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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ASSISTA AQUI A "O OVO DA SERPENTE". TEM TUDO A VER COM NOSSAS AGRURAS ATUAIS.

Como não sou mais crítico de cinema, posso agora dizer algo que faria o céu desabar na minha cabeça quando frequentava as cabines das empresas cinematográficas para assistir antecipadamente aos filmes prestes a estrearem, ao lado (qual primo pobre) dos medalhões da grande imprensa: sempre achei o diretor sueco Ingmar Bergman superestimadíssimo e a maioria dos seus filmes, tediosos.

Antes mesmo de 1968 eu já estava antenado com os ventos de mudança que varreriam as teias de aranha do chamado cinema de arte. Não por acaso, o cineasta que mais me fazia a cabeça em 1966 e 1967 era Jean-Luc Godard, o gênio anárquico e desmedido por excelência. 

Mas, se O silêncio me dava sono, os Morangos silvestres eram sem gosto e eu não estava minimamente interessado no que acontecia Quando duas mulheres pecam, nem tudo do Bergman eu botava na mesma vala comum.

O sétimo selo, p. ex., eu considerei quase bom. A disputa de xadrez entre o cavaleiro e a Morte foi uma grande sacada, mas os acontecimentos que vão desiludindo o herói a ponto de ele não fazer mais questão de ganhar a partida (e a vida) são mostrados em clave piegas, lembrando até o chororô neo-realista.

Adorei O rosto enquanto os atores itinerantes, vingando-se da má acolhida no castelo, utilizam as ferramentas de sua arte para apavorar e humilhar seus anfitriões; mas, quando eles recuam no final, curvando-se à hierarquia social ao não irem às últimas consequências, foi um verdadeiro balde d'água fria atirado no meu entusiasmo. Entrada de leão, saída de cão. 

O ovo da serpente (1977), com o qual reativo a seção filmes para ver no blogue, é mais um que começou com tudo mas não manteve o pique. Ainda assim merece ser visto, inclusive por ser o que melhor reconstituiu até hoje o impacto de um colapso econômico na vida dos cidadãos comuns (e, afinal, trata-se de uma situação muito afim com o soturno momento pelo qual passamos).

Falo, é claro, da hiperinflação alemã de 1923, quando o dinheiro não valia mais nada  e as pessoas haviam perdido toda perspectiva de futuro; ou estavam prostradas, sem forças para reagirem aos infortúnios que as esmagavam, ou sofregamente perseguindo prazeres como se o mundo fosse acabar no momento seguinte.
Fica muito claro que, não suportando a falta de uma âncora para suas existências, os alemães tenham se deixado mesmerizar pelos discursos raivosos daquelesalvador da pátria com bigodinho engraçado.

Mas, após uma primorosa primeira metade, o filme saiu dos eixos. Bergman quis detalhar oovo da serpente e não o soube fazer. A trama se torna policialesca, envolvendo as primeiras experiências nazistas com cobaias humanas, e aí uma profusão de clichês invade a tela. Parece até filme hollywoodiano sobre o Holocausto.

Os fãs sofisticados (ou seja, quase todos) do Bergman se escandalizaram com a escolha de DavidKung Fu Carradine para o papel principal, ao invés do Max Von Sidow de sempre. Segundo sua visão preconceituosa, Carradine não tinha pedigree suficiente para o cinema de arte. Para mim, ele foi um dos pontos altos do filme...
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

HÁ UMA PROFUNDA DESCRENÇA POPULAR COM OS GESTORES DA DEMOCRACIA LIBERAL E A ESQUERDA NÃO A CAPITALIZA


Escreveu Vladimir Safatle
FENÔMENOS COMO
 DONALD TRUMP NÃO SÃO 
PASSAGEIROS, SÃO REGRA.
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Há uma passagem na Dialética do Esclarecimento na qual os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer afirmam que, muitas vezes, não há nada mais estúpido do que ser inteligente.

Nessa passagem, eles descrevem como seus amigos intelectuais tinham análises detalhadas e bastante astutas para provar de forma cabal como a ascensão do nazismo nunca seria possível. Nenhuma delas serviu para impedir o que era, no final das contas, claro como o sol ao meio-dia.

Bem, a eleição de Donald Trump é, mais uma vez, a prova de como muitas vezes não há nada mais estúpido do que ser inteligente.

