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sábado, 25 de julho de 2015

A Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade'


"A Rede Globo é o aparelho ideológico mais eficiente que as classes dominantes já construíram no Brasil desde o início do século XX.

Igor Fuser, Diário Liberdade (via Revista Fórum) 

 A Globo esteve ao lado de todos os governos de direita, desde o regime militar – no qual se transformou no gigante que é hoje – até Fernando Henrique Cardoso. Serviu caninamente à ditadura, demonizando as forças de esquerda e endossando o discurso ufanista do tipo “Brasil Ame-o ou Deixe-o” e as versões sabidamente falsas sobre a morte de combatentes da resistência assassinados na tortura e apresentados como caídos em tiroteios. Mais tarde, após o fim da ditadura, alinhou-se no apoio à implantação do neoliberalismo, apresentado como a única forma possível de organizar a economia e a sociedade.

No plano cultural, é impossível medir o imenso prejuízo causado pela Rede Globo, que opera como o principal agente da imbecilização da sociedade brasileira. Começando pelas novelas, seguindo pelos reality shows, pelos programas de auditório, o papel da Globo é sempre o de anestesiar as consciências, bloquear qualquer tipo de reflexão crítica.

A Globo impôs um português brasileiro “standard”, que anula o que as culturas regionais têm de mais importante – o sotaque local, a maneira específica de falar de cada região. Pratica ativamente o racismo, ao destinar aos personagens da raça negra papéis secundários e subalternos nas novelas em que os heróis e heroínas são sempre brancos. Os personagens brancos são os únicos que têm personalidade própria, psicologia complexa, os únicos capazes de despertar empatia dos telespectadores, enquanto os negros se limitam a funções de apoio. Aliás, são os únicos que aparecem em cena trabalhando, em qualquer novela, os únicos que se dedicam a labores manuais.

A postura racista da Globo não poupa nem sequer as crianças, induzidas, há várias gerações, a valorizar a pele branca e os cabelos loiros como o padrão superior de beleza, a partir de programas como o da Xuxa.

O jornalismo da Globo contraria os padrões básicos da ética, ao negar o direito ao contraditório. Só a versão ou ponto de vista do interesse da empresa é que é veiculado. Ocorre nos programas jornalísticos da Globo a manipulação constante dos fatos. As greves, por exemplo, são apresentadas sempre do ponto de vista dos patrões, ou seja, como transtorno ou bagunça, sem que os trabalhadores tenham direito à voz. Os movimentos sociais são caluniados e a violência policial raramente aparece. Ao contrário, procura-se sempre disseminar na sociedade um clima de medo, com uma abordagem exagerada e sensacionalista das questões de segurança pública, a fim de favorecer as falsas soluções de caráter violento e os atores políticos que as defendem.

No plano da política, a Rede Globo tem adotado perante os governos petistas uma conduta de sabotagem permanente, omitindo todos os fatos que possam apresentar uma visão positiva da administração federal, ao mesmo tempo em que as notícias de corrupção são apresentadas, muitas vezes sem a sustentação em provas e evidências, de forma escandalosa, em uma postura de constante denuncismo.

A Globo pratica o monopólio dos meios de comunicação, ao controlar simultaneamente as principais emissoras de TV e rádio em todos os Estados brasileiros juntamente com uma rede de jornais, revistas, emissoras de TV a cabo e portais na internet.

Uma verdadeira democratização das comunicações no Brasil passa, necessariamente, pela adoção de medidas contra a Rede Globo, para que o monopólio seja desmontado e que a sua programação tenha de se submeter a critérios pautados pela ética jornalística, pelo respeito aos direitos humanos e pelo interesse público.

*Igor Fuser é jornalista e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC)"

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Assistir a um programa burro como o Big Brother deixa você mais burro — diz a Ciência


Kiko Nogueira, DCM

"Você não precisa ser muito esperto para saber que o Big Brother é um lixo.

Entre as piores desculpas para assistir o programa, uma delas é que ele é “desestressante” e “inofensivo” (qualquer coisa com Pedro Bial declamando poema não pode ser descrita dessa maneira, mas vamos adiante).

Bem, não é inofensivo. Ao contrário. É emburrecedor cientificamente falando.

Um estudo conduzido por Markus Appel, professor associado da Universidade de Linz, na Áustria, concluiu que quando as pessoas não pensam criticamente sobre o que estão consumindo numa mídia correm o risco de “assimilar características mentais expostase”.

Em outras palavras, a estupidez de participantes e apresentadores de absurdos como o BBB é danosa à saúde, ainda que temporariamente.

“Não é como uma doença que você pode ter por um longo tempo. Nós não estamos dizendo que você será prejudicado um dia depois de ler um livro estúpido ou ver um programa de TV ruim”, disse Appel. “Mas a pesquisa mostrou que o desempenho em testes de conhecimento é prejudicado por esse tipo de coisa”.

Num experimento com 81 pessoas, Appel pediu a diferentes grupos que lessem um roteiro que contava o caso de Meier, um hooligan alcoólatra e intelectualmente debilitado. Metade recebeu a instrução de pensar de maneira diferente do protagonista, enquanto a outra metade não teve instrução nenhuma antes de ler.

