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sábado, 19 de novembro de 2016

A arte de dialogar com quem fala por clichês

A difícil arte de argumentar com quem está limitado por uma bolha de intolerância e de ignorância onde só há espaço para odiar, gritar e julgar. Todos os clichês escolhidos para compor o diálogo abaixo são reais. Qualquer semelhança com o seu dia a dia não é mera coincidência

clichês de direita charge
(Charge: Vitor Teixeira)
– Petralha! Petralha!
– Desculpe, é comigo?
– Petralha imundo! Desgraçado! Corrupto! Boçal! Seu idiota intolerante!
– Acho que você está me confundindo. Votei no Eduardo Jorge no primeiro turno e no Aécio, no segundo.
– Vermelho é a cor dos comunistas do PT!
– Mas eu votei no Aécio!
– Comunista assassino! Defensor de ideologia genocida!
– Meu amigo, nem eu sou do PT, nem vermelho é monopólio de comunista, nem sou comunista, nem o PT é comunista. Aliás, nem o PT é de esquerda mais.
– Vermelho é comunista!
– Claro, Papai Noel veste vermelho por conta de uma marca de refrigerantes que está tramando a revolução.
– Você tá num país livre! Cala a boca e volta pra Cuba, seu cretino!
– Voltar como se eu não vim de lá?
– Vai morar na Venezuela, na Coreia do Norte.
– Não consigo nem tirar um final de semana para descer para Mongaguá, que dirá Venezuela…
– Tenho ódio de vocês! Se você gosta de pobre, por que não viver com eles? Mas o circo está fechando! Seus amigos vão todos parar na Papuda!
– Não, meus amigos vão todos lá para a Vila Madalena, hoje à noite, porque tem roda de samba no Ó do Borogodó.
– Então, você aprova o mensalão!
– N ão, aprovo o samba.
– Tô cansado de tudo isso! Tô cansado de vocês afundarem o Brasil com o dinheiro dos meus impostos!
– Meu amigo, acho que você não está bem. Você tá ficando vermelho…
– Cala a boca! Vermelho é cor de comunista!
– Meu Deus…
– Se eu não fosse alguém de paz, já teria te enchido de porrada para parar de falar mentira. O PT é que criou a pobreza, a divisão entre ricos e pobres e a luta de classes.
– Não sou petista, mas desconfio que isso seja um pouco mais antigo. Quando eu falo com meus alunos…

– Seu bandido! Os comunistas colocaram representantes nas escolas para doutrinar nossas crianças! Você deveria ser preso! Morra! Moooorraaaaaa!
– Como na época da ditadura?
– Saudades da época em que comunistas não podiam nos fazer mal. Deve estar ganhando um por fora para defender a Petrobras, mensaleiro dos infernos, ladrão, corrupto!
– Se tivesse, acha que estaria a pé para economizar o dinheiro do bumba?
– No dia em que os militares restituírem a ordem você vai ver. Vai ser o primeiro a ser preso para parar de roubar os cofres públicos! Vamos acabar com todas essas bolsas-esmolas e botar o povo no eixo, fazê-los trabalhar, que é trabalhando que se conquista a dignidade.
– Arbeit macht frei?
– O governo controla minha liberdade de expressão, não posso falar o que penso mais! Sou censurado!
– Imagina se pudesse.
– O Brasil está acabando.
– Nisso concordamos.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/11/arte-de-dialogar-com-quem-fala-por-cliches.html

quinta-feira, 17 de março de 2016

ÉTICA, JUSTIÇA E ÓDIO NÃO SÃO SINÔNIMOS

montagem_golpistas
Foto: da esquerda para a direita em sentido horário manifestação nazista da Alemanha pré-hitlerista, manifestação de 13 de março de 2016 na Paulista, saudação de grupo em Santa Catarina em 13 de março de 2016, e saudação da juventude nazista em homenagem a Hitler.

Tenho visto demasiado ódio para querer odiar
(Martin Luther King Jr.)

