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sábado, 10 de dezembro de 2011

Greenpeace acoberta Chevron e ataca pré-sal



O Greenpeace, grupo financiado pelo cartel das Sete Irmãs, segundo o insuspeito Washington Post, pregou que o Brasil não deve explorar o pré-sal porque “vai poluir o mundo” e o país não pode ver “em suas reservas de petróleo o atalho mais rápido para o desenvolvimento econômico e social”. Para ele, só as petroleiras norte-americanas e europeias podem buscar “atalhos rápidos para o desenvolvimento” e outros expedientes bem ecológicos, como saquear, assassinar, roubar, trapacear e falsificar.

Com certeza ele acha que devemos deixar o pré-sal nas mãos desses mastodontes petrolíferos e nos conformar com o subdesenvolvimento, eternizá-lo. O pré-sal, na opinião dele, é o único que pode poluir, mas as grandes petroleiras norte-americanas e europeias, não. Aliás, o que a British Petroleum (BP), essa grande incompreendida, fez no Golfo do México foi uma grande ação em prol do meio ambiente, colorindo de preto aquelas águas monótonas.....

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Chevron está na marca do pênalti





Do site de O Globo, ontem:



- As melhores práticas internacionais não foram observadas e houve falsidade de informação. Não houve informação on-line e precisa à agência, o que prejudicou o trabalho. A ANP não foi tratada de forma correta pela Chevron – afirmou Haroldo Lima, após reunião comandada pela presidente Dilma Rousseff com a presença dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Celso Amorim (Defesa), além de técnicos.
- A empresa atuou em completa violação ao contrato de concessão e à própria legislação brasileira – reforçou Magda Chambriard, diretora da ANP, em relação à omissão de informações ao órgão regulador.(…)
Magda Chambriard considerou “inaceitável” o fato de a empresa ter fornecido imagens editadas à agência.
-Tivemos de ir até o local para fazer as imagens e ter noção do problema real – afirmou.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também criticou a Chevron pelas informações imprecisas.
- A empresa diz que tem 16 barcos e a gente vai a campo e vê que há três ou quatro – afirma. – Para o governo brasileiro é inaceitável qualquer empresa que forneça qualquer informação que não condiga com a verdade – acrescentou.
Precisa mais?
Multar a Chevron é correto, mas não basta. Até porque ela vai pagar a multa com o dinheiro do nosso próprio petróleo, que sai dali direto para a exportação.
Entre janeiro e julho deste ano, o a Chevron Brasil (?) Upstream Frade Ltda. exportou US$ 802 milhões, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. E vinha exportando cada vez mais, porque só no mês de julho deste ano  foram US$ 204 milhões, contra zero do mês de julho de 2010.

Do Blog TIJOLAÇO.COM

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Esperteza da Chevron

por Fernando Brito

Finalmente hoje, os sites dos grandes jornaispublicam o que já tinha acontecido anteontem à noite e não quiseram publicar com todas as letras.
A Reuters publicou: Chevron assume responsabilidade total por vazamento no Brasil.
O presidente da empresa no Brasil, o americano Charles Buck (foto), afirmou que “a companhia subestimou a pressão do reservatório de petróleo que atingiu com o novo poço exploratório em Frade e superestimou a solidez da formação rochosa no fundo do mar”.
Tradução: não fez a cimentação necessária entre o lado externo do tubo e o furo na rocha, que representa tempo e dinheiro.
Achou que a rocha “aguentava a pressão” que poderia vir de baixo  sem ser apoiada e vedada por cimento – tempo e dinheiro – exatamente como fez a BP no poço onde houve acidente do Golfo.
Aliás, pior, porque a BP mandou embora para casa a equipe da empresa Schlumberger, que ia fazer a verificação da pegado da vedação do cimento (CBL – Cement Bond Log ). Não foi a causa do acidente, mas foi um grave risco descoberto nas investigações. A Chevron nem o cimento pôs.
O senhor Buck encontra petróleo, não Jesus. Não teve uma crise de consciência, nem uma epifania.
Está seguindo os ensinamentos de Neném Prancha: “arrecua  os arfe pra evitar a catastre”.
Sabe que a empresa errou criminosamente e criminosamente mentiu durante dez dias para o país que a recebeu.
Sabe que, se a opinião pública entender o que fizeram, põe essa petroleira para correr daqui.
Não pelo acidente, que merece punição severa. Mas pelo seu encobrimento, que a torna inconfiável para operar em nossas águas.
Agora, a Chevron é “sincera e transparente”. Assume seus erros.
Pretende uma espécie de “confissão premiada”.
Se arrependimento matasse, a Chevron-Texaco estaria vivinha da silva, porque não tem nenhum arrependimento. Sabia da verdade todo o tempo e a escondeu.
Como fez o Nem da Rocinha, tentou escapar na surdina, no porta-malas do silêncio.
Foi pega em flagrante, porque não contava que o silêncio da imprensa é como a rocha que está sob o petróleo: quando a gente fura com persistência, a verdade explode e vaza.
A Chevron vai descobrir que o Brasil não é uma república bananeira.
by: Doladodelá