Em seguida, todos fizeram um teste. O grupo que fez uma leitura crítica se saiu muito melhor — um processo que Appel considera ser responsável por manter longe do efeito contagioso da imbecilidade. Conhecimento geral não é o mesmo que QI, é claro. Mas os resultados, de acordo com Appel, “ajudam a reforçar a tese de que as pessoas são influenciadas de maneira sutil, mas significativamente, por produtos de baixa qualidade”.

Bella, uma bailarina do BBB 14, parecia ter alguma consciência do nível de indigência da atração criada pelo hoje milionário John De Mol. Há algumas semanas, foi flagrada pela TV numa dúvida. “Será que as pessoas ‘faz’ isso mesmo, ‘compra’ [o pacote para ver o BBB]? Tem mais o que fazer, não, que ficar vendo umas conversa ‘troncha’ (sic) que nem essa…”
Inteligente essa Bella."

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

De mansinho, Globo investe em golpe e preconceito


"Na novela Império, emissora dos irmãos Marinho manda recado para os brasileiros; "Democracia é o pior dos regimes! Onde já se viu dar oportunidades iguais pra todo mundo?", indignou-se a personagem de Lília Cabral, no capítulo de ontem; na mesma cena, seu filho, interpretado por Caio Blat, desdenhou de nordestinos; texto de Aguinaldo Silva, que é de Pernambuco, contribui para disseminar ideias antidemocráticas e antipopulares

Brasil 247 

Uma cena da novela Império, da TV Globo, na noite desta terça-feira 4, chamou atenção em razão do atual cenário político brasileiro. Em meio a manifestações revoltadas de militantes tucanos, que defendem a intervenção militar no poder, o separatismo no País e disseminam o ódio contra nordestinos, após a derrota nas eleições presidenciais, a personagem de Lília Cabral criticou a democracia.

A declaração veio depois de uma discussão entre dois de seus filhos. Um deles, interpretado por Caio Blat, questionou o sucesso da irmã ao se envolver com um nordestino: "Ela se deu bem se envolvendo com um nordestino, um retirante, um borra botas?". Ele se cala em seguida ao ser lembrado pelo irmão, interpretado por Daniel Rocha, que o próprio pai deles é um nordestino.

Maria Marta, personagem de Lília Cabral na novela, dispara: "Isso é democracia, gente! O pior dos regimes! Onde já se viu dar oportunidades iguais para todo mundo? Esquecer que alguns têm mais direitos que outros por terem tido berço? Democracia, como diz o outro, é dar poder aos piolhos de comerem o leão. É triste, é o fim!".

No último sábado, um protesto em São Paulo pediu o impeachment da presidente Dilma Rousseff e defendeu o regime militar no País. Embora a intenção do autor de Império, Aguinaldo Silva, ter sido ironizar os atuais acontecimentos, a mensagem contribui para disseminar ideias antidemocráticas e antipopulares. O dramaturgo é pernambucano e viveu na pele os anos de chumbo, chegando a ter obras censuradas.'

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Por que as catástrofes previstas por Arnaldo Jabor nunca acontecem?


Arnaldo Jabor prevê apocalipse no Brasil em caso de reeleição de Dilma Rousseff (captura)
"Como de costume em períodos pré-eleitorais, Arnaldo Jabor previu o apocalipse no Brasil. Não foi a primeira vez e nada indica que será a última. Confira a lista das catástrofes apontadas pelo comentarista da Globo caso Dilma seja reeleita

Kiko Nogueira, DCM

Arnaldo Jabor previu o apocalipse no Brasil. Não foi a primeira vez e nada indica que será a última. O Antônio Conselheiro do Leblon fez uma lista de catástrofes se Dilma for reeleita.

Confira comigo no replay:

– Com o controle da mídia, poder-se-á por em prática “a velha frase de Stalin: ‘As ideias são mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, porque deveríamos permitir que tenham ideias?’.

– Serão criados “os conselhos de consulta direta à população, disfarce de ‘sovietes’ como na Rússia de Stalin”.

– “Continuaremos a ser um ‘anão diplomático’ irrelevante, como muito acertadamente nos apelidou o Ministério do Exterior de Israel.”

– “Continuaremos a ‘defender’ o Estado Islâmico e outros terroristas do ‘terceiro mundo’, porque afinal eles são contra os Estados Unidos”.

– “O Banco Central vai virar um tamborete usado pela Dilma, como ela também já declarou: ‘Como deixar independente o BC?’”.

– A Inflação vai continuar crescendo, pois eles não ligam para a ‘inflação neoliberal’.

– “Os crimes de corrupção e até a morte de Celso Daniel serão ignorados, pois, como afirma o PT, são ‘meias-verdades e mentiras, sobre supostos crimes sem comprovação…’”.

– “E, claro, eles têm seus exércitos de eleitores: os homens e as mulheres pobres do País que não puderam estudar, que não leem jornais, que não sabem nada. Parafraseando alguém (Stalin ou Hitler?) – ‘que sorte para os ditadores (ou populistas) que os homens não pensem’”.

Vou poupar você da profecia completa, mas ela está aqui, caso interessar possa.

É um tema antigo e caro ao Jabor, o da desintegração nacional. Há algum tempo, contou o que sentiu ao assistir uma reportagem da CNN sobre o Rio de Janeiro: “A repórter americana estava à beira de um colapso nervoso com a degradação do país, alertando estrangeiros civilizados sobre o perigo de vir à Copa. Já andei por fundos sertões e não sou criança, mas parecia que estávamos na Nigéria, na área do Boko Haram, um daqueles lugares mortos que não fazem parte nem do mundo pobre. Ficou-me claro que aqui já vivemos uma “pós-miséria” incurável, africanizada.”

