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domingo, 15 de março de 2015

Por que a Lua está se afastando da Terra


A Lua se afasta da Terra cerca de 4 cm por ano
"Você certamente não percebeu, mas a Lua está se afastando de nós.

BBC Brasil  

O satélite da Terra está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos.

Sem a Lua, nosso planeta seria irreconhecível. Os oceanos quase não teriam marés, os dias teriam outra duração e nós poderíamos não estar aqui, de acordo com alguns cientistas que acreditam que a Lua foi fundamental para o início da vida em nosso planeta.

Mas como esse afastamento nos afeta e com que rapidez ele está ocorrendo? 

Distância exata

A Lua, como explica à BBC a pesquisadora Margaret Ebunoluwa Aderin-Pocock, do Departamento de Ciência e Tecnologia do University College de Londres, está se afastando da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.

E graças ao pouso na lua da missão Apollo, da Nasa, entre 1969 e 1972, podemos medir essa distância com incrível precisão.

Em três das missões, os astronautas deixaram no satélite unidades retrorefletoras cheias de pequenos espelhos.

Credito: Reuters 

Os astronautas da missão Apollo deixaram pequenos espelhos no satélite que permitem medir a distância entre a Lua e a Terra  

Desde então, os astrônomos têm disparado raios laser em direção a essas unidades refletoras, para manter um registro exato de o quanto a Lua está se afastando.

"Enviamos cerca de 100 quatrilhões de fótons com cada pulso de laser. Se tivermos sorte, para cada pulso que enviamos, volta (à Terra) um fóton", disse à BBC Russet McMilllan, do observatório astronômico científico Apache Point Observatory (APO, por sua sigla em Inglês), localizado nas montanhas de Sacramento, no Novo México (EUA).

Apesar de à primeira vista um fóton parecer pouco, ele é suficiente para medir a distância entre a Lua e da Terra até o seu último milímetro.
No momento em que a BBC conversou com McMillan, a distância exata era 393.499 km, 257 metros e 798 mm.

Por quê?

Esse afastamento se deve à fricção entre a superfície da Terra e a enorme massa de água que está sobre ela e faz com que, ao longo do tempo, a Terra gire um pouco mais lentamente sobre o seu eixo.
Para cada ação há uma reação igual e oposta. Esta é a terceira lei de Newton.

Crédito: Thinkstock
À medida que o movimento da Terra diminui, o da Lua se acelera
A Terra e a Lua são unidas por uma espécie de abraço gravitacional. Então, à medida que o movimento da Terra diminui, o da Lua acelera.

E, quando algo que está em órbita acelera, essa aceleração o empurra para fora.

Efeito

A distância da Lua afeta nosso planeta de várias formas. Para começar, à medida em que a Terra gira mais devagar, os dias ficam mais longos.

Eles já estão mais longos, em dois milésimos de segundo a cada século.


Além disso, os invernos serão muito mais frios e os verões, muito mais quentes.

Isso pode ter um efeito devastador sobre a Terra, ante a dificuldade dos animais em se adaptar a extremos climáticos.

E se a força gravitacional da Lua torna-se mais fraca, as marés na Terra não serão tãoacentuadas.

No entanto, mesmo sem a Lua, existiriam marés - ainda que suaves - pelo efeito do Sol.

No entanto, nenhuma dessas consequências deve preocupar: as mudanças são sutis demais para que possamos testemunhá-los.

A Lua nunca vai escapar da Terra. Mesmo que a Terra continue diminuindo sua velocidade, irá girar na mesma velocidade em que orbita a Lua. Nesse momento, a Terra e a Lua vão chegar a um equilíbrio e a Lua deixaria de se afastar.

Mas, muito antes que isso aconteça, o Sol vai se expandir até virar um gigante vermelho e engolir, no processo, a Terra e seu satélite.

Dito isso, não há necessidade de se preocupar. Ainda faltam cerca de 5 bilhões de anos para isso acontecer."

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Olhe pra cima: Júpiter e Lua cheia dão show no céu noturno!

Quem olha para o céu certamente já reparou. Há alguns dias, um pontinho bem brilhante teima em seguir a Lua durante toda a noite, formando um belo par celeste. Esse pontinho é júpiter, simplesmente o maior planeta do Sistema Solar.

