Mostrando postagens com marcador Amaury Ribeiro Jr. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amaury Ribeiro Jr. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

2011, o ano em que a influência da brasileira morreu


O ano em que um livro desmascarou a imprensa
Balaio do Kotscho

"Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu".

(Slogan de um antigo jornal de São Paulo, nos tempos pré-internet, que ainda inspira muitos jornalistas brasileiros).

Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem a história da velha mídia brasileira, certamente vão reservar um capítulo especial para o que aconteceu em 2011.....

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Com 80 mil cópias, 2ª edição de Privataria Tucana chega na sexta às livrarias




Para desespero de José Serra e desconforto da mídia corporativa, que blinda o ex-governador paulista, o livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., é fenômeno de vendas.
A primeira edição, 15 mil exemplares, esgotou-se no dia do lançamento, 9 dezembro. Na segunda-feira, 12, a Geração Editorial decidiu reimprimir 30 mil. Na terça, subiu para 50 mil. “Mas já aumentamos para 80 mil cópias”, contou-me há pouco Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial. “Elas chegarão às livrarias nesta sexta-feira.”
Tudo isso graças à internet e às redes sociais, já que a grande imprensa com raras exceções tem silenciado sobre o livro.
Aliás, especulou-se muito na terça-feira que a Folha de S. Paulo finalmente publicaria nesta quarta uma matéria sobre o livro. Circulou também a informação de que, Serra, quando soube, teria ligado enfurecido para a direção do jornal, cobrando a não publicação.
O fato é que hoje, quarta, a Folha não veio com matéria sobre A Privataria Tucana. Será que Serra conseguiu “sensibilizar” a Folha com seus argumentos? Ou será que a matéria virá na edição desta quinta-feira?
Sintomaticamente, nesta quarta, a Folha ressuscitou ao “seu estilo” o chamado “mensalão”, para desviar o foco, tentando jogar no ventilador petista o que está abundando no poleiro tucano.
Conversei com Amaury por telefone ontem e hoje. Está bem mais calmo do que dia do lançamento de A Privataria Tucana, quando o conheci pessoalmente.
Viomundo – Só boas notícias?
Amaury Ribeiro Jr. – Por enquanto (risos), sim. Muita gente tem ligado pra dizer, que começa a ler e não parar mais. Isso me deixa muito feliz, porque lavagem de dinheiro é um assunto muito difícil, complexo.
O pessoal da área editorial está espantado com o sucesso vendas do Privataria, já que não teve divulgação na grande imprensa, exceto a CartaCapital, Record News e TV Record. É um fenômeno, um fato histórico. Tudo isso graças à internet, à blogosfera, às redes sociais, que mostraram um poder de fogo, que eu não imaginava que fosse tão grande.
Outra boa notícia é que o delegado Protógenes (PCdoB-SP) já conseguiu mais de 140 assinaturas para criar a CPI da privataria.
Viomundo – E a reação dos tucanos como tem sido?
Amaury Ribeiro Jr. — Engraçado que Álvaro Dias e outros tucanos de alto poleiro, que estão sempre na mídia cobrando ética, lisura dos outros partidos, estão mudos, dizendo que não leram…
O Serra disse ontem que o meu livro “é um lixo”. Os que eles, tucanos, fizeram nas privatizações é que pode ser considerado um lixo, isso sim.
Essa paulicéia desvairada, que se acha mais culta e melhor do que todo mundo, de repente, ficou nua, com as vísceras expostas.
Viomundo – Já recebeu algum telefonema ou e-mail desaforado, ameaçador ou malcriado?
Amaury Ribeiro Jr. – Ainda não. Só reações positivas. Mas não sou bobo. Devem estar preparando um troco para o próximo final de semana.
Viomundo – E, aí?
Amaury Ribeiro Jr. — Estou preparado, tranqüilo, pois tudo o que eu disse tenho como provar.
Viomundo – Grande parte do material que embasou o teu livro foi obtida em decorrência do processo movido contra você por Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi presidente da área internacional do Banco do Brasil na gestão FHC. Para provar que estava dizendo a verdade, você recorreu a um procedimento chamado exceção da verdade. Amaury, por favor, explique para os leitores do Viomundo o que é a exceção da verdade.
Amaury Ribeiro Jr. – É o seguinte. Quando se é processado, você tem o direito de provar que o que está dizendo é verdadeiro. A esse processo se dá o nome de exceção da verdade. Foi o que eu fiz quando o Ricardo Sérgio de Oliveira entrou com processo contra mim por danos morais em função de matérias em que o denunciei. Em função disso, tive acesso a todos os documentos da CPI do Banestado que envolviam o Ricardo Sérgio. Eu ganhei esse processo e parte do material, ao qual eu tive acesso devido ao pedido de exceção da verdade, embasa o meu livro.
Viomundo — Você recorreria novamente a exceção da verdade, para provar que tudo o que está em A Privataria tucana é verdade?
Amaury Ribeiro Jr. – Com certeza! É só me questionarem.
PS1 do Viomundo: Atenção, DENISE INVAMOTO! Você ganhou o Privataria Tucana. Por favor, mande o seu endereço para viomundo1@gmail.com, para que possamos enviar o seu livro.
PS 2 do Viomundo: Como muitos já sabem, um leitor do Viomundo comprou dez exemplares para sortearmos entre vocês. Como ele pediu anomimato, não podemos revelar o nome . Só podemos dizer que o doador é de Minas Gerais e que não é Aécio Neves. Quem quiser participar deste novo sorteio, basta deixar o nome nos comentários.
Conceição Lemes
No Viomundo, 
via comtextolivre