Até o último dia da eleição, as chances de vitória de Hillary Clinton eram creditadas em até 90%. A inconsistência de Trump, seu caráter errático, suas falas absurdas e caricatas eram salientados a todo momento para confirmar aquilo que as pesquisas pareciam indicar: que ele nunca seria o próximo presidente dos EUA.

No entanto, Trump viu algo que ninguém queria ver, a saber, que a democracia liberal acabou, que a política não passa mais pela conquista do centro e pela boa gestão da institucionalidade atual. Ela passa pelo deslocamento em direção aos extremos e pelo decisionismo soberano

Tudo estava claro para quem quisesse ver. O brexit e a ascensão da xenofobia na Europa foram expressões de uma profunda descrença popular com os gestores da democracia liberal. Lembremos como os últimos anos demonstraram como as recuperações econômicas aplicadas através de planos de austeridade significaram aumento brutal da precariedade, da insegurança social e da desigualdade.

Esses planos de recuperação foram geridos de forma praticamente semelhante, tanto por liberais como pela esquerda (ou por algo que gostaria de, em certos momentos, se fazer passar por ela). A ira popular contra tal classe de gestores sociais era evidente e levaria a um forte sentimento anti-institucional.

Foi para vampirizar tal sentimento que entrou em cena Donald Trump. Denunciando a elite política e a elite midiática por esquecimento das pessoas comuns, ele, o representante maior da elite financista e rentista que mais se beneficiou das políticas econômicas dos últimos anos, fez o inacreditável papel do homem simples indignado com a impotência dos burocratas e com a inércia dos partidos.
Sua imagem de bem-sucedido, junto à sua capacidade de mudar de opinião, de se contradizer a todo momento, podia muito bem aparecer como a prova de que estávamos diante de alguém que não respeitaria limites para fazer o que deve ser feito. Foi o que aconteceu.

Fenômenos como Trump não são passageiros. Eles serão a regra daqui para frente. Clinton, com seu militarismo extremo e sua aliança orgânica com os interesses de Wall Street, era apenas uma direita mais tradicional que terá cada vez menos lugar. 

Já fenômenos como Trump se aproveitam da inexistência de esquerda no cenário político-partidário mundial e capitalizam todo o sentimento anti-institucional, dando à insegurança social o lastro do medo paranoico contra inimigos externos ou da raiva protofascista contra minorias internas. A história já demonstrou quão explosiva pode ser tal combinação.

No entanto, essa eleição mostrou também a limitação política de certas escolhas feitas ultimamente. Por coincidência, no dia da eleição norte-americana, eu estava na Universidade da Carolina do Norte, onde os estudantes fizeram várias pichações contra Trump. Na maior delas podia-se ler: "Trump: sexista, machista, racista, islamofóbico, homofóbico".

Tudo isso é verdade, mas era sintomático não haver nada sobre seu desejo em acabar com o sistema de saúde gratuito para os mais pobres ou sobre sua política econômica que implicará em concentração de renda e em aumento da precarização. De fato, a tentativa de desconstruir Trump passou, de forma majoritária, por tais pautas ligadas a políticas de reconhecimento.

Nada mais previsível, já que a luta por reconhecimento funciona atualmente como uma certa compensação à inexistência de um discurso econômico de esquerda com clara força de transformação das relações econômicas e com capacidade de implicar as classes empobrecidas.

Conseguimos transformar tais pautas, profundamente justas em si, na única modificação concreta que a esquerda consegue atualmente oferecer, já que estamos todos comprometidos com a gestão do mesmo modelo econômico, divergindo apenas sobre a intensidade da aplicação das mesmas políticas

Mas se o modelo econômico é o mesmo, se o problema é só de intensidade, então melhor entregar as chaves do cofre para alguém que sabe como as entranhas do capital realmente operam. Ao que parece, foi assim que metade mais um da população norte-americana pensou.

O pitaco do editor
A DEMOCRACIA LIBERAL ENTROU EM PARAFUSO. QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ESQUERDA?
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Em seu excelente artigo desta 6ª feira (11) na Folha de S. Paulo, cujos trechos principais grifei, o filósofo Vladimir Safatle veio ao encontro do que tanto o Dalton Rosado quanto eu vimos há tempos alertando: as contradições insolúveis do capitalismo atingiram tal estágio que ele cada vez desagrada mais pessoas para satisfazer menos pessoas. O preço da relativa prosperidade de poucos são agruras e sofrimentos para muitos. Com isto, a chamada democracia liberal entrou em parafuso, como cansamos de dizer e agora ele diz também.

