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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Alckmin descartou plano da Sabesp de 2014 que teria economizado 120 bilhões de litros de água



“Estamos conseguindo superar essa seca duríssima sem levar a população a riscos e sofrimento”, afirmou o governador Geraldo Alckmin ao jornal O Estado de S.Paulo em agosto de 2014. O tucano havia descartado um plano de racionamento de água elaborado pela Sabesp em janeiro daquele ano, o mesmo período oficial do começo da crise hídrica. No mês seguinte, começaram os rodízios forçados de água em regiões abastecidas pelo sistema Cantareira.

Na prática, a água costumava acabar no período da madrugada sem aviso prévio da Sabesp e de nenhuma outra autoridade. Era uma espécie de racionamento, embora, nos projetos, a empresa fornecedora de água descartasse qualquer tipo de redução no fornecimento.

A negligência do governador, ao barrar o rodízio que poderia ter começado logo com o projeto de janeiro de 2014, está documentada em um email enviado ao promotor Otávio Ferreira Garcia. A correspondência foi anexada em um inquérito civil instaurado em 22 de julho do ano passado. O autor é o próprio jornalista do Estadão, Fabio Leite, que entrevistou Alckmin. “Creio que esse documento possa ajudar na investigação da crise da água. Se o plano tivesse sido posto em prática, a partir de fevereiro [de 2014], a economia teria chegado a 120 bilhões de litros, 12,3% da Cantareira, sem sacrificar os demais sistemas”. A mensagem é de 4 de fevereiro deste ano e consta na investigação do Ministério Público.

DCM teve acesso ao documento “Rodízio do Sistema Cantareira 2014”, recusado por Alckmin em janeiro do ano passado, e também ao arquivo “Plano de Contingência II”, que foi formalizado pela Sabesp em junho. O segundo documento foi obtido com exclusividade. Comparando ambos, é possível ver como o discurso sobre os problemas do sistema Cantareira mudou radicalmente após a decisão do governador.

“Evitar o colapso”

O projeto de racionamento da Sabesp pensado em janeiro de 2014 foi elaborado pelo superintendente da unidade de produção de água da empresa, Marco Antônio Barros. A iniciativa traz dados sobre a situação de mananciais, cujas áreas foram devastadas, além de preocupações com o bem-estar da população e utiliza a palavra “colapso” para se referir ao esgotamento das reservas do Cantareira.

“Todas as estratégias foram adotadas concomitantemente no intuito de evitar a adoção do rodízio, pelo constrangimento que este causa à população”, afirma o documento de racionamento em seu tópico sobre o histórico do problema, abordando as medidas adotadas em 2013. E ele estabelece como objetivo “reduzir a produção do sistema Cantareira para evitar o colapso de seus mananciais”.

O uso do termo “colapso” é evitado publicamente tanto pela Sabesp quanto pelo governador Geraldo Alckmin. Fala-se em “crise hídrica”. A adoção de um rodízio era a última alternativa da Sabesp, segundo o projeto. O volume morto não foi mencionado em nenhuma passagem.

A situação de outras reservas é alarmante, segundo o mesmo arquivo. “O sistema Guarapiranga também está no seu limite de captação, com base na sua outorga para retirada de água da manancial. Com isso seria uma ampliação do sistema do Alto Tietê sobre o Cantareira, tornou-se praticamente inviável em caráter perene, servindo apenas para manutenções temporárias”.

O plano de rodízio foi entregue ao Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), cumprindo a formalidade para obter a aprovação e tentar evitar o pior antes do agravamento da seca na região sudeste. De acordo com o documento, a ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), nomeada pelo governo Alckmin, seria a responsável pelo monitoramento da execução e alterações de contratos.

Em fevereiro, Geraldo Alckmin barrou o plano e a Sabesp lançou o programa de bônus para reduzir a conta do cidadão que fechar mais sua torneira. Foi uma “decisão técnica”, sob a justificativa de que o racionamento reduziria a pressão nas tubulações e contaminaria a água. O problema é que o volume morto também reúne sedimentos do fundo das represas que fazem mal à saúde se não forem corretamente tratados.