O homem morre pela boca

                                                                              (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O ex-governador paulista José Serra foi sucinto ao ser perguntado sobre o que achava do livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., no qual figura como um dos protagonistas: "Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo."
Junto dele estava seu adversário - ou seria inimigo? - de legenda, o senador mineiro Aécio Neves, que classificou o livro de "literatura menor".
São duas definições interessantes sobre o livro-reportagem, sucesso instantâneo de vendas que narra como um grupo de pessoas ligadas a Serra usou a privatização desenfreada dos anos 90 para embolsar quantias dignas da posição que ocupavam no governo FHC. Desnudam o caráter dos personagens.....

Paulo Henrique Amorim entrevista Amaury Ribeiro Jr

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

“Privataria”. Quero a Ley de Medios do Serjão

O silêncio do PiG diante da roubalheira da privatização do Governo "Cerra"/FHC consagra a “Lei Roberto Marinho” do Poder.
Contava-se na Globo que o Dr Roberto teria pronunciado a seguinte frase: o importante não é o que publico. Mas, o que eu NÃO publico.
(“Publico”, aí, vai de propósito.
Para o Dr Roberto, a televisão “publicava”, porque ele jamais se adaptou à tecnologia da televisão.
O mundo para ele era o impresso – no Globo.)
(Atribui-se ao Dr Roberto também a frase inesquecível: o Boni pensa que isso aqui é um circo. Isso aqui é uma fábrica de poder.)
O PiG resolveu se calar sobre o “Privataria” para exercer o Poder.
Se não publica, não existe.
Ou, como dizia outro campeão da Democracia brasileira, o ACM: se não saiu no jornal nacional, não aconteceu.
Ou, como dizia o Caetano Veloso, antes de se encantar com a Globo: assisto ao jornal nacional para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.)
Isso já era.
Não foi só o Caetano que mudou.
O livro do Amaury provocou, todas as proporções guardadas, uma Primavera Árabe.
É um fenômeno de vendas que o PiG não impediu e ainda não encarou.
Agora, amigo navegante, imagine o que o PiG não mostrou, ao longo desses anos todos de sub-democracia brasileira.
O que o Dr Roberto “não publicou”.
Imagine o que se escondeu.
Não falo da distorção, da parcialidade, do moralismo hipócrita, que fica preocupado com o Lupi, com o Pimentel e deixa o clã "Cerra" roubar a privatização, a MAIOR roubalheira de todas as privatizações latino-americanas.
E leva ao púlpito, o Grão Mestre da Privatização, a Bomba Atômica, aquele que, segundo o Ciro Gomes, num momento de larga generosidade dizia: o FHC não rouba, mas deixa roubar.
Ou, como diz o genial Oráculo de Delfos.
O FHC tomando vinho no primeiro andar, e a turma dele roubando no térreo – e no segundo, terceiro e quarto andares, também.
A Ley de Medios não é necessária, apenas, por causa da parcialidade.
Não só porque o PiG seja a Oposição, como diz a notável Judite Brito, presidente da ANJ.