Ética é uma palavra de origem grega, e pode ser considerada como uma parte da filosofia que estuda os princípios morais que orientam a conduta humana. Na sua utilização usual, ética e moralidade são palavras que se confundem e tratadas como sinônimos. Ser ético significa ter o comportamento conduzido por determinados valores. É um atributo pessoal, individual, e não um propósito de julgamento. Exatamente por isso que Kant afirmava que a moral é autônoma, enquanto o direito é heterônomo. Ou seja, a ética, como sinônimo de moral, é uma forma de conduzir o seu próprio ser, e não um mecanismo para conformar os outros.
A justiça, por outro lado, também carrega elementos de natureza moral, muito embora a sua execução ultrapasse os limites interiores do indivíduo. Isto quer dizer que justiça pode ser considerada como uma construção coletiva, baseada em valores éticos e morais mediados por um consenso. Se tais valores foram construídos numa sociedade com diferença de poder entre os indivíduos, sem elementos de equiparação ou equidade, há uma tendência a injustiça, como observamos em regimes ditatoriais e escravagistas.
Ser justo, portanto, significa, entre outras coisas, mediar valores, respeitar diferenças e buscar alternativas construídas de forma coletiva. Todavia, em momento algum podemos confundir justiça com direito, muito embora o último deva ser orientado por conceitos de um ideal de justiça.
É importante destacar o papel da política como elemento de mediação da justiça, pois é o ser político voltado à construção de ideias e argumentos racionais que conforma as Leis e estuda modelos de outras sociedades que possam ser transpostos para a sua esfera vivenciada. Neste sentido, queremos nos afastar, e muito, de Carl Schimdt, jurista alemão que aderiu ao nazismo e via no direito uma atividade estritamente política, permitindo um linchamento de opiniões diferentes do modelo dominante por uma opinião pública pré-construída.
O ódio, por seu turno, é uma antítese integral dos outros dois conceitos. É, de forma sintética, um sentimento de profunda antipatia, desgosto, aversão, raiva, repulsa a alguém ou alguma coisa. É uma concepção de mundo que pode ser construída racionalmente, com o objetivo de manipular comportamentos, ou de forma inconsciente, baseada em medos e preconceitos. Aliás, o medo e o preconceito são os principais parceiros do ódio. Uma sociedade controlada pelo ódio normalmente elege inimigos e os fixa como alvos. Foi assim durante a inquisição frente aos “não católicos”, durante o nazismo frente aos judeus, ciganos, comunistas, homossexuais, deficientes físicos e ciganos, e durante as ditaduras militares latino-americanas contra “os comunistas”.
Um traço marcante das doutrinas marcadas pelo ódio é o maniqueísmo construído no senso comum de forma inconsciente. Não se busca justiça com o ideal de equidade, mas o “justiçamento”, o linchamento público e a destruição de imagens públicas sem o domínio de elementos probatórios materiais ou razoáveis. Trata-se de uma guerra de aniquilação contra os “outros” (os diferentes).
A alienação coletiva de grupos ou segmentos da sociedade, aqui tratada a alienação como perda de identidade entre os argumentos utilizados e os fatos ou as normas, também é uma forma de imposição de regime de ódio.
E foi exatamente por isso que observamos no dia 13 de março de 2016 na Avenida Paulista, Copacabana, Brasília e outros locais, especialmente quando são vistas pessoas carregando faixas que defendem a ditadura, fazendo apologia a símbolos nazistas e fascistas, ou quando temos a eleição de demagogos moralistas, dentre os quais Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, sendo tratados como heróis.
O que observamos não foi apenas a condenação da diferença política (expressa no pensamento e nas ações do Partido dos Trabalhadores),mas da própria política, principal elemento de mediação democrática, e dos políticos. O alvo principal das críticas foi a democracia, num movimento com forte corte de classe e de cunho elitista.
Haviam oportunistas? Sim, muitos deles respondendo por processos de corrupção e sonegação fiscal, enquanto diziam lutar contra a corrupção, e isso inclui os grandes meios de comunicação com suspeita de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais. Haviam conservadores e reacionários conscientes? Sim, já citei um deles no parágrafo anterior. O problema é que na turba verde-amarelista (e a alusão à Plínio Salgado não é mera coincidência) existiam milhares de pessoas professando um ódio explícito contra tudo aquilo que o Brasil construiu em pouco mais de 30 anos de democracia, e é neste ponto que mora o perigo!
Todas as acusações feitas pela mídia e alguns setores do conservadorismo contra o ex-presidente Lula, principal alvo das ações de ódio, e que inflaram a orda golpista, são desprovidas de antijuridicidade e, por óbvio, de tipicidade ou de culpabilidade. Simplificando: “tais crítica não têm um objeto ilegal, passível de punição, pois são meras ilações preconceituosas que atacam a emergência pública e econômica de alguém que vem das classes mais pobres”.
Por outro lado, mesmo que provas do crime de corrupção tenham batido definitivamente na “casa grande”, atingindo Aécio e FHC e vários articulistas do movimento de 13 de março de 2016, não é motivo para deixarmos de observar a construção de um “estado-policial sem comando”, no qual os delegados da polícia federal vociferam contra a hierarquia administrativa imposta pela Lei e pela Constituição, e onde um canal de televisão manipula uma conversa da Chefe de Estado gravada ilegalmente.
A corrupção deve ser punida, mas quando realmente existente no mundo concreto, e não a produzida na hiper-realidade midiática. Não é a Globo que dita as Leis, nem qualquer ente da grande mídia, mas o Congresso Nacional eleito democraticamente dentro de um processo legislativo constitucionalmente definido. Além disto, qualquer punição a eventuais responsáveis não pode ser feita ao custo das liberdades democráticas, transformando o judiciário brasileiro num “cadafalso de velho-oeste”. As liberdades democráticas são fundamentais, caso o contrário teremos um país onde a lei será apenas subterfúgio para aprisionar a diferença!
Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.
https://sustentabilidadeedemocracia.wordpress.com/2016/03/17/etica-justica-e-odio-nao-sao-sinonimos/

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A inquisição política-social avança a passos largos

