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sexta-feira, 3 de junho de 2011

China discute com Colômbia alternativa ao canal do Panamá




A China propôs à Colômbia a construção de uma estrada de ferro com trens de alta velocidade e 220 quilômetros de extensão, ligando o Atlântico ao Pacífico.
Não é a primeira vez que se fala na possibilidade de criar vias alternativas ao canal do Panamá. Mas o projeto chinês tem ainda o mérito de mostrar como a China é variada nas formas de extensão da sua influência, inclusive em nosso continente. Os costarriquenhos, por exemplo, estão encantados com o estádio de futebol que os chineses constroem para eles.
Já é dito que o charuto cubano será salvo pelos fumantes chineses e não por medidas que os Castros adotarem. As compras da China tiraram dos alemães a condição de terceiros em volume de encomendas à Habanos SA. A tendência é a de que as importações chinesas continuem aumentando e ajudem Cuba a enfrentar leis anti-tabagistas que surgem por todos os lados. As vendas cubanas totalizam no momento US$ 370 milhões.
Quanto aos planos de ligar o Pacifico ao Atlântico, eles têm aparecido e ao mesmo tempo desaparecido desde à construção do Canal do Panamá em 1914 ou mesmo antes, no século 19.
Os ingleses projetaram construir em Honduras, em 1868, uma via de comunicação entre Puerto Cortez e o Golfo de Fonseca, entre dois oceanos, mas poucos quilômetros saíram do papel. A história registra que o projeto naufragou em "maciça corrupção".
Honduras volta à cena com a decisão de juntar-se ao consórcio inglês K Group Inc em estudos que digam se é ou não "viável" abrir via de comunicação entre o Caribe atlântico e o Pacífico. Seria uma ferrovia de 400 quilômetros, com trens de alta velocidade.
A Nicarágua tem pensado em uma abertura passando pelo lago Manágua.
Mas de todos os projetos o da China, em parceria com a Colômbia, é considerado o mais provável de sair do papel. Não só porque a China tem dólares sobrando. Um protocolo já foi assinado e criar alternativas ao canal do Panamá tem um significado político, o de penetrar em área de influência dos Estados Unidos.
Newton Carlos
By: Falha

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

WikiLeaks, CIA & Veja

Julian Assange entregou as provas do financiador ideológico-mor da revista Veja. Documentos a serem divulgados hoje, 04/01/2011, explicam a coincidência entre os interesses eleitorais de Álvaro Uribe, o exílio do padre colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como Padre Olivério Medina, e a matéria da revista Veja acusando o PT de participação nas FARC.
Segundo matéria assinada pela correspondente daWikiLeaks no Brasil,Natália Viana, em 2005 a Colômbia pediu a extradição e a embaixada americana prontamente se aliou. Daí a razão pela qual a Veja e seus aliados no Congresso, fomentados pela CIA, pa$$aram ao ataque. O incentivo da CIA vem agora comprovado pelo esforço diplomático em benefício da política eleitoral de Uribe, aliado incondicional dos EUA.
No documento fica particularmente evidente o empenho da tríplice aliança, Álvaro Uribe, EUA e VEJA, quando o “ embaixador aconselha que o governo americano ajude a Colômbia a montar um argumento “o mais forte e mais detalhado possível contra Cadena”: “Associar isso com quaisquer novas informações ou inteligência que os serviços do governo colombiano ou americano possam obter sobre a história de Cadena nas ações militares das Farc também seria útil”. E a Veja cumpriu seu papel! Mandou e todos seus colonistas pa$$aram a tratar do tema diuturnamente.
Assim como as campanhas eleitorais são financiadas visando um benefício futuro, as matérias celulares (pré-pagas) da VEJA também escondem, ou revelam, que intere$$es escondem ou revelam…
Uma mão lava a outra
E as duas, a bunda. O assunto envolvendo o PT e as FARC voltou à tona nas eleições do ano passado. Como ficou provado em documento anterior vazado pela Wikileaks, houve dobradinha durante a campanha. Dobradinha servida pelo Índio da Costa que Serra engoliu sem mastigar. Ou, pelas provas de agora, saboreou. Para defender os interesses americanos o vice de José Serra trouxe a baila novamente o tema da ligação do PT com as FARC (e o TSE deu direito de resposta ao PT), e, com isso, a Chevron ganhou de Serra a promessa que, se eleito, mudaria as regras do Pré-sal em benefício das empresas americanas. Saiba mais sobre as relações do candidato José Serra com os interesses dos EUA, lendo: Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal.
PSDB, independência dependente
José Serra esteve “exilado” nos EUA, exatamente o país que apoiava a ditadura. Fernando Henrique foi financiado pela Fundação Ford com o único intuito de criar a doutrina segundo a qual o Brasil só seria independente se dependesse dos EUA. Uma independência tutelada…
Como se vê, nos tempos atuais urge uma WikiLeaks que trate da movimentação financeira entre a CIA e a VEJA. Seria a prova do que já sabemos!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Colômbia X Venezuela

Lula aplicou golpe preciso em Hillary, antes que ela metesse os pés pelas mãos
Vamos combinar o seguinte – interessa muitíssimo aos Estados Unidos fincar os pés definitivamente na região amazônica, e a Colômbia, ultimamente, tem sido o melhor caminho.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra é candidato a Uribe


Serra quer assumir o papel de representante do conservadorismo na América do Sul, que antes pertencia a Uribe
A onda de governos populares na América do Sul, que se estendeu do pampa argentino ao caribe venezuelano, sempre teve seu contraponto na Colômbia de Álvaro Uribe, aliado incondicional dos Estados Unidos e forte crítico das políticas vizinhas, especialmente de Hugo Chávez, o inimigo número um do império no continente.
Com Uribe saindo de cena, embora ainda atirando numa tentativa de atrelar seu sucessor Juan Manuel Santos à sua política de subserviência, os Estados Unidos precisam de algum governante forte para não perder de vez sua influência na região. Alguém que defenda o liberalismo econômico em toda sua extensão, que ataque Chávez e se mantenha fora de qualquer protagonismo além fronteiras, como no caso do Irã e do conflito Israel-Palestina.
O posto vago parece ter um forte candidato em José Serra, que repete o discurso uribista, mas de forma menos honesta, recorrendo sempre a sujeitos indefinidos, como ao afirmar que “todo mundo” sabe que o PT é ligado às Farc e estas ao narcotráfico e “todo mundo” sabe que as Farc se abrigam na Venezuela, como fez hoje a uma platéia de empresários, em São Paulo, como publicou o Estadão.