Conjuncao Lua e Jupiter
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A conjunção, momento de maior aproximação visual entre dois astros, ocorreu nesta terça-feira e formou a bela paisagem celeste captada nesta foto, feita a partir do bairro de Vila Mariana, São Paulo.
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, com raio equatorial de 69911 km, enquanto "nossa" Lua tem aproximadamente 1737 km, mas a grande distância entre a Terra e os dois objetos faz o gigante gasoso parecer uma pequena estrela.
No momento do registro, Júpiter estava a 4.34 UA (Unidades Astronômicas) da Terra, o equivalente a 650 milhões de km, enquanto a Lua estava praticamente "ali na esquina", a apenas 400164 km.
Essa descomunal diferença de distâncias explica o porquê o gigantesco Júpiter aparenta ser tão pequenino no céu, cerca de 40 vezes menor que a Lua Cheia.
Embora o momento de maior aproximação já tenha ocorrido, os objetos ainda estão muito perto um do outro e certamente renderá excelentes observações e cliques memoráveis.

Carta Celeste - Conjuncao Lua e Jupiter
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Como achar a Lua e Júpiter
Encontrar os dois astros no céu é tão fácil que seria perder tempo explicando. É só olhar para o quadrante leste nesta quarta-feira a partir das 21 horas e lá estarão eles, lembrando que o Leste é o ponto cardeal aproximado onde o Sol e os planetas nascem.

Durante toda a noite o par celeste estará disponível, desta vez com a participação especial da fulgurante estrela Regulus, a mais brilhante da constelação do Leão.

Bons céus!

No: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Olhe_pra_cima_Jupiter_e_Lua_cheia_dao_show_no_ceu_noturno!&posic=dat_20150204-093826.inc

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A Lua é cinza ou colorida? Afinal, qual é a cor da Lua?


Quando olhamos a Lua aqui da Terra, tudo o que vemos é um astro muito brilhante e acinzentado. No entanto, ao fazermos uma foto podemos perceber que nosso satélite apresenta algumas cores bem características, que nem mesmo a visão mais aguçada é capaz de revelar.
Cores da Lua
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Quando James Lovel orbitou a Lua pela primeira vez em 24 de dezembro de 1968, sua impressão sobre as cores do astro não deixavam dúvidas: "A Lua é essencialmente cinza, sem cor. Se parece com gesso de Paris, uma areia cinzenta", disse ele naquela véspera de Natal.

Nos anos seguintes, quando as missões Apollo desembarcaram na superfície lunar e fizeram diversas fotos em cores, o que se viu foi uma paisagem inóspita, repleta de diversos tons de cinza. A monotonia das cores só era quebrada quando algum objeto terrestre aparecia nas cenas.

Embora tipicamente sem graça, a paisagem lunar não é totalmente desprovida de cores. Vista de longe, alguns tons azulados, alaranjados e avermelhados podem ser observados através de câmeras fotográficas, mesmo que nossos olhos não tenham capacidade para registra-los.

Em algumas regiões, as planícies lunares aparecem vermelhadas e em outras, azuis. O conhecido mar da Tranquilidade é ligeiramente azulado, enquanto a cratera Copérnico apresenta uma ligeira coloração púrpura. Essa diferentes cores são facilmente observadas ao saturarmos uma imagem lunar.

Astronauta na Lua - Apollo 16
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A cores observadas na superfície da Lua revelam as diferentes composições químicas do regolito. os tons azuis correspondem às áreas ricas em óxido de titânio enquanto as regiões alaranjadas ou púrpuras indicam rochas relativamente pobres em titânio e ferro.

Essa possibilidade de registrar as cores da superfície da Lua permitiu aos cientistas a calibrarem as imagens a partir da das amostras coletadas pelas missões Apolo, tornando possível analisar a composição química do nosso satélite através do uso de fotografias terrestres.

Anos mais tarde, em passagem pela Lua, a sonda Galieo enviou diversas imagens de alta resolução, revelando com detalhes extraordinários a composição química do solo lunar.

Faça você mesmo
Você também pode ver as cores da Lua, mas vai precisar de uma boa máquina fotográfica. Ao observar as imagens, sature-as com auxílio de algum programa de edição de imagens, até que as cores sejam perceptíveis. será possível ver os tons azuis e vermelhos exatamente nas mesmas localidades que as da imagem acima.

Depois disso, será possível continuar afirmando que a Lua não tem cor? Você é quem sabe!
Bons céus.


Artes: No topo, foto colorida da Lua feita pelo astrônomo Johannes Schedler, do Panther Observatory. Acima, paisagem registrada durante a missão Apollo 16 mostra o jipe lunar sobre a superfície acinzentada. Créditos: NASA, Apolo11.com.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sabe por que a Lua parece tão grande no horizonte? Ninguém sabe!



