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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Por que o Brasil tem o carro mais caro do mundo?



Lucro, e não imposto, faz brasileiro
pagar o carro mais caro
A margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor 

Pragmatismo Político

O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, comocondução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.”

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu e o preço do carro subiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.
Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Indústria tem o melhor janeiro em produção e vendas de veículos

Marli Moreira, Agência Brasil

“A produção nacional de veículos, vendas para o mercado interno e exportações atingiram em janeiro o melhor desempenho do setor na comparação com igual mês dos anos anteriores, mas os resultados ficaram abaixo dos registrados em dezembro último. Foram produzidas 261,8 mil unidades, com recuo de 9,1% sobre o mês anterior e alta de 6,4% em relação a janeiro de 2010, quando o total de veículos fabricados alcançou a marca de 245,9 mil. Em 2009, esse volume tinha sido de 184,7 mil.

Já os licenciamentos que representam o escoamento da comercialização interna caíram 35,8% na variação mensal, com 244,9 mil unidades. No entanto, o volume foi 14,8% superior ao de janeiro de 2010 (213,3 mil). Em 2009 foram 197,5 mil. Já as exportações cresceram 5,8% em unidades sobre dezembro e 10,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Em valor houve queda entre dezembro e janeiro de 17,2% e um aumento de 18,2% ante janeiro de 2010 com, um total de US$ 886,3 milhões.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Venda de carros novos segue em alta velocidade


Monitor Mercantil

“As vendas  de veículos novos mantêm o fôlego e novembro se consolida como o segundo melhor mês da história em número de unidades vendidas. Até esta segunda-feira, os registros de licenciamentos já acumulavam 305,8 mil unidades. Com os dados desta terça-feira, o saldo passará de 320 mil automóveis,comerciais leves, caminhões e ônibus, volume inferior apenas ao de março, com 353,7 mil unidades comercializadas. 

Ao longo de novembro, a média diária de vendas foi de 16 mil veículos mas, tradicionalmente, no fim do mês há um aumento de registros. No acumulado do ano, os negócios  já somavam 3,11 milhões de veículos até segunda-feira. Cerca de 18% desse volume é de modelos importados. Em todo o ano passado foram vendidos 3,14 milhões de veículos. 

Os dados apontam que a indústria deve atingir com folga a projeção de vendas de 3,4 milhões de unidades em 2010, o que representará aumento de 8,2% em relação ao ano passado e novo recorde para a indústria. Para 2011, a previsão do setor é de continuar crescendo, mas em ritmo menor, de 5% a 6%.”

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Disparada da venda de carros dá novo impulso aos postos

Gleyma Lima, DCI
"Com os recentes recordes de vendas de veículos, junto ao aparecimento de uma classe emergente de consumidores, as redes de postos de combustível se preparam para a alta demanda de vendas e miram em expansão e fusões.