Jabor olha para o mar de Ipanema e chora sangue diante do futuro que se avizinha. Sua transformação em adventista do sétimo dia representa um passo adiante em sua carreira.

Dilma e Lula são o anticristo, com o número 666 tatuado no couro cabeludo (daí o laquê da presidente). Por trás desse discurso está um desejo de que o país acabe para, entre outras coisas, ele poder gritar: “Eu não avisei?”

Jabor é pago para apregoar o desfortúnio e, se agarrar algum trouxa no meio do caminho, maravilha. Está sempre empurrando seu público para o limite, testando-o para ver o nível de absurdo a que ele está disposto a se submeter.
Estamos a caminho do bolivarianismo, não há dúvida. Seu filho dependerá de sovietes para decidir em que escola vai estudar. Se ele não preferir se alistar no Estado Islâmico. Etc.

O que menos importa é se existe algum pé na realidade. Quem não acredita que marchamos para o fim do mundo é um inocente útil, um ignorante, alguém que “não lê jornais” — ou um comunista, claro.

“As bestas ficarão inteligentes, os incompetentes ficarão mais autoconfiantes na fabricação de desastres”, diz ele. A destruição da liberdade continuará acontecendo no Brasil, segundo AJ. Se não acontecer, é importante que essa ameaça paire no horizonte, próxima o suficiente para manter fresco o arsenal de paranoia de extrema-direita que alimenta malucos como Arnaldo Jabor."

domingo, 22 de junho de 2014

“Mau Dia Brasil” e “O Globo”: oposição de direita e pensamento único

"O "Mau Dia Brasil" e "O Globo" não têm jeito. É o DNA da família Marinho, aquela que vai lucrar R 1,5 bilhão com a Copa do Mundo e ainda tem a desfaçatez de elaborar "matérias" premeditadas como se fossem notícias baseadas em fatos reais

Davis Sena Filho, Brasil 247

A verdade é que o nome do "Bom Dia Brasil", da Rede Globo, deveria ser "Mau Dia Brasil". E explico: mesmo em tempos de Copa do Mundo, as "Organizações(?) Globo" continuam firmes e fortes em seu périplo oposicionista e de direita, a se aproveitar de uma concessão pública para fazer política contra o mundial que os beneficia, pois estima-se que tais organizações(?) vão lucrar R$ 1,5 bilhão, valores assombrosos e que fazem com que uma empresa privada se torne ousada ao ponto de se considerar poderosa para confrontar, de uma maneira sórdida e autoritária, o Governo Trabalhista como se fosse um estado dentro do estado legal.

Trata-se de um confronto diário, ano após ano, desde que os trabalhistas conquistaram o poder, em 2003, por intermédio do voto, o que não acontecia desde 1960 quando o presidente conservador, Jânio Quadros, renunciou à Presidência, que foi legalmente e constitucionalmente ocupada pelo trabalhista João Goulart, presidente deposto em 1964 por um golpe civil-militar, com o apoio dos Estados Unidos e de brasileiros inquilinos da Casa Grande, que, traidores de sua Pátria, juntaram-se a estrangeiros para golpear um presidente eleito constitucionalmente pelos cidadãos e eleitores do Brasil.

O objetivo de tal infâmia era impedir a efetivação das Reformas de Base, que, indubitavelmente, beneficiariam e facilitariam o desenvolvimento social e econômico do povo brasileiro, ou seja, propiciariam a sua emancipação. Como a Casa Grande vive das migalhas do sistema de capitais imposto pelos países ricos ao mundo, a "elite" brasileira, herdeira de um sistema escravocrata de quase 400 anos, não vacila em conspirar contra políticos de esquerda, que, no poder, apresentam e efetivam propostas de distribuição de renda e riqueza, bem como buscam fazer com que o Brasil se torne dono de seu destino, escolha o caminho do desenvolvimento e se livre dos bridões e cabrestos de países colonialistas e imperialistas, que, por meio de força bélica e econômica, impedem que as nações menos desenvolvidas se tornem independentes.

Para manter tal sistema intacto, a direita conta com os meios de comunicação privados e controlados geralmente por famílias bilionárias, que freqüentam o pico da pirâmide social em escala planetária e forjam todo tipo de manipulação e mentiras, porque a finalidade é atrair apoio de parcelas das populações, a exemplo das classes médias tradicionais e dos ricos, castas sociais que se consideram de "elite" e por causa disso disseminam ou repercutem os valores morais, os princípios sociais e a ideologia conservadora dos bilionários e de governos de países que controlam os sistemas de capitais.

