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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como a cartelização da mídia prejudicou São Paulo



Em 2005 houve o grande pacto dos grupos de mídia nacionais, seguindo o modelo do australiano Rupert Murdoch, trazido para o Brasil pelo presidente do grupo Abril, Roberto Civita.

Interrompeu-se a competição e definiu-se uma linha única de ação para todos os grupos, que consistia em uma luta sem quartel visando empalmar o poder político para facilitar a travessia para o novo padrão tecnológico que surgia.

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O capítulo mais ridículo foi o da criminalização de um Ministro que se valeu do cartão funcional para adquirir uma tapioca.

O capítulo mais comprometedor foi a tremenda campanha negativa contra as obras da Copa, que acabou desmentida pelos fatos.

O país foi prejudicado de duas maneiras.

A primeira, pelo prejuízo às críticas fundamentadas que deveriam ser feitas às práticas do governo e acabaram trocadas por tapiocas e outras bobagens; a segunda, por ter desarmado totalmente a fiscalização sobre governos aliados.

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Essa perda de foco jornalístico foi em parte responsável por dois dos maiores desastres da história de São Paulo: as enchentes no governo José Serra e a grande crise de água que se prenuncia no governo Geraldo Alckmin.

As enchentes destruíram cidades, alagaram São Paulo e, não fosse o trabalho dos blogs e das redes sociais, as causas jamais teriam sido divulgadas. A razão principal foi o fato de Serra ter cortado as verbas de desassoreamento do rio Tietê ao mesmo tempo em que inflava as verbas publicitárias e as compras de livros didáticos da editora Abril.

A suspensão dos trabalhos reduziu em 30% a 40% a vazão do rio. Os compromissos políticos espúrios dos grupos de mídia barraram os alertas provenientes de técnicos e especialistas.

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O mesmo ocorreu em relação ao problema da Sabesp. Durante todo 2014, os únicos alertas consistentes partiram dos blogs, porque os grupos de mídia se eximiram de sua responsabilidade.

Um dos momentos mais desmoralizadores desse neojornalismo foi a cobertura dada pela mídia ao uso do volume morto de água do sistema Cantareira. Uma medida de desespero, prenúncio dos problemas maiores que viriam pela frente, foi tratada como uma inauguração solene. “Foram distribuídos convites para convidados VIP, convidando "para o início do bombeamento da reserva estratégica de água para o sistema Cantareira. Os telejornais deram espaço nobre às palavras de Alckmin, à sua postura grave, mostrando como, graças à eficiência do governo do estado, o paulistano terá mais 6 meses rezando para as chuvas venham. Se não vierem, nem todos os caminhões pipa do país darão conta da tragédia”.

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Se depender da maioria dos blogs militantes, não serão divulgadas críticas ao governo Dilma; se depender da atuação maciça dos grupos de mídia, não será veiculada nenhuma crítica ou denúncia contra governos e políticos aliados.

Ao pretender esmagar a blogosfera, sufocando-a com ações judiciais os grupos de mídia penalizam gravemente o direito à informação por parte do público.

O Judiciário precisa desinterditar o debate e ter coragem de discutir esse tema.

Luís Nassif
No GGN, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/como-cartelizacao-da-midia-prejudicou.html

sábado, 26 de março de 2011

O Escândalo do Tietê

Durante os dois primeiros meses deste ano, a capital paulista sofreu uma tragédia que faz lembrar a que se abateu sobre o Japão depois de sua costa leste ter sido varrida por um tsunami. Tragédia igual ocorreu no mesmo período do ano passado. E no ano retrasado.....

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tsunami no Japão e chuvas no Brasil

A tragédia no Japão obriga a reflexão sobre como é absurdo que morra tanta gente no Brasil por conta de meras chuvas. Até agora, naquele verdadeiro holocausto, foram contabilizadas pouco mais de três centenas de mortes e várias centenas de desaparecidos. O número de vítimas fatais pode até subir, mas mesmo que duplique, triplique, quintuplique, diante das cenas que se viu parece “baixo”, por mais absurdo que pareça.
Para tanto, basta comparar com o que acontece no Brasil por conta de meras e previsíveis chuvas, eventos climáticos para os quais existe vasta tecnologia para as autoridades anteciparem a ocorrência e retirarem as vítimas das áreas de risco.
Para mensurar a diferença entre viver em um país como o Japão e em outro ainda incivilizado como o nosso, basta olhar para a quantidade de mortes que o período de chuvas causa por aqui todos os anos. Só na capital paulista, no início de 2010, morreram 78 pessoas por causa das enchentes – afogadas ou soterradas. Neste ano, no período de chuvas, no Brasil todo ocorreram mais mortes do que as confirmadas até agora no Japão.
Outra forma de mostrar a capacidade que providências do Estado têm para minimizar o número de vítimas de catástrofes naturais é comparando o número de vítimas do tsunami que atingiu a Indonésia em 2004 com o das que são previsíveis no Japão ao fim da contabilidade macabra que o país terá que fazer. Em 2004, foram mais de 200 mil; no Japão, agora, não se imagina nem 10% disso, apesar de eventuais diferenças entre tragédias.
Ao fim desta reflexão, é inevitável enveredar pela questão política. A grande diferença entre um país como o nosso e um país como o Japão é a de que naquele país TODOS os cidadãos contam, enquanto que no Brasil não só o Estado como a própria sociedade não consideram inaceitável a perda de qualquer brasileiro. Aqui, neste país atrasado, só as vidas de alguns contam quando o Estado tem que investir para evitar catástrofes.
blog da cidadania

domingo, 6 de março de 2011

São Paulo e Tóquio

São Paulo



Tóquio
Cinco poços de 32m de diâmetro por 65 m de profundidade interligados por 64 Km de túneis.