Eduardo Cunha é o nome a frente da onda conservadora, mas os interesses e patrocinadores do conservadorismo radical se escondem na mídia, na oposição e na sociedade...
Eduardo Cunha é o nome a frente da onda conservadora, mas os interesses e patrocinadores do conservadorismo radical se escondem na mídia, na oposição e na sociedade…
O momento é delicado e é preciso reafirmar que o país vive uma ofensiva conservadora, só comparável ao período que antecedeu ao golpe militar de 1964, depois sabemos no que deu.
A aprovação da redução da maioridade penal para 16 anos, em uma comissão especial da Câmara Federal, não é um fato isolado. Tem fortes laços políticos com outros ataques a liberdade de expressão e aos direitos do trabalhador. Na verdade, se constituem em uma agenda, muito bem desencadeada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha do PMDB/RJ, e seus aliados no Senado e na sociedade civil.
A mídia serve o banquete indigesto do conservadorismo radical a sua audiência, diariamente.
Aliás, o serviço prestado pela grande imprensa foi diretamente responsável pela eleição mais esquizofrênica dos últimos 54 anos. Elegeu-se um governo, de forte viés social, mas foi entregue a este mesmo governo um Congresso reacionário, considerado o mais conservador desde as eleições de 1960!
Este desequilíbrio na contabilidade eleitoral no plenário do parlamento e nos interesses dos eleitos, constituiu um quadro de ingovernabilidade, em que, a revelia do governo, empossado pela vontade da maioria do povo, é o parlamento quem dita quais matérias são as mais importantes e urgentes.
Em pouco mais de cinco meses, Cunha avançou sobre os direitos dos trabalhadores, com a PEC da Terceirização, que precariza as relações de trabalho em desfavor do empregado; costurou uma reforma política que legaliza o caixa dois e favorece o político patrocinado por grandes empresas e seus impublicáveis interesses; ameaça a soberania nacional e a Petrobrás; atenta contra a juventude pobre e sem assistência do Estado, entre outras maldades guardadas na mesa da presidência da Câmara.
Estas ações políticas, muito bem casadas com a propaganda da mídia e combinadas com um governo frágil e acossado, neste momento mais preocupado em manter as aparências da governabilidade, mas já perdida, possibilitaram as mais bem sucedidas atuações legislativas do conservadorismo brasileiro em décadas.
Em apenas cinco meses!
Engana-se quem pensa que a onda fundamentalista religiosa, que prega a intolerância quanto a diferença do pensamento político, da escolha de credo, da diversidade sexual, ocorrem de maneira isoladas. São elos de uma mesma corrente.
O Brasil sofre um forte atentado às liberdades de expressão e à democracia, coordenado por forças poderosas do atraso, visto a olho nu, todos os dias.
O governo, em que pese suas dificuldades e equívocos, não é um corpo conservador, suas diretrizes políticas convergem para a democratização da sociedade e respeito às diferenças, por mais que tenha evitado avançar em questões importantes, como o aborto ou a descriminalização da maconha, por exemplo, para não se comprometer eleitoralmente, os governos petistas não podem ser rotulados de propagadores de políticas retrógradas.
É preciso deixar muito claro: o PT, seus governos e aliados à esquerda, são os entes políticos que estão sendo atacados pelo caldo do ódio e do retrocesso social instalado no Brasil.
Como foi dito antes, em outro texto AQUI“não é apenas o governo Dilma que está a perigo, é toda uma rede de conquistas e liberdade alcançadas, com muita luta, ao longo da história que está em jogo.”
Se as forças democráticas e progressistas não formalizarem um amplo arco de aliança política, todos aqueles que não concordam com o que está sendo construído (ou destruído), serão fragorosamente derrotados. Uma governante fragilizada não é capaz de, sem aliados fortes, combater as forças reacionárias, que agem à margem dos interesses de uma sociedade que, vendo tudo acontecer de maneira tão rápida e pouco esclarecedora, se sente incapaz de reagir. Cala-se, conforma-se e, desta maneira, caminhará para a ruptura social mais adiante, inevitavelmente.
Apenas a soma dos esforços da esquerda e também do centro político que não pactua esta agenda dos horrores, será possível dar um fim a ousadia de Cunha e seus asseclas do baixo clero do parlamento. Sem uma resposta imediata, estes personagens se sentirão ainda mais a vontade para continuar avançando sobre os direitos do povo. A reação clamada, com realismo necessário, tão somente será capaz de equilibrar as forças, à espera de 2018, preservando o que ainda resta de políticas públicas democráticas.
Ao governo pouco sobra de manobra no campo político, mas é nítido que a composição de sua base só lhe permitiu sustentar-se em seu posto e aprovar as medidas do ajuste econômico. Pouco vale ser governo e ver prosperar a plataforma política da oposição. A reforma ministerial talvez seja necessária para rearranjar esta composição falida. Esperar que o ajuste de Joaquim Levy seja bem sucedido e possibilite a recuperação de apoios, popular e político, para tentar virar o jogo, talvez seja uma expectativa que só possa se realizar tardiamente, quando a “terra estiver arrasada”, dadas as atuais conjunturas.
À sociedade organizada não resta outro caminho que senão o do repúdio ao ódio e à intolerância de todo tipo e do fortalecimento da democracia e a radicalização da representação política, através de manifestações, coordenadas e direcionadas, contra os atuais patrocinadores do conservadorismo.
As tristes cenas, repetidas diariamente, de agressões morais e físicas, por conta da intolerância religiosa, homofobia ou contra integrantes e/ou simpatizantes de partidos políticos de esquerda, tenderão a aumentar e serem naturalizadas, aceitas por uma massa atônita, como exemplos de “punição dos homens de bem e de Deus contra os impuros”, como uma espécie de inquisição política-social.
O que é que tá faltando para a reação progressista começar? O tempo urge.
https://blogpalavrasdiversas.wordpress.com/2015/06/17/a-inquisicao-politica-social-avanca-a-passos-largos/