Realidades que me impressionam, pois essa gente não percebe que o capitalismo é roubo, e legalizado por um Congresso e um Judiciário burgueses, que se aproveitam de leis, normas, regras, regulamentos e estatutos criados e elaborados por essas instituições para que os executivos municipais, estaduais e federal utilizem as Forças Armadas, as Guardas Municipais e as Polícias Civil, Militar e Federal como títeres ou guardas pretorianas, que mantêm à força um sistema de exploração entre os homens e as sociedades, que edifica e fomenta a miséria material e moral, a injustiça social e do Direito, as desigualdades, as diferenças, os preconceitos e a intolerância, que são os combustíveis da violência em todas suas faces e propósitos. Ponto!
Porém, com a finalidade de se manter as amarras, os grilhões do establishment e os privilégios para que a minoria continue, indefinidamente, a usufruir do status quo, torna-se necessário, sobretudo, fazer propaganda diuturnamente do sistema draconiano, que privilegia as castas sociais dominantes, beneficiadas com o que está estabelecido há séculos pelos os que têm dinheiro e armas. As palavras revolução e resistência lhes causam angústias e iras e são sempre primeiramente combatidas pela mídia de negócios privados, que necessita do apoio da pequena burguesia (classe média) para suas causas, como os seres precisam de oxigênio para viver.

Sem titubear, o "Mau Dia Brasil" e "O Globo" veicularam e publicaram hoje "matérias" propositalmente direcionadas, ao ponto de um leitor ou telespectador mais atento ou menos ingênuo ou manipulável observar que se trata de reportagens nada espontâneas, como também o são os fatos noticiosos repercutidos. Tais realidades acontecem por intermédio de acontecimentos não elaborados pelas mídias de mercado, que há mais de uma década abandonaram o jornalismo e se transformaram em partidos políticos, que têm lado, cor ideológica e, o que é intolerável e descabido, fazer da notícia um teatro para que se possa desqualificar e desconstruir a imagem de governos e de políticos, bem como transformar a política em algo sujo, descartável e não necessário para o desenvolvimento da sociedade.

A verdade é que as grandes corporações midiáticas privadas apostam no desgaste dos políticos e na ideia de que a sociedade pode funcionar sem a política, que, indelevelmente, é a única forma de a humanidade dialogar, negociar as diferenças, as desigualdades e dar limites aos inúmeros interesses dos incontáveis grupos sociais e econômicos que formam o conjunto de qualquer sociedade.

Não há condições de existir uma sociedade sem política, pois a política é inerente ao homem — animal político por natureza. A rejeição à política e a desqualificação, intermitente, dos homens e mulheres públicos causam transtornos sociais, em um processo vampiresco, que desconstrói a democracia e abre perigoso espaço a uma direita perversa e de passado golpista, a exemplo da brasileira. Uma direita que, por seu turno, deseja de todos os modos e maneiras voltar a ocupar espaços importantes no Estado nacional, do qual sempre se aproveitou para ter atendidos seus interesses econômicos e financeiros, por intermédio do patrimonialismo.

O ódio da direita se dá, principalmente, por não exercer o patrimonialismo como está acostumada a fazer há séculos. Quando os conservadores, os donos de terras e de meios de produção se deparam, por exemplo, com uma obra da grandeza e importância social e econômica, como o é a transposição do Rio Francisco, a revolta toma conta de seus âmagos, e, por sua vez, esses grupos secularmente poderosos e privilegiados iniciam um processo de combate, sistemático, sem trégua e água, pois sabedores de que a emancipação do povo brasileiro não conjuga com seus mesquinhos interesses, quando, não, sórdidos.

E qual é a solução mais rápida encontrada pela Casa Grande para estancar o processo de desenvolvimento de uma sociedade a qual ela explora desde os tempos de Cabral? Respondo: a utilização da mídia como palanque político e ideológico, além de ser um meio de coerção contra os avanços sociais conquistados pelo povo brasileiro, a ter como dínamo desse desenvolvimento os governos trabalhistas de Lula e Dilma Rousseff. Só há paralelo na história do Brasil no que é relativo a tantas conquistas apenas nos governos do trabalhista, estadista e líder da Revolução de 1930, o gaúcho Getúlio Dornelles Vargas. Ponto!

Essas afirmativas estão nas páginas da história do Brasil, como o vão ficar em páginas nobres de nossa história os governos de Lula e Dilma, que, no decorrer do tempo, vão ser, sem sombra de dúvida, justificados e reconhecidos, pois a história para ser isenta requer tempo, pois estudada, pesquisada e escrita de forma fria e despida de paixões humanas, como ainda estão a serem analisados os governos de Getúlio, que estabeleceram novos paradigmas econômicos e sociais, que até hoje são admirados por enorme parcela da população deste País.

Os governos de Lula, Dilma e Getúlio já fazem parte do imaginário do povo brasileiro, bem como o golpe de estado sofrido por Jango. E não há imprensa corporativa e alienígena que possa apagar tal realidade como se apaga o que está escrito a giz em um quadro negro de sala de aula. Não adianta o "Mau Dia Brasil" mostrar, em matéria manipulada, meia dúzia de brasileiros de um bairro carioca a vestir camisetas da seleção Argentina e afirmar que se trata de um protesto contra "a falta de educação e saúde". Alienação e desinformação de coxinha reacionário que não sabe o que afirma, e por isso não sente vergonha de falar um monte de bobagens.