Vi no Viomundo, Cama de Prego e Rudá Ricci, via Com textolivre

Aprenderam tucanos?!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Chuvas no Rio de Janeiro. O que podemos aprender com isso?

Entrevista especial com João Whitaker

Mais de 800 pessoas mortas e outras tantas desaparecidas. Este é o saldo de mais uma tragédia em decorrência das chuvas extremas de verão. Um evento que vem se tornando uma rotina nos últimos anos, dado os casos de Blumenau, Niterói, Angra dos Reis e Campos dos Jordão. Todas estas cidades poderiam ter nos deixado uma lição, mas não foi isso que aconteceu. “Esta tragédia foi anunciada, pois acontece esse tipo de evento todos os anos em diversos lugares com as mesmas características. O que não é anunciado é onde elas vão ocorrer”, explica o urbanista João Whitaker na entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone. “É possível realizar ações de revegetação, de contenção, obras de drenagem, que permitam a ocupação em áreas de encostas. O problema no Brasil é que a urbanização desses locais ocorre sem uma política eficaz de controle da ocupação do território. No Brasil a política de expansão urbana se dá marcada por liberalidades”, apontou.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

JN acusa povo paulistano de ser o mais porco do país



O Jornal Nacional de 24 de janeiro, 2ª feira,  apresentou reportagem sobre as enchentes em São Paulo. Mostrou a dimensão do caos, as mortes, os prejuízos imensuráveis e apresentou a causa de toda essa tragédia: a população local, que atiraria avalanches de lixo nas ruas, entupindo bueiros e diminuindo a calha do rio Tietê devido à correnteza da água da chuva, que levaria tudo para o rio.
Como a capital paulista é a região urbana que mais alaga no Brasil, e se é o lixo que o povo atira que provoca as inundações, pode-se supor que o povo de São Paulo é o mais porco, o mais irresponsável e o mais mal-educado, pois nenhuma outra grande cidade alaga de forma sequer parecida, inclusive proporcionalmente à população que abriga.
A reportagem não deixa dúvida de que é o povo de São Paulo o culpado por essa situação de verdadeiro caos que vai tomando a cidade, pois entrevista algum chefete das obras de limpeza da calha do Tietê e ele diz, claramente, que está cumprindo a sua obrigação, mas que o povo atira mais lixo na rua do que as esforçadas administrações do Estado e do município de São Paulo conseguem recolher.
Como a reportagem não disse se houve aumento, diminuição ou manutenção dos serviços que essas administrações fazem para diminuir os efeitos das chuvas de verão em São Paulo, pode-se supor que verificou esse dado e nada encontrou que desabonasse tais serviços. Não deixa de ser estranho, porém, que não tenha dado essa informação ao telespectador.
Enfim, ao menos a Globo acha que o culpado pelas enchentes em São Paulo, é o povo. Aliás, pelo menos nos bairros ditos nobres é isso o que diz, também, a população. E já vi gente de bairros populares confirmar tal versão.
Então somos, os paulistanos, uns suínos de duas patas, certo? Porque todos vêem que o lixo é atirado nas ruas de São Paulo em qualquer bairro. Moro no Paraíso, vizinho dos Jardins, e já vi colocarem de sofá a geladeiras na rua. Isso tudo vai pro esgoto, suponho…
Há uma outra possibilidade, porém. Talvez os paulistanos não sejamos o povo mais porco do país – ou do mundo, de acordo com o tamanho da nossa catástrofe pluvial. Talvez os governos Serra e Kassab não tenham feito tudo o que deviam na prevenção de enchentes por conta das centenas de milhões de reais que gastaram em publicidade no ano passado.
E talvez a Globo, descaradamente, tenha tentado jogar na cabeça dos paulistanos a culpa pelas enchentes. Mas não pela razão correta de terem votado como votaram para prefeito e governador, ou seja, em políticos que têm pelos seus eleitores burros o mesmo respeito que estes têm por si mesmos ao aceitarem o papel que querem lhes impor usando o Jornal Nacional..
blog dacidadania