domingo, 20 de novembro de 2011

WikiLeaks: as conversas de Serra com a Chevron sobre o pré-sal






Folha de S.Paulo – Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal – 13/12/2010


Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal


Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse


Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo


JULIANA ROCHA

DE BRASÍLIA

CATIA SEABRA

DE SÃO PAULO


As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.


É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.


“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.


Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.


“O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”


Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor”, disse.


SENSO DE URGÊNCIA


O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.


O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.


A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.


A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.


Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão.


Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.


Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.


Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.


A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.


Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com preocupação.


O consulado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.


O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.


Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.


Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

by: Coversa Afiada

Chevron assume culpa. Ela escondeu o vazamento

Este senhor, Charles Buck, sabe há dez dias porque o petróleo vazou


A nossa grande imprensa “papou mosca”, de novo. E de novo em um assunto de imensa gravidade.

O presidente da Chevron no Brasil, Charles Buck, disse ontem à noite que a empresa foi culpada pelo vazamento, por não aplicar técnicas adequadas de cimentação do revestimento da coluna de perfuração .
A perfuração foi feita com uma cimentação insuficiente para proteger a rocha em torno dos tubos de revestimento do poço e o petróleo subiu por este espaço, infiltrando-se na rocha e subindo à superfície do solo oceânico.

A revelação está no portal Energia Hoje:

“O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, afirmou nesta sexta-feira (18/11) que a petroleira foi responsável pelo acidente que provocou o vazamento de óleo na última semana no campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo o executivo, a companhia subestimou a pressão do reservatório, provocando o acidente.

“É nossa culpa. Nós subestimamos a pressão do reservatório”, afirmou Buck. “O problema é que a pressão na formação foi maior do que a lama de perfuração poderia suportar. A modelagem do reservatório nos deu a informação incorreta sobre a pressão.”

O poço horizontal de avaliação foi perfurado em lâmina d´água de 1.211 m. O reservatório foi encontrado no dia 7, a 2.279 m de profundidade. Quando a broca perfurou a formação, houve um kick, levando o óleo para dentro do poço em alta pressão.

O poço estava revestido até os 567 m de profundidade. No caminho restante até o reservatório, a rocha tinha fendas, que levaram o óleo até à superfície.

Um dia depois, a Petrobras informou à Chevron que havia identificado uma mancha, confirmada na noite seguinte pela companhia norte-americana. A petroleira levou três dias para identificar o vazamento abaixo do revestimento e, no dia 13, fechar o poço com lama de perfuração de alta densidade. No dia 14, começou a cimentação.

De acordo com Buck, a fonte do vazamento foi fechada no último dia 17, com a cimentação de 350 m de poço. O executivo afirma que o óleo que ainda está chegando à superfície foi liberado antes dessa data.”

Ou seja, a Chevron cometeu erros técnicos básicosconduzindo a perfuração por uma extensão grande demais antes de noca cimentação. E esse erro tem uma básica razão: redução de prazos e custos da operação.

Mas a Chevron cometeu outro erro, mais grave, imperdoável.

A narrativa do presidente da empresa mostra claramente que a Chevron sabia, desde o dia em que foram avistadas as manchas de óleo, a razão do vazamento.

Se é que não sabia antes, porque as manchas foram avistadas pelo pessoal da Petrobras e, aí, não dava mais para ter segredo.

Como não houve vazamento direto pela cabeça de poço, o que é evitado pelo equipamento chamado Blowout Preventer, pode – pode, insisto – ter havido a tentação de imaginar que o fluxo de óleo externo ao tudo fosse ficar retido pelas paredes de rocha e ou não alcançasse a superfície ou vazasse muito lentamente, sem grandes evidências.

Há um erro técnico que deve ser avaliado pelos peritos. Mas há um crime indiscutível de omissão de informações – com a  indulgência da nossa mídia – , crime que é imperdoável, porque evidencia má-fé.