Olhar a Lua ou o Sol nascendo é uma espécie de cerimonial. São enormes, imponentes e não tem quem não se encante ou reverencie. No entanto, o gigantesco tamanho desses astros no horizonte não é real. É uma ilusão de ótica, que ninguém sabe explicar seu motivo.

Durante muito tempo, físicos, astrônomos e mais recentemente os neurocientistas vêm estudando esse fenômeno e todos os anos alguém surge com uma nova teoria, rapidamente descartada ou vista com reservas.

Na era pré-fotografia, especulava-se que esse fenômeno era provocado pela passagem da luz pelas densas camadas da atmosfera acumuladas no horizonte e que agiriam como lentes, ampliando o tamanho do Sol e da Lua.

Essa teoria permaneceu viva por muito tempo, até que as primeiras fotos mostraram que essa afirmação era um engano. Ao se tirar diversas fotos espaçadas por alguns minutos, o tamanho do Sol ou da Lua era invariavelmente o mesmo.

Para piorar a situação, ao se medir os discos do Sol ou da Lua com instrumentos de precisão ele parecerão menores quando estão próximos ao horizonte. Afinal, qualquer objeto celeste sempre estará maior quanto mais próximo estiver de nós e quanto mais acima de nossa cabeça, ou zênite, mais perto estará.


Lua Nascendo


Diversas teorias foram propostas, algumas delas totalmente desprovidas de lógica. Outras, um pouco mais técnicas afirmavam que o tamanho variava com a proximidade do perigeu, quando o Sol e a Lua ficam de fatos mais próximos. No entanto, a teoria caia por Terra quando os objetos eram fotografados. Independente da posição do céu que se encontravam, sempre aparentava o mesmo tamanho nas imagens. 

Ilusão de Ponzo

Essa explicação foi proposta pelo psicólogo italiano Mario Ponzo (1882–1960), que sugeriu que a mente humana julga o tamanho dos objetos baseados no plano de fundo. 

Segundo essa teoria, nossa mente interpreta como menor um objeto situado mais próximo e maior um mais distante.

Ilusao Ponzo
Para provar sua teoria, Ponzo propôs um desenho similar aos trilhos de uma estrada de ferro, com duas barras de tamanhos idênticos desenhadas transversalmente sobre os trilhos. 


Como resultado, a barra superior parece maior que a barra inferior, pois o cérebro interpreta as laterais convergentes de acordo com a perspectiva linear, nos dando a impressão que as barras estão recuando e a barra superior está mais distante. 

Embora as duas barras tenham o mesmo tamanho, vemos a barra superior e aparentemente mais distante, como maior.


Ilusao_Ponzo tamnanhos diferentes

Achatamento da Abóbada

A teoria de Ponzo tem diversas variáveis e nem todas amplamente aceitas. No entanto, baseado as ideais de Ponzo foi proposta a teoria do "Achatamento da Abóbada Celeste", magnificamente explicada abaixo pelo grande astrônomo brasileiro, Ronaldo Mourão. 

Segundo o ponto de vista da psicologia, o fundo do céu tem papel fundamental nesta ilusão, nos causando a impressão de que a abóbada celeste não é uma semiesfera, mas uma calota achada no zênite e que se estende em ângulo agudo até o horizonte. Essa ilusão é tão real que o próprio azul, nuvens, constelações, estrelas e planetas parecem incrustados na abóbada celeste. 


A razão dessa impressão provém do fato de não existir nenhuma referência que nos permita estimar distâncias quando olhamos para cima de nossas cabeças. Ao contrário, porém, quando olhamos para o horizonte, nossos olhos contemplam os campos, bosques, montanhas, prédios, colinas e uma série de objetos que nos permite comparações e impressão de distâncias e afastamentos. Dessa forma, o céu no horizonte nos parece muito mais afastado do que no zênite. 


Segundo Mourão, falecido recentemente, quando observamos o céu estrelado projetamos, sem perceber, as estrelas e a Lua sobre essa abóbada celeste achatada por nossa imaginação. Essa ilusão não ocorre somente com a Lua, mas também com as constelações ou com o Sol, que parecem maiores e avermelhados no horizonte. 



Resumindo

 
Até agora, a Teoria de Ponzo é a mais aceita no meio acadêmico, mas por ser altamente subjetiva e praticamente impossível de ser quantizada, a falta de provas concretas a mantêm no rol das propostas possíveis. 


Assim, não existe uma teoria unificada sobre o fenômeno e provavelmente levará muito tempo para o surgimento de uma. 


