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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

UM NOVO 1968 PODE ESTAR COMEÇANDO


O protesto dos estudantes contra a palestra ultradireitista...
Esta notícia é atual:
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"O campus da Universidade da Califórnia em Berkeley foi fechado nesta quarta-feira (1) em meio a um protesto violento contra uma palestra do editor do site de extrema-direita Breitbart, Milo Yiannopoulos.

...A polícia ordenou que os manifestantes da universidade se dispersassem e, de acordo com a rede de TV americana CNN, pelo menos um incêndio foi iniciado pelos manifestantes".

Este trecho de um ótimo artigo da revista Cult, assinado por Sean Purdy (professor do departamento de História da USP), nos mostra o papel histórico que tal universidade desempenhou na década de 1960:
                                                                                                              .
"A primeira grande mobilização do movimento estudantil nos Estados Unidos aconteceu na Universidade da Califórnia em Berkeley em 1964-1965 sobre o direito dos estudantes de organizar atividades políticas no campus, já que, nos anos 1950, os administradores dessa renomada universidade pública haviam banido tais atividades.

No outono de 1964, estudantes abertamente organizaram atos no campus em solidariedade ao movimento negro para desafiar as proibições. O aluno Jack Weinberg foi preso pela polícia e uma manifestação espontânea de 3 mil estudantes cercou o carro da polícia, proibindo-o de partir por 32 horas. Por dois meses, estudantes continuaram organizando grandes atos e manifestações sob a bandeira do Movimento pela Livre Expressão. Em dezembro, alunos ocuparam o principal prédio da administração da universidade. A polícia entrou e mais de 700 alunos foram presos.
...veio na sequência das manifestações de repúdio a Trump. 

Em janeiro, a universidade suspendeu os líderes da ocupação, provocando uma greve estudantil e manifestações amplas que efetivamente fecharam a universidade. Logo depois, a administração da universidade cedeu e atividades políticas foram permitidas no campus.

O Movimento pela Livre Expressão obteve uma vitória importante, inspirando a organização estudantil no país inteiro. Com a aceleração da guerra no Vietnã, a SDS e outras organizações montaram campanhas nacionais contra a guerra e contra o serviço militar obrigatório".

Estamos passando por momento semelhante, com uma difusa insatisfação entre os jovens dos EUA e Europa, cientes de que a crise econômica colocará enormes obstáculos no seu caminho para a inserção profissional e sucesso nas futuras carreiras. 

Os avanços autoritários pipocam em várias nações e a recém-iniciada presidência de Donald Trump vai na contramão de quase tudo que é belo, digno e justo na face da Terra, ameaçando tanger a humanidade para uma nova Idade Média ou mesmo para o extermínio (em função de seus desvarios ambientais).

Não é utópico trabalharmos com a hipótese de que os EUA novamente se dividirão entre uma embotada e intolerante parcela reacionária e uma ampla frente comum de pessoas esclarecidas e idealistas, dispostas a deter a marcha para a insensatez trumpiana. 
Trump poderá bisar o papel da Guerra do Vietnã: o de aberração contra a qual os melhores se unem.
Sendo que, desta vez, a correlação de forças não será maioria silenciosa x minoria estridente, mas, provavelmente, meio a meio (não esqueçamos que a o apresentador de reality show só ganhou permissão para tocar o terror graças ao estapafúrdio sistema eleitoral estadunidense, pois foi sua hilária adversária quem obteve maior quantidade de votos).

E, com os rigores que se abatem sobre a Europa, tudo leva a crer que uma escalada de protestos estudantis e outras manifestações de inconformismo contra as políticas de Trump repercutirá instantaneamente no velho continente, alavancando o ressurgimento, em larga escala, da contestação jovem.

Um novo 1968 não só é possível, como pode já estar começando.

https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2017/02/um-novo-1968-pode-estar-comecando.html

sábado, 5 de novembro de 2016

AQUECIMENTO GLOBAL JÁ CASTIGA O BRASIL. ATÉ QUANDO O IGNORAREMOS?