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O caráter conservador da cultura brasileira


Extrema-Direita.                                         Mateus 25-33,34



O Brasil é um país que se dividiu. O intenso e quente clima político hoje nas ruas, e dia 15 de março vamos ver onde essa coisa toda vai dar, é apenas um lado da coisa toda.
O que está em questão não é apenas a corrupção na Petrobrás, os escândalos políticos, a Dilma que jogou seu governo no buraco, a economia que aponta tempos difíceis pela frente, a inflação que vai corroendo o salário de gente que vive de salário, o divórcio da classe política em relação à sociedade e seus graves problemas, a esquerda que faliu e virou apenas caixa de som berrando, dia sim outro também, contra a corrupção no governo FHC, como se ela não estivesse pra completar dezesseis anos no poder.
Esses são problemas do dia a dia. Uma hora ou outra se resolvem, de um jeito ou de qualquer jeito.
A questão de fundo é mais grave. O que está em jogo é o fato de que o Brasil é um país conservador, tradicional, de caráter religioso, interiorano, que entende a família como o esteio da sociedade e de onde, e apenas ai, é possível consertarmos as coisas. Esse país, conservador e tradicional está sob o ataque sistemático, diário, de forças ditas progressistas, que querem acabar com tudo isso.
Essas forças estão no poder federal a quase vinte anos, com previsão de ficar vinte e quatro anos. Mudando leis, modificando comportamentos, estimulando fracionamentos e divisões, criando todo tipo de ardil no sentido de fazer com o país o que o povo em geral não quer, nunca quis.
Ser de esquerda no Brasil é uma aberração em relação ao que é nossa cultura, ao que ela representa e como se formou. O descontentamento todo difuso sentido pelas pessoas no seu dia a dia, a bagunça, a desobediência, a falta de disciplina, a falta de hierarquia e ordem, o desrespeito generalizado, o fim da infância e a sexualização acelerada de crianças e jovens. Até a maneira como comemos no Brasil é uma evidência da divisão do país. Não há nada, desde uma escola pública e no que elas se transformaram, passando pelas famílias cada vez mais disfuncionais, que não esteja ligado a cultura de esquerda e progressista implantada entre nós desde o período militar.
O Brasil precisa se reencontrar com seu passado com suas grandes virtudes e sabedoria, nossa sociedade não aceita mais o caminho por onde nos empurraram nesses últimos 20 anos.
Luciano Alvarenga em seu blog: http://lucianoalvarenga.blogspot.com.br/2015/02/o-carater-conservador-da-cultura.html#.VO91WvnF_T8

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Professor de Oxford traça perfil da “nova direita” no Brasil

