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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A NATUREZA DA CRISE POLÍTICO-ECONÔMICA BRASILEIRA E QUE POSTURA A ESQUERDA DEVE ADOTAR FACE A ELA


"Quando o capital se converte em ídolo e conduz as escolhas
dos seres humanos; quando a avidez do dinheiro tutela todo
o sistema sócio-econômico, arruína a sociedade, condena o
homem e o converte em escravo, destrói a fraternidade entre
os homens, coloca o povo contra o povo e, como vemos, põe 
em risco esta terra comum – a Mãe Terra!" (papa Francisco)
.
Vivemos um impasse político-econômico. A Operação Lava-Jato foi capaz de tornar explícita uma verdade histórica guardada a sete chaves, ainda que conhecêssemos sua existência: o organismo institucional estatal brasileiro sempre foi corroído pela corrupção, que avançou agora a níveis antes nunca vistos. 

Qualquer um de nós sabe de uma história envolvendo uma falcatrua desde o mais modesto vereador ou prefeito do mais modesto município até os mais altos escalões da República (aí incluídos os representante dos três poderes).

Mas, a explicitação da crise política, reforçada pela crise moral expressa na corrupção, só se deu devido à péssima conjuntura econômica: caso houvesse satisfação popular, com bons níveis de empregabilidade, aumento de salário real e crescimento do PIB, o poder político já teria sufocado a luta contra a corrupção travada por destacados membros do Poder Judiciário. Exemplos disto são as tentativas temerárias ora em curso.

Quando a economia mostra a sua insustentabilidade, cria-se um quadro de anomia social no qual se atribui culpa a diversos fatores, menos àquele que é sua base primária: a contradição da lógica capitalista em processo, que agora atinge o estágio de necessidade de superação de sua forma e conteúdo. Afinal, não se pode negar aquilo que se defende.

A política conduzida incompetentemente e com níveis de corrupção elevados, como ocorre no Brasil, pode causar sérios estragos à economia; mas a política bem conduzida e isenta de corrupção não pode sanar as contradições próprias da economia em seu conjunto, nem evitar a evolução negativa das relações econômicas. Quanto muito, os governos competentes e bem assessorados transferem para zonas periféricas do capital os infortúnios que são próprios da mecânica funcional capitalista. 

É o que acontece com o Brasil e todos os países periféricos do capitalismo, que agora pagam o pesado ônus da sustentação da decadência capitalista mundial, também presente nos países hegemônicos (estes igualmente definham, mas contam com regalias financeiras salvadoras e, eventualmente governos competentes, assessorados por sábios conhecedores da lógica do capital, além de apresentarem baixas taxas de corrupção interna).
A questão que ora se coloca não é apenas de competência administrativa e de combate à corrupção, que são inegavelmente importantes para a sôfrega continuidade do sistema, mas de compreensão sobre o que está na base dos problemas, que são mundiais.

No Brasil, tais problemas são agravados por uma elite política aculturada nos privilégios e na corrupção, de resto cada vez mais composta por bandidos ignorantes travestidos de homens públicos, e que por isto mesmo não percebem estarem cavando as próprias sepulturas. As invasões das instituições parlamentares e de executivos municipais no Brasil afora são exemplos irrefutáveis da consequência desse estado de coisas. 

Os países ricos (que ora definham) não são ricos por serem sábios, sagazes, e por respeitarem as regras do jogo, evitando e punindo até certo ponto a corrupção interna com o dinheiro público; mas sim porque eles são os beneficiários diretos de um jogo que, em si, é corrupto. As suas condições de cultura científica elevada e domínio da tecnologia de produção proporcionam níveis de produtividade de mercadorias que os fazem ricos à custa dos que não têm os mesmos níveis de produtividade. Uma lógica de corrupção em si. 

Mas, agora, mesmos os ricos veem muitas das suas unidades fabris se deslocando para outros países em busca de mão de obra barata, numa fuga do capital para a frente, pois, na medida em que reduzem a massa global de valor e de trabalho necessário e excedente (que formam a extração de mais valia), anunciam o fim irreversível do capital. 

