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segunda-feira, 27 de junho de 2016

O poder transformador da empatia nas relações humana

Sanguessugado do RevistaPazes 


“A empatia é a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações.” Segundo John Donne, nenhum homem é uma ilha, sendo cada indivíduo um pedaço do continente, uma parte do todo.

Durante muito tempo pensou-se que a empatia fosse uma capacidade exclusivamente humana. Hoje, sabemos que diversas espécies animais são capazes de sentir empatia e coordenar impulsos “levando em consideração” o outro. Assim, nossa capacidade de sentir empatia está ligada à herança genética, que é uma consequência evolucionista.

Segundo o autor (KRZNARIC, p. 28) do livro “O Poder da Empatia – A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”, a empatia é o antídoto para o individualismo absorto em si mesmo, que herdamos do século passado. A necessidade de desenvolver empatia está no cerne do esforço de encontrarmos soluções para problemas mundiais como violência étnica, intolerância religiosa, pobreza extrema, fome, abusos dos direitos humanos, aquecimento global. O autor denomina esta capacidade como uma espécie de pílula da paz.

Historicamente, conseguimos enxergar alguns “impedimentos” que nos colocamos para usarmos intensamente a empatia: Preconceito, autoridade, distância e negação. O preconceito é como uma venda em nossos olhos, é um julgamento feito em um momento considerando informações superficiais, sem comprovação; é um estereótipo do qual devemos fugir. Ao exercer enorme influências sobre os indivíduos, a autoridade foi utilizada como desculpa para cumprir tarefas execráveis. Também, não só a distância física, mas a temporal e, principalmente, a social, nos induzem a ser menos empáticos. E ainda, após sermos bombardeados com imagens de problemas sociais em diversas partes do mundo, com o tempo vamos nos tornando insensíveis a elas, “negando’’ sua existência.

O uso de nosso eu empático pode também estar intrinsecamente ligado à resolução de questões do nosso dia a dia. Ao tentar se colocar no lugar do outro no ambiente de trabalho, temos muito a ganhar expandindo nossa capacidade de compreensão dos problemas que nos rodeiam. Este exercício nos proporciona experimentar outras visões diferentes das nossas e observar aspectos antes ignorados por nós, pela simples constatação que enxergamos tudo a nossa volta considerando nossas próprias experiências pregressas. Essas mesmas experiências nos moldam ao longo do tempo, desenvolvendo, mesmo que inconscientemente, o poder da empatia.

A habilidade de aceitar e conviver bem com a diversidade nos torna mais empáticos e tolerantes. É o que vai nos permitir entrar numa sala de reuniões de uma organização transnacional para uma apresentação a ser feita e transmitir a mensagem que queremos de forma adequada para cada membro da plateia.

Outro aspecto muito importante que a empatia contribui é para a liderança. Nos dias de hoje, e com o modelo dinâmico de organizações que vivemos, não cabe mais o líder autocrático, altamente técnico, mas que não consegue se comunicar bem com seus liderados. É um exercício diário observar os colegas, subordinados e superiores e desenvolver a habilidade de ser empático com cada um deles.

Isso significa compreender as demandas individuais e atendê-las de forma abrangente. Um subordinado demanda orientações para o desenvolvimento da tarefa de forma a contribuir com a meta do grupo em que está inserido. Um superior demanda informações já tratadas para o processo decisório. Mesmo tratando de um assunto comum, as abordagens são completamente diversas e cabe ao líder compreender essa diferença. Para isso, vai usar muito de sua capacidade de ser empático com ambos.

Ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas principalmente com os desconhecidos ou mesmo com personalidades antagônicas. Este é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e vontade, para se colocar no lugar do outro e experimentar uma nova perspectiva. Esta é uma habilidade que pode ser aprendida, mas que precisa ser diariamente cultivada.

As organizações têm muito a ganhar desenvolvendo a empatia em seus colaboradores, que naturalmente passam a trabalhar mais alinhados com seus líderes, uma vez que se sentem compreendidos. Isso gera coesão na equipe, e é um diferencial de mercado, que impacta na rentabilidade, gerando mais resultados.

Precisamos reconhecer a empatia como uma força capaz de promover mudanças nos diversos meios onde atuemos. Podemos fazer esse exercício diariamente, em nossas famílias e em nosso ambiente de trabalho, melhorando nossas relações interpessoais.

Fazer esforço consciente para se colocar no lugar de outra pessoa – inclusive no de nossos inimigos – para rasgar rótulos, reconhecer sua humanidade, individualidade e perspectivas: eis um dos grandes diferenciais daqueles que se esforçam para se destacarem em liderança.


