Mostrando postagens com marcador Fukushima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fukushima. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

História em quadrinho previu acidente de Fukushima 23 anos antes

Vinte e três anos antes do maior acidente nuclear no Japão, que aconteceu em março na usina de Fukushima, a desenhista Ryoko Yamagishi já previa o desastre. Em um mangá – histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês – preto e branco de 46 páginas, a autora relatou a chegada de uma grande crise nuclear no país.
Com o nome de Phaethon, que na mitologia grega é o filho de Helios – deus do sol – que colocou a terra em perigo, o mangá antinuclear foi inspirado na tragédia de Cherlobyl, que aconteceu cinco anos antes da publicação, segundo Yamagishi.
Em entrevista ao jornal El Pais, a autora contou que depois do acidente nuclear na Ucrânia ela ganhou dimensão do que realmente significava a energia nuclear. Questionada sobre a relação com Fukushima, Yamagishi afirmou que realmente já havia pensado sobre o risco de ocorrer um acidente na região quando escreveu o mangá, mas que nenhuma autoridade assumiria a possibilidade.
Entretanto, após o terremoto e o tsunami que atingiram a região e provocaram o acidente nuclear seu mangá foi lembrado imediatamente. De acordo com Yamagishi, em 1988, quando a história foi escrita, 70 mil cópias do mangá foram vendidas. Após o acidente, porém, mais de 200 mil pessoas já leram o conto que agora está disponibilizado na internet.
Sobre a política energética japonesa, a autora do mangá que adiantou a tragéria alerta: “os reatores nucleares deveriam ser fechados um a um desde já e substituídos por mecanismos de energia solar, hidráulica e geotérmica”.
O link está aqui (mas sem tradução)http://usio.feliseed.net/paetone/_SWF_Window.html
by: hupomnemata

domingo, 20 de março de 2011

Japão: 65 anos depois, o que aprendemos?



Uma advertência ao mundo

A era nuclear iniciou não muito longe de Fukushima, quando os EUA se converteram na primeira nação na história da humanidade a lançar bombas atômicas sobre outro país, duas bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki, matando centenas de milhares de civis. O jornalista Wilfred Burchett foi o primeiro a descrever a “praga atômica” como a chamou: “nestes hospitais encontro gente que, quando as bombas caíram não sofreram nenhuma lesão, mas que agora estão morrendo por causa das sequelas”. Mais de 65 anos depois de Burchett escrever sua advertência ao mundo, o que aprendemos de fato? O artigo é de Amy Goodman.

Ao descrever a devastação em uma cidade do Japão, um jornalista escreveu: “É como se uma patrola gigante tivesse passado por cima e arrasado tudo o que existia. Escrevo sobre estes fatos como uma advertência ao mundo”. O jornalista era Wilfred Burchett, que escrevia desde Hiroshima, Japão, em 5 de setembro de 1945. Burchet foi o primeiro jornalista do Ocidente a chegar a Hiroshima após o lançamento da bomba atômica. Informou sobre uma estranha enfermidade que seguia matando as pessoas, inclusive um mês depois desse primeiro e letal uso de armas nucleares contra seres humanos. Suas palavras podiam perfeitamente descrever as cenas de aniquilação que acabam de se verificar no noroeste do Japão. Devido ao agravamento da catástrofe na central nuclear de Fukushima, sua grave advertência ao mundo segue mais do que vigente....