Os investimentos em saúde e educação feitos pelos governos trabalhistas de Lula e Dilma batem todos os recordes e são incomparáveis com os investimentos dos governos militares e de governos pós-ditadura, a exemplo de Sarney, Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI três vezes, porque quebrou o Brasil três vezes e sempre é escondido pelos candidatos tucanos à Presidência da República.
Lula e Dilma criaram e construíram universidades, extensões universitárias, escolas técnicas e programas e ferramentas como o Enem, Sisu, Prouni, Fies, Pronatec, Enade, Reuni e o Programa Ciência Sem Fronteiras, o que está a causar uma revolução no ensino, realidade esta que a imprensa mercantil se recusa a divulgar, porque sabota e boicota, não somente o Governo Trabalhista, mas, sobretudo, o povo brasileiro.

A resumir: desde 2010, o Governo investiu em educação, saúde e infraestrutura R$ 968 bilhões, sendo que foram investidos R$ 17,6 bilhões em infraestrutura para a Copa do Mundo, que está paga e vai dar de retorno muito mais do que foi investido, além de inserir o Brasil definitivamente no contexto mundial. E ainda tem as Olimpíadas. O resto é história da carochinha e má-fé da oposição de direita e da imprensa porta-voz dos interesses das "elites" nacionais e internacionais. Observe que eu não citei o que foi investido no Governo Lula.

Por sua vez, a sociedade tem de aturar "matérias" tão cretinas e insensatas, a exemplo das que vi hoje no "Mau Dia Brasil" e no "O Globo", que até um recém-nascido perceberia que se trata de má-fé de jornalistas da Globo e de seus patrões. Acredito ainda que, se uma pessoa de repente acordasse trinta anos depois de um coma profundo também observaria que tal "matéria" é realmente um embuste, porque somente os idiotas seriam tão passivos intelectualmente, a acreditar em tal mídia de caráter golpista, a ponto de não saber dirimir suas dúvidas, bem como não entender o que está a ocorrer não somente agora, mas há quase 12 anos quando o PT de Lula e Dilma conquistou o poder, por intermédio das urnas.

Além dessa pantomima de péssima qualidade editorial e do jornalismo de esgoto que a imprensa-empresa propicia a seus ouvintes, telespectadores e leitores, o jornalão "O Globo", aquele que apoiou o golpe militar antes mesmo de ele acontecer, pois conspirador de primeira hora e testa de ferro de interesses internacionais, publicou hoje manchete de capa que afirma o seguinte: "Jovens renunciam ao direito de votar". Só faltou publicar outra manchete: "Oba!". E completar em um "olho", subtítulo ou "sutiã": "Conseguimos desqualificar a política e fazer os jovens rejeitá-la", para logo finalizar: "Agora poderemos nos sobrepor ao estado, à política, à democracia e ao povo".

E é exatamente este desejo que os magnatas bilionários de imprensa e de todas as mídias querem concretizar. E quem sabe, "se Deus for bonzinho", os barões conseguem eleger seus tutelados, candidatos que são da direita, preferencialmente os do PSDB, parceiros tucanos de São Paulo e Minas Gerais, dois estados de tradição política conservadora. Afinal, tais unidades da Federação derrotadas em 1930 são as protagonistas históricas da Política do Café com Leite, da República Velha, que sempre reagiram às mudanças e avanços no sistema capitalista efetivados por Getúlio Vargas, além de o odiarem até os dias de hoje por causa das leis trabalhistas e dos benefícios sociais implementados pelo político trabalhista em seus dois governos. (Um adendo: lideranças mineiras logo depois se juntaram a Getúlio)
Seria cômico se não fosse trágico. Imprensa-empresa golpista e sempre oportunista para proteger e tomar partido de seus aliados, pois porta-voz da Casa Grande. Perigosíssima ela o é. Como tal se fez através do tempo. Enquanto isso, o PT e o Governo Trabalhista até hoje não se empenharam para estabelecer o que está escrito na Constituição. A Carta Magna determina que seja efetivado o marco regulatório das mídias, o que inclui também regras e normas para a imprensa comercial e privada. Afinal, a imprensa é um negócio e todo negócio empresarial tem de ser regulamentado e regulado, a ficar sob as regras do mercado, como qualquer outro setor ou segmento econômico e financeiro. A imprensa é empresarial e como tal tem de ser tratada. Ponto!

O "Mau Dia Brasil" e "O Globo" não têm jeito. É o DNA da família Marinho, aquela que vai lucrar R 1,5 bilhão com a Copa do Mundo e ainda tem a desfaçatez de elaborar "matérias" premeditadas como se fossem notícias baseadas em fatos reais e de forma espontânea. A imprensa familiar está desmoralizada. O "Mau Dia Brasil" e "O Globo" continuam firmes na oposição de direita e a usar, sem quaisquer escrúpulos, a concessão pública cujo dono é o povo brasileiro. Quando se descarta a política, abrem-se as portas para se implantar uma ditadura — a convencional (golpe militar) e a midiática, que impõe o pensamento único. Marco regulatório já! É isso aí."

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Precisamos falar sobre a Globo


Diário do Centro do Mundo 
"Está num artigo da Economist sobre a Globo. A revista diz que o governo trata a Globo com “docilidade”.

Tenho minhas restrições ao tom professoral da Economist ao falar do Brasil. Ora, se as fórmulas da revista fossem tão boas assim, o Império Britânico estaria mais vigoroso que nunca ainda hoje.

Notemos também que, a rigor, a Economist não tem sido capaz de resolver sequer os próprios problemas, quanto mais os da humanidade. Na Era Digital, a Economist é uma fração do que foi.