Por Marcelo Coelho
ACORDO DE PARIS ENTRA EM 
VIGOR, MAS BRASILEIROS 
NÃO ESTÃO NEM AÍ...
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Nesta 5ª feira (3), mais um temporal se abateu sobre São Paulo. A cidade entrou em estado de atenção, o túnel do Anhangabaú inundou, a rodovia Anchieta foi interditada por alagamento.

No fim de semana anterior, o litoral sul do Estado se viu castigado por uma ressaca incomum. Em Mongaguá, as ondas batiam na mureta da praia e subiam 3 metros; postes caíram, a calçada cedeu.

Em Santos, no sábado (29), o mar invadiu a avenida Bartolomeu de Gusmão, no Embaré. Na Ponta da Praia, ruíram trechos da amurada na avenida Almirante Saldanha da Gama.

A ressaca foi causada por um ciclone extratropical, nome dado a grandes bancos de nuvens de chuva em forma de espiral com ventos na periferia muito mais fortes que no centro. No Rio de Janeiro, o ciclone produziu ondas de 4 metros, inundou barracas da orla e encheu de areia a avenida Delfim Moreira, no Leblon.

O ciclone também golpeou Santa Catarina com a habitual sequência de ventos, aguaceiros e ressaca. E isso depois de o litoral catarinense já ter sofrido temporais devastadores nas duas semanas anteriores.

A meteorologia está na boca do povo, mas sua ligação com a mudança do clima provocada pelo homem, não. Boa parte da culpa por essa indiferença cabe a nós, jornalistas, acomodados com a sabedoria convencional de que é impossível atribuir eventos climáticos particulares ao aquecimento global.

Isso era o que diziam os pesquisadores do clima dez anos atrás. Mas a ciência não ficou parada e já consegue, em muitos casos, estabelecer o nexo entre uma coisa e outra, no que se chama deestudos de atribuição. Há um bom resumo desses avanços num boletim recente da Organização Meteorológica Mundial.

Ali se aprende que esses estudos empregam dois tipos de simulações de computador para a região afetada, um que leva em conta só fatores naturais e outro em que pesa também a influência humana sobre o clima. Comparando quanto as simulações se aproximam ou divergem do ocorrido, dá para estimar a probabilidade de esses eventos extremos serem artefatos criados pelo homem.

Debruçados sobre a onda de calor que matou 35 mil pessoas na Europa em 2003, pesquisadores concluíram que o aquecimento global pelo menos dobrou, e pode ter até quadruplicado, o risco desse tipo de desastre. 
Outro trabalho considerou que a estiagem e as temperaturas recordes registradas na Austrália em 2013 seriam virtualmente impossíveis sem a mudança climática.

Já uma investigação sobre a seca no Sudeste brasileiro em 2014-15, que esvaziou o sistema Cantareira e forçou o racionamento de água na Grande São Paulo, chegou à conclusão de que o elo com as loucuras do clima é tênue. Tudo indica que se trata mesmo de negligência na ampliação do abastecimento para fazer frente ao crescimento populacional e à alteração dos padrões de consumo.

No geral, a ciência da atribuição tem mais facilidade para vincular ondas de calor em grandes áreas com o aquecimento global do que consegue fazer com as tempestades (como as que ora se abatem sobre o Sudeste). Não será surpresa se a incrível sucessão de cinco anos de seca no Nordeste, que reduziu a represa de Sobradinho ao volume morto, acabar atribuída à mudança do clima, e não só ao fenômeno El Niño.

De todo modo, é crucial explicar, para que as pessoas comecem a pensar mais seriamente sobre esse novo normal, o nexo entre o que estamos fazendo como o clima e os temporais. O mecanismo, afinal, é quase intuitivo.

Uma atmosfera mais quente retém mais vapor d'água. Mais evaporação significa nuvens mais poderosas, que por sua vez originam tempestades muito mais caudalosas, mesmo que breves. Daí as enchentes. Ciclones também têm muito a ver com a temperatura do mar, e o Atlântico Sul está em aquecimento acentuado.