direita politica brasil facismo
Perfil da “nova direita” no Brasil (Imagem: Pragmatismo Político)
Faixas “Fora, Dilma” e “Fora, comunistas” em meio a gritos de “Somos coxinhas”. Assim, cerca de 500 manifestantes pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff no fim de semana passado, em São Paulo.
As manifestações de grupos de direita esquerda têm se intensificado no país desde as eleições presidenciais. Em novembro, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fez uma marcha na Avenida Paulista contra o ato de eleitores anti-PT descontentes com o resultado das urnas.
Mesmo diante da divisão política expressada nas ruas, especialistas argumentam que o Brasil não vive uma polarização nos moldes de Estados Unidos e Venezuela. A divisão, afirmam, é apenas passageira.
O país vive, na verdade, uma ressaca política depois de uma eleição muito apertada. As pessoas estão usando a palavra ‘polarização’ de uma maneira bastante equivocada”, avalia Timothy Power, diretor do Programa de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford.
Para o filósofo Paulo Eduardo Arantes, professor aposentado da USP, a disputa entre PT e PSDB foi apenas eleitoral e não representa uma divisão profunda da sociedade.
A polarização da campanha, o ‘nós’ contra ‘eles’, era muito rasa. Com o tempo isso vai desaparecer com as composições que serão feitas no governo”, explica ele, citando a nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB), ligada ao agronegócio, para o Ministério da Agricultura.
Para Power, o descontentamento de uma pequena parte da população se concentra na escolha para presidente, por causa dos programas sociais criados pelos governos petistas desde 2002.
Para outros pleitos, como governos estaduais e prefeituras, o Brasil não apresenta um quadro tão polarizado”, diz o brasilianista.
Nos Estados Unidos, a bipolarização partidária permeia todos os níveis da esfera política, dos estados ao Congresso, com eleições permanentemente apertadas. Apesar de no Brasil a eleição presidencial ser majoritária, o Congresso Nacional apresenta, segundo Power, uma fragmentação muito grande.
As pessoas que estão protestando contra o PT nas ruas devem perceber que a representação do partido no Congresso é hoje menor do que em 2002″, avalia. “O avanço da legenda no Brasil é um fenômeno presidencial. Não tem muito a ver com outras esferas de governo.”
“Nova direita”
Arantes acredita que há uma polarização assimétrica entre uma “nova direita”, surgida após as manifestações de junho de 2013, e a “esquerda oficial”. “Nos protestos, apareceu uma direita social e insurgente, que foi para as ruas em grande número para se contrapor ao status quo de um ponto de vista conservador”, analisa.
O filósofo argumenta que já existia no Brasil uma “direita residual”, que tende a propor intervenções militares. Enquanto este é um segmento minoritário, a “nova direita” tem um maior apelo popular.
Para ele, a assimetria se deve a uma radicalização da direita, que, no entanto, não foi acompanhada pela esquerda. “Uma polarização supõe dois termos antagônicos e extremos, só que um dos polos está em falta. A esquerda institucional, de governo no Brasil, é muito moderada, muito propensa à negociação”, aponta.
Arantes alerta que esse segmento não busca fazer alianças para compor maiorias, mas visa unicamente dificultar o governo do PT. “No Brasil, Jair Bolsonaro [deputado federal], por exemplo, não têm a pretensão de criar um governo de coalizão”, diz. “O Brasil se aproxima do que acontece nos EUA, em que a direita existe para impedir o Obama de governar.”
As redes sociais são o principal instrumento de mobilização desses grupos, segundo Power. Para o professor da Universidade de Oxford, os manifestantes que pedem o impeachment de Dilma se aproveitam da atenção midiática no período de ressaca pós-eleições. O grupo é minoritário e tem uma posição política que não é compartilhada pelos grandes partidos de oposição.
Pedir impeachment é pura fantasia. Esse não é o mesmo cenário de 1992, quando as alegações contra Fernando Collor eram muito fortes e ele tinha pouquíssimo apoio do Congresso”, considera.
Os protestos recentes representam um movimento anti-PT, “até antissistêmico, de certa forma”, diz Power. Ele avalia que a facilidade de mobilização pelas redes sociais ajuda os pequenos movimentos de direita, que nunca tiveram muita penetração na sociedade. “Isso é assimétrico em relação à esquerda, que sempre teve boa capacidade de mobilização popular nos sindicatos e movimentos sociais.”
Power acredita que a internet “equilibra o jogo”, mas de uma maneira superficial. “Hoje, a direita acha que uma conta no Twitter vale mais do que uma CUT, por exemplo, mas não é exatamente assim. Atrás do poder de mobilização das redes sociais, a direita não conta com movimentos organizados”, afirma.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/12/professor-de-oxford-traca-perfil-da-nova-direita-no-brasil.html


Karina Gomes e Marina Estarque, DW

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

As peças do jogo no discurso velho-novo de Marina Silva



Na grande disputa pela política econômica, existem três personagens distintos:

·       partidos políticos
·       grupos econômicos
·       escolas de pensamento.

O estudo da política exige que os três grupos sejam analisados de forma independente. Em cada momento histórico, há uma confluência de interesses possibilitando alianças mais ou menos duradouras. Mas todos os grupos preservando suas próprias características.

As escolas de pensamento


No final dos anos 80, as escolas de pensamento se dividiam entre os desenvolvimentistas da Unicamp, aportando no PMDB, e os mercadistas da FGV-RJ e, depois, da PUC-RJ a cavalo no PSDB.

Não por acaso, os desenvolvimentistas tinham extração paulista e os mercadistas vinham do Rio de Janeiro.

A partir do Plano Real, os mercadistas dominaram o PSDB. A cereja do bolo eram as estatais em processo de privatização e a política econômica, fortemente anti-desenvolvimentista, privilegiando os movimentos de juros e câmbio.

No final do governo FHC, o mercado financeiro o tratava como o maior presidente da história; os industriais, como o pior. O eleitor comum, como o mais rejeitado.

Quando o PT assume o poder, Lula passa a exercitar seu esporte favorito: juntar todas as pontas. Garantiu aos mercadistas o controle sobre o Banco Central e a Fazenda; abriu espaço para os desenvolvimentistas no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social); fortaleceu o setor produtivo dando dimensão maior ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e à Agricultura. E incluiu o ingrediente novo, das políticas sociais inclusivas.

A crise de 2008 desbalanceou o jogo. Os desenvolvimentistas lograram crescer a partir da ascensão de Guido Mantega e do novo ativismo dos bancos públicos – inevitável ante o refluxo do crédito bancário.

Lula saiu aclamado por banqueiros, industriais e com aprovação popular.

O governo Dilma tornou-se francamente desenvolvimentista, pela formação unicampista da presidente, com fortes acenos ao setor real da economia e a aposta nos seus próprios campeões nacionais. Problemas na implementação de políticas explicam volteios e recuos.