É o que o plagiador-mor, o Álvaro Dias faz todo dia: lê o PiG no Senado.
É o Catão diaraque.
A questão da Democracia é o que deve, precisa ser publicado.
O que é indispensável para que o cidadão da República se informe: sobre serviços públicos, sobre direitos, deveres.
O ansioso blogueiro foi mexer nos arquivos.
E achou o que se chamou de 5ª versão do “projeto de lei de Comunicação Eletrônica de Massa”.
É a Ley de Medios do Serjão Motta, quando era ministro das Comunicações do Farol de Alexandria.
Serjão morreu, e o sucessor, o Mendonção, enfiou o projeto do Serjão na gaveta.
Dedicava-se aos consórcios “borocochô” do leilão da Telebrás, para poder fazer “do nosso jeito”.
Serjão caiu no escândalo do “se isso der m …”.
Para o lugar foi o Pimenta da Veiga, que, suspeita-se, submeteu 5ª Versão à Globo e a 5ª, a 6ª, a 7ª … – e foi tudo para a gaveta.
Veio o Governo Lula e o projeto do Serjão lá adormeceu.
Faltavam 5 minutos para acabar o jogo, e o Lula encomendou um projeto ao Franklin Martins.
O Franklin fez um projeto muito bom.
Entregou ao Bernardo.
Bernardo disse uns impropérios ao Franklin e escondeu o projeto embaixo da ultima versão do Serjão.
Franklin sai agora pelo Brasil a dizer que a Ley de Medios começa e acaba com a Constituição vigente.
Não adianta.
O Bernardo não se comove.
Já prometeu três vezes – como Pedro – que ia mandar o ante-protejo da Ley de Medios ao Congresso.
E, nada.
Ele está muito preocupado com a eleição para prefeito em Maringá, Londrina, Apucarana…
O PT fez um Congresso para debater a Ley de Medios.
Foi um combate entre o ridículo e o patético.
O PT está há nove anos no poder e ainda tem que debater a Ley de Medios.
Quem está no poder há nove anos não tem mais o que debater.
Tem que exercer o Poder.
Fazer como o Dr Roberto.
O ansioso blogueiro foi à 5ª versão do Serjão.
Diz assim nos “Princípios fundamentais”:
Artigo II:
I – promover a diversidade das fontes de informação;
II – promover a diversidade de propriedade das prestadoras e dos meios de transporte dos serviços;
III – promover o uso dos serviços de comunicação eletrônica de massa como instrumento auxiliar de implementação de políticas educacionais;
VI – garantir ao público o direito de escolha do que quer ver e ouvir;
VI – zelar pela liberdade de expressão e de imprensa no meio eletrônico;
XV – adotar medidas que promovam a competição intra e inter-serviços e a sua diversidade, incrementem a oferta e propiciem padrões de qualidade compatíveis com a necessidade dos usuários.
Pouco antes de morrer, Serjão mandou um bilhete ao Fernando Henrique sobre a proposta da Ley de Medios: não se apequene, sugeriu o Serjão.
Porque não há liberdade de expressão no Brasil.
Porque o Dr Roberto escolhe o que publicar.
Clique aqui para ler o que disse o ansioso blogueiro num seminário de juízes do Rio Grande do Sul: “Na Comunicação, o Brasil é a ditadura perfeita”.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
via com textolivre

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A imprensa blinda Serra. O eleitor, não