A nós interessa, sobretudo, a principal consequência disto para a esquerda: a de que não adianta mais disputarmos eleições e tentarmos combater o stablishment com as armas do stablishment, situados dentro do stablishment. Temos de, como em 1968, abandonar os parlamentos e palácios do governo, voltando às ruas e às praças para nelas irmos forjando pouco a pouco, em sintonia com o povo e estimulando seu protagonismo, uma proposta alternativa de sociedade.

Caso contrário, acontecerá conosco o mesmo que aconteceu com o Partido Social-Democrata alemão, que tentou deter a escalada nazista dentro dos marcos da legalidade burguesa, enquanto o inimigo, sem os mesmos melindres, atuava em duas frentes: intimidava os conservadores e liberais com a truculência de suas turbas de lumpemproletários, visando inicialmente paralisá-los e depois cooptá-los nas esferas do poder formal. 

Lembrem-se: quem não aprende com as lições da História, está condenado a repeti-las. (Celso Lungaretti)

https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/11/ha-uma-profunda-descrenca-popular-com.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os 11 princípios do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels


"Qualquer semelhança com as práticas da mídia golpista brasileira é mera coincidência... 

Jornal GGN

Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:

1.- Princípio da simplificação e do inimigo único.

Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.

2.-Princípio do contágio

Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem.  Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.

3.-Princípio da Transposição

Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.-Princípio da Exageração e desfiguração

Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”

5.-Princípio da Vulgarização

Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.-Princípio da Orquestração

Fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias sendo estas replicadas pela “imprensa oficial’.

7.-Princípio da Renovação

Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.-Princípio do Verossímil

Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas em contra do inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor, não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.-Princípio do Silêncio.

Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.-Princípio da Transferência

Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes

11.-Princípio de Unanimidade

Busca convergência em assuntos de interesse geral  apoderando-se do sentimento  produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.

Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência...."

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O nazista da piscina pensa igual ao coxinhas da Paulista.


Fernando Brito, Tijolaço  
"A Folha traz hoje reportagem mostrando que o professor Wandercy Antônio Pugliese está devidamente liberado pela polícia catarinense pra manter a sua piscina decorada com a cruz suástica nazista em sua piscina, em Pomerode.

“Não tem apologia, não tem rede social, não tem absolutamente nada de ilegal nessa história”, disse o delegado Luiz Carlos Gross.

Está bem, embora a Justiça já tenha pensado diferente quando a coleção de objetos nazistas que Wandercy cultuava em sua casa (veja a foto ao lado) foi apreendida e não devolvida, em 2001, como você pode ler aqui


Já disse aqui que é impensável que o sr. Wandercy deixe de ser nazista depois que sai da piscina e se enxuga.

Mas se a piscina dele tem a suástica no fundo é coisa que, além da poluição da água, pouco mal faz.

O que faz mal é pensar como um nazista, muitas vezes sem se dar conta.
Por isso, recomendo que se ouça a entrevista de Pugliesi sobre os 50 anos do golpe (para ele nem golpe) de 1964 e suas comparações com o brasil de hoje.

Quase tudo, sem tirar nem por, igual ao pensamento “coxinha” que tomou conta de boa parte da direita, do tucanato e dos “adoradores de quartel” das manifestações da Avenida Paulista.

Pode ser que, se perguntados, muitos deles rejeitem o nome, os símbolos e um ou outra monstruosidade do nazismo.

Importa tanto quanto a toalha democrática com a qual o sr. Wandercy se enxuga na saída da piscina do III Reich  de sua mente.
O importante é o diagnóstico, os valores, os conceitos e os métodos acusatórios que levam as mentes ao nazismo.

Seria bom que muitos ouvissem Wandercy e comparassem com o que tem ouvido nas redes.

Muito pior que a suástica no fundo de um piscina, é a suástica no fundo do coração e da mente.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Pra frente, Brasil!


Os últimos tempos têm sido pródigos em manifestações violentas sobre os rumos que o Brasil tem tomado sob a orientação trabalhista.
Ao mesmo tempo, os indignados com a "ditadura lulodilmopetista" levantam bandeiras para salvar o país do destino ingrato a que foi condenado desde 2003, quando o "apedeuta" e seu bando concluíram o assalto ao Palácio do Planalto.
Essas bandeiras são inúmeras, pois são desfraldadas por variadas tripulações em busca do tempo perdido. 
Há de tudo nessas naus de insensatos: fascistas, neonazistas, fanáticos religiosos, homofóbicos, preconceituosos de todos os tipos, pré-capitalistas, psicopatas, sociopatas, malandros, vigaristas, políticos profissionais...