É como se as chamadas chuvas de verão se tornassem mais frequentes e passassem a cair também fora de época. Nada que os paulistas, os fluminenses e os catarinas já não estejam sentindo na pele, há anos, mas que por pura superstição preferem atribuir a São Pedro.

Na próxima segunda (7) começa em Marrakech a 22ª Conferência Mundial do Clima, que vai debater meios de pôr em prática a meta do Acordo de Paris de impedir que o aquecimento global ultrapasse 2°C (e de preferência fique em 1,5°C). Poucos brasileiros estarão prestando atenção, embora conheçam de perto os eventos climáticos extremos cuja proliferação o tratado pretende evitar. 
https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/11/aquecimento-global-ja-castiga-o-brasil.html

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Aquecimento global está terminando, aponta estudo


De acordo com as previsões do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, o fenômeno de aquecimento global está chegando ao fim, o que resultará na queda de temperatura em todo o planeta ao longo dos próximos anos.

“O processo de esfriamento global já começou”, disseram à agência ITAR-TASS os cientistas que trabalham na Estação de Pesquisa da cidade de Dolgoprúdni, nos arredores de Moscou, citando os resultados dos estudos realizados juntamente com seus colegas do Observatório Aerológico do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos.
Depois de um pico em 2005, a temperatura média da Terra diminuiu em 0,3 graus e voltou ao nível dos anos 1996 e 1997.
Os cientistas acreditam que, até o início de 2015, a temperatura cairá mais 1,5 décimos de grau, o que corresponde ao clima do início dos anos 80.
Em 2020, os habitantes do hemisfério Norte irão se lembrar dos invernos rigorosos de 1978 e 1979 e, no início de 2040, nosso planeta começará a “congelar”, apresentando valores de temperatura abaixo dos médios registrados no período entre 1880 e 2006.
As pesquisas realizadas mostram que a causa dessas mudanças climáticas tem origem espacial e não decorre das atividades da civilização humana.

Poeira espacial

Segundo cientistas, entre 400 e 1000 toneladas de poeira espacial atingem diariamente a atmosfera terrestre, provocando a condensação de vapor d’água.
Assim, quanto mais poeira espacial cai na Terra, maior é a camada de nuvens que cobre o planeta e reflete a luz do Sol no espaço. Como resultado, o clima torna-se mais frio.
Verificou-se ainda que os períodos de aquecimento e esfriamento global coincidem com os períodos nos quais o planeta fica envolto em nuvens especialmente densas de sujeira interplanetária.
“A principal fonte de pó espacial são cometas”, diz Iúri Stojkov, do Instituto de Física. “Ao se aproximar do Sol, os cometas liberam seu ‘manto’ de pó e gás congelados, que entra na atmosfera terrestre e cai sobre a Terra”, explica.
Segundo o cientista, a quantidade de pó espacial precipitada depende das posições dos planetas. “A mudança na concentração de poeira cósmica e do clima da Terra deve, portanto, obedecer a periodicidades semelhantes às registradas nas posições do demais planetas”, disse Stojkov.
Para verificar suas hipóteses, os cientistas confrontaram as periodicidades na posição de planetas pares e as periodicidades temporais da mudança do clima global da Terra e descobriram a relação entre os valores de temperatura e o tráfego de poeira cósmica. Com base nos resultados obtidos, os cientistas puderam elaborar uma previsão de mudanças climáticas nos próximos 50 anos.

Oscilações perenes

Esse não é o primeiro trabalho a descobrir a periodicidade de mudanças do clima global e a desmentir as previsões do aquecimento global, dizem os especialistas do Instituto de Física.
Os resultados obtidos pelos cientistas russos foram inclusive confirmados pela análise das amostras de gelo extraídas de um poço perfurado na camada de gelo sobre o Lago Vostok, na Antártida.
A análise da amostra permitiu conhecer as mudanças de temperatura ao longo de 420 mil anos. Nesse espaço de tempo, a Terra sofreu pelo menos quatro grandes oscilações de temperatura com uma amplitude de 8 graus.
Ainda, os meteorologistas defendem que mesmo um grau de diferença já pode ser considerado demais quando se fala em clima global.
Aleksandr Tsiganov, ITAR-TASS 
No Gazeta Russa

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Água oceânica mais ácida ameaça 30% das espécies



Fonte dessa imagem AQUI.