Até o momento em que rabisco essas mal traçadas linhas, reina estrepitoso silêncio em torno do livro-bomba de Amaury Ribeiro Jr., nosso companheiro aqui da Record, com novas, sensacionais, documentadíssimas revelações sobre aquele que foi – agora não há nenhuma dúvida – a maior falcatrua com dinheiro público na história recente do Brasil.
Os únicos a quebrar a omertà, a lei mafiosa do silêncio, são a Record e a Record News, que não têm rabo preso com ninguém e noticiaram com o devido destaque, da mesma forma como noticiam os escândalos no governo federal. O livro trata do episódio da privatização das teles no governo Fernando Henrique Cardoso. O mensalão fica parecendo coisa de amadores.
Amaury Ribeiro Jr. é um repórter investigativo de fino faro. Já ganhou o Prêmio Esso de Reportagem, uma espécie de Oscar do jornalismo brasileiro. É um profissional sério e respeitável.
A Privataria Tucana (Geração Editorial) traz 323 páginas de pura nitroglicerina. Entre os protagonistas da trama, avulta a figura do ex-ministro José Serra. Junto com Serra, um pequeno círculo de familiares: a filha, o genro, o marido de uma prima do Serra.
As acusações são pesadas e volumo$a$. Dão conta de movimentações superiores a 2,5 bilhões de dólares, via paraísos fiscais. Propinas, tráfico de influências, fraude em concorrências, espionagem – está tudo documentado.
No eixo das malversações, o conhecido Ricardo Sérgio de Oliveira, caixa das campanhas eleitorais do PSDB.
Em entrevista à Carta Capital – que também teve a coragem de romper a blindagem feita pela grande imprensa em torno de Serra – Ribeiro Jr. destampa um episódio digamos assim fratricida, que exprime bem os métodos políticos de José Serra.
Ameaçado pelo crescimento de Aécio Neves junto às bases do PSDB, o insistente candidato decidiu botar um núcleo de arapongas espionando a vida particular do governador mineiro.
Serra pretendia usar o dossiê numa possível contenda dentro do partido. Quem comandava a operação clandestina era o ex-delegado da Polícia Federal, depois lotado no gabinete do ministro da Saúde, Marcelo Itagiba. (Itagiba, eleito deputado federal pelo PSDB do Rio, em 2006, foi cassado pelo voto em 2010).
Vocês sabem, Aécio desistiu, Serra concorreu e perdeu. Durante a campanha, fez enorme alarde a respeito de um suposto “dossiê” que envolveria sua filha. O dossiê era, na verdade, o livro do Amaury.
Tática preventiva, mas manjada: acusar para não ser acusado, fazer escarcéu para despistar o foco da questão. A imprensa amiga aliou-se prontamente ao candidato anti-Lula.
Amaury, para não ser ver usado no arsenal da sangrenta campanha presidencial, decidiu adiar a publicação do livro – que agora está nas livrarias.
Sobra inclusive para o PT – outro momento fratricida dos muitos a que o PT já se acostumou.
Narra a disputa entre duas facções durante a campanha da Dilma: aquela comandada pelo hoje ministro Fernando Pimentel e a ala aloprada do PT de São Paulo, representada pelo hoje presidente do partido, Ruy Falcão.
Foi a turma de São Paulo quem andou vazando informações à imprensa para detonar os rivais – a velha guerra de ocupação de espaços. Mesmo ao custo de detonar a própria candidatura Dilma.
(Um dos veículos acionados por Falcão foi, acreditem, a revista Veja). O livro é um mergulho no triste Brasil do lodaçal do poder.
Insisto: é curioso o silêncio da grande imprensa. Tão pressurosa em divulgar as mais mirabolantes acusações – por exemplo, aquela história de mala de dinheiro na garagem do Ministério do Esporte, depois desmentida – ela agora trata de proteger o eterno queridinho.
O eleitor, no entanto, está ligado. Pesquisa da Datafolha divulgada ontem, domingo, 11, informa que a rejeição a José Serra pulou para 35% – no caso de ele vir a ser candidato a prefeito de São Paulo no ano que vem.
Serra é, disparado, o mais rejeitado de todos os possíveis postulantes.
Mas ele é tão insistente que vai acabar atropelando seus próprios companheiros de partido e se candidatando a um mandato que, claro, se eleito, não iria cumprir até o fim – mesmo prometendo fazê-lo, com certidão passada em cartório e tudo (como já fez certa vez).
Pelo menos o Serra terá o voto da Soninha.
No Nirlando Beirão

