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terça-feira, 29 de julho de 2014

BCG MOSTRA O QUÊ QUE O LULO-PETISMO ESTÁ FAZENDO COM O BRASIL

Entre 150 países: Brasil usa crescimento e inclui mais em 5 anos


O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico alcançado nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população. Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia.


A conclusão é de levantamento feito pela empresa internacional de consultoria Boston Consulting Group (BCG), que comparou indicadores econômicos e sociais de 150 países e criou o Índice de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Seda, na sigla em inglês), com base em 51 indicadores coletados em diversas fontes, como Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE.

O desempenho brasileiro nos últimos anos em relação à melhoria da qualidade de vida da população é devido principalmente à distribuição de renda. "O Brasil diminuiu consideravelmente as diferenças de rendimento entre ricos e pobres na década passada, o que permitiu reduzir a pobreza extrema pela metade. Ao mesmo tempo, o número de crianças na escola subiu de 90% para 97% desde os anos 90", diz o texto do relatório "Da riqueza para o bem-estar", que será oficialmente divulgado hoje. O estudo também faz referencia ao programa Bolsa Família, destacando que a ajuda do governo as famílias pobres está ligada à permanência da criança na escola.



Nessa comparação de progressos recentes alcançados, o Brasil lidera o índice com 100 pontos, pontuação atribuída ao país que melhor se saiu nesse critério de avaliação. Aparecem a seguir Angola (98), Albânia (97,9), Camboja (97,5) e Uruguai (96,9). A Argentina ficou na 26ª colocação, com 80, 4 pontos. Chile (48º) e México (127º) ficaram ainda mais atrás.

Foram usados dados disponíveis para todos os 150 países e que fossem capazes de traçar um panorama abrangente de dez diferentes áreas: renda, estabilidade econômica, emprego, distribuição de renda, sociedade civil, governança (estabilidade política, liberdade de expressão, direito de propriedade, baixo nível de corrupção, entre outros itens), educação, saúde, ambiente e infraestrutura.

O ranking-base gerou a elaboração de mais três indicadores, para permitir a comparação do desempenho, efetivo ou potencial, dos países em momentos diferentes: 1) atual nível socioeconômico do país; 2) progressos feitos nos últimos cinco anos; e 3) sustentabilidade no longo prazo das melhorias atingidas.

Como seria de se esperar, os países mais ricos estão entre os que pontuam mais alto no ranking que mostra o estágio atual de desenvolvimento. Nessa base de comparação, que dá conta do "estoque de bem-estar" existente, a lista é liderada por Suíça e Noruega, com 100 pontos, e inclui Austrália, Nova Zelândia, Canadá, EUA e Cingapura. Aí o Brasil aparece em posição intermediária, com 47,8 pontos.

Para Christian Orglmeister, diretor do escritório do BCG em São Paulo, o desempenho alcançado pelo Brasil é elogiável, mas deve ser visto com cautela. "Quando se parte de uma base mais baixa, é mais fácil registrar progresso. O Brasil está muito melhor do que há cinco anos em várias áreas, até mesmo em infraestrutura, mas é preciso ainda avançar muito mais."

Entre os países que ocupam os primeiros lugares nesse ranking de melhoria relativa dos padrões de vida da população nos últimos cinco anos, a renda per capita anual é muito diversificada, indo desde menos de US$ 1 mil em alguns países da África até os US$ 80 mil verificados na Suíça. Além do Brasil, mais dois países sul-americanos _ Peru e Uruguai _ aparecem na lista dos 20 primeiros. Também estão nela três países africanos que em décadas passadas estiveram envolvidos em guerras civis _ Angola, Etiópia e Ruanda _ e que nos anos recentes mostram fortes ganhos em relação a padrão de vida. Da Ásia, aparecem na relação Camboja, Indonésia e Vietnã.