Uma nova pesquisa indica que os oceanos do planeta continuam ficando cada vez mais ácidos e que no ritmo atual cerca de 30% das espécies marinhas pode estar extinta até o final do século.

A água marinha está ficando mais ácida devido ao dióxido de carbono.

Cientistas da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, examinaram a água abaixo dos vulcões, onde o dióxido de carbono ocorre naturalmente, para entender como a vida marinha lida com água mais ácida.

Segundo os pesquisadores, já nos próximos anos a água marinha começará a afetar alguns organismos, e alguns tipos de corais não conseguirão sobreviver.

CdB
via http://doomar.blogspot.com

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL: A FARSA MAIS RIDÍCULA DA HISTÓRIA HUMANA

Enviado em 31 de janeiro de 2012 por Steven Goddard


(Tradução: Maurício Porto)








http://www.woodfortrees.org/plot/hadcrut3vgl

De acordo com o HadCRUT, as temperaturas estão cerca de meio grau mais quente agora do que eram há 160 anos. Eu acho que o conjunto de dados é um absurdo, mas para prosseguir meu argumento, vamos supor que ele está correto. Como ele se compara às mudanças de temperatura últimos dos últimos 500 mil anos?




http://www.daviesand.com/Choices/Precautionary_Planning/New_Data/

Colei os dados do HadCRUT para o lado direito do gráfico da geleira de Vostok (ver acima). As próximas duas imagens mostram como mudanças de temperatura recentes estão bem dentro do ruído do registro histórico, e acontecem o tempo todo.







Mas eu não estou sendo justo. As temperaturas Vostok são apenas para a Antártica Oriental, onde as temperaturas têm diminuído ao longo dos últimos 30 anos.



















Fonte: Real Science

No blog terrorismo climático

domingo, 11 de dezembro de 2011

As vacas poluem tanto quanto os carros?

A agricultura é responsável por aproximados 14% dos gases estufa do mundo. Uma porção significativa dessas emissões vem do metano, que em termos de sua contribuição para o aquecimento global, é 23 vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono. A Organização da Agricultura e Alimentos dos EUA informa que a produção de metano na agricultura pode aumentar em 60% por volta de 2030 [Fonte: Times Online (site em inglês)]. Cerca de 1,5 bilhão de vacas e bilhões de outros animais de pastagens existentes no mundo emitem dúzias de gases poluentes, incluindo uma grande quantidade de metano. Dois terços de toda a amônia vem das vacas.
                                                                          Fotógrafo: Joe Gough | Agência: Dreamstime.com

As grandes quantidades de metano produzido pelas vacas são agoracausa de preocupação e assunto para muitas pesquisas científicas.....

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Crônica do desastre anunciado

por Luciano Martins Costa*
1610 Crônica do desastre anunciadoComeçou nessa segunda-feira, dia 28, em Durban, na África do Sul, a 17a. Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas, considerado um ensaio geral para a conferência Rio+20, marcada para o ano que vem no Rio de Janeiro.
O clima é de absoluto pessimismo, não apenas porque todas as energias e recursos financeiros estão bloqueados pela crise econômica que afeta os países ricos, mas também porque, no resto do mundo, salvo algumas ilhas de tranquilidade, emergências sociais deixam em segundo plano a urgência ambiental......

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mudanças climáticas reflectem-se no tamanho de animais e plantas

Estudo de investigadores da Universidade de Singapura publicada na «Nature Climate Change»

Várias espécies foram ficando mais pequenas com o aumento da temperatura.Devido ao aumento das temperaturas e à falta de água o tamanho dos animais e das plantas está a diminuir. É o que defende um grupo de investigadores da Universidade de Singapura que publicou agora um estudo na «Nature Climate Change». As mudanças, advertem, podem ter profundas implicações na produção de alimentos nos próximos anos.