Feitas todas essas ressalvas, a revista acertou em cheio ao usar a palavra “docilidade”.

Nenhuma democracia pode conviver com tamanha concentração em um grupo de mídia. Nas contas da Economist, as Organizações Globo falam com 91 milhões de brasileiros.

Sabemos bem – a rigor, a Globo sempre disse o que diz hoje – que tipo de informação é passada aos brasileiros.

Tudo que beneficia o povo é uma “tragédia” – como o Globo definiu em sua primeira página o 13.o salário outorgado por João Goulart pouco antes do golpe militar.

A Globo faz mal ao Brasil, numa palavra. Mais especificamente: à ideia um Brasil socialmente justo. O Brasil da Globo é este que conhecemos, repleto de desvalidos em favelas e com os Marinhos no topo das famílias mais ricas do país.

Dada sua força, a Globo é a Bastilha brasileira, o símbolo da iniquidade. Para que a França avançasse, a Bastilha teve que ser derrubada. Para que o Brasil avance, a Globo tem que ser enquadrada.

Enquanto a Globo for deste tamanho, o Brasil continuará, essencialmente, o mesmo.

Enquadrar a Globo esbarra exatamente na “docilidade” do governo. Das administrações petistas, sublinhemos.

Porque antes você teve duas situações. Na primeira, durante a ditadura, a Globo fazia vassalagem e era recompensada majestosamente com mamatas indecentes.

Depois, com o fim da ditadura, a Globo passou de vassala a senhora. De Collor a FHC, todos os presidentes se ajoelharam para Roberto Marinho e para a Globo.

Com isso, a Globo conseguiu o milagre de sobreviver, ainda mais forte, àquilo que a fez ser o que é: a ditadura.

Esperava-se que o PT mudasse isso. Mas não foi o que ocorreu – ainda que fosse uma ação vital não para o partido em si, mas para a sociedade.

O PT foi dócil desde o início, sabe-se lá por quê. Pragmatismo, prudência, numa visão mais positiva. Medo, numa visão mais severa.

A docilidade se manifestou logo. A Carta aos Brasileiros, com a qual Lula se comprometeu a seguir as diretrizes básicas de FHC, teve as digitais de João Roberto Marinho, da Globo.

Pouco depois, em outro momento icônico, Lula compareceu ao enterro de Roberto Marinho, e lhe fez um elogio fúnebre.

Uma pequena medida de como as coisas se complicaram nas relações PT-mídia é que Dilma não compareceu ao enterro de Roberto Civita.

Mas Dilma também contribuiu para a dose de docilidade ao não trazer para o debate a regulação da mídia. Seu governo ficou marcado pela tese indefensável de que o controle remoto serve para lidar com a mídia.

Houve também o “republicanismo” na distribuição de verbas de propaganda do governo federal. O “republicanismo” carregou 6 bilhões de reais para a Globo em dez anos, a despeito de audiências cada vez menores.

Há detalhes difíceis de engolir neste “republicanismo” todo. Dias atrás, o portal ig publicou um artigo segundo o qual a Caixa Econômica Federal vai investir apenas 1% em publicidade nos meios digitais em 2013. Nem 2% e nem 3%: 1%.

Isso quer dizer que 99% da verba da Caixa terminam em mídias que rotineiramente massacram o governo. “Republicanismo” ou, como muitas pessoas dizem, “Síndrome de Estocolmo”?

É dentro desse quadro que Lula tem falado na campanha de desinformação promovida pela mídia. Coisas boas do governo Dilma, ou dele próprio, são ignoradas. Coisas ruins –reais ou imaginárias – são sublinhadas.

Entre os que reconhecem na concentração da mídia um enorme obstáculo ao avanço social brasileiros as palavras de Lula causam uma certa irritação. Ora, por que ele não fez nada a esse respeito em seus dois mandatos? Essa é uma das questões que um dia Lula terá que enfrentar.

Para regular de verdade a mídia, você tem que mexer no problema central: a Globo.

É o que Christina Kirchner fez com o Clarín, numa luta épica em que ela foi diariamente atacada sem jamais ceder. É o que o governo conservador do México está fazendo também com a Televisa.

No Brasil, sem que o caso Globo seja enfrentado, falar em regulação será pouco mais que jogo de cena.

Apenas para registro, até os militares começaram a ficar inquietos, num determinado momento, com o tamanho da Globo, porque isso poderia representar um Estado dentro do Estado.

O Brasil precisa, mais que nunca, de um estadista que diga aos brasileiros, com clareza e espírito público: “Precisamos falar sobre a Globo”.

domingo, 11 de maio de 2014

Globo dá tiro no pé com GER4CAO BR4SIL


"A ideia de associar o número do PSDB à nova novela não representará nenhum reforço substancial à candidatura tucana. Mas será mais um argumento fortíssimo em favor dos que entendem a mídia como um partido político


Tenho escrito sobre essa mistura de dramaturgia, marketing e jornalismo que caracteriza os grupos de mídia. Utilizam-se recursos da propaganda, da dramaturgia e do jornalismo para uma geleia geral que compromete todas as pontas.

Quando a Globo lançou a novela sobre tráfico de crianças, o jornalismo foi acionado para uma série de matérias sensacionalistas sobre adoção.

Quando as eleições entram em jogo, o grupo age sincronizando todas as pontas, criando vilões que lembram os adversários, mocinhos que emulam os aliados.