Relatório da Sabesp alertando que o rodízio "deve ser adotado"
Relatório da Sabesp alertando que o rodízio devia ser planejado
Os rodízios se tornam “malefícios”

Um segundo documento foi produzido pela diretoria metropolitana da Sabesp, sob tutela de Paulo Massato há 11 anos, em junho de 2014. No “Plano de Contingência II”, a palavra colapso desaparece e entra uma série de medidas para controle de vazões, tratamento de água e toda e qualquer medida que mantenha o sistema funcionando.

Este plano se insere nos investimentos de R$ 1,1 bilhão que a Sabesp passou a realizar, sobretudo na contenção de vazamentos de água. A ideia por trás da contingência é que a otimização da distribuição e de toda a infraestrutura seriam suficientes para manter o sistema funcionando no volume morto até o reestabelecimento das chuvas.

O racionamento é tratado como uma solução precipitada, mesmo se for organizado de maneira exemplar.

“O Plano de Contingência II está, então, evitando que a população seja submetida ao rodízio e aos malefícios correspondentes à sua implementação, cujos mais impactantes são os riscos à saúde pública devido às pressões negativas às quais as redes ficam submetidas”. O documento conclui que, além da diminuição da qualidade da água, o corte no fornecimento mobilizaria um contingente grande de mão de obra que a Sabesp deveria evitar para investir na melhoria da infraestrutura.

Em janeiro de 2015, mais de seis meses depois, Dilma Pena disse que ordens diretas do governo Alckmin evitaram falar sobre a falta de água. Paulo Massato falou para os paulistanos deixarem sua cidade natal. Os dois áudios vazaram de reuniões internas da Sabesp.

“Falta de transparência”

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aprovada na Câmara dos Vereadores em 6 de agosto de 2014. Nelo Rodolfo (PMDB) e Ari Friedenbach (PROS) assumiram a relatoria e vice-presidência, respectivamente, do grupo de políticos que investiga irregularidades da Sabesp. Outros nomes que estão fazendo requisições à empresa são Nabil Bonduki (PT) e Laércio Benko (PHS).

Bonduki se licenciou no dia 3 de fevereiro para assumir a Secretaria Municipal de Cultura, no lugar do novo ministro Juca Ferreira. No entanto, o então vereador deixou um documento sobre suas contribuições para a CPI que dão um panorama sobre as ingerências da Sabesp. O DCM teve acesso exclusivo ao arquivo.

“A crise é resultado de uma combinação de fatores: gestão tradicional de água com foco em obras de ampliação de demanda, degradação de mananciais e aumento de consumo; pouco espaço de participação da sociedade e falta de transparência da gestão da água; seca extrema e déficit de chuvas, em especial no sistema Cantareira”, explicou Nabil Bonduki.

Com formação em arquitetura e urbanismo, Bonduki é doutor em estruturas ambientais urbanas pela Universidade de São Paulo (USP) e fala com propriedade sobre o conjunto de fatores que levaram a Sabesp a chegar próximo do colapso de sua principal reserva hídrica.

Este documento da CPI frisa que o programa de redução de perdas de vazamentos não atingiu o resultado esperado. Bonduki também caracteriza como “sistêmica” a atitude da Sabesp em buscar outras reservas para repor estoques de águas, sem ter uma ação localizada para captar recursos das chuvas e de formas de reuso do líquido.

“Outro ponto importante é a falta de transparência por parte da Sabesp e do governo do estado sobre cortes de fornecimento de água, bem como a falta de articulação com outras instâncias de governos”, explica Nabil Bonduki.  O Ministério Público Federal (MPF) chegou a recomendar formalmente que a gestão Alckmin executasse, com a Sabesp, o racionamento de água publicamente. Essa ação não aconteceu desde o mês de janeiro de 2014.

