperadamente ressuscitar o Aquecimento Global, que está "Mortinho da Silva" desde 1998.

Maurício Porto
13 de fevereiro de 2012.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

No Hemisfério Norte faz mais frio do que aqui?


Quando se fala sobre os fatores que influenciam no clima ou das características climáticas de um determinado lugar, uma observação pra lá de recorrente diz respeito à indagação que encabeça esta postagem.

A impressão de que se faz mais frio no Hemisfério Norte do que no Sul não está de todo errada. Basta observar o planisfério para perceber que ao sul da linha do Equador existe uma menor quantidade de terras emersas do que acima dessa linha imaginária; e quanto mais nos dirigimos em direção ao Polo Sul, menor é a quantidade de terras.

Tomando como exemplo as Zonas Temperadas, nas regiões de médias latitudes (em verde na representação acima), uma simples vizualização do mapa nos leva à seguinte constatação: menor o território, menor o número de habitantes e, consequentemente, menor também será a quantidade de pessoas sentindo os efeitos do frio.

Tal pensamento é tão presente que muita gente enxerga essa “inexistência” de frio intenso como um sinal de subdesenvolvimento. 

É interessante que a imagem transmitida, em muito reforçado pelo cinema, chega a carregar um sentido de “inferioridade” por não termos aqui as quatro estações do ano bem definidas. E como a maioria dos filmes que assistimos são produções estadunidenses ou europeias, que tem grande parte de seus territórios na área de abrangência da Zona Temperada do Norte, a ideia de que não existe frio abaixo do equador se propaga com extrema facilidade.

 no Geografia e Tal

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

AIE: países deveriam agir mesmo sem acordo climático


Estudo da Agência Internacional de Energia mostra que as temperaturas globais devem aumentar em média 6ºC até 2035 se ações drásticas para reduzir os gases causadores do efeito estufa não forem tomadas

Brasil 247 / AE

Com pouca esperança em relação a um progresso significativo sobre um amplo acordo climático internacional nas negociações do clima desta semana em Durban, na África do Sul, o que as nações deveriam fazer era tomar para si a tarefa de reduzir as emissões e mitigar as mudanças climáticas, disse nesta terça-feira a diretora executiva da Agência Internacional de Energia (AIE), Maria van der Hoeven. "A porta para que alcancemos o nosso objetivo está se fechando", afirmou ela. "Enquanto eu clamo por um tratado sobre as emissões, tenho uma mensagem simples para os participantes das discussões: não espere por um acordo global, aja agora."

Van der Hoeven disse que um estudo da AIE mostra que as temperaturas globais devem aumentar em média 6ºC até 2035 se ações drásticas para reduzir os gases causadores do efeito estufa não forem tomadas. Para limitar o aumento das temperaturas para uma meta amplamente aceitável de uma média de 2ºC, o crescimento global teria de ocorrer com um aumento de apenas 20% nas emissões em relação aos níveis atuais nos próximos anos, afirmou ela. "Isso significa que tudo (infraestrutura e desenvolvimento) construído após 2017 precisa ser carbono zero."

Muitos ministros e alguns chefes de Estado desembarcarem em Durban nesta terça-feira para os últimos quatro dias de discussões climáticas lideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de elaborar um documento para suceder o Protocolo de Kyoto, um tratado vinculativo de 1997 entre as nações do mundo desenvolvido para cortar emissões. Os compromissos dos países industrializados com o Protocolo de Kyoto expira em 2012.”
Matéria Completa, ::Aqui::

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

FRAUDES E CRIMES NOS MECANISMOS DE DESENVOLVIMENTO LIMPO



Chacina em El Bajo Aguán, Honduras: 23 fazendeiros e 2 Jornalistas assassinados. 
Novas informações indicam que o número de mortos já chega a 32 (ver aqui). 
Este é mais um exemplo do "LIMPO NEGÓCIO" dos CRÉDITOS DE CARBONO
desta vez em Honduras. 

O clima não está mesmo favorável para a vasta indústria que se estabeleceu em torno da perspectiva de limitar as emissões de carbono, alegadamente, para manter sob controle as mudanças climáticas que, supostamente, estariam sendo aceleradas pela ação humana. Como se não bastassem as cada vez mais numerosas evidências físicas que contrariam tais cenários alarmistas, um dos principais instrumentos criados para viabilizar a agenda das restrições de emissões, os chamados Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), estão se mostrando manchados por fraudes sistemáticas e, até mesmo, ações violentas e criminosas....

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Altas temperaturas deixarão menos bichos no globo



Segundo estudo publicado no jornal "The American Naturalist", reprodução dos animais deve diminuir em todo o mundo

Brasil 247

Estudo publicado na edição online do jornal "The American Naturalist" indica que as altas temperaturas podem fazer com que o número de animais do planeta encolha. Além de alterar as condições climáticas, os efeitos da ação humana sobre o meio ambiente alteram também o processo de reprodução de espécies como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis.

A pesquisa foi realizada pela Universidade de Londres e analisou 34 tipos de crustáceos copépodes, todos de sangue frio. Os bichos foram expostos a altas temperaturas e os resultados mostraram que a reprodução é comprometida, com menos filhotes nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar. A espécie depende de fontes externas de aquecimento, como a luz do Sol, para se manter aquecida.

O impacto inicial dos humanos no meio ambiente começou com o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas. Das criaturas analisadas, cerca de 2,5% diminuíram para cada um grau Celsius elevado. Segundo dados da pesquisa, o fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies. A dificuldade dos animais pequenos modifica a codependência entre as espécies, provocando um novo processo de adaptação entre elas.”

terça-feira, 7 de junho de 2011

Desastres naturais aumentam de intensidade e frequência no Brasil com mudanças climáticas

Agência Brasil

“O cenário natural do Brasil, tradicionalmente famoso por quase não ser acometido por desastres como terremotos, maremotos, tufões e tornados, vem mudando recentemente, desde que se registrou no mundo que a temperatura global tem aumentado, em função das mudanças climáticas.

Hoje, principalmente no verão, já é realidade ocorrências como enchentes de grandes proporções, que terminam em deslizamentos de terra, inundação de cidades e, não só com perdas materiais, mas registram-se mortes e vê-se famílias inteiras desabrigadas.......

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Amazônia vai virar sertão?


Estudo do Greenpeace revela que seca de 2010 afetou 2,5 milhões de km2 da Amazônia
Brasil 247 / EcoAgência

O maior pulmão do mundo perdeu cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de área verde por reflexo da seca ocorrida em 2010 na região. É o que apontam os dados de um estudo patrocinado pela Agência Espacial Americana (Nasa) e publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Segundo Rafael Cruz, membro da Campanha Amazônia do Greenpeace, o caso chama atenção não só para eventos climáticos na área, mas também para desmatamentos e queimadas. De acordo com o
integrante do Greenpeace, ainda não é possível afirmar se existe relação direta entre a seca ocorrida no ano passado e as mudanças climáticas, mas já se observa que a região Amazônica tem sido palco de eventos climáticos extremos nos últimos anos. "Teve a seca de 2010, as enchentes de 2009. Falta entender se [esses episódios] já são impactos [das mudanças climáticas] na Floresta ou se são casos isolados”, afirma.”
Foto: Carlos Silva, AE
Matéria Completa, ::Aqui::