Hoje em dia, os think tank econômicos dividem-se assim:

Casa das Garças – assumiu o protagonismo do pensamento mercadista, desbancando as instituições de ensino – PUC-RJ e FGV-RJ.

Unicamp-UFRJ – seu desenvolvimentismo evoluiu para conceitos sistêmicos, incluindo desenvolvimento industrial, geração de emprego, distribuição de renda e inclusão social.

IEDI - Há uma vertente industrialista dos grandes grupos paulistas, reunidos no IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), juntando temas como internacionalização, inovação e gestão.

Fora isso, há organizações, como a MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), MBC (Movimento Brasil Competitivo) juntando grandes empresas nacionais e internacionais em torno de temas específicos.

Os grupos econômicos


Com o desenvolvimento econômico das últimas décadas, consolidaram-se os seguintes grupos econômicos:

Mercado – grandes bancos de investimento, bancos comerciais, investidores em geral, gestores de fundos, administrando carteiras bilionárias, de grupos e famílias que venderam suas empresas e aderiram de vez à nova etapa de capitalismo financeiro. A Casa das Garças é seu porta-voz. Tem na velha mídia o principal canal de influência.

Grupos paulistas – entram aí os grandes grupos empresariais que se modernizaram e se internacionalizaram na última década, tendo tanto interesses industriais como financeiros. Tem uma perna no mercado e outra no IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). Dependem das grandes políticas públicas, do apoio do BNDES, mas atuam majoritariamente no mercado privado.

Indústria – a enorme cadeia de empresas pequenas e médias, reunidas em torno da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e das federações de indústria ou de associações como a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Clientela basicamente privada.

Campeões nacionais – grandes empresas cujo principal cliente é o governo (como na infraestrutura) ou apoiadas maciçamente pelo governo.

Ruralistas – reunidos em torno da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), que ganhou outra dimensão no governo Dilma, com o ativismo de sua presidente Katia Abreu e da bancada no Congresso.

De todos esses grupos, apenas os dos primeiros articulam-se politicamente e atuam como “fornecedores” de conceitos e ideias para os agentes políticos graças à influência que ainda detêm sobre a velha mídia.

Os agentes políticos


É em cima das peças listadas que se movem os agentes políticos.

O jogo funciona assim:

1.     As escolas de pensamento serão mais ou menos influentes dependendo da sua capacidade de alinhar os interesses dos grupos econômicos com as demandas populares.

2.     A partir desse alinhamento, os discursos são desenvolvidos para serem apropriados pelos partidos políticos e seus candidatos; e financiados pelos grupos econômicos.

Vamos ver a situação do jogo a partir do ataque à dama (a presidente)

Dilma Roussef – inicialmente fez uma aposta desenvolvimentista com inclusão social. Sem o traquejo de Lula, tem procurado atender a um arco amplo de interesses econômicos e políticos. Manteve o apoio das Confederações e federações empresariais tornando-as parcerias de programas bilionários. Investiu fortemente na economia real, ampliou o programa de concessões.  Em tese, tem o apoio dos campeões nacionais, das lideranças ruralistas. Os problemas que têm enfrentado residem na execução dos programas. E na necessidade de, permanentemente, equilibrar as forças políticas e as demandas econômicas – sem dispor de um timoneiro seguro na Fazenda. As ressalvas dos industrialistas são muito mais em relação à execução da política do que a seus princípios. Os grandes grupos paulistas têm ressentimento em relação à perda do protagonismo e aos movimentos do BNDES, mas jamais irão se indispor publicamente com o grande financiador.

Contra Lula, o discurso brandido era profundamente ideológico. Prenunciava a invasão das FARCs, o chavismo, o bolivarianismo, o aparelhamento, a destruição do equilíbrio fiscal, o populismo desvairado. No final do governo Lula, a maioria dos bordões tinha se esvaziado.

Com seu estilo, Dilma desarmou ainda mais esses bordões. As críticas contra ela são muito mais em relação à forma do que ao mérito das políticas implementadas. Não subsistiram as baboseiras contra as políticas sociais. E as críticas contra as gambiarras fiscais da dupla Mantega-Agustin têm sido respondidas.

Restaram as críticas em relação à sua teimosia, voluntarismo, à pressa se impondo sobre a técnica, ao fato de não permitir ministros fortes. São críticas consistentes, mas com baixo poder de destruição.

Hoje em dia, Eduardo Campos e Aécio Neves procuram se diferenciar atuando sobre esse enquadramento: Campos se propondo a ser uma Dilma melhorada; Aécio criticando pontualmente cada declaração de Dilma.

Marina vai além.

O fator Marina


É aí que entra o fator Marina.

Sua base ideológica está se dando dada por mercadistas mais elaborados e pelos grandes grupos econômicos paulistas. Sua defesa do “tripé” econômico jamais fez parte do seu repertório político. É fruto de aulas particulares, mas tem gerado um discurso oposicionista eficiente. O povo sabe lá o que é o tal tripé, mas na boca de Marina ganha força.

Mas o discurso de Marina é mais que isso.



André: a alegria está nas pequenas coisas da natureza


Seu teórico será André Lara Rezende, que usou o PSDB enquanto lhe convinha e agora procura um novo porto. E aí cria-se uma situação curiosa, que acaba juntando os grandes investidores internacionais e os ambientalistas: o discurso anti-desenvolvimento.