Comentários pelas ruas de São Paulo

- Depois de tanta chuva, Alckmim anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú.
- Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!
- Se a São Silvestre fosse em janeiro, o Cesar Cielo ia humilhar!
- Depois do Airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais importantes nos carros de Sao Paulo.
- O melhor serviço de entrega em SP é do Submarino.
- Ninguém passa fome em São Paulo, Bolinho de Chuva é o que não falta.
- Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??
- Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP.
- Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho.
- Agora, todo paulistano tem casa com vista para o mar.
- Tem carioca morrendo de inveja, agora São Paulo tem dois mares: Mar ginal Tiete e Mar ginal Pinheiros.
- A Dilma está lançando o BALSA-familia pra ajudar São Paulo
- Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.
- O Alckmim tá trocando o bilhete Único pelo bilhete ÚMIDO!!
- A Marta disse para o Alckmim: Relaxa e bóia!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

1967 - Serra das Araras a maior tragédia

A maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras

Imagem da Serra das Araras - de 1967 - ficou pelada
Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.
No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.
Leia aqui - "População recorda a tragédia de 1967"
A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Jornal nacional esconde Dilma, Cerra e culpa Lula

Lula foi o responsável pela falta de dinheiro, segundo um polêmico site “Contas Abertas”, cujas contas, se abertas, podem surpreender.
Sergio Cabral negou categoricamente que Lula tivesse confiscado dinheiro do Rio.
Não interessa.
Uma repórter com a indumentária que anunciava Mautempo foi implacável: não chateia, seu Lula, o senhor vai para a forca.
A Mautempo copiou a manchete do Globo de hoje: a culpa é do Lula.
E a Dilma?
A Dilma foi ao Rio?
Pouco se percebeu.
Ou melhor, a ida de Dilma ao Rio foi um desastre tsunâmico.
Segundo a repórter Cristiana Serra, a Dilma só disse obviedades e foi vacilante, ambígua.
A Serra apareceu mais no VT do que a Dilma.
E para falar mal da Dilma.
E São Paulo?
Parou de chover?
A Vila Itaim está alagada?
O trem do metrô não tem refrigeração e os passageiros têm que andar nos trilhos para poder respirar?
Não.
Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo e seu leal spalla, o Pereira, não mencionaram São Paulo.
São Paulo é Milão.
É Lucerne, na Suíça.
Ou algum lugar da Austrália, onde um brasileiro deu por telefone um testemunho absolutamente irrelevante no jn.
O jornal nacional não brinca em serviço.
Se o Governo quiser se explicar, que vá para a TV Brasil.
Ou espere o licor de jurubeba do ministro Paulo Bernardo: a banda larga.
A eleição da Dilma foi soterrada na região serrana do Rio pelo Heraldo e o Kamel.
Eles, sim, é que sabem o que interessa ao espectador brasileiro.
Viva o Brasil!
Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudades de Marta e Erundina


Na última terça-feira, nas primeiras horas do alvorecer, as televisões e rádios de São Paulo já avisavam as pessoas para que evitassem sair com os seus carros às ruas. A cidade virara um caos por conta do que a imprensa local, como faz todos os anos nesta época, voltaria a dizer que foi a maior chuva desde o Dilúvio bíblico.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Obras anti-enchentes que não foram feitas em 24 horas nem em 16 anos de tucanato em SP


A mesma desculpa esfarrapada para o mesmo caos que acontece sempre na mesma época todos os anos. Detalhe: partindo do mesmo governo que está à frente do Estado de São Paulo há 16 anos. Após o caos instalado na maior cidade do país em decorrência das fortes chuvas durante a última madrugada, a terça-feira, 11, começou com uma piada de mau gosto do Secretário Municipal de Administração das Subprefeituras de São Paulo, Ronaldo Camargo, que disse ao telejornal “Bom dia, Brasil” que a cidade estava “melhor preparada do que antes” para enfrentar as chuvas. E o engraçado é que ao dar essa entrevista, na Ponte das Bandeiras, sobre a Marginal Tietê, o secretário tinha como pano de fundo um congestionamento quilométrico e pontos de inundação visíveis ao longo daquela via.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Imprensa e a Chuva

Chego em São Paulo. Chove torrencialmente. O motorista de táxi relata que todo dia é assim, e alaga: um dia alaga na zona leste, outro na zona Sul, outro... Ao menos, encontro uma análise contundente no blog Festival de Besteiras na Imprensa.

 "Digo e repito: o papel da chuva é chover, do governador e dos prefeitos fazer obras de drenagem e macro-drenagem e da imprensa é denunciar as omissões governamentais sejam tucanos ou não os seus mandatários.
Pois bem, todos os alagamentos, inundações e transbordamentos de rios, no Estado de São Paulo, e especialmente na capital e arredores, são decorrência dos ridículos investimentos realizados em drenagem e macro-drenagem, pelos sucessivos governos tucanos e do DEM (prefeitura da capital).
Se esses governantes fossem do PT, as denúncias seriam diárias - como ocorreu com a Marta Suplicy. Nessa ocasião, a imprensa não falava que a chuva provocara inundações. Ela denunciava a prefeitura pela não realização da obra A ou B e martelava nisso o tempo todo.
Ao contrário, durante todo o período de governos tucanos, a imprensa só sabe repetir que a culpa de todos os alagamentos e inundações é da chuva. É só ver as manchetes e submanchetes diárias, nesse período do ano.
A imprensa deveria saber que existe um Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Rio Tietê, que completou 12 anos em dezembro..."

A íntegra v. lê AQUI