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terça-feira, 4 de agosto de 2015

O que provoca deslizamentos de terra?




Os deslizamentos de terra, assim como as avalanches, podem ocorrer naturalmente ou como resultado de atividades humanas. Os gatilhos meteorológicos podem algumas vezes a causa do afundamento ou deslizamento de terra e do solo que acontece durante um deslizamento. Diferentemente da maioria das avalanches, os deslizamentos de terra podem ser muito lentos.
Em geral, os deslizamentos de terra são definidos como grandes quantidades de rocha e terra que se movem por uma encosta de terra sob a força da gravidade da Terra. O gatilho e o tipo de deslizamento de terra muitas vezes determinam a velocidade.
Por exemplo, um deslizamento de terra de detritos geralmente é causado quando uma encosta instável, com muitas plantas, é rapidamente saturada com água. A saturação pode ocorrer tanto por meio de inundação de um rio ou uma corrente de água próxima quanto por meio de precipitação intensa. O campo de detritos pode se mover muito rapidamente (até 20 km/h) e pode acelerar à medida que coleta mais detritos em seu caminho morro abaixo.
O mecanismo de interrupção da estabilidade de encostas é semelhante ao de muitas avalanches. O solo é frequentemente poroso (como a neve) e existe em camadas de densidade variáveis e materiais sobre as montanhas e encostas. Um gatilho comum para deslizamentos de terra é a chuva torrencial. Como o solo em uma encosta fica saturado com a umidade, ele começa a se enfraquecer e a se mover de forma fluida, levando tudo à sua volta por um caminho lamacento. O que é deixado para trás é o leito de rocha mais estável que fica em baixo. Terremotos e erosão também podem acelerar o processo de deslizamentos de terra, muitas vezes mudando a paisagem completamente.
Alguns fatores humanos que podem contribuir para a redução de estabilidade de ladeiras ou iniciam deslizamentos de terra incluem: Construções, explosões durante mineração, vibrações de máquinas ou de tráfego de veículos e desmatamento.
Deslizamentos de terra também podem ocorrer debaixo da água nos oceanos e lagos. Um rápido deslizamento de terra sob a água pode deslocar um grande volume de água a uma taxa suficientemente elevada de tal modo que a água ao redor não possa absorver eficientemente a energia — o que resulta em um grande acumulo de água na superfície sob a forma de uma onda enorme. Também conhecido como deslizamentos de terra submarinos, um deles que ocorreu perto do estado do Alasca, em 1958, causou uma onda com uma amplitude superior a 500 metros.

Curiosidades sobre deslizamentos de terra:
  • Um deslizamento de terra típico viaja a 16 quilômetros por hora, mas pode exceder 56 quilômetros por hora.
  • Todos os anos, deslizamentos de terra nos EUA causam cerca de US$ 3,5 bilhões em danos e resultam em 25 a 50 mortes.
  • A erupção de maio de 1980 do Monte St. Helens causou o maior deslizamento de terra da história. Uma avalanche de detritos pedregosos grande o suficiente para encher 250 milhões de caminhões viajou cerca de 23 km, destruindo nove viadutos, inúmeros edifícios públicos e privados e muitos quilômetros de rodovias, estradas e ferrovias.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tsunami no Japão e chuvas no Brasil

A tragédia no Japão obriga a reflexão sobre como é absurdo que morra tanta gente no Brasil por conta de meras chuvas. Até agora, naquele verdadeiro holocausto, foram contabilizadas pouco mais de três centenas de mortes e várias centenas de desaparecidos. O número de vítimas fatais pode até subir, mas mesmo que duplique, triplique, quintuplique, diante das cenas que se viu parece “baixo”, por mais absurdo que pareça.
Para tanto, basta comparar com o que acontece no Brasil por conta de meras e previsíveis chuvas, eventos climáticos para os quais existe vasta tecnologia para as autoridades anteciparem a ocorrência e retirarem as vítimas das áreas de risco.
Para mensurar a diferença entre viver em um país como o Japão e em outro ainda incivilizado como o nosso, basta olhar para a quantidade de mortes que o período de chuvas causa por aqui todos os anos. Só na capital paulista, no início de 2010, morreram 78 pessoas por causa das enchentes – afogadas ou soterradas. Neste ano, no período de chuvas, no Brasil todo ocorreram mais mortes do que as confirmadas até agora no Japão.
Outra forma de mostrar a capacidade que providências do Estado têm para minimizar o número de vítimas de catástrofes naturais é comparando o número de vítimas do tsunami que atingiu a Indonésia em 2004 com o das que são previsíveis no Japão ao fim da contabilidade macabra que o país terá que fazer. Em 2004, foram mais de 200 mil; no Japão, agora, não se imagina nem 10% disso, apesar de eventuais diferenças entre tragédias.
Ao fim desta reflexão, é inevitável enveredar pela questão política. A grande diferença entre um país como o nosso e um país como o Japão é a de que naquele país TODOS os cidadãos contam, enquanto que no Brasil não só o Estado como a própria sociedade não consideram inaceitável a perda de qualquer brasileiro. Aqui, neste país atrasado, só as vidas de alguns contam quando o Estado tem que investir para evitar catástrofes.
blog da cidadania