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ricardo Sérgio: “o começo, o fim e o meio”




“Nós estamos no limite da irresponsabilidade”. A frase – que virou símbolo do processo de privatizações conduzido pelo governo de FHC nos anos 90 – foi dita por Ricardo Sérgio de Oliveira, na época poderoso diretor do Banco do Brasil. Não foi dita para qualquer um. Ricardo Sérgio fez a “confissão” a Luiz Carlos Mendonça de Barros, o Mendonção, que presidia o BNDES. Logo depois, em 1998, o telefone de Mendonça caiu (!?) num grampo, e a frase de Ricardo caiu na boca do povo.
Ricardo Sérgio é o ponto de partida para entender o esperado “livro do Amaury”. Como diria Raul Seixas, Ricardo Sérgio é “o começo, o fim e o meio”. É preciso entender quem é Ricardo Sérgio para compreender os negócios e negociatas narrados pelo jornalista.
O “livro do Amaury” tinha virado uma lenda urbana. Na eleição de 2010, Amaury se transformou – de forma involuntária – no pivô de um escândalo: a campanha de Serra (com ajuda da mão amiga da mídia) tentou fazer do jornalista (repórter premiado e respeitado pelos colegas) uma espécie de “araponga” a serviço do PT. Aos poucos, ficou claro que a investigação conduzida por Amaury durante quase uma década tinha começado muito antes da campanha eleitoral. Ele investigara os porões da privatização tucana, como repórter de várias publicações da “velha mídia”. E havia muita coisa estranha apontando para o entorno de José Serra. Em 2010, Amaury avisou: não existia dossiê nenhum para a campanha de Dilma, o que existia era apuração jornalística; e tudo isso ia virar livro.
Desde então, na internet, leitores questionam: cadê o livro? esse livro não existe? o Amaury blefou?
A resposta está aqui, na foto que mostra a capa do livro. “A Privataria Tucana” chegou às livrarias nessa semana, como um roteiro que indica ao leitor: qual os caminhos e descaminhos do dinheiro das privatizações. O livro traz documentos, certidões, passa pelo Caribe, pelos arquivos da Justiça de São Paulo e da CPI do Banestado.
No livro, há evidências apontando as estreitas ligações (coincidências?) entre Ricardo Sérgio e o círculo mais próximo de Serra: a filha Verônica, o genro Alexandre Bourgeois, e o primo de Serra Gregório Marín Preciado.
“A Privataria Tucana” precisa ser decifrado com cuidado. Há um volume gigantesco de informações e documentos. É preciso ler, reler, ir aos documentos reproduzidos no livro, voltar à leitura…
O cipoal de tenebrosas transações passa pelas Ilhas Virgens Britânicas. Ali, Ricardo Sergio mantinha há muitos anos empresas “offshore”. Amaury descobriu que, na mesma ilha e no mesmo endereço (um escritório no Citco Building), o genro de Serra abriu duas empresas offshores, logo depois das privatizações: a Vex Capital e a IConexa Inc. No mesmo endereço, ficava ainda a Decidir – empresa criada (originalmente com sede na Flórida) por Verônica Dantas (irmã do banqueiro Daniel Dantas) e Verônica Serra (filha do ex-governador José Chirico Serra).
Um dado curioso – e certamente ignorado pela maior parte dos leitores: o termo “offshore” tem origem na época da pirataria. Os corsários que se escondiam no Caribe preferiam esconder os tesouros (fruto de pilhagem) bem longe da praia e da costa (em inglês=”offshore”), para dificultar a localização pelos inimigos. O livro de Amaury mostra que há algo em comum nos métodos dos piratas e dos privatas.
Boa parte dos documentos expostos no livro foi obtida por Amaury numa ação judicial em que era réu. Depois de escrever reportagem na revista “Istoé” com acusações contra Ricardo Sergio, Amaury fora processado pelo ex-caixa de campanha de Serra e FHC. No decorrer do processo, obteve a chamada “exceção da verdade”: instrumento judicial que possibilita ao acusado de calúnia ou injúria provar que é verídica a acusação feita. A decisão da Justiça obrigou a CPI do Banestado a entregar vários documentos a Amaury, o que facilitou o trabalho do jornalista na trilha do dinheiro das privatizações.
Entre os papéis liberados pela CPI, estavam documentos sigilosos agora reproduzidos no livro. Ali, estaria comprovado [faço a citação literal do que está à página 137 do livro]: “81% dos depósitos recebidos no exterior pela Franton Enterprises – do ex-caixa de campanha de José Serra, Ricardo Sergio de Oliveira – foram feitos pelo primo político de Serra, Gregório Preciado. Os dados são originários da famigerada conta Beacon Hill. Também nos papéis, a turbulenta situação das empresas de Preciado, os pagamentos que fez e a omissão de Serra diante da Justiça Eleitoral sobre sua sociedade com Vladimir Rioli”.
Ricardo Sérgio – do alto de suas posições no Banco do Brasil – teria ajudado a salvar empresas de Gregório Preciado.
Vladimir Rioli é outro personagem importante. Foi sócio de Serra numa empresa de consultoria, e virou vice-presidente do Banespa (na época um banco estatal, pertencente ao governo paulista, controlado pelos tucanos). Curiosamente, Serra não declarou à Justiça Eleitoral, em 1994, a sociedade com Rioli. Por que? Rioli, segundo relatório da CPI publicado por Amaury, beneficiou as empresas de Preciado em operações financeiras estranhas. Por isso tudo, é importante saber que Preciado teria depositado dinheiro em empresas “offshore” de Ricardo Sérgio…
Mas isso é apenas um detalhe, perto de toda a documentação exposta por Amaury. Ele mostra a sociedade de Verônica Serra com Veronica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro que ganhou muito dinheiro no processo de privatizações) na empresa Decidir.com. Os documentos estão às páginas 190 e 191 do livro.
A leitura, como eu disse, exige tempo. E atenção.
Nos próximos dias, traremos aqui outros textos, esclarecendo pontos específicos do amplo material exposto em “A Privataria Tucana”. O livro foi editado pela Geração Editorial. E já está à venda nas principais livrarias do país.
Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
via Com textolivre

