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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Por que Gaddafi recebeu cartão vermelho



Observando a Líbia devastada, num gabinete aconchegante recheado de televisões de plasma mais fininhas que panqueca, num palácio em Pyongyang, o Amado Líder da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-il, balançava a cabeça, pensando no suplício do coronel Muammar Gaddafi.

“Grande tolo”, murmura o Amado Líder. Claro. Ele sabe que o Grande Gaddafi assinou virtualmente a própria sentença de morte, num dia em 2003, quando aceitou a sugestão daquela sua lamentável prole – arrogantemente europeizados –, para que cancelasse seu programa de armas de destruição em massa e quando, no mesmo ato, pôs o futuro de seu governo nas mãos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).....

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O saque do petróleo da Líbia já começou




A tomada de Trípoli mostra que a queda de Muammar Kaddafi tornou-se algo inevitável. O fim do conflito de seis meses é esperado com ansiedade pelo mercado de petróleo nos Estados Unidos e, principalmente, na Europa. O preço do petróleo cru caiu dois dólares diante da expectativa de uma conclusão rápida da guerra civil e a consequente retomada da produção. Uma Líbia pacificada também refletiria, indiretamente, na queda do preço da gasolina na costa Leste dos Estados Unidos, diz Clifford Krauss, em artigo no The New York Times...

sexta-feira, 25 de março de 2011

O cinismo e a guerra

Até pouco tempo atrás,  Muammar Gaddafi era cortejado pelos governantes dos países que, agora, despejam bombas e misseis sobre a Líbia......

sábado, 19 de março de 2011

O inesperado gerou novo cenário global e o risco é sistêmico

Sérgio Abranches, Ecopolítica / Envolverde

“O risco geopolítico alto por causa da instabilidade no Oriente Médio e Norte da África somou-se ao risco econômico elevado pelo desastre no Japão e ao risco financeiro ainda não debelado, acompanhado por déficits públicos elevados em grande parte dos países desenvolvidos, crise da dívida pública em vários países europeus e desequilíbrio cambial. Países emergentes como China e Brasil também mostram problemas como pressão inflacionária, nos dois casos, artificialidade cambial na China e desequilíbrio nas contas públicas no Brasil.É possível que estejamos diante de uma elevação do risco do sistema global pela convergência de processos naturais, econômicos e políticos, alguns inesperados e incontroláveis como o desastre no Japão.

O desastre japonês tem dois lados igualmente complexos. Um é a repercussão na economia política do país e do mundo dos estragos no momento incomensuráveis advindos da combinação entre um violento terremoto de grande magnitude e um tsunami devastador. Os dois destruíram infra-estrutura, subverteram toda a logística do país, romperam cadeias de suprimento, interromperam atividades econômicas, destruíram ativos significativos.

Só para se ter uma idéia da extensão desses danos econômicos, o Ipad 2, recém lançado pela Apple com estrondoso sucesso no EUA e ansiosamente esperado em outros mercados, tem entre seus componentes dois chips fornecidos, em parte, por fábricas que estão na região atingida. O suprimento pode ser afetado por tempo indeterminado, embora fábricas em outras localidades continuem produzindo os chips. É que a demanda pelos iPads é forte e deve crescer.

A crise nuclear, que abrange seis usinas atômicas japonesas e chegou a situação crítica em uma delas, a unidade 3 de Fukushima, já alterou todos os planos de investimento nos mercados mais sérios a respeito de segurança, como EUA, União Européia, Austrália e Nova Zelândia. Certamente terá impacto muito negativo nas ações de empresas do setor nuclear e nos fundos que detenham papéis de empresas de energia nuclear. Na Alemanha, planos de investimento no setor já voltaram para a prancheta e a chanceler Angela Merkel determinou revisão geral do sistema de segurança de todas as usinas nucleares do país. Algumas delas provavelmente serão fechadas. Aliás, pelos menos três das usinas japonesas, nas quais foi injetada água do mar, podem ter que ser abandonadas, por causa do efeito corrosivo da água marinha.

O efeito desses dois desastres, o natural e o nuclear, na indústria de seguros e resseguros será também devastador.”
Matéria Completa, ::Aqui::.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Risco de guerra generalizada no Golfo

Ação saudita tende a criar tensão sem precentes beirando a guerra generalizada no Golfo Pérsico