O governo Alckmin é o maior acionista da companhia e, como o lucro é da  venda de volume de água, o rodízio não era uma alternativa interessante.

O problema é que essa decisão forçou um racionamento feito de forma velada, enquanto os cortes foram desconsiderados do planejamento. Nesta mudança de percurso, a ideia de “colapso hídrico” foi abandonada e voltou com a seca de janeiro na Cantareira, que fez o nível cair até 5%. Chuvas não esperadas em fevereiro fizeram a reserva subir para 10%.

Mas hoje se fala abertamente em começar um racionamento por temores de um colapso das reservas do sistema. A palavra proibida voltou a tona. Primeiro o governador Alckmin cogitou o mês de março para iniciar o processo de maneira pública. Hoje a iniciativa pode começar só na metade de 2015.

“As eleições de 2014 podem ser consideradas como um fator agravante para a crise de água em São Paulo, uma vez que as decisões mais radicais como racionamento e multa foram evitadas no período”, diz Nabil Bonduki. Alckmin foi reeleito no primeiro turno com mais de 12 milhões de votos.

Dilma Pena, presidente da Sabesp, e Alckmin
Dilma Pena, presidente da Sabesp, e Alckmin

Esta é mais uma reportagem da série do DCM dedicada a investigar o papel da Sabesp e de seu controlador, o governo do estado de São Paulo, na crise da falta de água. As demais matérias estão aqui.

Pedro Zambarda de Araujo
No DCM, via http://www.contextolivre.com.br/2015/02/alckmin-descartou-plano-da-sabesp-de.html

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

GERALDO ALCKMIN CORTA 10 MIL VAGAS DO ENSINO TÉCNICO EM SÃO PAULO

ENSINO TÉCNICO ESTADUAL PERDE 10 MIL VAGAS EM SÃO PAULO



GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN DESCUMPRE PROMESSA DE CAMPANHA E DEIXA ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA APENAS COM METADE DAS VAGAS PROMETIDAS.



O governo de São Paulo reduziu à metade um programa que visa dar ensino técnico aos alunos da rede estadual.

Chamada Vence, a iniciativa foi uma das mais citadas na área da educação e emprego pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a campanha à reeleição ao cargo no ano passado.

Tradicionalmente, eram abertas 20 mil vagas por semestre para alunos da rede estadual fazerem curso técnico em instituições parceiras.

Nesta quinta-feira (29), a Secretaria da Educação enviou documento para as instituições avisando que seriam apenas 10 mil novas vagas, "em razão da rearticulação das ações governamentais para a gestão 2015-2018".

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A Matéria é da Folha/UOL

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO - 30/01/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Folha admite o estelionato eleitoral de Alckmin


Editorial: Já vem tarde

Moradores da Grande São Paulo começaram a receber nesta semana kits destinados a reduzir a vazão da água em suas casas. Os apetrechos permitirão diminuição do consumo de ao menos 20% nas torneiras em que forem instalados, de acordo com a Sabesp.

Além disso, a agência reguladora de saneamento do Estado aprovou, também nesta semana, a aplicação de uma multa a quem aumentar o uso de água. A medida, anunciada no mês passado, tem o propósito de combater o desperdício.

Dada a estiagem recorde que São Paulo enfrenta, iniciativas dessa natureza são nada menos do que imperativas. Pelo mesmo motivo, no entanto, deveriam ter sido tomadas há muito mais tempo.

Hoje quase esvaziada, a maior reserva de recursos hídricos do Estado — o sistema Cantareira — já despertava atenção há um ano. Reportagem desta Folha publicada em janeiro de 2014 mostrava que o reservatório atingira seu menor nível em dez anos (23%).

Os índices inquietantes de então eram resultado do terceiro verão consecutivo com chuvas abaixo da média histórica na região de captação. Com a persistência da seca, a situação só se agravou. A Sabesp teve de recorrer pela primeira vez ao chamado volume morto; outros mananciais também se aproximaram de patamares críticos.

