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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Afinal, dá pra confiar na urna eletrônica sem possibilidade de recontar os votos?

O julgamento do STF que proibiu o uso de impressoras acopladas às urnas eletrônicas devolveu o país a um velho dilema: dá para confiar num sistema de votação 100% eletrônico?
A ideia de fazer um registro impresso do voto era aumentar a confiabilidade. Hoje, o eleitor digita o número de seu candidato e confia que a urna registrou tudo certo. E confia que a soma dos votos representa realmente o que foi a vontade popular.
No entanto, não há como provar que os votos foram realmente aqueles. Não é possível fazer uma recontagem de votos, como ocorria no papel. Por isso tanta gente pede que haja um "sistema independente de software" para fazer a verificação.
O professor Amílcar Brunazo, uma espécie de ativista do voto impresso, diz que o Brasil saiu na frente com a urna eletrônica. E agora está ficando para trás.
"Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Venezuela, Argentina. Todo mundo já está usando equipamentos de segunda geração, que permitem a recontagem", diz.
Alguns dos argumentos que o STF usou para derrubar a lei do voto impresso são bem pouco críveis. Como, por exemplo, o temor de que um técnico tenha que entrar na cabine para destravar uma impressora e veja o último voto dado. Seria só um voto. "E era só inventar uma tampa que não permitisse a visualização", diz Brunazo.
O STF também usou no julgamento dados que escapam à discussão jurídica do problema. Disse, por exemplo, que o sistema traria mais custos. Mas desde quando isso tem a ver com a constitucionalidade, que os ministros deveriam estar analisando?
O argumento mais razoável usado foi o de que alguém poderia tirar uma foto do voto impresso e mostrar para alguém, como "recibo" de um voto comprado. (O voto impresso nunca seria tocado por ninguém. Depois da conferência visual, cairia automaticamente na urna")
Mas para isso bastaria impedir que se entrasse com equipamentos fotográficos na cabine, não? E, além, disso, a obrigação de coibir compra de votos existe em qualquer sistema.
E você, o que acha? Confia na urna eletrônica?


do site FUE- FRAUDES EM URNAS ELETRÔNICAS

domingo, 27 de novembro de 2011

POR QUE A EMPRESA PROCOMP CRIARIA UM SETOR ESPECÍFICO PARA INVESTIGAR FRAUDES NAS URNAS E CAIXAS ELETRÔNICOS?

Em 2002,  existia um departamento denominado  ’COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA’ dentro da empresa Diebold Procomp, onde o diretor era o Sr Flavio Cappelletti Junior, e tinha como coordenador o Sr Mauro Princiotti, ex-militar da Aeronáutica.
Urna Eletrônica Paraguai 2003E claro, fica a pergunta: Por que a empresa Procomp criaria um setor específico para investigar fraudes se ela, os bancos e principalmente o TSE enaltecem que os produtos (caixas e principalmente URNAS) são invioláveis, não passiveis de fraudes?
Para investigar possíveis fraudes, esses técnicos e terceiros eram usavam vários aparatos como escutas clandestinas, tortura psicológica, coação e principalmente GRAMPOS TELEFÔNICOS.
Dezenas desses grampos telefônicos ilegais e escutas clandestinas  foram juntadas pelo Sr Mauro no Processo 02407200903402004 TRT-SP, demonstrando claramente quais os métodos que a empresa usava para investigar funcionários e treceiros, não respeitando as leis brasileiras, nem a individualidade alheia.
Em 2007, houve denúncias feitas aos americanos, donos da Procomp, sobre assédio sexual, tortura, coação, favorecimento financeiro a gerentes e diretores por empresas terceirizadas e fraudes em documentos. Por isso houve uma grande investigação que culminou com a demissão do Sr Mauro Princiotti, que segurou o “rojão” sozinho.
Tal situação leva a crer que se a Procomp tinha o poder de grampear funcionários, ex funcionários e terceiros,  poderia muito bem ter grampeado deputados, senadores, Presidente da República, vereadores, governadores, donos de empresas concorrentes, empresas terceirizadas, ou seja, quem ela quisesse, partindo do princípio de que conseguia ilegalmente grampear telefones, já que as provas estão no processo trabalhista acima, e em depoimentos de ex-funcionários que trabalharam no SETOR DE INVESTIGAÇÕES. Inclusive uma das pessoas ouvidas em inquérito,  afirmou categoricamente que ouviu vários grampos telefônicos ilegais.