De resto, lá também ocorrem ebulições políticas cada vez mais visíveis (vide o avanço da direita, fruto do desconforto dos nacionais, saudosos de um passado que não voltará).
.
OS REVOLUCIONÁRIOS E O 
DERRETIMENTO DO GOVERNO TEMERÁRIO

Historicamente é a economia aquilo que dá sustentação aos governos federais. O Panis et circenses acalma a população e, infelizmente, a torna passiva diante da opressão histórica, pois com pouca coisa o capital mantém o seu domínio. Vejamos exemplos recentes:
- o ditador Figueiredo não suportou a vertiginosa queda do PIB havida entre 1981 e 1984 (-1,0% ao ano na média do período) e apressou o fim do regime de exceção; 
- o presidente FHC se elegeu nas asas do Plano Real, concebido por economistas, e que estancou a absurda inflação brasileira do final dos anos 80 e início dos anos 90, sob Sarney e Collor). Quando a inflação voltou e o crescimento do PIB se tornou pífio, o governo neoliberal tucano caiu do ninho;
- o governo Lula somente sobreviveu à crise domensalão graças aos bons e ilusórios números da economia brasileira enquanto o mundo amargava a crise do sistema financeiro de 2008/2009, capaz de ainda eleger Dilma Rousseff, a qual, por sua vez, não resistiu à renitente queda do PIB e foi defenestrada;
- o sistema apostou as suas fichas no presidente Temerário, que contou com o apoio dos segmentos políticos e empresariais para a retomada do crescimento. Sete meses transcorridos desde a posse, a economia não tem dado respostas e já se fala abertamente na sua queda via TSE, por irregularidades e abuso de poder na última campanha eleitoral, caminho juridicamente possível para a perda do seu mandato, ensejando umaeleição indireta (pois o TSE já decidiu que só julgará a chapa Dilma-Temer no ano que vem, com o que caducaria o prazo para a eleição de um ou uma presidente tampão ser direta). 
É natural que este eterno pêndulo da ineficácia seja constantemente objeto de tentativas de conserto ou aperfeiçoamento por quantos querem a permanência do capitalismo e o enxergam como única forma possível de relação social, aí incluídos os partidos socialistas mais ou menos radicais.
Mas, não é natural que tais iniciativas devam constar dos corolários de proposições de quem quer a superação do capitalismo e sua substituição por um modo de produção social que emancipe a humanidade.

Não é uma questão de apostar no quanto pior, melhor, mas sim de optar pelo quanto melhor, melhor.

Por que insistir em curativos diante de uma metástase sistêmica?

Proposições de melhoras econômicas como as que foram apresentadas pelo ministro Henrique Meireles, na tentativa de dar sobrevida ao governo do presidente Temerário, não passam de movimentos desesperados num terreno de areia movediça; ainda que possam alongar a agonia, terminarão por se evidenciar como insustentáveis, porque inseridas na imanência de um sistema que faz água estruturalmente. 

Assim, por que quem almeja a superação dos problemas estruturais e não consertos paliativos deveria participar de proposições dentro da imanência capitalista? Não há nenhuma razão para tanto.

A estes últimos somente cabe:
- a denúncia da farsa dos remédios institucionais e econômicos paliativos; 
 - a denúncia das medidas de austeridade que sacrificam o povo, impingidas como remédio amargo para a solução de problemas de base que, na verdade, são insolúveis dentro da imanência capitalista; 
- o abandono da participação parlamentar e de cargos executivos que apenas legitimam o conservadorismo de um Congresso eleito mediante práticas viciosas, denunciadas todos os dias pela grande mídia. Ao serem obrigados a administrar a crise do capitalismo da esfera estatal, tomando atitudes anti-povo, os governantes de esquerda só colhem descrédito e desmoralização;
- a afirmação paulatina de práticas fora da lógica de mercado; 
- o apoio a quem defende a liberdade e os direitos civis (ainda que sejam iludidos com o capitalismo) e que estejam sendo perseguidos;         
- a defesa de conceitos educacionais pela grade escolar básica, acadêmica e popular, que sirvam de elemento de conscientização popular sobre a essência dos males sociais e formas de sua superação; 
- o reforço das lutas dos trabalhadores, demonstrando que a saída é a própria negação da condição de trabalhadores e do trabalho como categorias capitalistas formadoras do capital privado ou estatal, afirmando que a produção deve estar voltada para a satisfação de suas próprias necessidades e das necessidades coletivas;  
- a denúncia dos crimes ecológicos como a poluição dos rios, lagos e oceanos, a emissão de gases que provocam o catastrófico e ecocida aquecimento global, etc.; e. por fim,
- a defesa de atitudes de afirmação da vida e da liberdade.(por Dalton Rosado) 
 https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/12/a-natureza-da-crise-politico-economica.html

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Reinventado a história: o mito da estabilidade no governo FHC


