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domingo, 13 de novembro de 2011

ZONA SUL / ROCINHA - DEPENDENTES QUÍMICOS COM DIFICULDADE PARA COMPRAR DROGAS – ABSTINÊNCIA FORÇADA.





A REALIDADE DE UMA ALTA SOCIEDADE HIPÓCRITA.

Ao mesmo tempo em que pede “PAZ”, considerável parcela da sociedade financia com seu dinheiro o tráfico, fornecendo “combustível’ para que os grupos criminosos tenham “bala na agulha” para subornar maus policiais e possuir um enorme e pesado arsenal, que inclui armamento de guerra.

Não é por acaso que a Rocinha é o maior e mais rico ponto de comercialização de drogas na Cidade do Rio de Janeiro (e talvez do Brasil) com suas incontáveis “bocas de fumo” e uma quadrilha integrada por quase duzentos “soldados” muito bem armados, onde se vende maconha, cocaína, crack, ecstasy e tudo o mais. Situada estrategicamente, a favela faz divisa com a área nobre e rica da Cidade, estando a um estalar de dedo de distância dos bairros onde mora a “fina flor da sociedade carioca”.

Abalar a Rocinha sempre foi um desafio para a Segurança Pública, pois, vai que uma bala perdida entra pela janela de um “Doutor”.

Enquanto nas ‘bocas’ situadas em favelas da Zona Norte e Oeste (Pobre) da Cidade, os consumidores são de classe média para baixo, e grande parte composta de miseráveis mesmo, na Rocinha, embora não faltem os miseráveis que deixam de comer para saciar o vício, a maior parte dos consumidores possui o status de “clientela”, composta por jovens endinheirados, brancos, bem nutridos (até quando ?) empregados, estudantes das mais caras universidades, artistas, turistas, esportistas, políticos, altos funcionários..... tudo gente cla$$e AAA.

O fato é que com o advento da COPA 2014 e Olimpíadas 2016, faz-se necessário quebrar o poder de fogo do tráfico, e impedir que as facções continuem a controlar territórios situados em áreas que tenham relação direta com os dois eventos. Por isso quase toda a Zona Sul e parte da Zona Norte (Grande Tijuca) próxima ao Maracanã já estão em poder do ‘Estado’ legalmente constituído.

Com o cerco estabelecido pela polícia, está difícil conseguir comprar “droga” na Rocinha e adjacências. Até o serviço de entrega domiciliar está quase que paralisado, e as mulas estãoem recesso. Quem não consegue ficar sem seu baseado ou dar sua “cheirada”, vai precisar atravessar o túnel e pagar mais caro, além de correr maior risco de ser detido. Amanhã a Rocinha vai ser invadida por caveirões e blindados da Marinha, e, por alguns dias a comercialização de entorpecentes vai ficar “prejudicada”.

Até que tudo se “normalize” e o “mercado de procura e oferta” se restabeleça, a clientela (inclusive os oriundos de Minas) que espere por outro “NEM”.

Aliás, sobre o “NEM”, embora todos digam odiar e querer ver preso, é forçoso reconhecer, muitos não vivem sem o que ele vende, e precisam de figuras como a que ele encarna, ou seja, um traficante mau que vende drogas para consumidores, todos hipocritamente bons e honestos.

by: 007 BondBlog

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

RIO:GOVERNO AVISA E TRAFICANTES SAEM

Há onze dias o governo do Rio avisa ao tráfico de  nove comunidades  que iria ocupá-las, e finalmente o fez hoje, sem disparar um tiro sequer.
Poupou vidas, mas permitiu que os traficantes saíssem de lá com suas armas e drogas.
Mas o que fica patente nestas ocupações é que nós da Sociedade Civil cada vez mais vamos tomando conhecimento da total ausência da ação social e política do Estado nestas áreas, e de nenhuma ação mais profunda  de cidadania por nossa parte,  há décadas.
A própria Igreja católica desobrigou-se da assistência a estas comunidades, optando pelos ricos e poderosos.
O egoísmo das classes privilegiadas, permitiu ao banditismo ocupar o lugar do Governo e da Sociedade .
Hoje estas mesmas classes pagam o preço do desprezo pelos mais pobres e carentes.
A mesma coisa se dá na ocupação das encostas: o feitiço vira-se contra os feiticeiros.
Nas últimas catástrofes, casas de classe média e de ricos foram atingidas.
Não houve distinção. E no crime, o mesmo tráfico que impunha terror nas comunidades passou a impor este terror nos bairros abastados.
Somos um só povo. Uma só gente. Se desprezarmos qualquer das nossas partes teremos o retorno. E ele não será agradável.
Para a maior parte das classes privilegiadas , favelado é como se fosse praga a ser destruída com napalm. Para a maioria dos governos, encostas e favelas são minas de votos populistas.
Espero que além da ocupação a Sociedade Civil exija do estado ações sociais e de cidadania não só nas áreas agora ocupadas mas em todo o Estado do Rio e em todo o País.
blog do Benvindo