* Este artigo é de autoria de Alzira Azeredo

Observção do bloguezinho mequetrefe:

Tem uma cara que falou há dois mil anos atrás: Não faça ao outro o que não queres que te façam a ti.
via: http://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2016/06/o-poder-transformador-da-empatia-nas.html

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Desemprego e Religião: como a fé muda a percepção de uma crise



Pesquisa publicada mostra que a religião tem um papel significativo na maneira como as pessoas veem as possíveis soluções para as dificuldades econômicos de seu país. O estudo feito pela Baylor University, de tradição batista, foi apresentado em uma reunião da Associação de Jornalistas de Religião.
Os norte-americanos que acreditam que Deus tem um plano para sua vida são mais propensos a pensar que o governo “já faz muito”, e se opõem aos subsídios de desemprego para pessoas saudáveis, além de estar mais propensos a acreditar no “sonho americano” (tudo é possível para aqueles que trabalham duro).
“Estes são tempos difíceis. Nos últimos três anos, os norte-americanos sofreram com uma enorme crise financeira e imobiliária, recessão e desemprego. A missão desta análise é avaliar o que eles sentem sobre sua vida nestes tempos tumultuados. Será que ainda acreditam no sonho americano? Será que sentem que têm controle sobre sua vida?” , explicou F. Carson Mencken, diretor da pesquisa e professor de sociologia da Baylor.
Dos 1.714 entrevistados pela universidade, 40,9 % disseram “concordo totalmente que Deus tem um plano para mim”, enquanto 32,2% responderam “concordo”; 12,3% assinalaram “discordo” e 14,6% afirmaram “discordo totalmente “.
Há um grande contraste entre o que acreditam totalmente num plano divino e os que discordam totalmente quando se trata de das novas regras para o seguro desemprego – 52,6% contra 21,1%.
Geralmente, as pessoas que acreditam na desregulamentação do governo acreditam mais no plano de Deus, porque “as perspectivas econômicas estão intrinsecamente ligadas à visão de mundo das pessoas”, disse o pesquisador Paul Froese.
A pesquisa também mostrou a relação entre a renda e a crença num plano de Deus. Os que não creem são duas vezes mais propensos a ter altos salários que os mais crentes. Dados similares mostram uma conexão entre o nível de educação e crença religiosa. Enquanto 42,6 % dos descrentes tinham diploma universitário, contrastante com apenas 32,8% dos crentes mais enfáticos.
A pesquisa da Baylor foi divulgada em meio a um debate entre os evangélicos norte-americanos. Organizações como o Sojourners têm apelado para o que chamam de “sacrifício compartilhado”, frase retirada de Mateus 25:45. Ao mesmo tempo, outros têm defendido o chamado “evangelho da prosperidade ”, que inclui a crença de que Deus abençoará financeiramente todos aqueles que creem.
Além da crença de que Deus tem um plano para suas vidas, a pesquisa Baylor perguntou aos participantes sobre o significado da vida, a ligação entre religião e saúde mental, crenças sobre o céu e o inferno e crenças sobre a homossexualidade. Os resultados da pesquisa completa podem ser encontrados aqui .
Bule Voador

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Traição não salva casamentos



O site de encontros Ohhtel, um "facilitador" de encontros para quem procura sexo fora do casamento, está anunciando um recorde mundial de inscritos na sua versão brasileira: após 37 dias no ar no país, o Ohhtel já tem 190 mil membros. Mas o serviço é pequeno perto de outro gigante da área. Desembarcou no Brasil o site Ashley Madison, que tem mais de 11 milhões de usuários pelo mundo e em apenas 10 dias no Brasil teve mais de 53 mil inscritos.
O dono do site Ashley Madison, Noel Biderman, resume bem quem procura este tipo de serviço: “Para os homens, a motivação é sexo. Ou eles não estão transando com suas mulheres, ou não estão tendo o sexo que gostariam. Para mulheres é um pouco mais complicado. Elas se sentem sozinhas. Depois de anos de casadas, não são mais cortejadas e o cara não percebe quando elas mudam o cabelo. Mulheres toleram falta de sexo por muito mais tempo que os homens, mas não toleram solidão.”. O próprio dono do site, contudo, é casado há 8 anos, tem filhos e garante ser fiel.....

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A insensibilidade do Capitalismo

Donna Simpson, americana que é paga para comer até morrer

Estava eu perambulando pela internet quando me deparo com a notícia:
Crianças e adultos subnutridos estão morrendo enquanto caminham para campos de refugiados e R$ 2,1 bilhões (US$ 1,4 bilhão) são necessários para conter a fome que está fora do controle, afirma Valeria Amos, secretária-geral de crise humanitária da ONU. Em torno de 12,4 milhões de pessoas em Quênia, Etiópia, Somália e Djibuti necessitam de ajuda e a situação está piorando.”
Muito triste, realmente. Todos sabem das dificuldades na África, mas também temos a noção de que perto de nossas casas há situações não muito mais confortáveis. Alguns dias depois, leio outra notícia:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bispo da IURD pergunta: como o ateu diferencia o certo do errado?



No ultimo dia 22 foi publicado um texto no site de Edir Macedo, lider da Igreja Universal do Reino de Deus, com o instigante titulo “Sentimento de Justiça“. Assinado pelo assim denominado Bispo Renato Cardoso, o texto detecta supostos problemas com aqueles que se dizem ateus: resumindo, se trata do famoso questionamento sobre a origem da moralidade e da etica daqueles que não creem em deus. São feitas perguntas – como “Se Deus não existe, de onde vem nosso sentimento natural, tão forte, de certo e errado?” – as quais, segundo Renato Cardoso, quem é ateu” não consegue responder”. Já conhecemos esse preconceito faz tempo, não é mesmo? O mais interessante ( ou triste, ou ironico, vocês decidem) é que o texto começa com a simples frase: “eu não desrespeito o ateu”. Fica a duvida sobre os criterios usados pelo bispo Renato para definir “desrespeito”.
Partindo para a argumentação, o bispo cita um ateu (não-identificado) que teria usado um artigo (não citado) de uma revista (também sem referência) para justificar sua falta de fé em Deus.