Em comum eles têm o objetivo de destruir, arrasar, exterminar todos os avanços que o Brasil teve nesses últimos anos, tanto social quanto econômica e culturalmente.
Para não dizer que exagero, vai aí abaixo uma pequeníssima amostra do que pregam esses notáveis renovadores, esses impolutos profetas dos novos tempos, muitos com títulos pomposos da Academia, incensados, louvados e glorificados pela imprensaempresa que nos mostra o mundo sob a óptica dos alucinados:
- Redução da maioridade penal para 12 anos
- Instituição da pena de morte
- Fim do Bolsa-Família
- Fim das cotas raciais na educação
- Criminalização das relações homossexuais
- Introdução de aulas obrigatórias de religião nas escolas
- Fim dos direitos trabalhistas
- Redução das alíquotas do Imposto de Renda para quem ganha mais
- Privatização da Petrobras
- Privatização do Banco do Brasil
- Privatização da Caixa Econômica Federal
- Saída do Mercosul
- Esfriamento das relações diplomáticas e comerciais com a Venezuela, Argentina e outros países sul-americanos, com a China, Rússia, Índia, Irã e países africanos
- Internet sob controle das teles
- Desregulamentação total do setor de telecomunicações
- Fim de todo diálogo com os movimentos sociais e os sindicatos
- Fortalecimento das Polícias Militares
- Fim do aumento anual do salário mínimo
- Extinção da Previdência Social - ou congelamento do valor dos benefícios
É pouco?
Aguardo, ansioso, dos leitores, mais "medidas" propostas para modernizar o país e apagar todos os "malfeitos" dos "petralhas".
Dá para imaginar o Brasil nas mãos dessa turma?
Vade retro, satanás!

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/03/pra-frente-brasil.html#more

domingo, 13 de novembro de 2011

Fascismo avança em São Paulo

Muro de hospital amanhece com pichações nazistas na zona oeste




Foram desenhadas suásticas e frases homofóbicas no Emilio Ribas
A reportagem flagrou símbolos como a suástica, além de frases homofóbicas, como “Fora bichas”.

vi no Esquerdopata


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BOMBA: EUA cria Conselho dos 13. País se transformará em uma Alemanha nazista




No dia 02 de Agosto de 1934 Adolf Hitler se tornou o führer da Alemanha. [3º Reich]. 02 de Agosto de 2011 é o dia da criação do 4º Reich de Obama. Só coincidência?
No vídeo abaixo, Alex Jones explica como todo o alarde sobre a votação, no Congresso Americano, do aumento do limite de endividamento dos Estados Unidos, não passou de um acobertamento para esconder detalhes que seriam inseridos nesta lei que transformarão o país na futura Alemanha Nazista.
Neste projeto, foram inseridas mudanças que acabaram com o equilíbrio e a fiscalização entre os poderes da república americana. Será criado o Conselho dos 13, que será formado por 6 Deputados, 6 Senadores e pelo Presidente, os quais serão autonomeados.
Somente o Conselho dos 13 poderá apresentar novos projetos de lei para serem votados pelo Congresso. E se o Congresso votar contra um destes projetos, o conselho poderá aprová-lo da mesma forma. Está formada a 4ª instância de poder nos Estados Unidos, que concentrará os poderes de todas as outras instâncias numa tirania cada vez mais escancarada.
Este super comitê ficará encarregado de encontrar uma forma de reduzir o déficit em cerca de US$ 1,5 trilhão. Isso pode vir principalmente pela mudança em programas como Social Security e Medicare e de uma revisão ampla de impostos.
Se o Comitê não conseguir resolver este item, o plano prevê uma redução automática do déficit em US$ 1,2 trilhão, que poderia ser em parte com gastos na defesa e parte em outros gastos, incluindo pagamentos aos fornecedores do Medicare. Os cortes não afetariam programas para população de baixa renda, aposentadoria, Medicaid e outras áreas da saúde.
Veja o vídeo:
No Juízo Final Blog, via Com textolivre

sábado, 13 de agosto de 2011

Documentário: O nazismo sem fantasias



Documentário mostra o fascismo não como sandice tresloucada, mas como brutalidade latente, que se alimenta das mais prosaicas vaidades e mesquinharias humanas.