À medida em que as informações e as discussões sobre mídia avançam pelas redes sociais, e que o conceito e o papel dos grupos de mídia viram foco de discussão, o uso reiterado dessas jogadas apenas ajuda a reforçar os argumentos dos críticos da mídia.

É como se houvesse um laboratório online, no qual práticas seculares anacrônicas pudessem ser dissecadas ao vivo e em cores.

Em tempos de concentração maior de mídia, falava-se muito na propaganda subliminar, os merchandisings, utilizados para jogadas comerciais.
Quando entra-se no campo eleitoral, o jogo é dúbio.

Tome-se essa besteira da Globo, de associar o nome da novela ao número 45 do PSDB

O custo é alto. Uma emissora aberta, com o alcance da Globo, não pode se colocar contra mais da metade do eleitorado brasileiro, ainda mais em um momento em que ocorre uma implosão geral da audiência, fruto do avanço das tvs fechadas e da Internet. É um risco de imagem que gerações anteriores, mais sábias, não ousaram correr, mesmo quando a força do grupo era proporcionalmente muito maior.

Quando o espírito das diretas tomou conta do Brasil, a maior preocupação de Evandro Carlos de Andrade e Roberto Marinho era tirar o estigma da emissora, de ser contra a democratização

Depois que o estilo Murdock surgiu, deixou-se de lado toda a prudência e decidiu-se tomar partido de uma forma escancarada.

A ideia de associar o número de PSDB – 45 – à nova novela não representará nenhum reforço substancial à candidatura tucana. Mas, sem dúvida, será mais um argumento fortíssimo em favor dos que entendem a mídia como um partido político."

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Globo mente sobre Padilha e Labogen


Altamiro Borges, Blog do Miro 

"A mídia tucana, que está em plena campanha para derrotar Dilma Rousseff no pleito presidencial deste ano, tem outros objetivos para a batalha em curso. Ela teme, também, que as forças de esquerda cresçam nas eleições dos governos estaduais, que jogam um peso decisivo na definição da correlação de forças do país. Neste sentido, ela fará de tudo para evitar desastres no chamado “triângulo das Bermudas” – que reúne os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O caso paulista é dos mais emblemáticos. Isto explica a ferocidade midiática contra Alexandre Padilha. Nesta sexta-feira (2), o jornal O Globo voltou a vincular o petista ao laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef.

Segundo a “reporcagem”, o ex-ministro da Saúde teria assinado, como testemunha, um termo de compromisso com o laboratório, atualmente acusado de ser uma empresa de fachada para a lavagem de bilhões de dólares. A matéria também garante que a assinatura ocorreu apesar das recomendações técnicas feitas contra o acordo comercial. Em entrevista no programa Roda Vida, da TV Cultura, Alexandre Padilha rechaçou todas as acusações contra ele, mas a mídia demotucana não se deu por satisfeita. Diante dos novos ataques desferidos pelo jornal O Globo, o Ministério da Saúde divulgou neste sábado uma nota oficial esclarecendo o episódio. Reproduzo abaixo a íntegra da nota:

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O Ministério da Saúde esclarece que não firmou contrato com o laboratório Labogen, nem realizou pagamentos no âmbito da PDP firmada com o laboratório da Marinha, a Labogen e a EMS, cujo termo de intenções foi assinado no fim do ano passado. O Ministério informa, ainda, que a PDP está suspensa e os documentos da parceria foram entregues à Justiça e à Polícia Federal.

O Ministério da Saúde informa que a PDP é exclusiva para a aquisição de medicamentos para hipertensão arterial pulmonar. É importante destacar que em todas as PDPs firmadas pelo Ministério os produtores se comprometem a atender a dosagem solicitada pelo Ministério da Saúde.

No caso desta PDP, o foco é para o medicamento de 20mg, que é a dosagem de maior limitação no mercado para o tratamento desta doença. Mas a PDP também previa o medicamento na apresentação de 50 mg, de uso residual, assim sua aquisição foi prevista em escala complementar.

Os laboratórios normalmente utilizam o preço tabelado pela CMED, (órgão que fixa os preços máximos dos medicamentos no mercado) no início das negociações. Nesta PDP, o Ministério da Saúde já havia negociado uma redução de 74% em relação à oferta inicial do laboratório. Isso, ao longo dos cinco anos da PDP, representaria economia de R$ 29 milhões em relação ao valor pago atualmente pelo SUS. Com isso, se atingiria o objetivo da política de transferir tecnologia com economia de recursos.

Além disso, conforme dispositivo das PDPs, uma vez concretizado o convênio, em 2015 o Ministério da Saúde poderia reduzir ainda mais o valor, caso houvesse redução do valor no mercado.

A Labogen só entraria com o fornecimento de matéria-prima em 2016. Mas o processo de autorização na vigilância local já estava em andamento e o laboratório teria até o primeiro trimestre deste ano para estar apta a fornecer em 2016 para o laboratório público da Marinha. Caso não obtivesse a autorização ou não atendesse os requisitos, a PDP permite a troca do fornecedor da matéria-prima.

Como a empresa já tem as demais apresentações, ela já está apta para se adequar à apresentação de 20mg, que é de uso para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar.