Bons céus. Com a Lua e o Sol gigantes!

No Apolo11, via http://www.contextolivre.com.br/2014/11/sabe-por-que-lua-parece-tao-grande-no.html

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Novas imagens desmentem teorias que dizem que o homem nunca pisou na Lua


Uma nova imagem do solo lunar mostra o local do pouso das missões da agência espacial Nasa até o local.
É possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro deixado pelo veículo lunar. No vácuo do espaço, o equipamento deixado lá está intacto até hoje.
Com a vitória na corrida espacial, a Nasa abandonou a missão Apollo, e desde 1972 nunca mais voltou à Lua.
A agência espacial americana cortou o seu programa de ônibus espaciais, mas afirma que agora quer voltar ao solo lunar. Muitos duvidam, no entanto, que o governo americano tenha dinheiro e vontade para concretizar o projeto.
Por ora, as imagens servem pelo menos para dispersar teorias que dizem que o homem nunca chegou à Lua e que as imagens famosas de 1969 foram filmadas em um estúdio em Hollywood.
Na BBC

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Lua seria até 140 milhões de anos mais nova


Uma nova análise química das rochas lunares indica que nosso satélite é milhões de anos mais novo do que se esperava – ou que é preciso pensar uma nova teoria para como ele se formou.  
Hoje em dia, a tese mais aceita para a formação da Lua é a de que ela surgiu após o impacto de um corpo do tamanho de Marte com a Terra. No início, ela teria um grande oceano de magma, que esfriou com o tempo.
Análises de rochas coletadas nas missões Apollo indicam que seu surgimento teria ocorrido há cerca de 4,5 bilhões de anos, muito próximo ao do Sistema Solar e da Terra.
No entanto, em um trabalho publicado ontem naNature, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, pesquisadores do Lawrence Livermore National Laboratory , dos Estados Unidos, afirmam que a Lua teria, na verdade, 4,36 bilhões de anos.
Isso significa que ela teria se solidificado cerca de 200 milhões de anos depois do surgimento do Sistema Solar...

domingo, 14 de agosto de 2011

A lua está linda

De tudo
                       Apesar
                                A vida é bela

                                                   E a Lua                                                
                                                             Está linda
                                              Hoje



interrogações

domingo, 3 de julho de 2011

10 fatos sobre a lua que irão surpreender você

Você sabe que a Lua é um pedaço da Terra? E que não há lado escuro também? Quer saber mais? Leia esse artigo e conheça 10 fatos incríveis sobre a Lua.......

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Lua é úmida

Ao contrário do que se pensava, a Lua tem água, e em volume surpreendente. A notícia já começa a mudar os planos para a exploração espacial
Brasil 247

Ao pôr o pé na Lua, em 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar o solo de outro corpo celeste e, como tal, um herói da nossa raça. Mas sua missão envolvia uma tarefa bem mais prosaica: recolher rochas lunares e trazê-las para estudos. Os cientistas queriam saber não apenas detalhes da origem delas, mas também havia ali vestígios de água, uma substância crucial para a pesquisa e a exploração espacial. A resposta foi desanimadora: não havia nenhum sinal do líquido em nosso satélite.

Com o passar do tempo, porém, a certeza dos cientistas sobre a completa aridez da Lua foi dando lugar à dúvida. Suspeitava-se que zonas permanentemente livres da luz solar, como o interior de determinadas crateras, poderiam conter gelo. A água também poderia estar presente no interior de rochas. Em 2008, pesquisadores americanos que utilizaram o método de espectometria de massa de íons secundários (SIMS, na sigla em inglês) descobriram evidências de água em vidros vulcânicos lunares – rochas semelhantes a seixos depositadas na superfície da Lua após uma erupção vulcânica.

Para esclarecer a questão, os cientistas se mobilizaram. A Nasa, agência espacial americana, desenvolveu um radar colocado na sonda indiana Chandrayaan-1, enviada à Lua ainda em 2008, e pesquisadores concluíram em setembro do ano seguinte que os dados coletados pelo aparelho registraram a presença de pequenos filamentos de H2O (a fórmula química da água) em diversos pontos do solo lunar. Alguns dias depois, em 9 de outubro, um pequeno foguete da missão Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCROSS), da própria Nasa, chocou-se contra a cratera Cabeus, de mais de 90 quilômetros de largura, localizada perto do polo sul do satélite. O calor intenso causado pela colisão fez com que grãos de gelo e outras substâncias congeladas por bilhões de anos evaporassem – um processo avaliado em seguida por uma nave maior, cujo destino também foi destroçar-se contra a Lua.