Nova Zelândia e Polônia também integram esse grupo. O crescimento médio do PIB neozelandês foi de 1,5%, mas a melhora do bem-estar foi semelhante à de uma economia que estivesse crescendo 6% ao ano. Na Polônia e na Indonésia, que atingiram crescimento médio do PIB de 6,5% ano, o padrão de vida teve elevação digna de uma economia em expansão de 11%.

O estudo também compara o desempenho recente dos Brics - além do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - na geração de mais bem-estar para os cidadãos. Se em relação à expansão da economia, o Brasil ficou atrás dos seus parceiros entre 2006 e 2011, o país superou a média obtida pelo bloco em áreas como ambiente, governança, renda, distribuição de renda, emprego e infraestrutura, diz Orglmeister. China, Rússia, Índia e África do Sul aparecem apenas em 55º, 77º, 78º e 130º, respectivamente, nessa base de comparação, que é liderada pelo Brasil.

O desafio brasileiro, agora, é manter esse ritmo no futuro, afirma o diretor do BCG. "O Brasil precisa avançar em quatro áreas principalmente", diz. "Na melhora da qualidade da educação, na infraestrutura, na flexibilização do mercado de trabalho e nas dificuldades burocráticas que ainda existem para fazer negócios no país."

Para Douglas Beal, um dos autores do trabalho e diretor do escritório do BCG em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, embora os indicadores reunidos para produzir o Seda pudessem ser utilizados para produzir um novo índice, esse não é o objetivo do levantamento. "A meta é criar uma ferramenta de benchmarking, que possa fornecer um quadro amplo. com base no qual os governos possam agir."


Fonte: Valor Econômico, via 
http://pafranco2005.blogspot.com.br/2012/11/o-que-que-o-lulo-petismo-esta-fazendo.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pelo fim da miséria, Dilma fixa sua marca para 2014



Presidente mobiliza ministros para finalizar programa de erradicação ampla, geral e irrestrita da miséria no Brasil; nas contas do governo, inclusão de mais 700 mil famílias nos programas sociais existentes eliminará pobreza extrema; transferência de renda elogiada em todo o mundo é atacada internamente pela oposição; mas presidente não se abala com críticas e avança para consolidar imagem de 'mãe Dilma'


A grande vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff para a tentativa de reeleição em 2014 deve ser mesmo a erradicação da miséria. Pelo menos é o que indica a mobilização bolada pela presidente para dar resultado até o início do próximo anos. Ministérios e órgãos federais foram mobilizados para localizar famílias em situação de miséria que não são beneficiadas pelos programas sociais ou integram o cadastro único do governo. Nas contas do Planalto, faltariam apenas 700 mil famílias para fechar a conta.

Aproximadamente 22,2 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza desde o início do governo Dilma. Para completar o número, a chamada "busca ativa" inclui prefeituras e governos estaduais, reunidos sob a expectativa de que o plano seja concluído até o início do ano que vem. Essa busca, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, existe desde o lançamento do Brasil Sem Miséria, mas ganhou novo formato no fim do ano passado. Os esforços acabaram prejudicados pelas eleições municipais.

"Na verdade, estamos tentando fechar as arestas para que a coisa aconteça: para que aconteça o cadastramento, para que a família entre no Bolsa Família", contou ao jornal Valor Econômico a diretora do Departamento do Cadastro Único da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania da Pasta, Cláudia Baddini. A estratégia da busca ativa já permitiu, desde o início do Brasil Sem Miséria, em 2011, cadastrar e incluir no Bolsa Família cerca de 800 mil famílias extremamente pobres.

Neste ano, o trabalho de busca se concentra em Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Amapá e região metropolitana do Rio de Janeiro. O governo espera que a busca sob responsabilidade dos municípios ganhe novo fôlego a partir de deste mês, quando as prefeituras que sofreram mudanças de gestões nas últimas eleições já estejam aptas a aderir a esse esforço. "Eleição municipal é um 'strike', porque muda muita gente. Você tem que dar um tempo, e é esse tempo que a gente está dando, para as prefeituras novas conseguirem entender e para a gente conseguir chegar já com tudo funcionando", diz Cláudia Baddini.”