David Bickford e Jennifer Sheridan analisaram registos fósseis e dezenas de estudos que mostram que muitas espécies de plantas e animais como aranhas, escaravelhos, abelhas, cigarras e formigas foram ficando mais pequenas com o passar do tempo devido às mudanças climáticas.

Citaram uma experiência que mostra como os frutos de uma grande variedade de plantas são 3 a 17 por cento mais pequenos por cada grau célsius. Cada grau de aquecimento reduz também entre 0,5 e 4 por cento do corpo dos invertebrados marinhos e entre 6 e 22 por centos dos peixes.

Os peixes mais pequenos podem ver aumentar a sua capacidade de sobrevivência com as temperaturas mais quentes. Mas as condições de seca podem dar lugar a descendentes mais pequenos, baixando a média do tamanho, afirmam os autores.

Os impactos podem ir de uma maior limitação de recursos alimentares (menor quantidada de alimentos produzidos na mesma quantidade de terra) até uma perda maior da biodiversidade.

Artigo: Shrinking body size as an ecological response to climate change
http://www.cienciahoje.pt

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SWU: a farsa ambiental e seus interesses privados


No festival da sustentabilidade, o lixo se acumula
Num festival que teve lances patéticos, como o cantor Neil Young cantando "Happy Birthday to you" para o Planeta Terra, o que realmente está em jogo é a colonização mental da juventude brasileira; leia o artigo de Claudio Julio Tognolli