O resultado obtido pela LCROSS endossou os dados da Chandrayaan-1 e do SIMS: a Lua tem água, sim. As primeiras avaliações davam conta de um volume minúsculo, mas perceptível – algo como 90 litros de água. A fim de dar uma noção do volume de líquido estimado, o pesquisador Larry Taylor, da Universidade do Tennessee (EUA), que trabalhou com os dados da Chandrayaan-1, fez a seguinte comparação para a BBC: “Se você tiver um metro cúbico de solo lunar, poderá tirar um litro de água dele.”
Matéria Completa, 
::Aqui::

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novos estudos mostram que a Lua tem núcleo igual ao da Terra

Utilizando modernas técnicas de sismologia aplicadas a antigos dados coletados pelas missões Apollo entre 1969 e 1972, pesquisadores estadunidenses confirmaram que a Lua tem núcleos similares aos terrestres. De acordo com os cientistas, Isso explicaria os sinais de magnetismo encontrados nas rochas trazidas pelos astronautas, além de confirmar que esse campo magnético também seria gerado através do efeito dínamo, da mesma maneira que ocorre na Terra.

De acordo com Renee Weber, ligada ao Centro Marshall de voos espaciais, da Nasa, as descobertas sugerem que a Lua possui um núcleo interno sólido rico em ferro, com cerca de 250 km de raio e um núcleo externo, composto principalmente de ferro líquido com 500 km de raio. O estudo indica que os núcleos também contem uma pequena porcentagem de elementos leves, como enxofre, concordando com as últimas pesquisas sobre o núcleo terrestre e que sugerem a presença de elementos leves na camada ao redor do núcleo interno.
Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram os dados coletados pelos instrumentos deixados na Lua durante as missões Apollo. Entre 1969 e 1972 os astronautas instalaram na superfície lunar quatro sismômetros que registram contínua atividade sísmica até 1977.
Novas Técnicas
Na análise dos dados foram aplicadas as mais modernas técnicas e metodologias sismológicas existentes na atualidade, entre elas o processamento por matriz, técnica que permitiu identificar e distinguir as fontes dos sinais dos abalos lunares. Os cientistas conseguiram identificar como e por onde as ondas sísmicas passaram ou foram refletidas por elementos no interior da Lua, descobrindo a composição e estado das camadas em várias profundidades.
Apesar das sofisticadas missões de imageamento lunar terem feito significantes contribuições para o estudo da topografia, o interior do satélite natural da terra permaneceu sujeito a diversas especulações desde a Era Apollo. Os pesquisadores já haviam deduzido sobre a existência de um núcleo lunar com base em estimativas indiretas das propriedades do interior do satélite, mas muitos cientistas discordavam sobre a existência de camadas, o raio e sua composição.
A principal limitação do estudo sísmico lunar era o forte ruído causado pela sobreposição de sinais saltando repetidamente entre as estruturas da crosta fracionada da lua. Para vencer este desafio Weber empregou uma nova técnica chamada empilhamento de sismograma, uma espécie de particionamento digital dos sinais. O método melhorou a relação sinal-ruído e permitiu que os cientistas tivessem uma visão mais clara do caminho e do comportamento de cada sinal original que trafegou pelo interior lunar.
"Esperamos continuar trabalhando com os dados da missão Apollo para refinar nossas estimativas das propriedades do núcleo e deixar os sinais sísmicos o mais claro possível. Isso nos ajudará ainda mais a interpretar os dados coletados em futuras missões", disse a cientista.
Nova Missão
Uma das futuras missões a que se referiu Webber será a GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory), gerenciada pela Nasa. A missão será lançada este ano (2011) e consiste em duas naves gêmeas que orbitarão a Lua por diversos meses. O objetivo será medir de forma sem precedentes o campo gravitacional da Lua e permitirá aos cientistas responderem questões fundamentais sobre a crosta e núcleo da Lua, revelando as estruturas abaixo da superfície e a história térmica do nosso satélite.
O trabalho de Webber foi publicado essa semana pela revista Science e teve como coautores cientistas ligados às Universidade do Arizona, Universidade da Califórnia e do Instituto de Física do Globo, de Paris.
No topo, o astronauta Buzz Aldrin instantes depois de abrir os painéis solares do sismômetro passivo instalado durante a missão Apollo 11. No centro da foto vemos um refletor de raios laser e a bandeira americana ao fundo.
Crédito: Nasa.
By: Apolo11