A despeito desse quadro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) optou a princípio por tergiversar. A prioridade do tucano, ao que parece, era cuidar da própria reeleição.

Mesmo após a votação, contudo, o mandatário paulista continuava a alimentar certo otimismo descolado da realidade. "Já passamos pelo pior período e nem utilizamos a segunda reserva técnica disponível", declarou Alckmin no início de novembro, uma semana antes da lançar mão da cota citada.

Diante dessas circunstâncias, soam ironicamente alentadoras, pelo senso de realismo, as declarações de Jerson Kelman, indicado para ser o próximo presidente da Sabesp. "A situação é preocupante, é grave, e nós temos que torcer pelo melhor, mas estar preparados para o pior", afirmou a esta Folha.

Tão importante quanto admitir o problema é comunicar de maneira clara os meios encontrados para remediá-lo. "A melhor política é de absoluta transparência", disse Kelman na mesma entrevista.

O governo de São Paulo teria algo a aprender com isso. Basta dizer que a principal medida de economia adotada até agora, a redução da pressão da água na rede, não chegou ao conhecimento da população por meio de campanha oficial de informação. Foi descoberta — e divulgada — pela imprensa.

http://www.contextolivre.com.br/2015/01/folha-admite-o-estelionato-eleitoral-de.html



sábado, 18 de outubro de 2014

E agora São Paulo? Os paulistas vão punir o estelionato do PSDB?


















Confirmando os anúncios gritados pelos impertinentes ao longo da campanha, está faltando água em todo o estado de São Paulo. Geraldo Alckmin reelegeu-se prometendo que isso não aconteceria. Racionamento era coisa do terrorismo petista.

E agora? A mentira irresponsável do governador já é suficiente para uma reação do eleitorado paulista?  Ou este vai continuar acreditando que a Sabesp não tem nada a ver com a falta de planejamento que levou ao colapso?

Houve um tempo em que até os nevoeiros de Curitiba entravam para a conta do “caos aéreo” do PT. Uma torre danificada por raio sinalizava um terrível “apagão”. Agora é tudo por causa do calor e da falta de chuva. Que singeleza.

Mas ainda podemos cobrar uma parte da fatura do logro. O candidato a vice de Aécio Neves é o paulista Aloysio Nunes Ferreira, ligado à cúpula tucana de São Paulo. E Aécio recebe o apoio da imprensa local, que fez vistas grossas para os descalabros administrativos de Alckmin, inclusive endossando a patranha de que a água não faltaria.

Do Blog do Guilherme Scalzilli
http://lotusegipcio.blogspot.com.br/2014/10/e-agora-sao-paulo.html

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Venha aprender como ficar rico hoje

Nós somos realmente um país surreal, como ando querendo ficar rico sem esforço e não sou político e muito menos apaniguado de algum deles, o que, no mínimo, me renderia um cargo de confiança(???????...) em um ministério ou estatal qualquer, resolvi entrar em um desses sites que ensinam a ganhar em algumas das dezenas de loterias bancadas por um Estado cuja Constituição diz que o jogo é proibido e fiquei surpreso, nós somos pobres porque queremos, os caras garantem 100% de probabilidade de acerto se comprarmos os pacotes oferecidos por eles, são generosos os estelionatários em voga, e socialistas, pois tendo o segredo em mãos, o dividem com todos nós por um preço módico. Deve ter muito otário que compra, caso contrário não estariam anunciando.

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Vendem um produto que ensina a jogar em um jogo proibido por lei e ameaçam com a lei...
Sorte do Kafka que ele não era brasileiro, se fosse, em vez de A Metaformose, no máximo teria escrito Eu Desisto e em seguida dado um tiro na cabeça.
Quem quiser ficar milionário com rapidez sem ser político é ó ir em Segredos da Loteria
jogodobicho-1
do blog:Interrogações