sábado, 23 de outubro de 2010

DEPOIMENTO DE AMAURY JR NA POLÍCIA FEDERAL APONTA - QUADRILHA DE ARAPONGAS TUCANOS E LAVAGEM DE DINHEIRO

Essa não vai dar no Jornal Nacional....

Uma cópia do depoimento do jornalista Amaury Jr. está circulando na Internet. O blog da Dilma  publica na íntegra o assustador documento que mostra o principio de tudo e o desdobramento da trama envolvendo os negócios suspeitos do período das privatizações,até a rede de arapongas que segundo o jornalista, o presidenciável tucano José Serra montou para derrubar Aécio Neves.

E agora José ?
Clique e leia

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Serra testa "vacina-dossiê" contra livro sobre privataria tucana

 Nesta terça-feira (31), o candidato tucano à presidência da República, José Serra, cometeu um ato falho e deixou escapar o que está por trás de toda esta onda que a oposição e a mídia tentam criar em torno da suposta quebra de sigilo fiscal de lideranças tucanas. Ao mencionar o nome do jornalista Amauri Ribeiro Jr, que escreveu um livro com informações bombásticas que provam a relação dos tucanos com corrupção, Serra deu a senha da estratégia oposicionista.

Ficou patente que todo o trololó sobre dossiês é, na verdade, uma forma desesperada do tucanato de vacinar a opinião pública contra as informações estarrecedoras que serão reveladas pelo livro de Amauri