Efeméride convocada no Senado na semana passada comemorou o aniversário do Plano Real. Um importante plano que debelou a hiperinflação, mas que abriu também caminho para implantação plena às chamadas políticas neoliberais de abertura e desregulamentação. Entretanto, o Plano não trouxe estabilidade monetária e financeira para o país, como muitas vezes se divulga. O Plano trouxe, juntamente com as políticas neoliberais, elevados custos relativos à estagnação econômica, bem como os relativos ao endividamento público.
Na homenagem do Senado os oradores tentaram sucessivamente vincular o sucesso do Real ao próprio governo FHC e suas políticas neoliberais. Nessa tentativa, os oito anos de FHC, no pós-Real foi “reinventado” como um período de estabilidade monetária e financeira para o país.
Vejamos como o exame das variáveis de taxa de inflação, taxa cambial e taxa de juros mostram como os governos FHC não trouxeram nenhuma estabilidade à economia, nem mesmo a monetária.
Restabelecendo a história: a continuidade da instabilidade monetária pós-Real
Comecemos pela suposta estabilidade monetária. O que se alega é que o Plano Real, além de eliminar a hiperinflação, criou uma moeda de valor estável, o que já se revelou nos oito anos dos governos FHC.
Primeiro vejamos como o Plano Real funcionou. A ideia do Plano na verdade nada teve de original: depois de alinhar os preços com a URV (unidade referencial de valor, essa sim uma boa ideia), apenas atrelou a nova moeda, o real, ao dólar, praticamente ao par (um por um). Com isso houve uma súbita valorização da nova moeda, tornando os bens importados ainda mais baratos.
O custo da manobra, no entanto, foi a imediata supervalorização da moeda, acompanhada por uma elevação das taxa de juros a níveis estratosféricos (na virada de 1994/95 chegou a 60% ao ano) para atrair dólares.
No entanto, a taxa de inflação pós-real se manteve longe da estabilidade. Em 1995, a taxa foi de 22%, e continuou variando 9% ao ano, em média, até 2002. No primeiro governo, a inflação já tinha acumulado 43%. Somando os dois governos, o acumulado chegou a 100%. E pior, ao acabar o período, em 2002, a taxa tinha voltado a uma inflação de dois dígitos, marcando 12,5% e subindo. Só para comparar, o acumulado de oito anos de Lula foi de 56% e os quatro de Dilma chegaram a 27%.
Essas elevadas taxas de inflação prejudicaram a estabilidade cambial, desafiando até a incrível taxa de juros real adotada, que terminou gerando apenas riqueza financeira para os mais riscos e reduzindo o investimento produtivo.
Restabelecendo a história: instabilidade e colapso cambial
Analisemos agora o comportamento da taxa de câmbio. Ela afeta ao mesmo tempo a moeda, o crédito e o nível de atividade econômica. E, nas economias periféricas, é uma variável que é capaz de levar um país à bancarrota.
Com o real atrelado ao dólar, a taxa cambial iniciou 1995 em R$ 0,84 o dólar, uma taxa muito valorizada, como já vimos, para deter a hiperinflação.
Mas junto com os preços das importações, também caiu a produção interna e abriu-se um déficit crescente nas contas externas. Essas contradições do Plano Real impediram a manutenção estável do câmbio, que foi sendo desvalorizado continuamente até já ter perdido 43% de seu valor até 1998. Como a taxa inflacionária manteve-se maior que a desvalorização do câmbio, o governo acabou por não conseguir controlar nem o câmbio, nem o déficit externo e nem o fluxo especulativo de dólares atraído pelos juros estratosféricos. E sobreveio a debacle.
Em janeiro de 1999, o Brasil quebrou pela primeira vez na mão de FHC. As reservas em dólares se evaporaram e o real se desvalorizou, com sua taxa chegando até quatro reais por dólar.
Sumiram os dólares, ficamos sem crédito externo para manter as importações, mas as dívidas cresceram. O país só saiu da bancarrota graças a empréstimos do governo americano e outros apoiados pelo FMI. A maxidesvalorização em 1999 acabou por atingir 40%. O governo brasileiro e sua moeda não tinham mais confiança externa. Muito longe já estávamos de qualquer estabilidade monetária e financeira.
Porém, um novo desastre já estava a caminho. A economia estagnada, uma moeda nacional com valor instável, sempre com tendência de queda, e baixo nível de reservas tornaram o Brasil outra vez alvo fácil da especulação cambial. A partir de maio de 2002, sobreveio novo ataque especulativo contra o real. E o Brasil quebrou pela segunda vez na mão de FHC.
De novo, nossa moeda se desvalorizou fortemente, chegando a mais de três reais o dólar. Ficamos mais uma vez sem dólares e sem crédito externo. Outra vez o governo FHC e o Banco Central perderam o controle monetário e cambial. A salvação veio com o FMI: outro financiamento de emergência foi arranjado, muito maior que o de 1999. Mas dessa vez ele veio o junto a exigência de monitoramento trimestral, tendo em vista o descrédito da economia e do governo.
A incrível taxa de juros estratosférica
Por fim temos a variável da taxa de juros. Foi exatamente nos primeiros anos do Plano Real que nossa economia se consolidou como a campeã mundial de taxas de juros reais elevadas e perenes. Passamos a ser a economia bizarramente mais juros-dependente do mundo. Uma rara anomalia que bem longe está de qualquer definição de estabilidade financeira. A parte mais pesada da herança deixada ao Brasil pelas políticas neoliberais de FHC.
As taxa Selic que iniciou 1995 a 60% ao ano, só caiu abaixo de 40% em 1998. E abaixo de 30% ao ano em meados de 1999. Em apenas dois anos os credores da dívida pública federal dobraram seu investimento, e em quatro anos o quintuplicaram. O total da dívida pública líquida se multiplicou durante oito anos, saindo de apenas 37% do PIB, em 1994, para mais 60% em 2002. Nunca um país viu sua dívida pública subir dessa forma em tempos de paz.
A conjunção de elevadas taxa reais de juros, instabilidade econômica e vasta fraude bancária detonou, em 1997, a maior crise bancária do século 20. Neste ano, três dos dez maiores bancos do país quebraram (Banco Nacional, Mercantil de Minas e Bamerindus). O que desencadeou também o maior resgate público de investimentos privados depositados já visto no Brasil.
Uma realidade bem infeliz
O país entregue ao governo Lula, em 2003, foi um país em situação de instabilidade cambial crônica, inflação em alta, sem crédito externo e sem reservas próprias de divisas.
Os números desagradáveis aqui expostos contam uma história bem diferente da inventada “estabilidade monetária e financeira” trazida pelo Plano Real e vivida durante os governos FHC. Esses números são facilmente acessíveis em sites como Ipeadata, Banco Central e IBGE. Não são nem nunca foram secretos. Qualquer um pode obtê-los.
Transformar essa verdade de oito anos de instabilidade monetária, colapsos cambiais e bancarrotas nacionais em uma rósea paisagem de estabilidade parece ir bem mais longe do que uma reinvenção da história, beira mais a simples fraude.
http://renatorabelo.blog.br/2015/07/22/lecio-morais-reinventado-a-historia-o-mito-da-estabilidade-no-governo-fhc/

