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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Quem banca político corrupto é empresário ladrão

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Os políticos são, em sua maioria, vergonhosos e corruptos. Mas o ódio e desprezo que a população reserva para nossos representantes é um erro de cálculo, um engano colossal sobre quem são os maiores inimigos internos: os empresários e milionários desonestos que solapam, dilapidam e exploram este País há séculos.
Um estudo seríssimo, da organização internacional Integridade Financeira Global,  aponta que, no Brasil, as remessas ilegais de divisas, entre os anos de 1960 e 2012, chegaram a US$ 401,6 bilhões. Para se ter ideia do quanto esses abutres são capazes de rapinar, no mesmo período, foram enviados para o Exterior, dentro da lei, apenas US$ 118,6 bilhões. Grosso modo, essa bandidagem rouba 4 de cada 5 dólares que saem do Brasil.
Se você acha que mensalões e Pasadenas são o que de pior nós temos a resolver, é hora de rever suas prioridades de moralização. Claro que qualquer desvio, falcatrua ou malfeito tem que ser combatido com rigor. Mas enquanto o foco for direcionado para os, digamos, pés-de-chinelo da corrupção, os coturnos dos grandes mafiosos vão continuar pisoteando na nossa cara.
Portanto, quando ouvir alguém bradando e espumando contra nossos políticos, pergunte: e o que Vossa Senhoria propõe contra os que financiam e bancam essa quadrilha alojada nos parlamentos e nos palácios de governo? Aí dá pra começar a conversar.
Deveríamos estar todos cobrando dos senhores e senhoras candidatos nas próximas eleições o que eles pretendem fazer para interromper essa verdadeira sangria desatada. E depois (não custa esticar o assunto), exigir que finalmente o Brasil se iguale aos grandes países capitalistas e passe a taxar pesadamente as heranças e grandes fortunas.
O resto é bobagem ou, no máximo, consequência. É esse dinheiro sujo, protegido pelas bancas de advocacia e bancos de paraísos fiscais, que oxigena o crime organizado e nos condena ao atraso, à miséria e à ignorância. Talvez por isso mesmo ninguém toca no assunto.
http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2014/09/09/quem-banca-politico-corrupto-e-empresario-ladrao/

terça-feira, 19 de junho de 2012

Recompensa de até R$ 62 mil para quem denunciar corrupção? Conheça o projeto


O incentivo à denúncia por meio de recompensa auxiliará a polícia e o Poder Judiciário na coleta de provas, agilizando os procedimentos investigatórios e judiciais, e propiciando um aumento na resolução de crimes, avalia o autor do projeto 
corrupção brasil

O cidadão que denunciar crime contra a administração pública poderá receber uma recompensa equivalente a 10% do total de bens e valores recuperados pela Justiça. 


A medida consta no Projeto de Lei 1701/11, do deputado Manato (PDT-ES), em tramitação na Câmara. A recompensa será limitada a cem vezes o valor do salário mínimo (atualmente em R$ 622). 


O projeto cria o Programa Federal de Recompensa e Combate à Corrupção. 


Segundo o texto, a denúncia poderá ser apresentada à polícia ou ao Ministério Público por qualquer pessoa com mais de 18 anos. A proposta garante o anonimato ao denunciante. Se for necessário, ele poderá ser incluído no Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas, instituído pela Lei 9.807/99. 


Entre os crimes contra a administração pública estão o peculato (apropriação ou desvio de verbas públicas), a prevaricação (atrasar ou prejudicar o cumprimento de atos públicos em benefício próprio) e a corrupção passiva (recebimento de vantagem indevida). 


“O incentivo à denúncia por meio de recompensa auxiliará a polícia e o Poder Judiciário na coleta de provas, agilizando os procedimentos investigatórios e judiciais, e propiciando um aumento na resolução de crimes”, avalia o deputado Manato. 


De acordo com a proposta, a União criará o Fundo de Recepção e Administração de bens e valores recuperados em ações transitadas em julgado. Os recursos para o pagamento, também sigiloso, aos denunciantes, sairão do fundo. 


Tramitação 


O projeto tramita de forma conclusiva nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


do blog Pragmatismo Politico

sexta-feira, 2 de março de 2012

Perfil do corrupto.

Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso; o direito de o CNJ investigar e punir juízes; a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012; e o combate à corrupção na política.

Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade – a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi processado e está na cadeia?
O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável, salamaleques gentis. Anzol sem isca peixe não belisca.

O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles que fazem tráfico de influência sem tirar proveito.
Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.

Sua lógica é corrupta: "Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar". Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos jornais e a cara na TV.
O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as verbas públicas.

Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas.
O corrupto “franciscano” pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: "quem não chora, não mama". Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção.

O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira.
O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para, mais tarde, ser também absolvido.
O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Sabe que os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões.

O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido.
Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos. 
 
Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.

Frei Betto é escritor ne assessor de movimentos sociais, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org/>    twitter:@freibetto

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

COMBATE (TAMBÉM) AO CORRUPTOR



A Marcha Contra as Empresas Corruptoras

No Brasil, corrupção é algo estranho, já disseram muitos: grita-se contra os corruptos, mas silencia-se em relação aos corruptores.
Em 2003, a Convenção da ONU Contra a Corrupção, assinada por mais de 120 países, enfatizou a importância de se punir com mais severidade as empresas corruptoras, além, evidentemente, de aumentar os mecanismos de controle sobre a atuação delas...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E o outro lado da corrupção?


Agora há pouco um desses tantos jornalistas especializados em meter o pau no governo (o do PT, claro), dizia, numa emissora de rádio AM paulista, com ares de que havia descoberto uma nova Pedra de Roseta, que a corrupção se torna cada vez mais incontrolável no Brasil.
O gancho para tal afirmação bombástica foi, claro, o Ministério dos Transportes e a turma de negociantes que tomou posse dele. E haja lições de moral, tantas que o tal jornalista se empolgou ao ponto de dizer que os corruptos estão "em todos os níveis da administração pública", citando, literalmente o federal, o estadual e o municipal. Logo, fez um adendo: nas estatais também.....