A adequação já estava prevista para o primeiro ano da parceria, portanto, para este ano. Cabe destacar que o registro desde o início seria do laboratório público da Marinha, com local de fabricação inicial na EMS, passando a ser produzido nas instalações do laboratório da Marinha a partir do 3º ano da parceria, em 2016.
 

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A nota de esclarecimento do Ministério da Saúde, porém, não deverá conter a onda de histeria contra o candidato petista. Nem sequer a recente declaração do deputado licenciado André Vargas, que negou que o ex-ministro tenha indicado um ex-assessor para dirigir o Labogen – conforme alardeou a mídia durante vários dias –, mereceu qualquer destaque nos jornalões e nas emissoras de televisão. O que está em curso no país é uma guerra e, como já foi dito, na guerra a verdade é a principal vítima. A mídia fará de tudo para evitar uma quarta vitória das forças progressistas na disputa presidencial e, de quebra, para impedir qualquer desastre no chamado “triângulo das Bermudas”.  

Alexandre Padilha que se cuide. Ele apanhará muito daqui até outubro. Os almoços e jantares promovidos para apaziguar os barões da mídia de nada serviram! Para os que ainda se iludem com a “neutralidade” da imprensa, esta campanha eleitoral será muito instrutiva... e dolorida!"

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Articulação Aécio-Marina passa pela Globo



João Roberto Marinho, editor do jornal O Globo, procurou Guilherme Leal, da Natura, e transmitiu a informação de que a chapa dos sonhos da família mais poderosa do Brasil seria formada pelo tucano Aécio Neves e pela ainda sem partido Marina Silva, que, nesta sexta-feira, anuncia seu destino; em nota, senador estendeu o tapete vermelho: "o PSDB continuará trabalhando para apresentar um projeto alternativo ao que está aí, com a permanente preocupação com algo extremamente caro a ex-senadora e a todos nós brasileiros, assegurar ao Brasil um desenvolvimento sustentável"; será que sai casamento sob as bençãos da Globo?


Família mais poderosa do Brasil, com patrimônio somado de mais de US$ 21 bilhões, os Marinho, da Globo, sempre se notabilizaram por influenciar o destino político do País. Apoiaram os militares, ajudaram a eleger Fernando Collor e deram apoio irrestrito à eleição e à reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Os três governos do PT foram uma espécie de ponto fora da curva, na lógica política do Projac.

Por isso mesmo, a família parece estar decidida a, novamente, usar sua força para tentar influenciar o processo político. Nesta última semana, quando já parecia clara a derrota da Rede Sustentabilidade no Tribunal Superior Eleitoral, João Roberto Marinho, um dos donos do grupo e editor do jornal O Globo, fez chegar ao empresário Guilherme Leal, sócio da Natura e vice de Marina Silva na disputa de 2010, que os Marinho têm uma chapa dos sonhos: Aécio Neves e Marina Silva. Desnecessário dizer que a dupla teria apoio irrestrito da Globo em 2014. A informação foi transmitida ao 247 por fonte próxima à Globo e confirmada por apoiadores de Marina Silva.

Nesta sexta, a ex-senadora anuncia seu destino político. Ela promete uma decisão coerente, ou seja, dificilmente será candidata a presidente por outro partido. O que não impede que se filie para poder participar do jogo.

Ontem, em nota, Aécio Neves, estendeu o tapete vermelho para Marina. Leia abaixo:

Acompanhamos desde o início o esforço de Marina Silva para formação da Rede, e fomos solidários a ela, inclusive, quando a truculência do PT se fez mais presente na tentativa de impedi-la de alcançar seu objetivo no Congresso.

Lamentamos a decisão do TSE, mas temos que aceitar e respeitar a decisão da Justiça.

Mantemos a posição que já externamos em outras oportunidades: a presença de Marina Silva engrandece o debate democrático de ideias.
De nossa parte, o PSDB continuará trabalhando para apresentar um projeto alternativo ao que está aí, com a permanente preocupação com algo extremamente caro a ex- senadora e a todos nós brasileiros, assegurar ao Brasil um desenvolvimento sustentável.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente nacional do PSDB

sábado, 20 de julho de 2013

Das empresas que funcionária da Receita envolveu em suas fraudes, só Globopar escapou de testemunhar na Justiça


Cristina vive com a mãe num quarteirão nobre do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, com vista para o mar

Por TC* / Viomundo

Dos quinze processos a que Cristina Maris Meinick Ribeiro responde ou respondeu na Justiça Federal do Rio de Janeiro, os donos, sócios ou funcionários das empresas que ela teria beneficiado ou se relacionado foram incluídos como réus ou testemunhas em todos, com uma única exceção: a Globopar, empresa controladora das Organizações Globo, nem foi chamada para testemunhar na ação em que foi citada pelo significativo valor de R$ 600 milhões.

Agora, sete anos depois da autuação da Receita, com o vazamento da existência do processo a Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação.


Cristina Ribeiro era agente administrativa da Receita Federal. Em 23 de janeiro de 2013, o juiz Fabrício Antonio Soares condenou-a a 4 anos e 11 meses no processo no qual ela foi acusada de, através de fraude eletrônica no sistema da Receita, ajudar as empresas Mundial S/A Produtos de Consumo, Forjas Brasileiras S/A e P&P Porciúncula, além de dar sumiço num processo relativo à Globopar.”
Matéria Completa, ::AQUI::