É mais ou menos assim: o mundo não pode crescer mais, pela exaustão dos recursos naturais. Há que se pensar em novas formas de felicidade, diferentes do modelo consumista dos últimos séculos.

Longe de André abrir mão dos prazeres da carne, dos cavalos de corrida, dos automóveis e de sua quinta em Portugal. O que está por trás desse neo-malthusianismo é uma questão tão velha quanto a economia política: desarmar o ativismo do governo e qualquer veleidade de projeto nacional. E desarma-se enfraquecendo a bandeira do desenvolvimentismo com os sonhos do silvícola sendo abastecido unicamente pela mãe natureza.

É evidente que a nova utopia não responde a questões básicas: como dividir a renda, sem que ela cresça? André abriria mão dos dólares acumulados a partir do Plano Real para dividir com os mais pobres? Inclusão significa levar energia a todos os lares. Como casar o ambientalismo radical de Marina, que só acredita na energia dos ventos e do sol, com as necessidades dos mais pobres? Como garantir empregos melhores, sem um aprimoramento da industrialização, dos serviços?

Mas para que isso, diria o velho André, se a felicidade está nas pequenas coisas. É uma bela esperteza, de sentir os novos ventos e criar uma nova utopia para atender os velhos objetivos.

É esse o novo discurso com o qual Marina pretenderá se diferenciar de seus colegas de oposição.

Luis Nassif
No GGN

sábado, 2 de junho de 2012

Conheça o glossário definitivo da direita brasileira


No Glossário definitivo da Direita Brasileira, ‘Favela’ é localidade habitada por traficantes, assaltantes e seus acoitadores, sob o estímulo de governantes populistas que sobreviveram ao AI-5.