Um fantasma ronda o mundo: a farsa de que o superaquecimento global só ocorre por fatores endógenos, ou a emissão de poluentes na terra. No Brasil só há dois intelectuais que apontam a ideologia por detrás disso: Gildo Magalhães dos Santos Neto, da História, e Aziz Ab Saber, da Geografia, ambos da USP. Fatores extra-terra conduzem ao superaquecimento: como as fases de hiper-expansão do sol, a cada seis mil anos, como a que ora vivemos. Os vikings, antes de descerem Mar do Norte abaixo, paravam, para construir seus barcos, num local chamado Terra Verde, por acaso Groenlândia, que vem de “Green Land”. A natureza na Terra Verde era laboriosa em construir madeiras de primeira cepa. Mas ela se congelou. Uai: por que se congelou? A quem interessa dizer que a Terra pode acabar por superaquecimento gerado por fatores apenas “internos”? Interessa a uma elite neoliberal. Há 80 anos começaram a tramar a ideia de que oferecer um literal e figurativo fim do mundo pelo superaquecimento era a forma de congelar os futuros países desenvolvidos. Queriam, e ainda querem, que Brasil, Índia e China sejam eternos exportadores de matéria prima. Trata-se da mais nova-velha ideologia: fazer o povão engolir goela abaixo que o desenvolvimento já atingiu os seus limites. Querem ver na Amazonia um território “internacional”. Eis todo o babalaô do ex-vice dos EUA, Al Gore, com aquela cascata (comprada por ele de uma assessoria de imprensa), lastreado em seu “Uma verdade inconveniente”.
O festival SWU ("Starts with you" ou "Começa com você"), que movimentou milhões com inserções pagas, mas disfarçadas na mídia, é um subproduto desse tipo de golpe. Não é para menos que Neil Young abriu o cascatol cantando “parabéns” para a Terra. Querem tornar o rock algo passivo, com babacas defendendo a todo o custo a preservação da terra, e o conseqüente congelamento do desenvolvimento do parque industrial brazuca. Querem-nos eternos exportadores de grãos. Querem-nos enxergando que o superaquecimento global só se dá por fatores da terra e do homem. Isolam a Terra do resto do universo. Veja você: até James Lovelock, criador da famosa Hipótese Gaia (segundo a qual o ser humano é um dos “órgãos” do corpo que é a Mãe Terra), agora defende a energia nuclear. E expõe ao osso os babacas do Partido Verde (que usam em suas propagandas políticas os moinhos de vento eólicos). Saiba você: um moinho de vento eólico consome dez mil toneladas de concreto para ser construído. Em toda a sua existência, o moinho de vento eólico jamais produzirá energia limpa que compense a poluição gerada para poder produzir as milhares de toneladas de concreto que o erigiram...
Toda essa babaquice da preservação da terra a todo o custo foi lentamente engendrada por um bando de intelectuais “New Age”. O trabalho não é novo, mas com subprodutos novíssimos. A pré-coerência ideológica que se consome no SWU tem epígonos famosos e antigos. Datam da Escola de Copenhaque: composta de físicos que defendiam que a base do universo é o “caos”. E já que o caos é imutável, referem, não nos resta modificar nada: apenas surfar o caos. Físicos como Wolfgang Pauli, Niels Bohr, o filósofo Bertand Russell, deram as mãos com o misticismo de Jung: vindicavam que deveríamos adotar o Taoísmo como preceito fundamental. Justamente o Taoísmo que, ao contrário do confucionismo (uma teoria da ação) prevê o que os chineses chamam de “wu wei”, ou não ação. Defendiam a meditação. Postulavam que a natureza resolve as coisas “sozinha” –justamente o que os neoliberais pregam, a existência da “mão invisível” do mercado, tão defendida por Adam Smith. Todos esses calcetas, da preservação da Terra, supõem-se místicos do caos. Grandes intelectuais do Primeiro Mundo há anos estão envolvidos na ideologia que tenta engessar, com esse tipo de droga, o desenvolvimento do parque industrial de nações emergentes, como o Brasil. Apesar de serem roqueiros, amam no fundo que o Brasil idololatre o “agrobrega” e o “sertanojo”, porque é ao “campo” que o Brasil pertence. Trata-se de um cadinho cultural de místicos que amam Paulo Coelho, e vêem na Terra uma entidade capaz de gerar babalô místico-mágico. É necessário aqui fazer uma pausa sobre o guru dessa moçada, Wolfgang Pauli, de resto o pensador predileto de Fritjof Capra, autor do incensado “O Tao da Física”.
Veja a barbaridade que chegou a resgatar. Para os neoplatônicos, a causa de todas as mudanças era a anima mundi , a alma do mundo. As ciências experimentais do renacimento e a ideia da causalidade substituíram a anima mundi. A divisão entre alma e matéria é posta em caixa alta por Descartes, que passa a distinguir nitidamente a “substância pensante” (res cogitans) e substância caracterizada pela sua extensão no espaço, ou matéria (res extensa). Wolfgang Pauli passa a tentar destruir o cartesianismo. Diz que a teoria dos quanta substituiu isso, referindo que cada sistema individual é substancialmente livre e não sujeito a leis. É o que ele chama de “irracionalidade do real”. Pauli volta ao medieval pré-cartesiano. Refere que é necessário voltarmos ao irracional para que se fuja dos a priori. Nesse sentido, disse: “Temos de tentar despir a túnica de Nesso que a revolução do século XVII teceu. É tempo de reconhecer o elemento irracional da realidade – e o lado obscuro de Deus” . Karl Jung, de resto co-autor de Pauli, torrou sua existência em tentar fazer crer a todos que a psicanálise e o oculto poderiam ser duas faces da mesma moeda, cujos destinos seriam loucamente prefixados por um universo essencialmente caótico e não-linear. As tentativas de Pauli, junto a Jung, de tentar nivelar, lado a lado, a pulsões do Id com certo “livre-arbítrio” dos elétrons, consistiram numa potente tentativa de retorno ao mundo pré-cartesiano da anima mundi. E Einstein, ao ver tudo isso, escreveu: “Não posso suportar a ideia de que um elétron exposto a um raio de luz possa, por sua própria e livre iniciativa, escolher o momento e direção segundo a qual deve saltar. Se isso fosse verdade, preferia ser sapateiro ou até empregado de uma casa de jogos em vez de ser físico”.
Em 1968 o industrial italiano Aurelio Peccei fundou o Clube de Roma, quando se falou a primeira vez em desenvolvimento sustentável. (veja aqui) Por que você acha que o Príncipe Charles, e outros milionários de países de primeiro mundo, são patrocinadores e padroeiros do WWF? Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros preservadores da natureza para drogar jovens com a febre anti-desenvolvimentista. Neil Young, que há duas semanas saiu nas Páginas Amarelas de Veja, veio aqui no SWU com um único papel: ele é agente do capetalismo (sic) internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro.
Assista, abaixo, ao patético vídeo em que Neil Young canta "Happy Birthday to you" para a Terra.