Enquanto os olhos do mundo estão sobre o Japão e a mídia ignora, a ação brutal de repressão do Governo aos protestos no Bahrein continua.
Numa ação, sem precedentes, tropas da Arábia Saudita atravessam a ponte em socorro à Família Real, na pequena ilha, sede também da 5ª Frota dos Estados da Unidos da América.
A justificativa é de que as tropas teriam somente a função de proteger instalações do Governo.
Mas a ação está sendo vista como um ato de guerra pela oposição no Bahrein e pelas imensas populações Shias em todo o Mundo Árabe e no Irã.
A Família Real, Suni (sunita), continua a ordenar a repressão maciça dos protestos comandados pela imensa maioria Shia (xiita) da população do país.
A chegada das tropas da Arábia Saudita, chamada por muitos analistas regionais de "Provocação Regional" e "Exportação do Terror" já provoca o clamor por uma reação da maior potência de maioria Shia da região, o Irã.
A República Islâmica do Irã pode estar sendo 'tentada a se ver como atraída' - provavelmente sem nenhum sucesso, mas provocando uma imprevisível tensão geopolítico-diplomático-militar - para a armadilha de uma guerra há muito desejada pelos EUA, ainda melhor num território terceiro.
Vejo também a ação como uma tentativa de desviar o curso e a essência da Revolução do Bahrein de um 'puro clamor democrático' para um caráter de 'Guerra Divisionista Interna ao Islã', com possível "contaminação" regional, rivalizando Sunis e Shias.
Shias e Sunis sempre conviveram em relativa paz até a intervenção estadunidense no Irã via Saddam Hussein que provocou a Guerra Iraque-Irã, "A Guerra Imposta" (1980-1988).
 A polícia de choque usa gás lacrimogêneo e balas de borracha numa tentativa de impedir que centenas de manifestantes anti-governo bloqueiem distrito financeiro do Bahrein.
By: Alarcon

domingo, 13 de março de 2011

Com aval dos EUA, ditadura saudita reprime e esvazia protestos

Chávez está coberto de razão quando afirma que os Estados Unidos usa um peso e duas medidas nos conflitos em curso no Oriente Médio. Isto fica evidente no silêncio cúmplice diante dos últimos acontecimentos na Arábia Saudita, dominada por uma ditadura entreguista e submissa aos interesses do império. Também não se vê na mídia capitalista reportagens editorializadas sobre o tema, como ocorre em relação à Líbia.
Vermelho

A monarquia saudita lançou às ruas das principais cidades da Arábia nesta sexta-feira (11) um gigantesco esquema policial de repressão para evitar o "Dia de Fúria", protesto programado por manifestantes antimonarquistas para pressionar por reformas no poder ditatorial que governa o país há 85 anos.

Em algumas localidades, a polícia chegou a disparar contra o povo. As manifestações estavam previstas para o meio-dia, depois das orações desta sexta-feira, dia considerado pelos islâmicos como "santo". Porém, enquanto as mesquitas se esvaziavam, as forças de repressão instauravam postos de controle em pontos-chave de várias cidades.

No estratégico centro comercial Olaya, na capital Riad, onde manifestantes foram convocados a se reunir, centenas de membros de segurança cercaram uma mesquita e examinavam os documentos dos motoristas.

Os manifestantes exigem a eleição de um novo Parlamento e de um novo governante na ditadura monárquica. Outros ativistas convocaram protestos nacionais para 20 de março.

O ministério da Informação levou jornalistas para um tour por Riad, que revelou apenas uma forte presença das forças de repressão, sem sinais de manifestações. A cidade portuária de Jidá, no Mar Vermelho, a segunda maior cidade saudita, também estava superpovoada de policiais.

Tiros em manifestantes

Nas cidades menores, onde a força policial não era tão grande a ponto de dissipar as tentativas de reunião, houve disparos por parte de policiais contra alguns manifestantes.

Em Catifa, na província oriental, três manifestantes xiitas foram atingidos por disparos da polícia, que dispersava um protesto na noite de quinta-feira. Os disparos foram feitos quando cerca de 800 manifestantes, todos xiitas e incluindo mulheres, tomaram as ruas de Catifa exigindo a libertação de nove prisioneiros políticos xiitas.

Um pequeno protesto pedindo reformas e a libertação de prisioneiros xiitas também foi realizado no local.”
Matéria Completa, ::Aqui::

segunda-feira, 7 de março de 2011

Líbia

Dois artigos para que o leitor conclua:

Líbia: O que a mídia esconde
Miguel Urbano Rodrigues, escritor português.
Transcorridas duas semanas das primeiras manifestações em Benghazi e Tripoli, a campanha de desinformação sobre a Líbia semeia a confusão no mundo.
Antes de mais uma certeza: as analogias com os acontecimentos da Tunísia e do Egipto são descabidas. Essas rebeliões contribuíram, obviamente, para despoletar os protestos nas ruas do país vizinho de ambos, mas o processo líbio apresenta características peculiares, inseparáveis da estratégia conspirativa do imperialismo e daquilo que se pode definir como a metamorfose do líder.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Israel teme o futuro


Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que Israel exerce no Oriente Médio, uma reportagem publicada pelo jornal "Haaretz" é bem esclarecedora. Segundo a publicação, Israel teria enviado uma mensagem confidencial aos Estados Unidos e aos países europeus solicitando que apoiem a estabilidade do regime do presidente egípcio, Hosni Mubarak, no contexto da onda de protestos.