direita brasileira
Gustavo Moreira, em seu blog
As categorias abaixo são fundamentais para a compreensão mútua das diversas tribos de reacionários. A lista, sem dúvida, pode e deve ser enriquecida pelos leitores.
Amazônia - região que, antes representando quase metade do território nacional, deu lugar a acampamentos do MST, reservas indígenas e falsos quilombos, todos evidentemente dirigidos por fundações estrangeiras aliadas do Foro de São Paulo.
Analfabeto - indivíduo apto à execução de alguns trabalhos braçais, mas nocivo quando cadastrado em programas sociais do governo financiados com o dinheiro dos impostos pagos pela classe média.
Árabe – fanático religioso, com propensão média ou alta ao terrorismo, a ser contido ou eliminado pela aliança militar ocidental.
Brasília- cidade que, projetada pelo comunista Oscar Niemeyer, constitui a sede do estatismo sileiro, sobretudo após sua tomada pelos petistas.
  • Bullying - termo difundido por pedagogos e psicólogos comunistófilos com o objetivo de cercear a liberdade de expressão das pessoas espontâneas, em regra conservadoras.
Capitalismo - conjunto de práticas econômicas naturais, esboçadas desde a Pré-História, consolidadas na Inglaterra da Idade Moderna e combatidas pelos coletivistas de todos os matizes.
Cinema Nacional - atividade criminosa que consiste na exaltação do consumo de drogas, do adultério, do homossexualismo, da pedofilia, do palavreado chulo e da estética da miséria.
Colonização - processo louvável, infelizmente em desuso, no qual populações selvagens eram treinadas para executar algumas tarefas úteis para as sociedades civilizadas.
Comunismo – sistema político cuja prioridade é a construção de campos de concentração nos quais pelo menos um quinto da população de cada país deverá ser exterminada.
Cuba – ilha do Caribe habitada por onze milhões de cortadores de cana, cem mil instrutores de terrorismo e dois velhos, mantidos vivos pelo Capeta, que enganam a todos os outros.
DEM – partido formado pelos herdeiros das forças de centro-esquerda que romperam com a candidatura oficial para apoiar, em 1985, Tancredo Neves, que já contava com os votos dos parlamentares comunistas e criptocomunistas.
Democracia – nome atribuído ao conjunto formado por todos os regimes que reconhecem, ou reconheceram, a livre iniciativa como motor da economia, entre eles o castelismo, o franquismo e o pinochetismo.
Doutrinação – atividade dos que, usurpando a denominação de educadores, desviam crianças e adolescentes dos salutares princípios conservadores.
Eleição – processo pelo qual as pessoas maiores de dezesseis anos devem renovar seu assentimento à direção esclarecida das elites.
Estados Unidos – país-sede da Civilização Ocidental, ao qual cabe a preservação da economia capitalista e do governo das elites em toda a superfície terrestre.
Favela – localidade habitada por traficantes, assaltantes e seus acoitadores, sob o estímulo de governantes populistas que sobreviveram ao AI-5.
Feminismo – conjunto de movimentos compostos por comunistas lésbicas, que pretendem, após a tomada do poder, relegar os homens heterossexuais aos serviços domésticos.
Greve – atividade criminosa que tem como finalidade o bloqueio da cadeia produtiva para favorecer a implantação do comunismo.
Homossexualismo – desvio de conduta que tem sido, nas últimas décadas, incentivado pelos políticos de esquerda, no intuito de dissolver as famílias conservadoras.
Império – período da História do Brasil em que as mulheres eram decentes, os políticos não roubavam e os negros, muito bem tratados, conheciam o seu lugar.
Imprensa Livre – empresas jornalísticas familiares, dirigidas por aristocratas honrados, que orientam corretamente a opinião pública nacional.
Índio – individuo selvagem, sem contato com o homem branco, que vive nu em alguns pontos da Floresta Amazônica; distinto do falso índio, estelionatário que, mesmo conhecendo a língua portuguesa e possuindo televisão, reivindica de má fé terras que devem ser destinadas à agricultura de exportação ou à produção de celulose.
Indigenismo – conjunto de movimentos que pretendem legalizar o consumo de carne humana e os sacrifícios de prisioneiros aos deuses pré-colombianos, criando uma organização econômica em que a principal atividade será a produção de cocaína.
Janismo – movimento político que, a princípio incorporando justas demandas da boa sociedade, descambou para a esquerda, culminando na vergonhosa condecoração do terrorista Che Guevara.
Judiciário – poder do Estado constituído em prol da segurança física e patrimonial das elites, nos últimos anos desfigurado para estabelecer privilégios em favor de ex-terroristas, sindicalistas, negros e gays.
KGB – diz-se, em sentido figurado, dos indivíduos e grupos que empregam seu tempo na elaboração de dossiês contendo os raros deslizes dos homens de bem.
Libertário – denominação aplicada ao elemento que, simulando ser adepto do sistema de livre mercado, defende a agenda cultural da esquerda, nela incluídos o casamento gay e a pedofilia.
Muçulmano – termo semelhante ao verbete “árabe”, porém mais empregado quando se enfatiza o papel de inimigo mortal do Ocidente.
Napalm – produto industrial de alto valor estratégico, podendo ser empregado tanto para queimar comunistas quanto para solucionar o problema da favelização das metrópoles.
Nudista – diz-se do indivíduo ou grupo, de tendência esquerdista, que visa à dissolução dos valores da sociedade ocidental por meio da generalização das posturas obscenas.
Organizações Globo – grupo empresarial mercenário que, tendo prestado alguns bons serviços à democracia a partir de 1964, vendeu-se posteriormente ao lulismo e ao dilmismo.
Pluralismo Político – situação medianamente aceitável, na qual operários, professores, estudantes, desempregados e outros tipos suspeitos falam o que querem, todavia aceitando de maneira expressa ou tácita que os representantes da indústria, do comércio e das finanças deem a última palavra.
Politicamente Correto – filosofia esquerdizante que tem como objetivo solapar as hierarquias sociais consagradas pela tradição, eliminando da língua os termos que qualificam os elementos superiores e os inferiores.
PSDB – partido socialista que, em conluio com o PT, pretende estabelecer o comunismo no Brasil, por meio da estratégia das tesouras.
PT – partido que, simulando aceitar a economia de mercado, forma o principal tentáculo do movimento comunista no país.
Quilombola – indivíduo que, se valendo da epiderme escura, reivindica terras que ao invés de cultivar pretende vender a terceiros.
Republicano – adepto do partido norte-americano que constitui a última resistência, ao lado do governo de Israel, à implantação do Estado Mundial comunista.
Sindicato – organização criminosa formada por pessoas que recebem salário sem trabalhar, propagandistas e instrutores de terrorismo e terroristas propriamente ditos.
Social-democrata – comunista envergonhado, disposto a tolerar, com indisfarçável má vontade, alguns tipos de propriedade privada.
Socialista – eufemismo gasto, empregado pelos comunistas que não gostam de se apresentar como tal.
Trabalhista – indivíduo semelhante ao social-democrata, em geral combina seu ódio à propriedade privada com táticas populistas.
Trabalho Escravo – expressão fraudulenta inventada por políticos marxistas que desejam abolir a propriedade rural, visto que desde a Lei Áurea nenhum brasileiro tem a posse sobre outro homem registrada em cartório.
Terrorista – termo aplicado a todos os indivíduos que participaram da resistência à Revolução Democrática de 1964, desde os que pegaram em armas efetivamente até os que escreveram redações escolares contra a ordem revolucionária.
Totalitário – diz-se do indivíduo, movimento ou partido que se opõe, ainda que pela via eleitoral, à abolição das relações econômicas naturais, que se materializam no capitalismo do tipo laissez-faire.
União Soviética – federação que depois de funcionar como sede do comunismo internacional foi maliciosamente dissolvida para facilitar ainda mais a difusão desta perversa doutrina.
Universidade Pública – centro que emprega o dinheiro dos impostos pagos pela classe média para sustentar professores que não trabalham e pregam o comunismo.
Veja – instituição constituída nos moldes de uma agência oficial de notícias, papel a ser desempenhado em futuro breve, após a passagem do eclipse petista.
 – título do falecido imperador do Irã, Reza Pahlavi, injustamente afastado do poder para dar lugar a clérigos cujo único propósito é construir bombas atômicas para lançar contra Israel.