José Geraldo Couto, editor do Blog do Zé Geraldo

Chegou finalmente ao Brasil, em DVD da Videofilmes, um dos documentários mais extraordinários já realizados, o monumental A tristeza e a piedade – Crônica de uma cidade francesa sob a ocupação (1969), de Marcel Ophuls.

O momento não poderia ser mais oportuno, agora que manifestações de fascismo e intolerância afloram em toda parte, de São Paulo à Noruega.

Pois o que o filme de Marcel Ophuls nos mostra – e é isso que o torna mais assustador – é que o nazifascismo não é meramente uma questão de poder militar ou de uma liderança política ensandecida, como o cinema hollywoodiano nos descreve há sete décadas, mas um fermento cotidiano, uma brutalidade latente que se alimenta das mais prosaicas vaidades e mesquinharias humanas.

Para construir seu rico painel do período da ocupação da França pelos nazistas, Ophuls concentra seu foco na cidade de Clermont-Ferrand e costura de modo sutil e engenhoso uma infinidade de materiais: cinejornais de época (franceses, alemães, ingleses, norte-americanos), fotos, recortes de jornal. Tudo isso é entremeado por depoimentos dos indivíduos mais diversos que viveram aquele momento, de partisans da Resistência a oficiais nazistas, de espiões ingleses a colaboracionistas, de judeus deportados para campos de concentração a comerciantes que se mantiveram “neutros”.

Antissemitismo e aversão aos ingleses
O resultado é eletrizante e causou furor na época de lançamento do filme, por contradizer a imagem que se construiu na França do pós-guerra, de um país que resistira em bloco, de maneira ativa ou passiva, à presença alemã. O que Le chagrin et la pitié mostra, ao contrário, é que a ocupação nazista foi facilitada por grande parte (se não a maioria) dos franceses, movidos por sentimentos como o antissemitismo, o medo do comunismo e a aversão aos ingleses, quando não por interesses materiais mais comezinhos, como vender seus produtos aos invasores alemães ou livrar-se de competidores incômodos no mercado comercial ou de trabalho.

Uma das estratégias críticas mais eficazes do documentário é confrontar a imagem que certos personagens constroem de si mesmos, na tentativa apagar ou atenuar sua atitude de colaboração ou conivência, com documentos de época que contradizem essa imagem: por exemplo, um anúncio de jornal em que um comerciante declarava não ser judeu. Ou então são os próprios depoimentos dos personagens que se contradizem uns aos outros. Em certo momento, o genro do primeiro-ministro fantoche francês Pierre Laval diz que este era um homem cordato e não-repressivo, logo depois que um oficial do exército informa que Laval mandou crianças francesas para campos de concentração alemães.

Nem monstros nem santos
A ironia, por ser sutil, tem sua contundência potencializada. (Michael Moore devia ver esse filme o quanto antes). Os depoimentos falam por si. Entre os mais iluminadores estão os de dois aristocratas franceses, um que aderiu ao nazismo, chegando a lutar na Waffen SS no front oriental, e o outro que se engajou na Resistência. Ophuls deixa-os à vontade para contarem sua história e explanarem suas ideias e sentimentos. Sentimo-nos próximos dos dois. O colaboracionista não é um monstro, o resistente não é um santo. São humanos, como nós, e é isso que inquieta e incomoda. Estamos longe, aqui, da fantasia maniqueísta e apaziguadora de Hollywood.

A dolorosa sinfonia de Max Ophuls termina de modo pungente: logo depois da guerra, num inglês carregado de sotaque, Maurice Chevalier fala ao público norte-americano para explicar sua dúbia atitude durante a ocupação nazista da França. É quase um pedido de desculpas e de emprego. Seria cômico se não fosse trágico.
Abaixo vai o trailer norte-americano (um tanto bombástico e enganoso) dessa obra-prima.



blog limpinho e cheiroso

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Imagens que me Chegam da Palestina Ocupada




Imagine sendo sua filha...

CONFISSÃO DE UM TERRORISTA 
por Mahmoud Darwish

Ocuparam minha pátria

Expulsaram meu povo

Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista


Confiscaram minha propriedade


E a ONU??? Nem aí!