terça-feira, 5 de julho de 2011

FHC usurpou até o velório de Itamar

A pequenez humana nunca deixa de surpreender. E certas pessoas nunca decepcionam nesse quesito.
Foi assim durante o primeiro dia útil da semana. Os telejornais exibiram uma cena patética de políticos tentando faturar mais um defunto, pois, como se sabe, todos são santificados na partida final, ainda mais quando não se deixou para trás uma história desabonadora, como é o caso de Itamar Franco.
Como que se cumpriu uma profecia: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o homem que há 17 anos reivindica para si a autoria do Plano Real, não perdeu a oportunidade de usurpar até o velório daquele de quem tanto usurpara em vida.
Notícia veiculada pelo Terra Magazine, de Bob Fernandes, no meio da tarde desse dia triste em que o Brasil se despediu de um homem que pegou uma literal bomba nas mãos e fez dela fogos de artifício, dava conta de que FHC, no velório de Itamar, voltou a reivindicar para si o que jamais lhe pertenceu.
Eis:..........

Herança de Itamar para FHC

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Histórias do PIG para boi dormir



Por vezes incontáveis a grande imprensa repisou uma história sobre que uma maioria expressiva da sociedade rejeita mesmo depois de tanto tempo sofrendo esse bombardeio opinativo que visa reverter-lhe a percepção. Tendo as Organizações Globo, o Grupo Folha, o Grupo Estado e a Editora Abril à frente, esse movimento “jornalístico” tenta convencer os brasileiros de que o governo anterior do país, presidido por Fernando Henrique Cardoso, tem a maior parte do mérito pelos sucessos deste governo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O real da miséria e a miséria do Real





Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). Os números desmentem categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos. O artigo é de Antônio Lassance.
Para ampliar a visualização do gráfico clique aqui.

O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria.

Por trás da humilhação de FHC

Não posso dizer que tenha ao menos um laivo de simpatia pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sua passagem pela Presidência da República foi um desastre para mim e para muitos outros brasileiros. Não é à toa que as pesquisas de opinião mostram que ele é repudiado pela maioria absoluta dos brasileiros.