Fonte: Tijolaço 

PF investiga se Chevron tentou atingir pré-sal ao perfurar poço que vazou

Suspeita também é levantada por técnicos da ANP; vazamento no Campo de Frade já dura 11 dias



A Polícia Federal está investigando a possibilidade de a petroleira norte-americana Chevron estar tentando indevidamente alcançar a camada pré-sal do Campo de Frade. Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), que já dura 10 dias. Técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) admitiram nesta sexta-feira, 18, que discutem internamente essa possibilidade. 
Mancha de óleo no mar: estimativa de vazamento é de 200 a 330 barris por dia entre os dias 8 e 15 - Divulgação
Divulgação
Mancha de óleo no mar: estimativa de vazamento é de 200 a 330 barris por dia entre os dias 8 e 15

O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF e responsável pelo inquérito, disse que “uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos”. Os especialistas da ANP suspeitam que o emprego pela Chevron de uma sonda com capacidade para perfurar a até 7,6 mil metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade, é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo.
Além de investigar a hipótese de que haveria em curso, antes do acidente, uma ação exploratória em direção ao pré-sal, a ANP pretende apurar falhas na construção do poço, o emprego de material inadequado e a falta de realização de testes de segurança antes do início da perfuração....

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

IMAGINE O ESCARCÉU DA MÍDIA SE FOSSE A PETROBRAS!


EMPRESA NORTE-AMERICANA CHEVRON VAZA ÓLEO NA BACIA DE CAMPOS

Os dados disponibilizados pela ANP mostram que, dos 20 maiores campos produtores de petróleo no país, três são operados por empresas estrangeiras (Frade-Chevron, Ostra-Shell e Peregrino-Statoil), beneficiadas pela Lei do Petróleo nº 9478/97, do Governo FHC/PSDB. 

Segundo divulgado na mídia, há poucos meses, com fonte nos documentos confidenciais da Embaixada dos EUA desvendados pelo 'Wikileaks', José Serra prometera, caso eleito, favorecer a norte-americana Chevron na exploração do pré-sal em detrimento da Petrobras (ver postagem deste ‘democracia&política’, de sexta-feira, 1 de julho de 2011, intitulada:  “WIKILEAKS REVELA MAIS UM ATO DE TRAIÇÃO DE SERRA”). 

 Sábado (12), “O Globo” noticiou: “Operado pela petrolífera multinacional Chevron [o jornal, cuidadosamente, não explicitou que a empresa é dos EUA], o Campo do Frade continua apresentando vazamento de óleo, na Bacia de Campos. A mancha já chega a 60km2 e os ventos [tucanos?] estão jogando o óleo para alto-mar, reduzindo o risco de chegar à costa.” (págs. 1 e 25). Além de minimizar o problema, todos os jornais tentam enrolar a empresa norte-americana na bandeira brasileira, destacando o seu nome como Chevron "Brasil".

De modo geral, os noticiários da TV e os jornais deram nenhum ou pequeno destaque à notícia do vazamento, sempre diminuindo sua importância e, raramente, mencionando que foi causado pela Chevron, empresa norte-americana (jamais a mídia tocaria no assunto de que a Chevron recebeu promessas de favorecimento por José Serra, caso eleito). 

Imagine o escarcéu da mídia se fosse a Petrobras! Certamente, como em episódios anteriores, estaria criticando, em todos os noticiários e entrevistas, a empresa como 'incompetente', 'poluidora do mundo', 'cabide de empregos' clamando pela sua 'privatização' (na linguagem tucana significa 'venda a preço baixo para estrangeiros')]
A seguir, transcrevo nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República”:

Por meio de nota da Secretaria de Imprensa, a Presidência da República se manifestou a respeito do derramamento de óleo ocorrido no campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo o texto, o governo “está acompanhando e apoiando todas as providências de responsabilidade da empresa Chevron Brasil para interromper o vazamento”.

Leia abaixo a íntegra da nota:
"Sexta-feira, 11 de novembro de 2011


O governo tomou conhecimento do derramamento de óleo ocorrido no campo de Frade, na Bacia de Campos, em um novo poço que estava sendo perfurado pela empresa Chevron Brasil.

O governo, por meio do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Marinha do Brasil, está acompanhando e apoiando todas as providências de responsabilidade da empresa Chevron Brasil para interromper o vazamento.

A presidenta Dilma Rousseff determinou atenção redobrada e rigorosa apuração das causas do acidente, bem como de suas responsabilidades. Independentemente do tamanho do vazamento, o fato deve ser rigorosamente apurado.

Secretaria de Imprensa da Presidência da República” 

FONTE: Blog do Planalto  (http://blog.planalto.gov.br/em-nota-governo-diz-que-esta-apoiando-todas-as-providencias-para-interromper-o-vazamento/) [imagens do google e trecho inicial entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].