Arrancaram meu pomar

Demoliram minha casa


E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas

Praticaram odiada apartheid

Destruíram, dividiram, humilharam

E me chamaram de terrorista


Assassinaram minhas alegrias,

Seqüestraram minhas esperanças,

Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries

Eles… mataram um terrorista!

Fonte: Blog 5Dias.Net

domingo, 29 de maio de 2011

Mein Kampf - I

Um documentário brilhante e imperdível. Cada segundo deste documentário é uma autêntica filmagem alemã, descoberta dos arquivos secretos da guarda de elite nazista e escondida pelo próprio Goebbels por serem muito fortes.

Minha Luta criou um impacto internacional e foi aclamado como um dos mais incríveis documentários históricos. Criou turbilhões onde quer que tenha sido mostrado e arrancou entusiasmados aplausos e críticas.
Minha Luta vai fundo na ascensão e queda do terceiro Reich e do gênio do mau que o criou. Durante o filme sempre surge a pergunta que vem atormentando as mentes e corações de todo o mundo: Como podem ter deixado isso acontecer?


Veja também: Mein Kampf - II - III - IV - V - VI - VII - VIII - IX - X - XI - XII
PS: Apenas a parte XI não está legendada.

by: Com texto livre

domingo, 10 de abril de 2011

São Paulo me mata de vergonha

blog da cidadania
Ser a única grande cidade brasileira a fazer um ato público de apoio aos delírios nazifascistas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) era só o que faltava para terminar de envergonhar São Paulo diante do país depois de chocá-lo com os reiterados ataques a homossexuais na avenida Paulista, com a segunda pior educação pública do país e com uma polícia que ganha salários piores do que os pagos no Piauí apesar de esta ser a cidade mais rica do Brasil.
Nem no Rio de Janeiro, base eleitoral de Bolsonaro, os degenerados que apóiam suas idéias criminosas tiveram coragem de sair à luz do sol para defendê-lo. Em São Paulo, demonstrando que a burrice paulistana não se resume a escolher os piores governantes locais do país, dezenas de bolsonarinhos foram ao Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, para defender seu ídolo e pregar ódio e intolerância.
Sentindo-se à vontade em uma cidade em que parte expressiva da população pensa como Bolsonaro, a direita racista e homofóbica mostrou a cara no ato público em questão, mas acabou deparando com uma contramanifestação de defensores dos direitos dos homossexuais, um ato corajoso e insensato porque, do outro lado, havia criminosos conhecidos e procurados, o que gerou uma dezena de prisões de bolsonaretes.
Em nenhuma outra parte do país, neonazistas e skinheads, entre os quais devem estar os que vêm aterrorizando homossexuais na avenida Paulista, teriam coragem de sair assim tão abertamente à luz do sol. Alem de dementes, são burros. Mas o ambiente paulistano certamente contribuiu para induzi-los à crença de que não seriam presos mesmo ostentando até símbolos nazistas.
São Paulo me mata de vergonha. A mim e a todos os milhões de paulistanos decentes e normais da cidade. Em que pese que a maioria pensa exatamente como os bandidos que a polícia deteve, os paulistanos de respeito são em número suficiente para povoar várias grandes cidades.
A você, paulistano que apóia Bolsonaro, Serra, FHC, Maluf, Alckmin e outros dinossauros da política brasileira, e que acha que orientação sexual é doença e quer deportar nordestinos, ou que acredita em bater em filhos “gayzinhos” para “curá-los”, imploro que pare de fazer sua cidade passar vergonha ao difundir as tuas idéias doentias.
Acorde, paulistano. Pare de votar em incompetentes como Serra, Kassab e Alckmin só por raiva de “petistas”. A cidade e o Estado estão afundando. Temos os policiais e os professores mais mal pagos do país. A violência cai nos indicadores da Secretaria de Segurança e explode nas ruas. A cidade vira um inferno com a menor chuva.
Acorde, paulistano. Entre no século XXI. Homossexual não é doente, nordestino é tão brasileiro quanto qualquer um e tem o direito de estar aqui. Esses políticos dementes que você está elegendo ainda vão levar a sua vida numa enxurrada ou em um ataque criminoso desses que não param de aumentar. Pelo amor de Deus, reacionário paulistano, pare de envergonhar esta cidade. Nem todos, daqui, têm culpa pela tua burrice.
By: Blog da Cidadania