sábado, 8 de outubro de 2011

"DECRESCIMENTO", A NOVA UTOPIA AMBIENTALISTA



OS FLINTSTONES, ATUALMENTE, O FILME FAVORITO DO SENADOR
CRISTÓVAM BUARQUE

Por iniciativa do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), o Brasil foi apresentado à mais recente utopia ambientalista: o “decrescimento econômico”. Para promover a esdrúxula ideia, o parlamentar organizou e presidiu uma audiência pública sobre o tema, no último dia 5 de setembro, na Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional Sobre Mudanças Climáticas da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado...

sábado, 1 de outubro de 2011

Índice aponta os mais preparados às mudanças climáticas





Ranking realizado pelo Instituto de Adaptação Global leva em conta a prontidão e a vulnerabilidade de cada país e coloca o Brasil em 63º de uma lista com 161 nações, na qual os primeiros lugares são ocupados por europeus e os últimos por africanos

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil/Instituto de Adaptação Global

Já há algum tempo as nações mais pobres do planeta e os pequenos países insulares são considerados os mais vulneráveis às mudanças climáticas e por isso deveriam ser os primeiros a receber a ajuda internacional. Dar embasamento para essa teoria é o principal objetivo do Índice de Adaptação Global (GaIn), que foi publicado neste mês e que avaliou inúmeros fatores para chegar a um ranking mundial que combina dados da prontidão de um país e de sua vulnerabilidade....

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EXISTÊNCIA DO AQUECIMENTO GLOBAL É QUESTIONADA EM PESQUISA



sábado, 24 de setembro de 2011

AQUECIMENTO GLOBAL: UM TITANIC DE MENTIRAS, AGORA JAZ NO FUNDO DOS OCEANOS




Caros leitores,


Ao ler uma notícia que saiu  no Correio do Brasil sobre o aquecimento global, imediatamente pensei em publicar uma postagem. A notícia está reproduzida abaixo.( click em, mais informações)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cientistas buscam ligação entre eventos extremos e mudanças climáticas

Estudos apontam que em alguns casos há sim uma relação entre enchentes, secas e furacões e o aquecimento global causado pela emissão de dióxido de carbono na atmosfera



Se a incerteza da ligação entre eventos meteorológicos extremos como enchentes, secas e furacões com as mudanças climáticas é uma desculpa para você não acreditar no aquecimento global, é melhor arranjar outro argumento para ser cético. Pesquisas publicadas no último ano indicam que em alguns casos há sim relação entre estes fenômenos pontuais e as alterações climáticas. Agora, os cientistas procuram descobrir se é possível então prever tais eventos, e quais deles são consequência das ações humanas e quais não são.
Para fazer a correlação, os estudiosos observam ferramentas de estatística e modelos climáticos, que nos últimos anos foram muito aperfeiçoados graças às evoluções tecnológicas, que permitiram um estudo muito mais detalhado do clima, embora ainda difícil. “A atribuição de extremos [climáticos] é difícil – mas não é impossível”, declarou Gavin Schmidt, cientista do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA...

domingo, 24 de abril de 2011

A Grande Farsa do Aquecimento Global 2

O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado "A Grande Farsa do Aquecimento Global". Ele não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão nos EUA. Mas, felizmente, ele está disponível na Internet


do, Com Texto Livre

sábado, 23 de abril de 2011

A Grande Farsa do Aquecimento Global 1

O Canal 4 britânico produziu um documentário devastador intitulado "A Grande Farsa do Aquecimento Global". Ele não foi, ao que parece, exibido por nenhuma das redes de televisão nos EUA. Mas, felizmente, ele está disponível na Internet



by: Com textolivre